sábado, 31 de maio de 2014

Salvação, dom inefável de Deus

A salvação não é uma conquista humana, mas uma dádiva de Deus. Não a alcançamos por mérito, mas recebemo-la por graça. A salvação não é um troféu que erguemos como fruto do nosso labor nem uma medalha de honra ao mérito, mas um presente imerecido. Concernente à salvação, como dom inefável de Deus, destacamos três verdades sublimes:

Em primeiro, a graça, o fundamento da salvação.
"Porque pela graça sois salvos…" (Ef 2.8aa). A graça de Deus é seu amor imerecido, endereçado a pecadores perdidos e arruinados. Deus amou-nos quando éramos fracos, ímpios, pecadores e inimigos. Amou-nos não por causa dos nossos méritos, mas apesar dos nossos deméritos. Amou-nos não por causa das nossas virtudes, mas apesar das nossas mazelas. Amou-nos não porque éramos seus amigos, mas apesar de ser seus inimigos. Amou-nos e deu-nos seu Filho Unigênito. Amou-nos e deu-nos tudo. Deu-se a si mesmo. Deu seu Filho único. Deu-o não para ser servido, mas para servir. Não para ser aplaudido entre os homens, mas morrer pelos pecadores.

Esse amor incomparável, incompreensível e indescritível a pecadores indignos é a expressão mais eloquente de sua graça. Assim, não somos salvos pela obra que realizamos para Deus, mas pela obra que Deus realizou por nós, na cruz do Calvário.

A cruz de Cristo é o palco onde refulge com todo o esplendor a graça de Deus. Aqui está a causa meritória da nossa redenção, o fundamento da nossa salvação.

Em segundo lugar, a fé, o instrumento da nossa salvação.
"… mediante a fé, e isto não vem de vós; é dom de Deus. Não de obras, para que ninguém se glorie" (Ef 2.8b,9). Não somos salvos por causa da fé, mas mediante a fé. A fé não é a causa meritória, mas a causa instrumental da nossa salvação. Apropriamos da salvação pela graça, mediante a fé. A fé é a mão estendida de um mendigo para receber o presente de um rei. Deus nos oferece a salvação gratuitamente e apropriamo-nos dela pela fé. A própria fé não vem do homem, vem de Deus; não é resultado de esforço ou mérito humano, mas presente de Deus.

A fé salvadora não é apenas um assentimento intelectual nem uma confiança passageira apenas para as questões desta vida. A fé salvadora é plantada em nosso coração pelo Espírito de Deus e então, transferimos nossa confiança daquilo que fazemos para o que Cristo fez por nós na cruz. A fé não apenas toma posse da salvação, mas, também, descansa na suficiente obra de Cristo. Somos justificados pela fé, vivemos pela fé, andamos de fé em fé e vencemos o mundo pela fé.

Em terceiro lugar, as boas obras, o propósito da nossa salvação.
"Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus, para as boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas" (Ef 2.10). Não somos salvos pelas boas obras, mas para as boas obras. As boas obras não são a causa da salvação, mas sua consequência. Não fazemos boas obras com o propósito de sermos salvos; fazemo-las porque já fomos salvos pela graça, mediante a fé.

É importante destacar que se as boas obras não encontram lugar como causa meritória ou instrumental da salvação, elas precisam ser vistas como a evidência da salvação. A fé e as boas obras não estão em conflito. A fé sem as obras é morta; as obras sem a fé não são boas. A fé produz obras e as obras provam a fé.

A salvação é só pela fé independente das obras, mas a fé salvadora nunca vem só. Vem acompanhada das obras que glorificam a Deus e abençoam os homens. Essas obras foram preparadas de antemão para que andássemos nelas. Tudo provém de Deus, pois é ele quem opera em nós, tanto o querer como o realizar.

A salvação é um dom inefável de Deus. Foi planejada por Deus Pai, executada pelo Deus Filho e aplicada pelo Deus Espírito Santo. Foi planejada na eternidade, é executada na história e será consumada na segunda vinda de Cristo. Fomos salvos pela graça, mediante a fé e para as boas obras!

Rev. Hernandes Dias Lopes

Por Litrazini

Graça e Paz


sexta-feira, 30 de maio de 2014

Qual é a fonte de suas palavras?

Quando olho para a falta de preocupação nossa em buscar nas Escrituras a fonte de verdade (como faziam os Bereanos em Atos 17), vejo claramente isso sendo refletido em outras áreas da vida.

Não é difícil de ouvir por aí cristãos dizendo algumas frases “Bíblicas” que podem estar em muitos lugares, menos nas Escrituras Sagradas.

Coisas do tipo: 'Faça a sua parte e eu te ajudarei' permeiam lábios que as reproduzem sem verificar a fonte. Já fui surpreendido com a célebre frase de Jesus: 'Eu vim para confundir, não para explicar', mas que na realidade não foi O Cristo que disse, mas sim um animador de auditório que viveu muitos séculos depois e que foi conhecido como 'Chacrinha'.

Quando olho para a falta de preocupação nossa em buscar nas Escrituras a fonte de verdade (como faziam os Bereanos em Atos 17), vejo claramente isso sendo refletido em outras áreas da vida. Cada vez mais menos pessoas se julgam com motivos de se arrependerem. Temos uma crescente leva de homens e mulheres brincando de pecar e não entendendo o verdadeiro significado de ARREPENDER-SE.

