quinta-feira, 31 de julho de 2014

Arrependimento – O primeiro passo a Deus

Um dos primeiros passos para quem deseja andar nos caminhos do Senhor é o arrependimento. Através do arrependimento genuíno é que a verdadeira conversão surge e não um mero convencimento de mente. O verdadeiro arrependimento sempre resulta numa atitude diante de Deus (Rm 12.1-2)

Todavia se advertires o ímpio do seu caminho, para que ele se converta, e ele não se converter do seu caminho, morrerá ele na sua iniqüidade; tu, porém, terás livrado a tua alma. Demais, quando eu também disser ao ímpio: Certamente morrerás; se ele se converter do seu pecado, e praticar a retidão se esse ímpio, restituir o penhor, devolver o que ele tinha furtado, e andar nos estatutos da vida, não praticando a iniqüidade, certamente viverá, não morrerá.Nenhum de todos os seus pecados que cometeu será lembrado contra ele; praticou a retidão e a justiça, certamente viverá. (Ez. 33.9;14-16).

Como vimos, a conversão genuína depende de uma ação de fé prática de quem ouve. Neste versículo citado acima mostra que a prática da retidão, ou seja, de uma vida reta e íntegra são fatores fundamentais para o arrependimento. A prática da retidão se evidencia com o abandono da prática errada e o desejo de viver uma nova vida segundo os princípios de Deus.

João Batista enfatizava esta questões quando dizia:Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus – Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento. (Mt.3.2,8)

Jesus também pregava sobre arrependimento e repetia as mesmas palavras de João Batista: Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus.(Mt. 4.17).

Aliás, creio que o que chamou a atenção do chamado dos primeiros discípulos (Pedro e André) não foi a palavra que dizia que seriam pescadores de homens, mas aquela dita que deveriam ser arrepender (Mt. 4.17-19). Na verdade no Reino de Deus a palavra de arrependimento sempre antecederá a qualquer promessa dada por Deus. Muitas são aqueles que querem as promessas de Deus, mas poucos os que desejam se arrepender para viver com Deus.

Infelizmente, ainda existem muitas pessoas que confundem arrependimento com remorso e convencimento com convertimento. Na verdade, Jesus não precisa de “simpatizantes”, mas de “seguidores praticantes”. Pois o que importa para Deus é a palavra que desce ao coração e não aquela que se estaciona na mente.

O que encobre as suas transgressões nunca prosperará, mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia.Bem-aventurado o homem que continuamente teme; mas o que endurece o seu coração cairá no mal. (Pv. 28.13-14)

Por isso, Deus deseja que você se arrependa !!!
Dize-lhes: Vivo eu, diz o Senhor Deus, que não tenho prazer na morte do ímpio, mas sim em que o ímpio se converta do seu caminho, e viva. Convertei-vos, convertei-vos dos vossos maus caminhos; pois, por que morrereis, ó casa de Israel? (Ez.33.11)

Ele quer que você não se perca !
O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; porém é longânimo para convosco, não querendo que ninguém se perca, senão que todos venham a arrepender-se (II Pe.3.9)

Pois Ele te perdoa !!! Eu não vim chamar justos, mas pecadores, ao arrependimento. (Lc. 5.32)) Mas Deus, não levando em conta os tempos da ignorância, manda agora que todos os homens em todo lugar se arrependam; (Atos. 17.30)

Ele quer te salvar
Demais, quando eu também disser ao ímpio: Certamente morrerás; se ele se converter do seu pecado, e praticar a retidão , se esse ímpio, restituir o penhor, devolver o que ele tinha furtado, e andar nos estatutos da vida, não praticando a iniqüidade, certamente viverá, não morrerá. Nenhum de todos os seus pecados que cometeu será lembrado contra ele; praticou a retidão e a justiça, certamente viverá. (Ez. 33.14-16)

A palavra de Deus diz que Zaqueu ao ser conhecido por Jesus e vê-lo entrar em sua casa resolveu “dar aos pobres metade do que tinha e restituir aquilo que poderia ter defraudado alguém” (Lc. 19.8). Vemos que foi a atitude de Zaqueu, o diferencial, que fez com que a sua salvação viesse a ser evidenciada por Cristo (Lc. 19.9).

E disse-lhe Jesus: Hoje veio a salvação a esta casa, pois também este é filho de Abraão. Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido. (Lc. 19.9-10)

Por isso, como Zaqueu devemos nos arrepender para que venha a salvação a nossa casa, bem como, tempos de paz e refrigério. Como está escrito: Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e venham assim os tempos do refrigério pela presença do Senhor.(At. 3.19)

E assim… alegria no céu se fará !
Digo-vos que assim haverá maior alegria no céu por um pecador que se arrepende, do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento. (Lc. 15.7) Assim, digo-vos, há alegria na presença dos anjos de Deus por um só pecador que se arrepende. (Lc. 15.10)

Uma grave advertência do Senhor
Por isso não percamos tempo, vivendo a vida dissolutamente.O Senhor nos adverte severamente, não por força ou violência, mas de boa a vontade a nos arrependermos. Aproveitemos o “tempo da graça” onde a misericórdia do Senhor tem se manifestado abundantemente. Aproveitem o “tempo do Cordeiro”,para se arrepender, pois haverá o tempo onde o Leão da Tribo de Judá” há de voltar e julgar cada um por suas obras quer elas boas ou más. Haverá um tempo, na grande tribulação em que essa misericórdia será substituída pelo juízo, conforme está escrito:

Os outros homens, que não foram mortos por estas pragas, não se arrependeram das obras das suas mãos, para deixarem de adorar aos demônios, e aos ídolos de ouro, de prata, de bronze, de pedra e de madeira, que nem podem ver, nem ouvir, nem andar . Também não se [arrependeram dos seus homicídios, nem das suas feitiçarias, nem da sua prostituição, nem dos seus furtos.(Ap. 9.20-21)

