segunda-feira, 31 de agosto de 2015

É POSSÍVEL DEUS SE ESQUECER DE ALGUÉM?


Em Gênesis 8.1; 30.22 e Êxodo 2.22 é usada uma expressão interessante: E LEMBROU-SE DEUS.
Não é possível Deus se esquecer de nada nem de ninguém. Ele não sofre de amnésia, como nós. Não fica velho, estressado nem gagá. Sendo assim, a referida expressão é usada como figura de linguagem, para reforçar a ideia de que, durante o tempo da espera da bênção prometida em cada passagem citada — a salvação de Noé, a gravidez de Raquel e a libertação de Israel do Egito, parecia que Deus havia momentaneamente se esquecido daquelas pessoas, mas, então, Ele se manifestou a elas, como se tivesse lembrado o tempo de beneficiá-las.

Há várias declarações na Bíblia que reforçam que o Senhor não se esquece de nada nem de ninguém (Deuteronômio 4.31; Amós 8.7; Hebreus 6.10).

Quero chamar sua atenção especificamente para Isaías 49.15, onde há uma pergunta feita pelo próprio Deus, seguida de uma declaração dele: PODE UMA MULHER ESQUECER-SE DO FILHO QUE AINDA MAMA, DE SORTE QUE NÃO SE COMPADEÇA DO FILHO DO SEU VENTRE? MAS AINDA QUE ESTA VIESSE A SE ESQUECER DELE, EU, TODAVIA, NÃO ME ESQUECEREI DE TI. Aqui, Deus lembra a Seus filhos que o Seu amor é ainda superior ao materno, pois Ele jamais se esquece de quem ama.

Enquanto existem algumas mães que, por problemas psicológicos, crises emocionais e/ou ¬ financeiras, esquecem seus filhos, não cuidam bem deles ou rejeitam-nos. O Senhor, no entanto, independente das circunstâncias, jamais muda ou é afetado por qualquer circunstância contrária. Ele nunca se esquece de um filho Seu. Mesmo um amor tão imensurável como o de mãe fica pequeno diante do amor desse Pai.

Por causa dessa grandiosidade do amor divino, não existe nenhuma possibilidade de o Altíssimo se esquecer de alguém. Essa verdade está assegurada em João 3.16: Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. O amor do nosso Criador e Salvador por nós ultrapassa a dimensão do nosso entendimento (Efésios 3.19). Deus nos ama incondicionalmente e infinitamente mais (1 João 4.19).

A aparência, a educação e a forma como somos tratados uns pelos outros influenciam nossos pensamentos, sentimentos e desejos em relação às pessoas. Com o amor do Altíssimo, não é assim. O Senhor nos ama independente de nossas características, nossas ações e nossos pensamentos, e corresponde à nossa busca por Ele e às nossas demonstrações de afeto e de respeito por Ele e Sua boa, perfeita e agradável vontade.

Você pode perguntar-se: “Será que o Senhor está preocupado comigo?”. Esteja certo que sim. Deus é fiel e verdadeiro. Ele fará justiça e juízo a todos os oprimidos. Jamais esquecerá o Seu povo, e isso inclui você. Tenha certeza de que tudo que Ele prometeu quanto à sua vida se cumprirá. Ainda que você esteja vivenciando a maior adversidade de todos os tempos, o Todo-poderoso vai operar um milagre a seu favor, mesmo que Ele tenha de mudar tudo.

O problema é a nossa inquietação, a nossa ansiedade. É difícil ter paciência para esperar algo que desejamos. Queremos conseguir tudo de imediato, em nossa hora, nosso tempo. No entanto, é preciso esperar o tempo de Deus, crendo que Ele tem o melhor para a nossa vida.

Nossa visão é limitada. Enxergamos somente o aqui e o agora. A visão do Criador, porém, é ilimitada. Ele consegue ver o futuro, por isso tem e sabe o que é melhor para cada um de nós.