Na justificativa de que Deus é amor, muitos 'brincam' com o pecado na expectativa do perdão futuro, esquecendo quão dolorido, sofrido e mortal foi o preço pago por Jesus para que pudéssemos alcançar redenção.

Analisando a morfologia da palavra ARREPENDER descubro o seguinte significado:

ARREPENDER = A (Negativo Grego) - RE (Repetição, De Novo) - PENDER (Cair) => Não De Novo Cair => Não Cair de Novo => ARREPENDER.

Eu não quero cair de novo. 

Mesmo que por algum motivo eu venha a cometer o mesmo erro, esse não era o desejo do meu coração. Quando olho para a Cruz eu sinto o sofrimento de Cristo e me recuso a rir do sofrimento dele para que eu possa cometer mais algum pecado conscientemente.

Outra palavra que me chama muito a atenção na Bíblia é a palavra INIQUIDADE.

Davi uma vez narrou sobre isso no Salmo 51:2 'Lava-me completamente da minha iniquidade, e purifica-me do meu pecado'. Ele falou sobre pecado e sobre iniquidade. Na minha leiga opinião, pecado é o erro nosso diário, quando por algum motivo não acertamos o alvo. Após confessado, você é lavado e remido. Limpo e purificado. Contudo quando o mesmo pecado é repetido muitas vezes, você acaba gerando justificativas para cometê-lo. Em um ponto mais crítico você passa a defendê-lo. O certo vira errado e o errado vira certo.Sua mente está cauterizada, o Espírito apagado dentro de você (Sl 51.11). Você já não se sente culpado e não vê mais motivos para se arrepender. Isso é Iniquidade.

Vemos muito isso acontecer em mudanças de comportamento, quando a pessoa se afasta de Deus e começa a retornar aos hábitos que possuía antes de seu encontro com o Criador. O certo já não é tão certo mais. Surgem as dúvidas. Cauteriza-se a mente. Instala-se a iniquidade.

Apesar de a frase: 'Nenhuma folha cai de uma árvore sem a permissão de Deus' também não estar na Bíblia, sabemos que existem inúmeras outras que mostram que Deus se interessa por você, sabe o que você está passando e quer passar junto com você, mas não brinque com coisa séria. O preço do Calvário foi alto demais. O sangue vertido que te purifica e inclusive lava a sua e a minha iniquidade saiu de alguém inocente que fez o que fez por amor a nós.

Vivamos uma vida de arrependimento genuíno e focado na Cruz, pois 'É necessário que Ele cresça e que eu diminua' isso sim está na Bíblia em João 3:30.

Na paz d’Aquele que fez tudo novo e pagou preço de sangue para que eu e você vivêssemos!

Pr Felipe Heiderich

Por Litrazini
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Graça e Paz

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Justificados, pois, pela fé

a.  O que quer dizer justificação?
É uma palavra forense. Refere-se a uma pessoa acusada que é declarada justa e publicamente absolvida. Quando Deus justifica uma pessoa, declara a pessoa justa e olha para ela como se não tivesse pecado.

b.  Qual a fonte da justificação?
A causa, ou o motivo interior que a estimula ou a base da justificação é a livre graça de Deus: “Sendo justificados livremente por sua graça”. Ambrósio, expondo sobre a justificação, diz que ela não é “da graça produzida internamente por nós, mas da livre graça de Deus”.

A primeira engrenagem que põe todo o restante em funcionamento é o amor e o favor de Deus, assim como um rei livremente perdoa um delinquente. A justificação é uma misericórdia provinda das entranhas da livre graça. Deus não nos justifica porque temos valor, mas ao nos justificar nos faz de grande valor.

c.  Qual é o fundamento pelo qual o pecador é justificado?
O fundamento de nossa justificação é a satisfação que Cristo proporciona às exigências de Deus Pai. Pode-se perguntar: “Como se relacionam a justiça e a santidade de Deus quando ele nos declara inocentes visto que somos culpados?” A resposta é: “Quando Cristo satisfez nossas faltas, Deus pôde, em equidade e em justiça, declarar-nos justos”. É uma coisa justa um credor perdoar alguém que deve uma grande quantia quando ela é paga por um fiador.

d.  A satisfação obtida por Cristo tem mérito suficiente para justificar?
Sim, plenamente na natureza divina de Cristo. Como homem, Cristo sofreu, como Deus, satisfez. Pela morte e pelos méritos de Cristo, a justiça de Deus foi mais abundantemente satisfeita do que se tivéssemos sofrido as dores do inferno para sempre.

e. Qual é o método de nossa justificação?
Pela imputação da justiça de Cristo em nós: “Será este o seu nome, com que será chamado: SENHOR, Justiça Nossa”(Jr 23.6). “Mas vós sois dele, em Cristo Jesus, o qual se nos tornou, da parte de Deus, sabedoria, e justiça” (1 Co 1.30). Essa justiça de Cristo, que nos justifica, é melhor que a dos anjos, pois a justiça deles é das criaturas e essa é de Deus.

f. Qual é o meio ou instrumento de nossa justificação?
O instrumento é a fé. “Justificados… mediante a fé” (Rm 5.1). A dignidade não está na fé como uma graça, mas de modo relativo, na medida em que se apega aos méritos de Cristo.

g. Qual é a causa eficiente de nossa justificação?
Toda a Trindade, visto que todas as pessoas da bendita Trindade participam da justificação de um pecador: Deus, o Pai, justifica: “É Deus quem os justifica” (Rm 8.33). Deus, o Filho, justifica: “E, por meio dele, todo o que crê é justificado” (At 13.39).