Quem é injusto, faça injustiça ainda: e quem está sujo, suje-se ainda; e quem é justo, faça justiça ainda; e quem é santo, santifique-se ainda. Eis que cedo venho e está comigo a minha recompensa, para retribuir a cada um segundo a sua obra. Eu sou o Alfa e o Ômega, o primeiro e o derradeiro, o princípio e o fim. Bem-aventurados aqueles que lavam as suas vestes [no sangue do Cordeiro] para que tenham direito à arvore da vida, e possam entrar na cidade pelas portas. Ficarão de fora os cães, os feiticeiros, os adúlteros, os homicidas, os idólatras, e todo o que ama e pratica a mentira. (Ap. 22.11-15). Eu repreendo e castigo a todos quantos amo: sê pois zeloso, e arrepende-te(Ap. 3.19)

Anderson Cassio Oliveira

Por Litrazini


Graça e Paz

quarta-feira, 30 de julho de 2014

O propósito de Deus ao chamar os homens

Quando Deus chama o homem Ele o faz com claros e grandiosos propósitos. Toda vez que Deus chama alguém, tal pessoa pode confiar que algo especial ocorrerá desde que as ordens divinas sejam obedecidas e valorizadas.

Quando adentramos nos portais históricos das Escrituras Sagradas, descobrimos que sempre que alguém ouviu a voz divina, ela foi grandemente usada por Deus para fins extraordinários. Baseados nesta verdade examinemos momentos em que Deus dirigiu seu chamado aos homens.

Adão: “Ouvindo o homem e sua mulher os passos do Senhor Deus que andava pelo jardim quando soprava a brisa do dia, esconderam-se da presença do Senhor Deus [...] Onde está você? E ele respondeu: Ouvi teus passos no jardim e fiquei com medo, porque estava nu; por isso me escondi”. (Gênesis 3.8-10).

Os chamados de Deus revelam seu propósito para os homens a quem o chamado é direcionado ou para cada homem que existe. Quando chamou Adão, Deus o fez baseado em seu desejo de ter comunhão com os homens, esse desejo Deus dirige a cada ser humano que há na terra, não apenas a Adão. Mas ouvir Deus sempre foi algo do que o homem aprendeu a fugir. Desde Adão, o ser humano tem buscado meios para fugir da presença do Senhor.

Em Êxodo 20.19-21 lemos: “e disseram a Moisés: Fala tu mesmo conosco, e ouviremos. Mas que Deus não fale conosco, para que não morramos. Moisés disse ao povo: Não tenham medo! Deus [...]”Ouvir a voz de Deus não é prioridade dos homens, por isso eles preferem ouvir a voz dos outros homens.

Em Adão uma coisa fica muito clara: ao chamar o homem Deus mostra seu interesse em se relacionar com este homem. O homem não foi apenas feito por Deus, ele foi feito para Deus. Deus fez muitas coisas para o homem, mas o homem Deus fez para si mesmo!

Moisés: Moisés pastoreava o rebanho de seu sogro Jetro, que era sacerdote de Midiã. [...] E então, do meio da sarça Deus o chamou: Moisés, Moisés! Eis-me aqui, respondeu ele”. (Êx .3.1-4).

Quem era Moisés no momento em que Deus o chamou? Ele era um assassino fugitivo do Egito. Antes de ser um fugitivo ele também era um escravo que estava ilegalmente no posto de príncipe do Egito. Como membro do povo israelita ele devia está no meio da massa que gemia por causa da opressão que pesava sobre cada hebreu. Mas agora, depois de quarenta anos de fuga, Moisés tornara-se um pastor de ovelhas que vivia no deserto de Midiã, nas proximidades do monte Sinai também chamado de Horebe.

Num dia em especial, contrariando a agenda monótona de Moisés, Deus lhe chama. O chamado de Deus para Moisés estava casado com o propósito divino de libertar Moisés tanto da culpa quanto da situação de escravo hebreu. Moisés não teve seu passado apagado, mas teve sua culpa passada perdoada e sua dignidade devolvida e com ela a ordem de voltar para libertar os hebreus. Em outras palavras Deus incumbiu Moisés de estender aos israelitas o que ele mesmo recebera de Deus: a oportunidade de recomeçar sua vida do modo como Deus se agrada.

Em Moisés aprendemos que Deus chama o homem porque quer libertá-lo.

Samuel: “O menino Samuel ministrava perante o Senhor, sob a direção de Eli; naqueles dias raramente o Senhor falava, e as visões não eram frequentes. […] Então Samuel foi se deitar. O Senhor voltou a chamá-lo como nas outras vezes: Samuel, Samuel! Então Samuel disse: Fala, pois o teu servo está ouvindo. (I Samuel 3.1-10).

Diferente de Adão que já era habituado a escutar a voz de Deus e de Moisés que foi atraído por uma visão sobrenatural, Samuel não conseguiu discernir a voz do Senhor da voz de uma pessoa comum, neste caso Eli. Diferente de Adão que fugiu ao ouvir a Voz divina e diferente de Moisés que encontrou diversas desculpas para não obedecer ao que ouviu, o menino Samuel ouviu com atenção e obedeceu com destreza ao que Deus lhe ordenara. Deus compartilhou com Samuel o que seu coração sentia com relação à casa de Eli. Deus que não achou em Eli, Ofni ou Fineias espaço no coração para falar, encontrou no garoto Samuel alguém disponível para ouvir e disposto para obedecer.

Em Samuel nós aprendemos que Deus chama porque tem grande desejo de compartilhar conosco o que vai em seu coração.

