quarta-feira, 11 de setembro de 2013

A Dosimetria de Deus

HÁ SEMELHANÇAS entre o julgamento dos homens e o julgamento de Deus, no que concerne às penalidades pelos crimes cometidos. Para tal, as circunstâncias atenuantes e agravantes são levadas em consideração.

Um homicida, por exemplo, pode ter sua pena agravada:
(1) se houve ocultação do cadáver;
(2) se o crime foi praticado com requintes de crueldade, que o classifica como crime hediondo;
(3) se houve premeditação;
(4) se o assassino tem antecedentes criminais; e assim por diante. 

A pena será atenuada:

(1) se não houve intenção de matar;
(2) se o crime se deu por motivos passionais;
(3) se o réu sofre algum tipo de doença mental;
(4) se praticado em legítima defesa;
(5) se o agente for menor de 21 anos e maior de 70;
(6) ter confessado espontaneamente, e outras

“Dosimetria da pena” é o cálculo do castigo prescrito a autores de qualquer tipo de delito, e dá-se depois de concluído o processo condenatório.

Tais atenuantes e agravantes também estão presentes nos juízos de Deus. Vejamos:

“Se pecarmos voluntariamente, depois de termos recebido o conhecimento da verdade, já não resta mais sacrifício pelos pecados, mas certa expectação horrível de juízo e ardor de fogo, que há de devorar os adversários” (Hb 10.26).

Aqui temos o agravamento da pena em função de o agente ter conhecimento pleno da lei de Deus.

“Porquanto se, depois de terem escapado das corrupções do mundo, pelo conhecimento do Senhor e Salvador Jesus Cristo, forem outra vez envolvidos nelas e vencidos, tornou-se-lhes o último estado pior do que o primeiro” (2 Pe 2.20).

Há uma punição maior para os que possuem maus antecedentes, que são contumazes na desobediência às leis do Senhor. 

“E o servo que soube da vontade do seu senhor e não se aprontou, nem fez conforme a sua vontade, será castigado com muitos açoites” (Lc 12.47). 

“Mas o que a não soube e fez coisas dignas de açoites com poucos açoites será castigado...”(Lc 12.48).

“Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois que devorais as casas das viúvas, sob pretexto de prolongadas orações. Por isso, sofrereis mais rigoroso juízo” (Mt 23.14).

“De quanto maior castigo cuidais vós será julgado merecedor aquele que pisar o Filho de Deus, e tiver por profano o sangue da aliança com o qual foi santificado, e ultrajar o Espírito da graça?” (Hb 10.29). 

Os quatro últimos casos acima revelam que no julgamento divino há diferentes graus de castigo.

Tal como acontece no julgamento dos homens, a dimensão do castigo, no plano divino, é diretamente proporcional à dimensão do pecado cometido, observados os atenuantes e agravantes, acima explicitados. Todavia, a aplicação do castigo divino reveste-se, como não poderia deixar de ser, de perfeição absoluta.

Pr. Airton Evangelista da Costa

Por Litrazini


Graça e Paz

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