Deus, o Santo Espírito, justifica: “Mas fostes justificados em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus” (1 Co 6.11). Deus, o Pai, justifica ao nos declarar retos; Deus, o Filho, justifica ao impor sobre nós sua justiça; e Deus, o Espírito Santo, justifica ao esclarecer nossa justificação e nos selar até o dia da redenção.

h. Qual é o propósito de nossa justificação?
I. A glorificação eterna de Deus
A finalidade é que Deus receba louvores: “Para louvor da glória de sua graça” (Ef 1.6). Pela justificação, Deus levanta os eternos troféus de sua própria honra. Como o pecador justificado proclamará o amor de Deus e fará os céus a ressoarem com os louvores ao nome do Senhor!

II. A glorificação eterna do justificado.
O fim de nossa justificação é que a pessoa justificada receba a glória. “Aos que chamou, a esses também justificou” (Rm 8.30). Deus, quando justifica, não somente absolve a alma culpada, mas dignifica. Como José, que não foi somente solto da prisão, mas feito senhor do reino, a justificação é coroada com a glorificação.

THOMAS WATSON / Traduzido por André Lima | Reforma21

Por Litrazini
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Graça e Paz


quarta-feira, 28 de maio de 2014

A Dedicação a Causa de Cristo e Seus Resultados

 “E Jesus, andando junto ao mar da Galiléia, viu a dois irmãos, Simão, chamado Pedro, e André, os quais lançavam as redes ao mar, porque eram pescadores; e disse-lhes: Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens. Então eles, deixando logo as redes, seguiram-no. E, adiantando-se dali, viu outros dois irmãos, Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, num barco com seu pai, Zebedeu, consertando as redes; e chamou-os; eles, deixando imediatamente o barco e seu pai, seguiram-no. E percorria Jesus toda a Galiléia, ensinando nas suas sinagogas e pregando o evangelho do reino, e curando todas as enfermidades e moléstias entre o povo” (Mateus 4.18-23).

Existem muitas bênçãos armazenadas para quem dedica sua vida de coração a Deus e a Sua obra. Não existe maior desafio em nossos dias que o desafio de ser um cristão no meio desta degenerada e perversa geração - o desafio de viver uma vida totalmente comprometida, dedicada a Cristo, a Sua Palavra, e a Sua vontade.

Porém, ao dedicarmos nossas vidas a maior causa que podemos abraçar que é uma vida de serviço a Deus, nós constataremos que as bênçãos serão a consequencia, ou melhor, elas nos acompanharão, ou seja, elas virão como resultado e recompensa de nossa dedicação a Cristo e Sua obra. Não devemos esquecer desse fato para não transformar o privilégio de cooperar com o Espírito Santo na realização da Sua obra em uma caça a recompensas ou busca de bênçãos; o que pode chegar ao ponto de tornar nosso serviço a Deus em um fardo.

A dedicação a Cristo da direção para as nossas vidas.
Moisés comprometeu-se a si mesmo com Deus e experimentou 80 anos de total realização, de vida útil para si e seu povo. (40 anos investidos foram em sua preparação e 40 anos foram despendidos na liderança do povo de Israel). É importante frisar que os anos de preparação não são anos perdidos.

Noé comprometeu-se com Deus, dedicando-se totalmente ao seu serviço e achou satisfação diante de Deus.
Noé foi um atalaia de Deus (pregador, anunciador).
Noé movimentava-se, andava em temor diante de Deus.
Noé preparou uma arca de acordo com os planos de Deus.
Noé foi recompensado através da salvação de toda a sua família.
Noé por sua fidelidade para com Deus condenou o mundo da sua época.
Noé por causa de permanecer firme diante de Deus tornou-se herdeiro da justiça segundo a fé.

Saulo de Tarso depois da dedicação de sua vida ao serviço de Deus tornou-se Paulo, grande missionário e apóstolo aos gentios.

A dedicação a Cristo assegura-nos a aprovação de Deus nas nossas vidas.
Josué foi um espião fiel. Deus o escolheu para liderar o povo de Israel para a vitória contra os seus inimigos e a conquista da Terra Prometida.
José foi fiel e dedicado a Deus mesmo debaixo da severa tentação, e Deus o tornou o poderoso governador do Egito.
Abraão dedicou-se a obedecer ao comando de Deus e tornou-se o Pai da Fé.

A dedicação a Cristo faz com que deixemos a monotonia e tenhamos uma vida de desafios. Transforma humildes pescadores como Pedro, André, Tiago e João em pescadores de homens. Converte pessoas tímidas como Gideão (Eu sou o menor da casa de meu pai...), no corajoso, destemido, e vitorioso líder sobre seus inimigos. Transforma o Pedro vacilante que negou a Jesus em um audacioso e grande pregador do Evangelho; o medroso em grande mártir do cristianismo.

A dedicação a Cristo é o Seu desejo para todos os cristãos. (Conf. Rm 12.1-2).
“Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional”. “E não vos conformeis a este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus”(Romanos 12.1-2).
Cada cristão deve apresentar um culto racional ao Senhor através do corpo como um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus.
Cada cristão não deve se conformar ao padrão deste mundo e seus planos que desonram, entristecem e refutam a existência de Deus.
Cada cristão deve se transformar pela renovação da sua mente, providenciando, ou melhor, permitindo a ação da vontade de Deus em sua vida.