Ele fez isso com Oseias ao ordenar que o profeta casasse com uma prostituta e a amasse, Deus queria que Oseias sentisse o mesmo desapontamento que Ele mesmo sentia com relação ao povo de Israel que vivia traindo ao Senhor, trocando-O por falsos deuses.

Saulo: “Em sua viagem, quando se aproximava de Damasco, de repente brilhou ao seu redor uma luz vinda do céu. Ele: Quem és tu, Senhor? Ele respondeu: Eu sou Jesus, a quem você persegue”. (Atos 9)

Diferentemente de Adão que era acostumado a dialogar com Deus, de Moisés que era integrante do povo eleito por Deus e de Samuel que era aprendiz de sacerdote, Saulo era totalmente indiferente a Deus. Sua religiosidade o cegou de tal modo que ele acreditava estar fazendo um favor a Deus eliminando os cristãos. Sua meta era erradicar os cristãos de todo o império.

Mancomunado com os romanos e com a elite religiosa de sua época, essa tarefa não seria aparentemente muito difícil. Mas a vida deste tal de Saulo foi totalmente mudada quando ele ouviu o chamado de Deus. Saulo foi grandemente instrumentalizado e usado para a proclamação do evangelho e da salvação de Deus. Ninguém fez mais do que Paulo em favor do reino de Deus. A grandeza do seu ministério é imensurável e a riqueza da revelação da doutrina de Deus em seus escritos é fenomenal.

Paulo tornou-se a pessoa que foi porque o chamado de Deus não penetrou apenas seus ouvidos, mas entranhou-se em sua alma e governou cada batida do seu novo coração.

Em Saulo aprendemos que Deus chama o homem porque quer usá-lo em proporções incríveis para promover sua gloriosa salvação.

Conclusão
O chamado divino também pode ser recusado, Jonas o recusou, Judas o recusou, Adão o recusou, alguns sacerdotes o recusaram. Mas a todos quantos o abraçaram, o viveram e o valorizaram a esses Deus reservou uma graça não tão comum, uma grandeza nunca antes vista, uma glória nunca antes experimentada!

Qual é a sua resposta ao chamado de Deus? O que você fará com a voz divina que se dirige a você em diversos momentos e em diferentes formas? Com quem você quer se parecer com Adão que fugiu da voz de Deus ou com Moisés que se dirigiu para o lugar aonde a voz era mais forte? Com Eli que se tornou indiferente com a voz de Deus ou com Samuel que se levantou e se dispôs a ouvir?

Autor: Missionário Rosivaldo

Por Litrazini


Graça e Paz

terça-feira, 29 de julho de 2014

Virá e Não Tardará

Muitos em Israel se perderam nos dias de Jesus e dos apóstolos porque desconfiavam que não era ainda o tempo do cumprimento da profecia da mensagem bíblica da promessa do envio do Messias e do Espírito Santo para converter o coração dos israelitas e de muitas pessoas no mundo inteiro para Deus.

Eles ficavam olhando desconfiados o rio de água viva do Espírito Santo passando diante dos olhos deles, nas obras que estavam sendo operadas por Deus em sua presença e pensavam: “já se passaram séculos desde as promessas, e até agora nada de Messias e de Espírito Santo… é melhor esperar um pouco mais.” E assim, morreram nesta condição de incredulidade e em seus pecados com a Fonte de água da vida eterna que nos purifica dos nossos pecados, bem ao alcance de suas mãos.

O mesmo sucede hoje com a Igreja do Senhor. Muitos estão aguardando ainda o cumprimento do primeiro sinal para o retorno do Senhor, que é a profetizada apostasia da Igreja exatamente no tempo do fim. Esta apostasia já ocorreu em todo o mundo, desde meados do século passado (XX) e muitos ainda não aceitaram ou não conseguiram enxergar isto.

Estão esperando por este primeiro sinal enquanto vivem suas vidas de modo não inteiramente santo, que comprova que são também participantes desta realidade já ocorrida.

Possa o Senhor nos despertar do sono em que nos encontramos. Que a Igreja atenda ao Seu rogo amoroso para o arrependimento e santidade, antes que seja tarde demais. Ele está fazendo isto pela boca e ministério de muitas pessoas em todo o mundo, através de sonhos e revelações que lhes tem dado de que o tempo acabou e que importa despertar do sono e ter azeite em nossas lâmpadas para que sejamos achados na luz e não em trevas, quando da sua vinda para nos arrebatar entre nuvens.

Antes de trazer juízos sobre Sodoma e Gomorra Deus mandou alertar a família de Ló, mas os seus genros não creram que viria fogo do céu e gracejaram com ele, e não se dispuseram a sair daquelas cidades, o que significava não estar dispostos a deixar as práticas pecaminosas do mundo, e foram assim apanhados pelo juízo do Senhor, quando poderiam ter sido salvos, se atendessem ao aviso que lhes fora dado.

Noé também advertiu do mesmo modo as pessoas em seus dias, mas eles não somente não creram no dilúvio que viria, como não se dispuseram a emendar as suas vidas e abandonar o pecado por se voltarem para Deus.

Todos haviam vivido muito tempo confortavelmente na Terra, de maneira que lhes era difícil crer na chegada de um juízo destruidor da parte de Deus.

De igual modo sucede com a grande maioria em nossos dias. Já se passaram 20 séculos desde que Jesus aqui estivera, e por que haveríamos de crer que Ele virá nesta hora conforme tem alertado a tantos? Todavia Ele cumprirá o que prometeu em breve, muito breve.

