sexta-feira, 15 de março de 2013

Paulo, a saga do maior bandeirante do cristianismo


A conversão de Paulo é uma prova incontestável do poder do Evangelho. O maior perseguidor do cristianismo tornou-se o seu maior expoente. Aquele que queria destruí-lo em seu berço tornou-se seu maior arauto. Destacamos três verdades sobre sua vida.

Paulo, o perseguidor 
Paulo era judeu e também cidadão romano. Nasceu em Tarso, na Cilícia, e foi criado em Jerusalém aos pés do mestre Gamaliel. Era fariseu, zeloso da lei, homem de mente peregrina, de cultura invulgar e de personalidade prismática. Tornou-se ferrenho perseguidor da igreja. Entrava nas sinagogas e arrastava para a prisão aqueles que confessavam o nome de Cristo. Não apenas prendia, mas também exterminava aqueles que aderiam à religião do Caminho. Seu zelo religioso, agregado à sua cegueira espiritual, fez dele uma fera selvagem.

Paulo tornou-se um monstro celerado, um implacável perseguidor, um pesadelo para aqueles que abraçavam a fé cristã. Alimentou o propósito de exterminar o cristianismo, usando a força, a truculência e a perseguição atroz. Com esse desiderato é que partiu para Damasco, capital da Síria, com o fim de manietar os cristãos e levá-los, presos, para Jerusalém.

Seu ódio não tinha limites. Sua fúria era semelhante à de um animal selvagem quando devora a sua presa.

Paulo, o convertido
A conversão de Paulo já estava sendo trabalhada por Deus, mas ele ainda recalcitrava contra os aguilhões. Ele era como um boi selvagem e indócil que não se sujeitava ao ferrão do domador. Deus já havia mostrado a ele que Jesus, o Nazareno, já havia vencido a morte e que os apóstolos, outrora medrosos, anunciavam com poder Sua ressurreição.

Ele vira como Estevão orou com rosto brilhando como de um anjo mesmo na hora do martírio. Mas, como esses aguilhões não amansaram esse boi selvagem, o próprio Jesus apareceu a ele no caminho de o próprio Jesus apareceu a ele no caminho de Damasco e jogou-o ao chão. Ele viu uma luz aurifulgente e ouviu uma voz poderosa vinda do céu. Ele, então, descobriu que estava lutando não apenas contra a igreja cristã, mas contra o próprio Deus. Sem tardança, Paulo se humilhou e se submeteu ao comando do Senhor Jesus.

Sua vida foi transformada. Ele saiu imediatamente da potestade de Satanás e do reino das trevas e tornou-se nova criatura. Recebeu uma nova vida, uma nova mente, um novo coração, uma nova família, uma nova Pátria. Enfim, o touro selvagem estava subjugado!

Paulo, o missionário
Jesus não apenas escolheu Paulo para a salvação, mas também o chamou para a obra missionária. Designou-o para pregar aos gentios, aos judeus e aos reis. Paulo tornou-se o maior bandeirante do cristianismo. Atravessou mares, cruzou desertos, enfrentou açoites e prisões para plantar igrejas na Europa e na Ásia. Tornou-se o maior evangelista, o maior plantador de igrejas, o maior teólogo e o maior expositor das verdades cristãs. Ele escreveu cartas inspiradas que se tornaram luzeiros para o mundo. Pastoreou igrejas e desbravou campos inalcançados, abrindo novas fronteiras para a implantação do Reino de Deus na terra.

Nessa saga bendita, foi preso em Damasco, rejeitado em Jerusalém, esquecido em Tarso, apedrejado em Listra, preso em Filipos, escorraçado de Tessalônica e Beréia, chamado de tagarela em Atenas e de impostor em Corinto.

Paulo enfrentou feras em Éfeso, foi preso em Jerusalém, acusado em Cesaréia, picado por uma víbora em Malta e finalmente, foi degolado em  Roma. Como um mártir tombou na terra, mas como um príncipe de Deus foi recebido no céu.

Ainda hoje, nenhum rei, nenhum filósofo, nenhum pensador jamais teve a mesma projeção na terra. Sua vida ainda inspira milhões de pessoas, e, mesmo morto, ainda fala e fala com poderosa eloqüência aos ouvidos da História!

Autor: Hernandes Dias Lopes

Por Litrazini

Graça e Paz



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