Você está totalmente dedicado a Deus?
Pode sua vida realmente ser contada como Dele e dedicada a Sua causa, e ao Seu serviço?
Você tem achado direção para a sua vida? Ou ainda está desorientado em alguma área?
Deus tem aprovado suas atitudes, sua maneira de viver? Ou sua vida tem entristecido ao Espírito Santo?
Você tem aceito o grande desafio que é a vida cristã? O desafio de uma vida dedicada a Deus? O desafio de se conformar a vontade de Deus.

Pr. Silvio Correa Coelho

Por Litrazini
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Graça e Paz

terça-feira, 27 de maio de 2014

Jesus Cristo, o nosso pão diário

Graças ao nosso bom, amado, maravilhoso, majestoso, poderoso e grandioso Deus Pai, Filho e Espírito Santo, declaramos pela fé em Jesus Cristo, nosso Eterno Salvador, que todos os dias seremos renovados, transformados e saciados por meio da Sua Palavra e de Sua presença em nossas vidas. 

Em Mateus 6.9-13 Jesus ensina aos Seus discípulos a oração modelo do Pai- nosso: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome. Venha o teu Reino. Seja feita a tua vontade, tanto na terra como no céu. O pão nosso de cada dia dá-nos hoje. Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores. E não nos induzas à tentação, mas livra-nos do mal; porque teu é o Reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém!

Nessa oração, Jesus Cristo nos transmite ensinos preciosos. Ele nos incentiva a crer que Deus nunca deixará faltar a provisão para nossas vidas, e instrui-nos a sermos totalmente dependentes de Sua pessoa. Assim, devemos confiar que o Senhor nos abastecerá e também a nossa família diariamente. Não faltará nada, pois Ele é o Jeová Jireh, o Deus que supre nossas necessidades física, espiritual, emocional e material. 

Que as experiências que vivenciarmos diariamente com o Senhor nos ensinem a depender, a esperar, a confiar e a descansar em Deus, a exemplo do rei Davi. O Salmo 55, por exemplo, apresenta-nos um Davi aflito e angustiado, mas confiante no Senhor, conforme relata o versículo 22: Lança o teu cuidado sobre o SENHOR, e ele te susterá; nunca permitirá que o justo seja abalado.

Se seguirmos o exemplo do salmista e mantivermos uma atitude de confiança no Senhor, conforme Davi sinaliza, não viveremos excessivamente ansiosos, estressados o tempo todo, nem cederemos à incredulidade, ao medo e à insegurança. A mágoa, o ressentimento, o egoísmo e a mesquinhez não farão parte do nosso ser, pois Deus está no controle de nossas vidas. Pelo contrário, estaremos submissos à Sua vontade e ao Seu senhorio.

Deus é o Senhor dos nossos projetos, dos nossos relacionamentos, do nosso casamento, dos nossos filhos, do nosso ministério, das nossas finanças, da nossa saúde, da nossa alma, do nosso corpo e do nosso espírito. É o que nos aconselha Provérbios 16.3: Confia ao SENHOR as tuas obras, e teus pensamentos serão estabelecidos.

Jesus Cristo, o pão da presença, está conosco em todos os momentos, conforme Ele mesmo assegura em Mateus 28.20: Estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos. Amém! Portanto, tudo de que precisarmos para nossa sobrevivência, Ele suprirá, pois cremos que Sua bondade e misericórdia nos seguirão todos os dias de nossas vidas.

Que a cada amanhecer você seja surpreendido pela provisão do Senhor, e que Deus o abençoe com o Seu amor, pois Ele é fiel!

Pra Elizete Malafaia

Por Litrazini
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Graça e Paz

segunda-feira, 26 de maio de 2014

A Solidão

“... Se meu pai e minha mãe me desampararem, o Senhor me acolherá.” (Sl. 27.10).

A solidão é algo que assusta profundamente o ser humano. A solidão dói. As pessoas se envolvem cada vez mais em atividades, para não se sentirem sós. O medo da solidão pode gerar relacionamentos insatisfatórios, onde as pessoas se toleram e se aturam para não ficarem sós.

Cercar-se de amigos, casar-se, ir a festas, participar de uma igreja, mergulhar no trabalho, nada disso vence a solidão, pois ela não é uma ausência física de companhia humana, é a constatação da ausência de relações significativas com outras pessoas. “Não é bom que o homem esteja só” (Gn. 2.18); Daí os solitários sentirem-se insatisfeitos, tristes, inseguros, ansiosos e deprimidos.

Na cruz, Jesus sentiu-se desamparado. Paulo viu-se sozinho numa prisão de Roma. João passou seus últimos dias exilado na ilha de Patmos. Precisamos distinguir solidão de solitude.

Jesus tinha necessidade de ficar sozinho de vez em quando e procurava lugares desertos para orar. Nós também podemos ter esses momentos de isolamento, tão propícios ao descanso e reflexão.. Já a solidão é caracterizada por um vazio existencial devido à falta de relações significativas com entes queridos. Mesmo cercados de muitas pessoas, se elas não tiverem determinada importância ou proximidade conosco, seremos solitários.

“Sou como o pelicano no deserto, como a coruja nas ruínas” (Sl. 102.6). Existe muita solidão nos orfanatos, asilos, hospitais, e penitenciárias. Nós a encontraremos entre os migrantes, soldados, solteiros e viúvos. Ela também existirá nas grandes cidades, condomínios luxuosos, entre artistas, governantes, nas multidões apressadas e nas fábricas entupidas de operários.