“… tendo em conta, antes de tudo, que, nos últimos dias, virão escarnecedores com os seus escárnios, andando segundo as próprias paixões e dizendo: Onde está a promessa da sua vinda? Porque, desde que os pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação. [...] Nós, porém, segundo a sua promessa, esperamos novos céus e nova terra, nos quais habita justiça. Por essa razão, pois, amados, esperando estas coisas, empenhai-vos por serdes achados por ele em paz, sem mácula e irrepreensíveis,”  (2 Pe 3.3-14)

Ele virá agora porque o tem revelado a muitos em todas as partes do mundo, basta ver as publicações que têm sido feitas na Internet de 2012 para cá, e como têm crescido em número, falando a mesma mensagem do arrebatamento que ocorrerá em nossos dias.

Autor: Silvio Dutra / Gospel +

Por Litrazini


Graça e Paz

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Buscando abrigo no Senhor

Podemos ser ótimas pessoas, frequentar a igreja todos os dias da semana, dar ofertas, dízimos, ler a Bíblia regularmente e até orar, mas estas coisas não nos fazem merecer o amor de Deus, o que é inegociável, não pode ser comprado; nossas obras não nos darão aceitabilidade diante do Senhor. É Ele quem nos ama.

O Senhor ama a todos por igual. Ele não faz acepção de pessoas; a única diferença que poderemos ver é o grau de responsabilidade de cada um para com o Seu Reino.

Temos uma natureza pecaminosa que necessita de perdão, que nos foi proporcionado pelo intermédio da morte e ressurreição de Jesus Cristo.

A salvação e a ajuda divina são dons que recebemos de Deus, para destruir o inimigo. “Pois é pela graça que sois salvos, por meio da fé – e isto não vem de vós, é Dom de Deus – não das obras, para que ninguém se glorie!” (Ef. 2.8,9).

Jamais conseguiremos nos purificar sozinhos nem vencer o inimigo por nossas próprias forças.

Precisamos confiar em Jesus e na obra que ele fez por nós na cruz.
Deus jamais nos rejeita, o amor com que nos ama é imensurável. Ele sempre perdoa as nossas faltas. Ele nos protege dos ataques malignos, e, essas bênçãos são grátis. Apenas creiamos em seu amor e confiemos em suas promessas de salvação. Deus é o amigo de todos os momentos.

Como uma mãe, Ele deseja afagar-nos em seus braços. Como defensor, nos protegerá. “Disse-vos estas coisas para que em mim tenhais paz. No mundo tereis aflições. Mas tende bom ânimo! Eu venci o mundo” (Jo. 16.33).

Enquanto existirmos, haverá lutas e tribulações, mas não desanimemos, pois Jesus está conosco e, Ele já venceu o mundo. “Mas agora, assim diz o Senhor que te criou, ó Jacó, e que te formou, ó Israel: Não temas, porque eu te remi; chamei-te pelo teu nome. Tu és meu. Quando passares pelos rios, eles não te submergirão. Quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em ti”.(Is. 43.1,2). Isaías lembrou a Israel que Deus seria o defensor e protetor do povo, não só no campo físico, mas também na área mental e espiritual. Apenas deviam confiar, e, Deus sempre os livraria, quando fosse necessário.

Quando as provações forem tantas a ponto de desanimar, Jesus tem o escape. Nele, podemos confiar. Nele, obtemos a vitória.

Quando o diabo bater à porta de nossos corações, através das dúvidas e anseios, peçamos a Cristo que o recepcione. A vida está cheia de surpresas e não sabemos em que momento elas virão. Deus nos conduzirá vitoriosos a cada etapa de nossa vida, O fogo não nos queimará.

As vezes o inimigo nos cerca, mas Deus tem um exército de prontidão para nos socorrer. Basta uma ordem divina e ele age imediatamente. Os anjos estão à disposição do Senhor para nos proteger. Ele sabe onde estamos e cuida de cada um de nós com muito amor.

Muitas pessoas, até mesmo grandes teólogos, apresentam um Deus complicado, mas os planos do Senhor são simples e estão acessíveis a qualquer pessoa.

Tudo o que precisamos fazer é nos entregar a ele.

O Senhor está pronto para nos receber.

“Levante-se Deus, sejam dissipados os seus inimigos” (Sl. 68.1).

Lidiomar Trazini Granatti

Por Litrazini

Graça e Paz


domingo, 27 de julho de 2014

Por que a ressurreição de Jesus Cristo é tão importante?

A ressurreição de Cristo é importante por vários motivos.

Primeiro, é um testemunho do imenso poder de Deus.
Acreditar na ressurreição é acreditar em Deus. Se Deus realmente existe, e se Ele criou o universo e tem poder sobre o mesmo, então Ele tem poder de ressuscitar os mortos. Se Ele não tem tal poder, Ele não é um Deus digno de nossa fé e louvor. Apenas Aquele que criou a vida pode ressuscitá-la depois da morte; só Ele pode reverter o horror que a morte é, e só Ele pode remover o aguilhão que é a morte e a vitória que pertence ao túmulo. Ao ressuscitar Cristo dos mortos, Deus nos faz lembrar de Sua absoluta soberania sobre a morte e vida.

Segundo, a ressurreição de Jesus é um testemunho da ressurreição de seres humanos, que é uma doutrina básica da fé Cristã.

Ao contrário de outras religiões, o Cristianismo possui um fundador que transcende a morte e promete que os Seus seguidores farão o mesmo. Todas as outras (falsas) religiões foram fundadas por homens e profetas cujo fim foi o túmulo. Como Cristãos, podemos nos confortar com o fato de que Deus Se tornou homem, morreu pelos nossos pecados, foi morto e ressuscitou no terceiro dia. O túmulo não podia segurá-lO. Ele vive hoje e se senta à direita do Pai no Céu. A igreja viva tem um Cabeça vivo!

