sexta-feira, 18 de abril de 2014

Não perca Deus de vista

Quando o jovem rico procurou Jesus, sua pergunta indicava que perdera algo pelo caminho. Como um homem religioso, procurara cumprir todos os mandamentos.

E, pondo-se a caminho, correu para ele um homem, o qual se ajoelhou diante dele, e lhe perguntou: Bom Mestre, que farei para herdar a vida eterna? E Jesus lhe disse: Por que me chamas bom? Ninguém há bom senão um, que é Deus. Tu sabes os mandamentos: Não adulterarás; não matarás; não furtarás; não dirás falso testemunho; não defraudarás alguém; honra a teu pai e a tua mãe. Ele, porém, respondendo, lhe disse: Mestre, tudo isso guardei desde a minha mocidade. E Jesus, olhando para ele, o amou e lhe disse: Falta-te uma coisa: vai, vende tudo quanto tens, e dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu; e vem, toma a cruz, e segue-me. Mas ele, pesaroso desta palavra, retirou-se triste; porque possuía muitas propriedades. (Mc.10.17-22)

Mas seu coração estava em outras coisas. Ele vinha cumprindo a Lei simplesmente pelo benefício que ela oferecia: a garantia da vida eterna. Nunca aprendera a amar a Deus de coração. Era como um segundo negócio que traria seus lucros no tempo certo. Seu principal negócio era aumentar a riqueza que havia herdado. Isso não era uma tarefa fácil e consumia todo seu tempo.

Exigia vários esforços: evitar pessoas cujas conversas terminariam inevitavelmente em pedidos de empréstimos; analisar propostas de negócios que envolviam fortes investimentos com retornos duvidosos; fiscalizar e cobrar a produção dos rebanhos, dos olivais, das videiras, da produção de pães e das empresas de pesca.

Tudo isso sem falar dos homens que lhe ofereceram sua filha em casamento, mas cujo interesse final era o dote que receberiam em troca. Esse era o grande negócio da sua vida. O resto era pura religiosidade.

Ser religioso, aliás, agregava bastante valor aos seus negócios. Todos queriam fechar contratos com um homem honrado que cumpria a Lei de Moisés. O seu coração estava nisso. Ele vibrava com cada oportunidade de aumentar sua riqueza. Sentia um prazer imenso em ser reconhecido pela sua capacidade de negociar.

E a euforia tomava conta do seu coração, momentos antes da reuniões de negócio. Era uma homem muito ambicioso. Sua ambição não conhecia limites. Alguns até o reputavam como ganancioso. Estabeleceu metas e alvos a si mesmo. E nada nem ninguém o impediria de atingir seus objetivos.  E, no meio de toda essa correria, perdeu a maior riqueza da vida: a certeza da vida eterna e seu resultado mais imediato, a paz no coração.

Recusou a proposta de Jesus de trocar toda sua riqueza pela vida eterna, pois lhe pareceu uma troca injusta. Ou então descobriu-se escravo da riqueza ao invés de dono dela. E como escravo, não teria como dizer não a ela. Mas a vida é feita de escolhas e ele fez a sua. A riqueza era mais importante. Saiu triste por não ter como ficar com as duas. Abriu mão da vida eterna pela riqueza terrena.

Ele perdeu a vida eterna em algum momento da sua caminhada. Ou nunca a teve de verdade, porque nunca colocou seu coração nela.

Por mais que tenhamos ambições, metas e alvos a atingir nessa vida, nunca percamos Deus de vista. Ele é nossa maior riqueza, e portanto, nossa maior prioridade.

Autor: Pr Edival Alves dos Santos

Por Litrazini

Graça e Paz

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