Fazer-se religioso não deixa ninguém menos só. A religião não pode resolver o problema da solidão, dependendo do caso até agrava. Não podemos forjar uma relação com o Senhor para compensar a falta de laços satisfatórios com outras pessoas. Não seria uma comunhão espiritual saudável, mas uma compensação. Muitos vão em busca do Senhor por serem incapazes de um relacionamento com os semelhantes, muitos permanecem frustrados, pois procuravam outra coisa.

A solidão é um fardo pesado, mergulha-se num estado crônico de depressão, a auto estima desaba, vão à busca dos outros com tanta ansiedade que as afastam, originando então autopiedade e desespero. Como resultados as pessoas tentam esconder-se no trabalho, numa vida social intensa, nas drogas ou no álcool, alguns, até tentam o suicídio.

Nós podemos ira à Casa de Deus por costume e sair de lá exatamente como entramos, mas, se quisermos faremos do culto um momento de riqueza espiritual e de crescimento interior. Infelizmente muitas igrejas, com suas cerimônias frias e convívio humano superficial, contribuem para que seus membros se sintam solitários.

Nenhuma solidão resiste a um companheirismo sincero e desinteressado com o Senhor. Quem está com ele nunca se encontra totalmente só. “... Se meu pai e minha mãe me desampararem, o Senhor me acolherá.” (Sl. 27.10).

Se nos relacionarmos apenas com pessoas, mas não com Deus, ainda estaremos solitários. Além de nos abrirmos com Deus, necessitamos estabelecer relacionamentos significativos com quem está ao nosso lado, no templo, em casa, no trabalho, para isso precisamos tentar superar desentendimentos do passado.

Para sairmos da solidão, temos de reconhecer que o propósito da vida das pessoas não é nos satisfazer, nem tornar nossas vidas mais agradáveis, que eles não existem para nós, mas para si próprios. É dar-se e receber, para viver e deixar viver, de uma maneira desinteressada, profunda e sincera. Para sermos seres humanos em plenitude precisamos uns dos outros.

Obter vitória para a solidão é superar as circunstâncias, a timidez e o medo. É sair da sua concha e estabelecer relações significativas e gratificantes.

Por Litrazini
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Graça e Paz

domingo, 25 de maio de 2014

Ingratidão

“Ao entrar numa aldeia, saíram-lhe ao encontro de dez leprosos... um dos dez, vendo que fora procurado, voltou, dando glória a Deus em alta voz,... então Jesus lhe perguntou: não eram dez os que foram curados? Onde estão os nove...?” Lucas 17. 11-19

O que é gratidão?
Gratidão é reconhecer que alguém nos ajudou, que alguém nos estendeu a mão, que alguém fez alguma coisa por nós. É reconhecer que alcançamos uma vitória, porque alguém segurou as nossas mãos e nos puxou para cima.

E o que é ingratidão?
Segundo o dicionário, é característica de uma pessoa estéril, desagradável, que não correspondeu às expectativas. O Senhor tem falado muito ao meu coração sobre ser grato pelas bênçãos que Ele nos tem concedido. Tudo que temos recebido, tem origem no amor de Deus, no seu cuidado para conosco. Quando somos ingratos com alguém, demonstramos ingratidão para com o próprio Deus.

“Não digas, pois, no teu coração: a minha força e o poder do meu braço me adquiriram estas riquezas.” Deuteronômio 8.17-18

 “Toda boa dádiva e todo dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das Luzes, em quem não há mudança, nem sombra de variação.”Tiago 1.17

Se não fosse o favor do Senhor, seríamos como aqueles leprosos. A palavra de Deus diz que os dez leprosos receberam a bênção de Deus. Todos eles foram curados. Contudo, a Bíblia diz que apenas um voltou – o samaritano. Aquele homem considerou ser prioridade agradecer a quem lhe tinha beneficiado. Em nossa sociedade, a gratidão é uma virtude rara.

Muitas vezes, fazemos dez favores para uma pessoa, mas se negamos o décimo primeiro, ela se esquece do que fizemos anteriormente. Vivemos num mundo tão egoísta que o que prevalece não são as boas recordações e sim as más lembranças.

Às vezes, na mesma família, com dez membros por exemplo, somente um é sempre agradecido.

O samaritano, o mais pobre de todos, aquele que ninguém esperava que fosse voltar, deu meia volta em direção àquele que o havia curado.

Temos que nos espelhar na atitude desse homem e sermos agradecidos em tudo, não nos esquecendo daqueles que nos fizeram bem e que estiveram ao nosso lado. A gratidão é a mais bela flor que pode brotar da alma de um homem. Não é apenas a maior das virtudes, mas a fonte de todas elas.

Peçamos a Deus um coração agradecido, pois assim, estaremos agradando ao Senhor. Deus tem duas moradas certas: nos céus e nos corações agradecidos.

Extraído do livro Ingratidão de autoria Pr. Jorge Linhares

Por Litrazini

Graça e Paz

sábado, 24 de maio de 2014

Você deve ter "visão espiritual" para conduzir os espiritualmente cegos

É difícil você levar alguém para "mais alto" na dimensão de Deus quando você mesmo mal conhece o Seu endereço. Você deve ter visão espiritual como Maria para conduzir os espiritualmente cegos à luz da Sua presença.