Portanto, mesmo que o milagre não tenha acontecido, glorifique a Deus. Não perca sua noite de sono, não se apavore, não tome atitudes precipitadas e muito menos murmure. Em vez disso, leia constantemente a Palavra de Deus e ore para que o Espírito Santo traga refrigério à sua alma enquanto enfrenta esse momento de dificuldade.

Além disso, creia e entregue o seu problema e as questões humanamente impossíveis nas mãos do Criador.Exercite sua fé e aguarde que o mover de Deus transformará a sua situação difícil. A sua luta não perpetuará, em nome de Jesus. Você pode não ver nem perceber, mas Ele tem agido de maneira poderosa e abençoará a sua vida.

SUGESTÕES DE LEITURA:
Isaías 49
Livros ‘Por que Deus não se esquece de você’ e ‘Promessas de Deus, o que fazer para recebê-las?’,

Pr. Silas Malafaia

Por Litrazini

Graça e Paz

domingo, 30 de agosto de 2015

UMA VISÃO GERAL DA ANSIEDADE

O QUE É ANSIEDADE
Para buscarmos algumas pistas fundamentais sobre a natureza da ansiedade, devemos analisar as palavras confortantes do pastor do primeiro século que escreveu a um rebanho ansioso.

Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo: alegrai-vos. Seja a vossa moderação conhecida de todos os homens. Perto está o Senhor. Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus. (Filipenses 4:4-7.)

Logo descobrimos uma ordem de seis palavras que poderiam ser interpretadas literalmente como: "Parem de se preocupar com tudo!" A palavra grega para "ansioso" é merimnao, que significa "estar distraído ou dividido". Em latim, a palavra usada é anxius que engloba o sentido de engasgar ou estrangular. A palavra em alemão wurgen deriva da palavra inglesa worry (preocupação). A dificuldade da ansiedade ameaça estrangular-nos, tirando-nos a vida, deixando-nos asfixiados pelo medo enquanto tentamos respirar a esperança.

Jesus usou termos semelhantes quando se referiu à preocupação em sua parábola do semeador em Marcos 4. O Ilustrador Mestre pintou um quadro na mente dos seus ouvintes sobre um semeador espalhando as suas sementes em quatro diferentes tipos de solo. Nessa parábola, Ele menciona uma semente crescendo entre os espinhos. Quando faz isso, Jesus enfatiza tanto a natureza real quanto o poder destrutivo da ansiedade. Ele disse: "Outra parte caiu entre os espinhos; e os espinhos cresceram e a sufocaram, e não deu fruto", (v.7; ênfase do autor).

Depois, quando os discípulos perguntaram a Jesus sobre o significado da parábola, Ele interpretou as suas próprias palavras. Quanto às sementes jogadas entre os espinhos, Ele explicou: "Os outros, os semeados entre os espinhos, são os que ouvem a palavra, mas os cuidados do mundo, a fascinação da riqueza e as demais ambições, concorrendo, sufocam  palavra, ficando ela infrutífera."(w. 18-19; ênfase do autor.)

Aquele que jogava as sementes semeou a Palavra. O semeador é Jesus e os seus ensinamentos, mas a referência também pode incluir qualquer pessoa que semeie a verdade por meio do ensino e da pregação.

O solo seria o coração e a mente daqueles que ouvem a verdade quando ela está sendo semeada. A ansiedade brota como mato e espinhos, crescem em volta da Palavra de Deus, sufoca a vida e a paz que ela traz. Numa lição vivida sobre as sementes e o solo, Jesus faz uma ligação direta entre os efeitos devastadores da ansiedade e desse estrangulamento. Eles nos sufocam!

O QUE A ANSIEDADE FAZ
Tenho minha própria definição de ansiedade. A ansiedade é um desconforto doloroso da mente que se alimenta de medos iminentes.

Sua forma mais branda nos agita, a mais séria nos causa pânico. Agora é um bom momento de fazermos uma pausa e irmos mais fundo. Por que a ansiedade é algo tão errado e espiritualmente debilitante? Quero fazer três afirmações que nos ajudam a responder essa pergunta. Espero que elas sirvam de base para uma ilustração da época bíblica.