Em 1 Coríntios 15, Paulo explica em detalhe a importância da ressurreição de Cristo. Alguns em Corinto não acreditavam na ressurreição dos mortos, e nesse capítulo Paulo lista seis consequências desastrosas se a ressurreição nunca tivesse ocorrido:

1) pregar sobre Cristo seria em vão (v.14);
2) fé em Cristo seria em vão (v.14);
3) todas as testemunhas e pregadores da ressurreição seriam mentirosos (v.15);
4) ninguém poderia ser redimido do pecado (v.17);
5) todos os Cristãos que dormiam teriam perecido (v.18); e
6) Cristãos seriam os mais infelizes de todos os homens (v.19).

Mas Cristo realmente ressuscitou dos mortos e é “as primícias dos que dormem” (v.20), assegurando-nos de que vamos segui-lO na ressurreição.

A inspirada Palavra de Deus garante a ressurreição do crente na vinda de Cristo para o Seu Corpo (a Igreja) durante o arrebatamento. Tal esperança e segurança são ilustradas em uma grande canção de triunfo que Paulo escreve em 1 Coríntios 15:55: “Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?” Como é que esses versículos se relacionam com a importância da Ressurreição? Paulo responde: “o vosso trabalho não é vão” (v.58). Ele nos lembra que por sabermos que vamos ser ressuscitados a uma nova vida, podemos sofrer perseguição e perigo pela causa de Cristo (v.29-31), assim como Ele o fez, e assim como milhares de mártires por toda a história, que de bom grado trocaram suas vidas terrenas por vida eterna através da ressurreição.

A Ressurreição é a vitória triunfante e gloriosa para todo o crente em Jesus Cristo, pois Ele morreu, foi enterrado e ressuscitou no terceiro dia de acordo com as Escrituras. E Ele voltará!

Os mortos em Cristo vão ser ressuscitados, e aqueles que permanecem vivos na Sua vinda vão ser transformados e receber corpos novos e glorificados (1 Tessalonicenses 4:13-18).

Por que a ressurreição de Cristo é tão importante?
Por ter demonstrado que Deus aceitou o sacrifício de Jesus a nosso favor. Ela prova que Deus tem o poder de nos ressuscitar dos mortos. Ela garante que aqueles que acreditam em Cristo não vão permanecer mortos, mas serão ressuscitados à vida eterna. Essa é a nossa abençoada esperança!

Fonte: GotQuestion

Por Litrazini

Graça e Paz


sábado, 26 de julho de 2014

A vida do adorador

O que é um adorador? O que é ser um adorador? Quais são as características de um adorador?
De acordo com o texto de Sofonias vamos ver o que a Palavra diz a esse respeito.

1- Lábios Puros (vs 9).
No livro de Isaías 6:5-8 o profeta é purificado das suas iniqüidades e logo depois ele se coloca a serviço e disponível. Talvez a nossa adoração tem sido fraca e sem substância, porque falta a nós lábios puros, coração puro, pensamentos e intenções puras. Não podemos pensar que seremos usados grandemente pelo Senhor se não estivermos diante Dele dia após dia para sermos purificados.

Todas as coisas são puras para os puros. Jesus disse: ''Bem-aventurados os limpos e puros de coração, porque eles verão a Deus''. Adoração tem a ver com purificação e santificação. Precisamos aprender com Davi que clamava: ''Cria em mim ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito reto'' (Sl 51:10).

Não podemos nos aproximar de Deus de qualquer maneira sem termos uma atitude de entrega e quebrantamento. Quando reconhecemos quem somos e nos humilhamos na presença Dele, somos purificados. Isaías reconheceu quem ele era, se humilhou, e por causa desta postura Deus o purificou e o levantou como um dos grandes profetas da Bíblia. Deus quer usar os puros e os que se mantém puros na sua presença.

2- Para que o sirvam.
Deus está buscando servos e ministros. Os nossos dons e talentos devem ser consagrados diariamente no serviço ao nosso Deus (Lv 27:28). Essa consagração deve ser verbalizada para que o diabo escute e não ganhe espaço para ''tomar emprestado'' o que não pertence a ele.

3- Mesmo espírito.
O adorador tem espírito de unidade, sempre soma e nunca divide, nunca compete, nunca faz comparação, mas contribui e é um servo. Toda a pessoa que possui a motivação correta é uma benção.

4- Zelosos adoradores (vs 10).
A pessoa que zela por algo, o faz considerando ao extremo o seu valor. O adorador é zeloso com as coisas do Senhor: cuida bem dos seus negócios, do dinheiro, do trabalho, da família, do ministério, do seu tempo etc.

Devemos ser zelosos com as coisas de Deus, com Sua Palavra e com Sua visão. Qual é a visão de Deus? Deus amou o mundo (Jo 3:16). Deus quer alcançar o mundo e para isto Ele levantou a Sua Igreja para ser sal da terra e luz do mundo.

5- Me trarão sacrifício.
É a prática da ministração. O adorador tem o compromisso e a consciência da sua responsabilidade que é de ministrar ao seu Deus, adorá-lo e render-lhe graças todos os dias. O adorador é um eterno agradecido. Este sacrifício é viável e voluntário, e não um ''peso'' (I Pe 2:5).

6- Tu nunca mais te ensoberbecerás (vs 11)
Os adoradores não são soberbos, exaltados - ''os melhores do mundo'', ''o melhor pastor'', ''o melhor cantor'' etc. Não existe ''estrelismo'' na obra de Deus, e se houver, procede do diabo. Jesus disse: ''Aprendei de mim que sou manso e humilde de coração'' (Mt 11:29). A humildade só existe quando ela é o reflexo da vida de Jesus em nós. Devemos entender que no reino de Deus o maior é aquele que serve (Mt 20:26-27).

7- Confiarão no nome do Senhor (vs 12).
O adorador vive pela fé. Confia em Deus, tem a Palavra armazenada no seu coração e por isso crê. Paulo aos Colossenses 3:16 disse: ''A Palavra de Cristo habite abundantemente em vós''. A Palavra produz fé, e a fé produz confiança e segurança.