O erro de Marta foi acusar Jesus de "não se importar" com o fato de Maria abandonar a cozinha para adorar aos Seus pés.(Lc.10.40) A virtude dela estava em que ela pareceu aprender com seu erro. Evidentemente, Marta começou a apreciar a sensibilidade de Maria para com Jesus e o caminho que ela seriou no Seu coração. Talvez por isso ela "arranjou" para que Maria pensasse que Jesus a havia chamado depois que Lázaro morreu.( João 11:28)

Eu imagino se Marta esperava que as lágrimas de adoração de Maria pudessem realizar o que o seu confronto confiante não conseguiu — trazer o Jesus operador de milagres para a sua crise de dor. A prática Marta provavelmente teve um cuidado extra para prestar atenção na percepção de Maria depois do primeiro desastre em Betânia. Ela nunca mais perderia um encontro divino com o Mestre.

A Marta em você precisa tocar no poder da sensibilidade espiritual de Maria, assim como Bartimeu "tomou emprestado" seus olhos e percepção de outros para compensar sua cegueira natural.

Muitas vezes, no momento da nossa fome, não sabemos para que lado clamar, o que dizer, o que orar, o que cantar! O cego Bartimeu viu Jesus somente depois que tinha recebido um milagre. Ele teve que acreditar na palavra de alguém, de que a causa do tumulto era Jesus, e de que Ele estava próximo.

Pode haver ocasião na sua vida em que seus "sentidos" espirituais pareçam surdos ou cegos, e você não é capaz de sentir a proximidade de Deus. Em tempos de privação sensorial espiritual, ande pela fé e permaneça na Sua Palavra. Pode ser que você tenha que tomar a palavra de mais alguém de que Ele está na casa. Quer seja um líder de adoração, uma esposa, ou um pregador, preste muita atenção quando a pessoa diz: "Ele está por perto". Naquele momento, estenda a mão para Ele, com toda a paixão e fome no seu coração — "sinta-O e O encontre, embora Ele não esteja distante de todos nós".(Lc.6.6-11)

Na história bíblica, o cego Bartimeu buscou ajuda dos observadores da parada que "enxergavam", para iniciar um encontro divino com Jesus, e recebeu sua vista. A Marta dentro de nós, com alma viva e algumas vezes "desafiada espiritualmente", necessita nos nossos corações da visão e da percepção da Maria que "enxerga" espiritualmente. A busca unificada da Divindade é talvez o único caminho para encerrar a nossa luta interna.

Algumas vezes a sua alma precisa se aquietar e ouvir os sussurros do espírito. A música de louvor do coração pode ajudar você a descobrir seu caminho no labirinto da razão fria e do calor das emoções não checadas.

A comparação bíblica de A. Moody Stuart entre a Maria e a Marta também lançam luz sobre a natureza da "batalha de irmãs" que ocorre às vezes dentro de nós:

Marta começa com trabalho atribulado e, sendo reprovada, termina com um serviço leal, contudo rotineiro. Maria começa ouvindo calmamente e termina com um trabalho nobre, grande, que permanece para sempre. Trabalhar é mais fácil do que ouvir, porque o trabalho pode bem ser desejado por sua própria razão. 

O trabalho não é um fim em si mesmo. Embora nem um bem real seja feito, ainda é trabalho. E a alma, ocupada com ele, descansa nele. Embora nem um traço do trabalho tenha sido aceito por Deus, o trabalhador se agradou, e encontra uma paz traiçoeira. Mas o fruto do ouvir é menos facilmente enganoso.

Extraído do livro Caçando Deus Servindo ao homem de autoria Tommy Tenney

Por Litrazini

Graça e Paz


sexta-feira, 23 de maio de 2014

LIBERTADO

“Do SENHOR vem a salvação.” “Todo aquele que comete pecado é servo do pecado… Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres”(Jonas 2.9; João 8.34-36)

Buba nasceu em uma aldeia africana. Formado durante longos anos em uma escola religiosa, ele se tornou chefe de sua aldeia. Era conhecido por seu caráter violento e ódio contra os cristãos. Como muitos de seus conterrâneos, tinha medo dos espíritos, pois acreditava que cada infortúnio era consequência da raiva dos seres espirituais. Por isso, muito esforço e dinheiro era necessário para apaziguá-los. Era obrigatório consultar os feiticeiros e obedecer a eles… uma verdadeira escravidão.

Porém, um dia algo aconteceu. De repente tudo escureceu ao seu redor; ele perdeu a visão. Desesperado, consultou todos os religiosos e curandeiros que conhecia, mas nem a magia nem a religião puderam ajudá-lo. Não havia o menor sinal de cura nem de melhora. Quanto mais suplicava e se debatia nas trevas, mais triste sua situação moral ficava. Tudo era escuridão! Depois de muitos meses de cegueira resolveu dar fim à sua vida. Mas não obteve êxito. Desorientado e abalado, começou a se fazer as perguntas que realmente importam: Deus existe? Quem Ele é? Será que pode me curar?

Buba pediu que outra pessoa lesse a Bíblia para ele, e assim encontrou Jesus Cristo, o Senhor, o Deus todo-poderoso, que nos livra do medo do diabo e da morte. Buba entregou seu coração ao Senhor Jesus. Que transformação ocorreu! Mas continuou cego…

“Ele nos tirou da potestade das trevas e nos transportou para o Reino do Filho do seu amor.” Colossenses 1.13

“Ele (Jesus) participou das mesmas coisas, para que, pela morte, aniquilasse o que tinha o império da morte, isto é, o diabo, e livrasse todos os que, com medo da morte, estavam por toda a vida sujeitos à servidão” (Hb 2.14-15)

Depois de uma tentativa de suicídio, Buba se converteu ao Senhor. E começou a se questionar se Deus podia usá-lo, um homem cego, em Sua obra.