"A ANSIEDADE ENFATIZA O PONTO DE VISTA HUMANO E ESTRANGULA O DE DEUS; DESSE MODO SENTIMOS MEDO".
Quando nos preocupamos, o nível de percepção dos eventos humanos que nos rodeiam fica tão alto que a perspectiva de Deus é sufocada. A preocupação estrangula a perspectiva divina em nossa rotina diária, o que nos deixa tensos.

"A ANSIEDADE SUFOCA A NOSSA HABILIDADE DE DISTINGUIR AS CIRCUNSTÂNCIAS SECUNDARIAS DO QUE É ESSENCIAL; SENDO ASSIM, FICAMOS DISTRAÍDOS".
Em meio a detalhes preocupantes, acrescentamos mais medo, dúvidas, tarefas, expectativas e pressões. Por fim, perdemos o foco do que realmente importa. Ficamos distraídos por eventos menores e, ao mesmo tempo, deixamos de lado o que é essencial.

As pessoas que dão frutos são aquelas que geralmente estão relaxadas. As improdutivas, por outro lado, são tensas já que permitiram que preocupações secundárias emaranhassem a sua mente como num espinheiro que leva à distração.

"A ANSIEDADE DRENA A NOSSA ALEGRIA E FAZ COM QUE JULGUEMOS OS OUTROS EM VEZ DE ACEITÁ-LOS; ASSIM, TORNAMO-NOS PESSOAS NEGATIVAS".
Tornamo-nos pessoas negativas quando as preocupações vencem a batalha. Inevitavelmente levamos as nossas preocupações aos outros.

As preocupações funcionam como o mau colesterol, entupindo as artérias do nosso coração espiritual e o fluxo de amor e graça para com os outros. Por fim, enquanto os espinhos aumentam, ficamos mais negativos, amargos e limitados, o que não traz benefício a ninguém.

Nessas horas difíceis, quando a ansiedade se esgueira enchendo a nossa mente de medo, distração e amargura, precisamos buscar aquele que oferece a paz que excede todo o entendimento.

Extraído do livro Rompendo Dificuldades de Charles R. Swindoll

Por Litrazini

Graça e Paz

sábado, 29 de agosto de 2015

O ENTERRO DE JESUS E O TÚMULO VAZIO

Quando Pilatos soube que Jesus estava morto, ele perguntou aos soldados se eles tinham certeza. Eles tinham. Se eles tivessem visto o Nazareno se contrair, se eles o tivessem ouvido gemer, eles teriam quebrado as suas pernas a fim de apressar o seu fim. Mas não havia necessidade. O ímpeto de uma lança tirou todas as dúvidas. Os romanos conheciam o seu trabalho. E o seu trabalho estava terminado. Eles arrancaram os pregos, desceram o seu corpo e o deram a José e a Nicodemos.

José de Arimatéia. Nicodemos o fariseu. Eles sentavam em assentos de autoridade e possuíam posições de influência. Homens de recursos e homens de poder. Mas eles teriam trocado tudo isso por uma respiração do corpo de Jesus. Ele teria respondido a oração dos seus corações, a oração pelo Messias. Tanto quanto os soldados o queriam morto, mais ainda estes homens o queriam vivo.

Enquanto eles limpavam o sangue da sua barba, você não sabe que eles buscavam por sua respiração? Enquanto eles envolviam o pano em suas mãos, você não sabe que eles esperavam um pulso? Você não sabe que eles procuravam vida?

Mas eles não a encontraram.

Então eles fazem com ele o que se esperava que se fizessem com um morto. Eles embrulham o seu corpo em um lençol limpo de linho e o colocam em uma sepultura. A sepultura de José. Os guardas romanos estão a postos para vigiar o corpo. E um selo romano é colocado na rocha da sepultura. Por três dias ninguém chega perto do túmulo.

Mas então o domingo chega. E com o domingo chega a luz - uma luz dentro do túmulo. Uma luz brilhante? Uma luz suave? Flamejante? Flutuante? Nós não sabemos. Mas havia uma luz. Pois ele é a luz. E com a luz veio a vida. Assim como a escuridão foi banida, agora a decadência é anulada. O céu sopra e Jesus respira. O seu peito se expande. Os lábios pálidos se abrem. Os dedos rijos se levantam. As válvulas cardíacas se agitam e as juntas articuladas se dobram.