8- Não cometerá iniqüidade (vs 13)
O adorador não tem compromisso com o pecado mesmo sendo tentado. O compromisso dele é com o Deus que vence o pecado. Não somos capazes por nós mesmo de vencer o pecado, mas o Poderoso que habita em nós pode todas as coisas (II Co 12:9).

9- Porque serão apascentados
O adorador vive no descanso do Senhor (Sl 23:1). O descanso gera confiança, ou seja, o adorador poderá dizer ''eu não tenho, mas vou ter'', ''eu não sei, mas vou saber'' etc. O adorador entende que Deus está realizando uma obra nova a cada dia na sua vida (Fl 1:6).

10- Canta alegremente (vs 14)
O adorador tem um cântico alegre e de vitória, porque ele ama e crê em Deus, e está garantido no Senhor. Embora haja problemas e dificuldades, ele é mais que vencedor porque o Vencedor vive nele. O adorador tem a alegria do Senhor, e a alegria do Senhor é a nossa força (Ne 8:10). A nossa alegria vem do Senhor!

11- Exterminou o teu inimigo (vs 15).
O adorador é vitorioso sobre o inimigo (Tg 4:7; Rm 16:20; Lc 10:19). Jesus nos concedeu autoridade espiritual e o diabo já está derrotado na nossa vida!

Conclusão
''O Senhor teu Deus está no meio de ti, poderoso para te salvar; Ele se deleitará em ti com alegria, calar-se-á por seu amor, regozijar-se-á em ti com júbilo'' (vs 17). Essa é uma promessa para todo o verdadeiro adorador.

Autor: Ronaldo Bezerra 

Por Litrazini

Graça e Paz


sexta-feira, 25 de julho de 2014

Quem é você?

Precisamos ser sábios, usar nossa inteligência e questionar mais as coisas.

Devemos nos posicionar corretamente diante dos ensinamentos, das novidades, dos modismos que surgem.Temos de analisar, pedir a direção de Deus.

O apóstolo Paulo, em Gálatas 5.1-12, faz uma advertência à igreja. Ele diz:
“Para a liberdade foi que Cristo nos libertou. Permanecei, pois, firmes e não vos submetais, de novo, a jugo de escravidão.

Eu, Paulo, vos digo que, se vos deixardes circuncidar, Cristo de nada vos aproveitará. De novo, testifico a todo homem que se deixa circuncidar que está obrigado a guardar toda a lei. De Cristo vos desligastes, vós que procurais justificar-vos na lei; da graça decaístes.

Porque nós, pelo Espírito Santo, aguardamos a esperança da justiça que provém da fé. Porque, em Cristo Jesus, nem a circuncisão, nem a incircuncisão têm valor algum, mas a fé que atua pelo amor. Vós corríeis bem; quem vos impediu de continuardes a obedecer à verdade? Esta persuasão não vem daquele que vos chama .Um pouco de fermento leveda toda a massa.

Confio de vós, no Senhor, que não alimentareis nenhum outro sentimento; mas aquele que vos perturba, seja ele quem for, sofrerá a condenação. Eu, porém, irmãos, se ainda prego a circuncisão, por que continuo sendo perseguido? Logo, está desfeito o escândalo da cruz. Tomara até se mutilassem os que vos incitam à rebeldia.”(Gálatas 5.1-12)

Paulo, como instrumento nas mãos de Deus, está alertando os gálatas sobre uma interrupção que ocorreu no processo deles. Ele lhes diz que iam muito bem, mas que se deixaram levar por “ventos contrários”.

É impossível nos mantermos na caminhada com Cristo se nos mostramos oscilantes, sem firmeza nos posicionamentos. É impossível nos mantermos firmes se não tivermos plena consciência de quem somos.

Você sabe quem você é? Sabe qual é a sua identidade?
Há vários exemplos de homens e mulheres sem identidade – no passado e hoje também.

Aquele que não sabe quem é segue qualquer tipo de “novidade”.

O primeiro a sofrer de crise de identidade, foi Lúcifer. Ele não entendeu que o Senhor lhe havia feito “querubim da guarda, ungido”, o “sinete da perfeição”. Como não sabia quem era, desejou ser igual a Deus. E isso ocorre com todos aqueles que não sabem quem são. Acabam se fixando em outras pessoas, em modelos que eles criam para si.

Foi o que aconteceu com um dos maiores artistas pop da atualidade. Ele chegou ao ponto de mudar de raça. Ele queria ser branco, e não negro.

Quem não tem identidade própria pode se tornar qualquer coisa.
O diabo se aproveita disso. Ele tentou fazer com que Jesus se desviasse de sua missão. Para isso, lançou dúvida sobre a identidade do Senhor: “Se és filho de Deus...” (Mt 4.3).

Mas com Jesus Satanás não conseguiu nada. Sabe por que?
Porque Jesus sabe quem ele é. E o que temos de fazer é isso também. Temos de ser como Jesus. Temos de saber quem somos. 

Quem é você?

Autor: Jorge Linhares 

Por Litrazini


Graça e Paz

quinta-feira, 24 de julho de 2014

O Ateu e o Ovo

Próximo da Páscoa, o professor de Ciências de uma escola inicia a sua aula com a seguinte frase "A historia da Páscoa é um mito". "Jesus não saiu do túmulo," continuou, "mas, primeiramente, não existe nenhum Deus no céu que possa permitir que seu filho seja crucificado.” •

"Senhor, eu acredito em Deus", Jimmy protestou. "E eu acredito que ele ressuscitou!”.

"Jimmy, você pode acreditar no que você quiser, é claro," o professor respondeu. "Porem, no mundo real não existe a possibilidade de tais milagres, como a ressurreição. Ninguém que acredite em milagres pode respeitar a ciência."