Buba não foi curado, e supôs que essa era a vontade de Deus para ele. Mas isso não o impediu de ser um homem que transbordava de alegria, e de ser ativo para seu Mestre. Muitos aldeões conheceram o Senhor por meio de seu testemunho. E uma mudança na vida social se tornou visível: os campos passaram a ser cultivados corretamente; as casas e espaços comunitários receberam cuidados que nunca tiveram antes; os habitantes daquele local começaram a se comportar de forma diferente. Os fetiches foram destruídos.

Certo dia se ouviram prantos na aldeia. Uma jovem mulher acabara de morrer durante o parto e iam enterrá-la. Segundo a tradição do lugar, o bebê recém-nascido deveria ser enterrado vivo junto com a mãe. Indignado com tal ideia, Buba decidiu cuidar do menino.

Foi o início do que mais tarde se tornaria um orfanato. Ali as crianças eram bem alimentadas, felizes e aprendiam sobre o verdadeiro Deus e Seu Filho, Jesus Cristo. A atmosfera espiritual da aldeia era agradável graças àquele cego que conhecia o Deus da paz.

Do mesmo modo, Deus quer que todos sejam libertados de seus temores, que O conheçam como único e verdadeiro Deus, que experimentem uma vida plena nEle, e que sejam úteis, apesar das dificuldades e limitações que possam ter

Extraído Devocional Boa Semente

Por Litrazini


Graça e Paz

quinta-feira, 22 de maio de 2014

ORAR COM FÉ E PODER

Tiago ensinou-nos que, se nos faltar sabedoria, deveremos pedir sabe­doria a Deus E, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente, e o não lança em rosto, e ser-lhe-á dada. (Tg 1.5). E, então, acrescentou: "Peça-a, porém, com fé, não duvidando; porque o que duvida é semelhante à onda do mar, que é levada pelo vento" (Tg 1.6).

Quão importante é orar com fé? Tiago disse que ela faz toda a diferença. Pois, acerca daquele que duvida, disse o escritor sagrado: "Não pense tal homem que rece­berá do Senhor alguma coisa"(Tg 1.7).

Jesus ensinou sobre a fé aos seus discípulos, utilizando-se de uma ilustração gráfica: Se orassem com fé, poderiam dizer a uma monta­nha que se projetasse no mar, e assim sucederia (Mc 11.23). E a isso adicionou: "Por isso vos digo que tudo o que pedirdes, orando, crede que o recebereis, e tê-lo-eis" (Mc 11.24).

No que consiste a fé? "Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem" (Hb 11.1). Naturalmente, não pedimos a Deus algo que já temos, mas algo que ainda não possuímos. Ainda estamos esperando pela bênção pedida.

Ainda não estamos vendo. Mas, se tivermos fé, as coisas invisíveis pelas quais esperamos adquirirão substância. Essa substância, ainda que não seja material, e, sim, espiritual, ainda assim será a substância de nossas petições.

Se não emprestarmos substância às coisas pelas quais pedimos, sem dúvida seremos duvidosos como as ondas do mar, e nossas orações não nos serão respondidas. Assim teremos violado uma das regras da oração.

A oração de ação requer fé.

Deus alguma vez permite exceções a essa re­gra? 
Afortunadamente, para a maioria de nós, ele as permite. Porém, fique isto bem claro — essas são exceções, e não a regra geral.

Uma das razões pelas quais nos inclinamos a manifestar falta de fé em nossas orações é que não percebemos plenamente quanto poder temos quando chegamos diante do Pai em nome de Jesus.

Uma regra da oração que nos cumpre seguir é nos utilizarmos do poder que já nos foi conferido.

A diferença entre uma oração poderosa e uma oração sem poder é a presença do Espírito Santo. O Espírito Santo é a fonte do poder miraculoso manifestado pelo Senhor Jesus (Mt 12.28;Lc4.1,14-18; At 2.2; 10.38).

Jesus revelou aos seus seguidores que eles teriam o mesmo poder e que fariam as mesmas obras, e até maiores, que ele fez (Jo 14.12). Antes de partir deste mundo, Jesus disse a seus discípulos que seria vantajoso para eles se ele fosse, porque somente então poderiam receber o pleno poder do Espírito Santo (Jo 16.7-14).

Jesus instruiu-os para que se demorassem em Jerusalém até que recebessem o poder do alto (Lc 24.49). E, então, pouco antes de subir para o céu, Jesus disse: "Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo..." (At 1.8, V. R.).

Embora cada crente regenerado desfrute da presença habitadora do Espírito Santo em sua vida, nem todos usufruem de sua presença com o mesmo grau. Alguns estão cheios do Espírito Santo a qualquer dado momento; mas com outros isso não acontece. Posso ser cheio do Espírito Santo hoje; mas amanhã precisarei renovar o meu relacio­namento com ele (Ef 5.18).

Pedro foi um daqueles que foram "cheios do Espírito Santo" (At 2.4) no dia de Pentecostes. Sem embargo, Pedro foi nova­mente "cheio do Espírito" em Atos 4.8, para que pudesse minis­trar poderosamente diante do Sinédrio. Uma vez só, ao que pare­ce, não foi o suficiente.

Nossa constante e diária renovação da presença do Espírito San­to ajuda-nos nos demais aspectos da oração. Ele nos ajuda a manter um coração puro, porque uma das operações do Espírito Santo con­siste em convencer-nos do pecado (Jo 16.8).