E, quando nós imaginamos o momento, ficamos maravilhados.

Ficamos maravilhados não só por causa do que vemos, mas por causa do que sabemos... Sabemos que quando Jesus foi ressuscitado dos mortos, foi um sinal do fim da morte como o fim. Nunca mais a morte terá a última palavra. Quando Jesus morreu, ele levou o pecado com ele, mas vivo ele traz Deus para nós (Rm. 6.5-9 MSG - tradução direta).

O TÚMULO VAZIO
 “Ele ressuscitou... Venham ver o lugar onde ele jazia”.Mt. 28.6

Seguir a Cristo exige fé, mas não fé cega. “Venham ver”, o anjo convida. Vamos?

Dê uma olhada no túmulo desocupado. Você sabia que os oponentes de Cristo nunca contestaram sua desocupação? Nenhum fariseu ou soldado romano levou um contingente de volta para o lugar do enterro e declarou, “O anjo estava errado. O corpo está aqui. Tudo isso foi um boato”.

Eles teriam feito se pudessem. Em semanas os discípulos ocuparam cada esquina de Jerusalém, anunciando um Cristo ressurreto. Que jeito mais rápido dos inimigos da igreja calarem-nos do que criando um corpo frio e sem vida? Mas eles não tinham nenhum cadáver para mostrar.

A falta de pronunciamento explica a renovação de Jerusalém. Quando os apóstolos discorreram sobre o túmulo vazio, as pessoas esperavam uma réplica dos fariseus. Mas eles não tinham nenhuma para dar.

Como A. M. Fairbairn afirmou há muito tempo atrás, “O silêncio dos judeus é tão eloquente quanto o discurso dos cristãos!”

Autor: Max Lucado

Por Litrazini

Graça e Paz

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

APRENDA COM O FRACASSO

Quem nunca vivenciou um fracasso, momentos de crises e de perdas na sua história ou nunca fez nada na vida, jamais se submetendo à possibilidade do fracasso, ou é um ser humano infalível, um super-herói. Afinal, todos sabemos que, desde a Queda, ficamos com um “defeito de série”, estando sujeitos ao fracasso seja na área espiritual, seja na profissional e na afetiva.

Contudo, quando isto acontecer, é muito importante estar aberto e ser flexível para fazer as mudanças necessárias. Esteja preparado para aprender com o seu fracasso! Este faz parte do nosso processo de crescimento, aprendizado e aprimoramento.

Davi, por exemplo, entendeu a importância da íntima comunhão com Deus quando fracassou, cometendo um adultério e um homicídio. Após ter pecado, Davi se arrependeu, confessou-se e suplicou o perdão de Deus. Por fim, disse: Não me lances fora da tua presença e não retires de mim o teu Espírito Santo (Salmo 51.11).

Davi cresceu com o seu fracasso. Compreendeu o segredo de ter Deus como Senhor de toda a sua vida e percebeu que dependia da presença do Criador diariamente. 

Muitas vezes passamos por situações difíceis em nossos relacionamentos, crises financeiras, desemprego, doenças. Entretanto, nunca nos esqueçamos que Deus está no controle. Ele é soberano. Lembremos que seremos julgados não por nossos fracassos, mas pelo que fazemos com eles; pela maneira como reagimos a eles.

VOCÊ JÁ LEU BIOGRAFIAS DE PESSOAS QUE VENCERAM NA VIDA?
Se ler, verá que elas não omitem seus fracassos; ao contrário, revelam-nos e afirmam que se tornaram vitoriosas a partir deles. E o que dizer dos homens e das mulheres mencionados na Bíblia; personagens como Abraão, Sara, Davi, Raabe, a mulher samaritana?

Aprenda a utilizar o fracasso como aprendizado para a sua vida. O mais importante é o que você faz depois. Algumas vezes, será preciso visitar o passado para verificar onde foi que você falhou e tentar mudar.