"Deus não é limitado pela ciência," Jimmy respondeu. "Ele criou a ciência!” 

Incomodado com o modo como Jimmy defendia sua fé, o professor propôs um experimento cientifico. Foi até a geladeira e pegou um ovo de galinha.

"Eu vou deixar este ovo cair no chão," começou o professor. "A gravidade vai fazer com que ele caia no chão e se despedace. "Olhando fixamente para Jimmy, ele continuou: "Agora, Jimmy, eu quero que você faça uma oração e peça ao seu deus para que quando eu soltar este ovo ele não caia no chão e se quebre. E se ele conseguir fazer isto, você terá provado que Deus existe, e eu terei que admitir isso."

Após pensar por um momento sobre o desafio, Jimmy lentamente começou sua oração. 

"Querido Pai celeste," ele iniciou. "Eu peço que quando o meu professor soltar este ovo, ele caia no chão e se quebre em uma centena de pedaços! E também, Senhor, eu peço que quando este ovo se quebrar, meu professor tenha um ataque cardíaco fulminante e morra. Amem

Após os cochichos da classe, veio um silencio fúnebre. Por um momento o professor não fez nada. E por fim ele olhou para o Jimmy e depois para o ovo. E, sem dar uma palavra, ele cuidadosamente recolocou o ovo na geladeira.

"Classe dispensada" disse o professor enquanto sentava na sua cadeira.

O professor aparentemente acreditava mais em Deus do que ele mesmo imaginava. Muitas pessoas são como este professor, pois negam que Deus existe, mas correm para ele nos momentos difíceis. Porém questionam, e o atacam todas as vezes que têm chance. Jimmy sabia que Deus não iria matar o seu professor naquele momento, mas também sabia que seu professor não apostaria sua vida por um ovo.

Quando sua vida está em jogo a ideia de que Deus existe parece fazer mais sentido.

João 10:11 "Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida pelas ovelhas” 

Autor desconhecido

Litrazini


Graça e Paz

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Missões começa em casa

John Stott, erudito expositor bíblico, disse que antes de Jesus enviar a igreja ao mundo, enviou o Espírito Santo para a igreja. A obra do Espírito e o testemunho da igreja são inseparáveis.

O Espírito Santo capacitou a igreja para ser testemunha tanto em Jerusalém, como em toda a Judeia, Samaria e até aos confins da terra.

O propósito de Deus é o evangelho todo, por toda a igreja, em todo o mundo. Atos 1.8 é a plataforma missionária de Jesus. É a agenda missionária da igreja. Daremos, aqui, um enfoque à obra missionária em Jerusalém, em nossa cidade, a partir da nossa própria casa. Para melhor compreensão do assunto em tela, daremos destaque a alguns pontos:

Em primeiro lugar, a capacitação precede à ação missionária. O recebimento de poder precede o testemunho.
Testemunhar sem o poder do Espírito Santo é como tentar cortar lenha com o cabo do machado. Em vão é o esforço humano sem o revestimento do Espírito. A igreja não foi autorizada a começar o seu esforço missionário senão depois do revestimento de poder vindo do alto.

Hoje, temos muito esforço e pouco resultado. Muito trabalho e poucos frutos. Muitas palavras e pouca manifestação de poder. Pregamos aos ouvidos, mas não pregamos aos olhos. Os homens escutam de nós belos discursos, mas não veem em nós demonstração de poder. Preciso concordar com Charles H. Spurgeon, quando disse que é mais fácil um leão tornar-se vegetariano, do que uma vida sequer ser salva sem a obra do Espírito Santo.

Dependemos do Espírito Santo, precisamos do Espírito Santo, carecemos da capacitação do Espírito Santo.

Em segundo lugar, O Espírito Santo é quem nos capacitar para a obra missionária.
A promessa de Jesus é que os discípulos seriam revestidos com o poder do alto, o poder do Espírito, para testemunhar desde Jerusalém até aos confins da terra. Nenhuma outra preparação por mais refinada, substitui a capacitação do Espírito Santo. Nenhum cabedal teológico, nenhuma erudição humana, nenhuma eloquência angelical poderia capacitar a igreja a testemunhar o evangelho com eficácia. Só o Espírito Santo pode iluminar a mente e aquecer o coração. Só o Espírito Santo pode capacitar o mensageiro, aplicar eficazmente a mensagem e abrir o coração dos ouvintes, dando-lhes uma nova vida.

Em terceiro lugar, a igreja é o método de Deus para alcançar o mundo.
Jesus não comissionou o governo para a proclamação do evangelho nem mesmo delegou essa sublime tarefa aos anjos.A igreja é o método de Deus. O propósito de Deus é o evangelho todo, por toda a igreja, em todo o mundo. Se nós nos calarmos seremos culpados de uma omissão criminosa. Somos atalaias de Deus. Se o ímpio morrer em sua impiedade sem avisarmos a ele, Deus cobrará de nós o seu sangue. Somos embaixadores em nome de Cristo. Devemos rogar aos homens que se reconciliem com Deus.

Em quarto lugar, o testemunho do evangelho começa em casa.
A obra missionária deve ser feita aqui, ali e além fronteiras ao mesmo tempo. Porém, o ponto de partida é a nossa Jerusalém, onde estamos estabelecidos. Não teremos autoridade para pregar para os de fora se não estamos testemunhando para os de dentro.

Não podemos começar com os confins da terra se a nossa própria Jerusalém ainda não foi impactada com o poder do evangelho. Não podemos pregar aos estranhos se primeiro não fizemos conhecido o evangelho em nossa própria família.

Quando Jesus libertou e salvou o endemoninhado gadareno, não permitiu que ele o acompanhasse para um trabalho itinerante, mas enviou-o de volta aos seus. 