Ele nos ajuda a ter a certeza de que conhecemos a vontade de Deus, quando entramos cm oração, porquanto ele nos atrai para o Pai (Rm 8.16; Gl 4.6). Ele edifica a nossa fé porque somos encorajados ao ver o poder so­brenatural que flui através de nós e toca nas vidas de outras pessoas.

Quando temos o Espírito Santo, podemos verdadeiramente orar com poder.

Artigo baseado no livro Igrejas que Oram de C. Peter Wagner

Lidiomar T. Granatti

Por Litrazini


Graça e Paz

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Parábolas de Jesus

Podemos ter um conceito de parábolas (em latim) ou palavras (em português), quando ela consiste em explicar, ou antes, fazer descobrir uma verdade profunda, uma realidade espiritual, por meio de comparações figuradas que tocam nosso espírito.

Razões insondáveis levaram Jesus Cristo a não escrever o que ensinava, por isso, os ensinamentos por meio de parábolas tornaram-se os mais adequados, para que pudessem ser guardados pelos Apóstolos, homens de poucos recursos intelectuais. É indubitável que as suas palavras fossem proferidas de modo direto, sem o recurso das parábolas, a sua assimilação seria muito mais difícil.

O Mestre criava personagens que davam vida às narrações de suas parábolas, as quais passavam assim a ter profundeza e extensão necessárias para que pudessem atravessar os séculos, chegando incólumes às várias gerações que o sucederiam.

Vamos enumerar algumas parábolas proferidas por Jesus:

1 – A Parábola do Semeador (Marcos 4: 3-8)
Esta parábola mostra o que acontece quando diferentes tipos de pessoas ouvem o Evangelho. Em alguns o Evangelho cria raízes, alimenta-se através do esforço do crente e se aprofunda no compromisso. Para outros o Evangelho se enraíza, mas nunca é nutrido e a fé morre. Em outros o Evangelho é pregado aos ouvidos surdos e corações duros, que apresentam um ambiente inóspito para o testemunho crescer.

2 – Do Trigo e do Joio (Mateus 13: 24-30)
O Senhor permite que o justo e o ímpio cresçam em maturidade juntos, até que estejam completamente maduros em qualquer situação: bondade ou maldade. Ele vai separar o trigo que representa os justos do joio que significa os ímpios, sendo que os primeiros vão para o Reino de Deus e os segundos para o inferno.

3 – Do Grão de Mostarda (Lucas 13: 18-22)
O grão de mostarda é uma semente minúscula, mas, uma vez lançada a terra, germina, deita raízes, através das quais assimila os elementos de que necessita; projeta-se para o ar livre, ramifica o seu caule, emite folhas até reproduzir a planta de onde provem, tornando-se a maior das hortaliças. Assim acontece com a implantação do reino dos céus na alma humana.

4 – Da Ovelha Perdida (Lucas 15: 4-7)
O Senhor se preocupa com seus filhos, tanto quanto o pastor se preocupa com suas ovelhas. Um bom pastor deixa o rebanho e vai procurar a ovelha perdida. O Senhor se alegra quando esta é encontrada e trazida de volta ao rebanho. Isso acontece em nossa vida quando abandonamos a Deus e depois voltamos a encontrá-lo pedindo perdão.

5 – Do Filho Pródigo (Lucas 15: 11-24)
Nos fala da alegria de um pai que vê o filho retornar a sua casa, pois tinha pedido ao pai que lhe entregasse sua herança, foi correr o mundo e voltou arrependido. Jesus usou esta parábola e seus dons especiais para mostrar o amor e o perdão de Deus aos pecadores que se arrependem.

6 – A dos Talentos (Mateus 25: 14-30)
Deus vai fazer-nos responsáveis pelos dons que Ele nos deu. Devemos usar esses dons para servir em seu reino terreno, especialmente para atender aos nossos semelhantes. O Senhor diz: “muito bem, servo bom e fiel; tens sido fiel sobre poucas coisas, vou te fazer reinar sobre grandes coisas.”

7 – Do Bom Samaritano (Lucas 10: 30-37)
Eis aí a demonstração clara e precisa de que os chamados hereges são muitas vezes aqueles que propiciam melhores demonstrações de amor; a prova de que não adianta ser portador de títulos relevantes no seio das religiões, se não existir a humildade e o desprendimento.

8 – Do Rico Insensato (Lucas 12: 16-20)
Pode ser vista como uma severa admoestação aos usurários e avarentos. Os bens terrenos que possuímos não têm valor algum perante os tesouros espirituais que levaremos para a eternidade.

9 – Casamento do Filho do Rei (Mateus 22: 1-14)
O rei convida todos os tipos de convidados para o casamento de seu filho. Muitos se recusam a ir. Alguns matam seus servos que ele enviou para convidá-los. Outros vêm, mas são indignos ou despreparados. Esta parábola termina assim: “Muitos são chamados, mas poucos são escolhidos.” O Senhor nos convida para tornar-nos parte do Seu Reino, mas poucos se qualificam para a vida eterna em Sua presença.

Por meio das parábolas, Cristo levou a todos a mensagem da salvação, incentivando seus ouvintes a se arrependerem e crerem, a praticar sua fé e se sentia a vontade em todos os níveis sociais e sabia ministrar sabiamente a todos independente de formação ou profissão.

Fonte: 4IEQ

Por Litrazini


Graça e Paz