domingo, 9 de novembro de 2014

NEUTRALIZANDO A TENTAÇÃO

A tentação pode ser neutralizada definitivamente por um de­terminado ato. Esse ato é um fruto do Espírito. Lemos em Gaiatas 5:22, 23: Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansi­dão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei. 

A palavra que queremos é domínio próprio. A palavra grega significa literalmente "na força", sendo isso exatamente o que é. O fruto do Espírito é força interior. Ela é freqüente­mente interpretada como "domínio", ou "domínio do 'eu'" na literatura extrabíblica. 

Em outras palavras, uma das coisas que o Espírito de Deus promete fazer pelo filho de Deus é capacitá-lo a controlar o ego, as fraquezas e as áreas de tentação.

COMO A TENTAÇÃO É CONTRARIADA? PELO AUTO-CONTROLE. Grave esse pensamento em mente. 

Espere um pouco. Ao ler isto, você pode ser tentado a dizer (como fariam os que assistem às chamadas confe­rências da vida mais profunda): "Isto não é algo que eu deva fazer, mas que Deus faz. Não sou capaz de nada. Só estou passivamente envolvido. Deus está ativamente envol­vido porque, afinal de contas, o autocontrole é um fruto do Espírito." 

Estou certo de que já ouviu esse tipo de raciocínio. Parece tão correto, tão profundo. Esse ensino sutil está, porém, errado. Embora o autocontrole tenha origem no Espírito de Deus, nós o cumprimos ativamente. Tanto o Espírito Santo como nós agimos! Isso é algo importante a ser lembrado. É um esforço de equipe. 

Existe um ensinamento pregado por aí de que se algo deve ser feito, espero passivamente em Deus e ele faz tudo. Eu não faço nada — ou muito pouco. Envolver-me na ques­tão seria algo "carnal". Isso parece tão bom, tão piedoso. E tecnicamente é verdadeiro

Trata-se, entretanto, de apenas metade da história. Esse ponto de vista impede o envolvimento da pessoa na vida. Mediante algum processo maravilhoso ou osmose espiri­tual, todas essas coisas boas saem do meu velho coração e eu fico observando a obra prodigiosa de Deus, quase como se estivesse fora do meu corpo, vendo as coisas acontece­rem comigo. 

Quero afirmar-lhe, essa idéia não é bíblica — e não fun­ciona. Se você tentar lidar passivamente com a tentação, ela irá vencê-lo todos os dias! O poder e o fruto do Espíri­to estão disponíveis, o autocontrole vem de Deus, mas quero repetir: Nós é quem executamos. Faça uma pausa e ab­sorva a idéia. Como saber isso? 

O APÓSTOLO PEDRO ESCREVEU SOBRE O AUTOCONTROLE. 
(...) pelas quais nos têm sido doadas as suas preci­osas e mui grandes promessas, para que por elas vos torneis co-participantes da natureza divina, livrando vos da corrupção das paixões que há no mundo, por isso mesmo, vós, reunindo toda a vossa diligên­cia, associai com a vossa fé a virtude; com a virtude, o conhecimento; com o conhecimento, o domínio próprio; com o domínio próprio, a perseverança; com a perseverança, a piedade; com a piedade, a frater­nidade; com a fraternidade, o amor. 2 Pedro 1A-7 

Nessa série de mandamentos, o Senhor inclui nossa responsabilidade: você supre o autocontrole. Parece uma contradição, não é? Paulo chama isso de "fruto do Espíri­to" e tem razão. O AUTOCONTROLE É UM INGREDIENTE DO CÉU QUE DEUS NOS DÁ QUANDO O SEU ESPÍRITO VIVE EM NOSSO INTERIOR E NOS CONTROLA. Pedro disse, no entanto, que nós devemos "supri-lo"! 

A suposta contradição é resolvida quando compreen­demos que Deus é a fonte de poder, e isso significa que pavimentamos o caminho para que ele atue. O MESMO SUPRI­MENTO BÁSICO É DADO A TODO FILHO DE DEUS, MAS É NOSSA RESPONSABILIDADE OBEDECER E EXERCER O AUTOCONTROLE PARA QUE ELE OCORRA EM NOSSAS VIDAS. 

Extraído do livro Perseverança de Charles Swindoll 

Por Litrazini
http://www.kairosministeriomissionario.com/


Graça e Paz

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