Nossa família, nossa parentela, nossa cidade devem ser os primeiros redutos a serem atingidos pelo evangelho.

Hernandes Dias Lopes

Por Litrazini


Graça e Paz

terça-feira, 22 de julho de 2014

Jesus, amigo de pecadores: como?

Qualquer um que conheça alguma coisa sobre os evangelhos – e mesmo aqueles que não conhecem – sabe que Jesus era amigo de pecadores. Ele muitas vezes atraia a ira dos escribas e fariseus por comer com pecadores (Lucas 15.2).

Jesus claramente reconheceu que um dos insultos atirados contra ele era que ele era “um glutão e bebedor de vinho, amigo de publicanos e pecadores!” (Lucas 7.34). Essa história significa que Jesus é amigo de pecadores como nós. Também nos desafia pelo exemplo de Jesus a certificarmos que não rejeitamos ninguém de alguma forma que Jesus jamais faria.

Por mais preciosa que essa verdade seja – que Jesus é amigo de pecadores – como qualquer outra verdade preciosa da Bíblia, ela deve ser protegida de erros doutrinários e éticos. É muito fácil, e incrivelmente comum, que cristãos (ou não cristãos) peguem a verdade geral de que Jesus era amigo de pecadores e a torcem até não ser mais reconhecida. Assim, “Jesus comia com pecadores” se torna “Jesus adorava uma boa festa”, que se torna “Jesus estava mais interessado em demonstrar amor do que tomar partido”, que se torna “Jesus sempre estava do lado dos não religiosos”, que se torna “Jesus pouco se importava com as violações da Torá”.

Se queremos celebrar o fato de que o Senhor Jesus é um grande amigo de pecadores – e deveríamos – precisamos prestar cuidadosa atenção às formas em que Jesus de fato foi amigo de pecadores. Fora a história da mulher pega em adultério (por motivos de crítica textual), eu contei cinco passagens principais nos evangelhos onde Jesus foi  repreendido por estar perto demais dos pecadores.

Mateus 9.9-13; Marcos 2.13-17; Lucas 5.27-32 -  Essa é a história do chamado de Mateus, o coletor de impostos, para ser seu discípulo.Aqui vemos Jesus tomando lugar à mesa com muitos coletores de impostos e pecadores “porque estes eram em grande número e também o seguiam” (Marcos 2.15). Quando os escribas e os fariseus murmuram a respeito de suas companhias, Jesus diz a eles que não veio “chamar justos, e sim pecadores, ao arrependimento” (Lucas 5.32).

Mateus 11.16-19; Lucas 7.31-35 – Aqui Jesus repreende os “homens da presente geração” porque rejeitaram João Batista, por ele ser muito rígido, e rejeitaram o Filho do Homem por ser muito relaxado.É desse incidente que temos a frase “amigo de pecadores”. Vale notar que esse foi um insulto direcionado a Jesus por seus inimigos. Isso não significa que Jesus não o era e que não deveríamos cantar sobre isso, mas essa passagem sugere que Jesus não se encaixava de todas as maneiras nessa descrição. Se Jesus não era “um glutão e bebedor de vinho”, como seus oponentes diziam, talvez ele também não fosse“amigo de publicanos e pecadores” da mesma maneira que eles imaginavam.

Lucas 7.36-50 – Logo após vem outra história parecida em Lucas. Uma mulher pecadora unge Jesus com um perfume precioso, enxuga os pés de Jesus com suas lágrimas e com seu próprio cabelo. Quando Jesus é corrigido por deixar essa “pecadora” tocá-lo, ele lembra a Simão que aqueles a quem muito é perdoado amam muito. No fim, Jesus perdoa a mulher de seus pecados e anuncia “A tua fé te salvou; vai-te em paz” (Lucas 7.50).

Lucas 15.1-2 – O contexto das parábolas da ovelha perdida, da moeda perdida e do filho perdido em Lucas 15 está nos primeiros versos do capítulo. Conforme os publicanos e pecadores  “aproximavam-se de Jesus”, os fariseus e escribas murmuravam que Jesus estava os recebendo e comendo com eles. As três parábolas que se seguem demonstram como Deus busca os perdidos (15.3, 8, 20) e o quão feliz Deus fica quando pecadores se arrependem (15.7, 10, 21-24).

Lucas 19.1-10 – Novamente, os líderes judeus murmuram porque Jesus “ele se hospedara com homem pecador” (Lucas 19.7). Por mais que Zaqueu tenha se arrependido e mudado (19.8), os judeus simplesmente não conseguem aceitar que o Filho do Homem tenha vindo para buscar e salvar os perdidos (19.10) e que esse publicano famoso tenha sido salvo (19.9).

Assim, que lições podemos tirar desses episódios? De que forma Jesus era amigo de pecadores? Ele tinha uma estratégia para alcançar coletores de impostos? Ele “andava” indiscriminadamente com beberrões e prostitutas? Ele era um messias do relaxado do tipo “deixa a vida me levar”?
O que vemos do conjunto dessas passagens é que os pecadores eram atraídos por Jesus, que Jesus gastava tempo com esses pecadores que estavam abertos a seus ensinamentos, que Jesus perdoava pecadores arrependidos e que Jesus abraçava pecadores que criam nele.

Jesus era amigo de pecadores não porque fazia vista grossa ou ignorava o pecado ou gostava de uma festinha com aqueles que se envolviam com imoralidade. Jesus era amigo de pecadores no sentido de que veio para salvar pecadores e ficava muito feliz em receber aqueles que estavam abertos ao evangelho, que se arrependiam de seus pecados ou que estavam no caminho para colocar sua fé nele.

 KEVIN DEYOUNG / Traduzido por Filipe Schulz | Reforma21.org 

Por Litrazini

Graça e Paz