Muitas das dificuldades e dos sofrimentos vividos, e não totalmente resolvidos, costumam acumular-se em nosso inconsciente de forma velada, recalcada, que se manifesta interferindo em nosso comportamento presente e até futuro.

Por isso, revisitar o passado pode ser útil, obrigando-nos a refletir sobre o que gostaríamos de mudar em nós, em nossos relacionamentos e em nossa jornada. Revisitar o passado nos ajuda a limpar a nossa mente e equilibrar nossas emoções por meio do perdão, da graça e do amor. Assim, tornamo-nos pessoas sem fobias, traumas e, principalmente, sem autocomiseração, pena de nós mesmos.

SABE QUANDO VOCÊ PODERÁ CONSIDERAR-SE UMA PESSOA ADULTA, LIVRE E DONA DE SUA HISTÓRIA?
Quando se deparar frente a frente com o sucesso e com o fracasso, e conseguir lidar da mesma forma com essas duas situações, porque aprendeu que na vida há momentos de tristeza e de alegrias; de perdas e de ganhos; de erros e de acertos; mas tudo isto traz consigo oportunidades de aprendizado.

O apóstolo Paulo entendeu o que é vivenciar o fracasso e o sucesso em sua vida. Ele disse: Sei estar abatido e sei também ter abundância; em toda a maneira e em todas as coisas, estou instruído, tanto a ter fartura como a ter fome, tanto a ter abundância como a padecer necessidade. Posso todas as coisas naquele que me fortalece (Filipenses 4.12,13). 

Que você também compreenda esse segredo e não se deixe levar pelo fracasso momentâneo, sentindo-se inferiorizado. Que também não se iluda com o sucesso, nutrindo um sentimento de superioridade em relação aos outros.

Que tanto o fracasso como o sucesso tragam para a sua vida crescimento nas áreas espiritual, emocional, física e material.

Pra. Elizete Malafaia

Por Litrazini

Graça e Paz

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

DESCOBRINDO O SEU PAPEL NA OBRA DO SENHOR

A manifestação do Espírito Santo em nós, nos capacitando com poder de Deus para realizar uma tarefa segundo a sua vontade é designada como dons espirituais, ocorre entre o nosso espírito e o Espírito de Deus.

Não podemos confundir dons do Espírito Santo com habilidades naturais. Habilidade é a capacidade natural que cada um de nós tem, está ligada a aptidão; para ser um bom médico cirurgião é necessário aptidão.

Nossas dádivas divinas, ou dons espirituais, não nos são dadas para que as retenhamos conosco. São nossas para que as usemos no sentido de promover o reino de Deus no mundo presente.

Os dons espirituais são concedidos pelo Espírito Santo de Deus, É ele quem decide quem recebe os dons, os distribui como quer. Aquele que não conhece os seus dons, não é porque Deus não lhe deu, é simplesmente porque ainda não os descobriu; Em 1Co.12.4,7 lemos: “Ora, os dons são diversos... mas a manifestação do Espírito é concedida a cada um, visando a um fim proveitoso”

O apóstolo Paulo diz em Ef. 4.12, que o propósito dos dons espirituais é “O aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo”. Se não executarmos nossa tarefa, seremos repreendidos diante do trono de Deus: “Porque importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de Cristo para que cada um receba segundo o bem ou mal que tiver feito por meio do corpo” 2.Co.5.10.

Os dons espirituais são concedidos pelo Espírito gratuitamente a todo membro do corpo de Cristo e para a edificação da igreja: “Servindo uns aos outros conforme o dom que cada um recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus… para que em tudo Deus seja glorificado por meio de Jesus Cristo, a quem pertencem a glória e o domínio para todo o sempre. Amém."I Pd 4.10, 11

Toda afirmação significativa no Novo Testamento sobre os dons, esta relacionada ao Corpo de Cristo e à sua edificação.

Os dons espirituais não são dados apenas para a edificação de cada membro individualmente, mais para o bem de todos. Isto significa que:
- Deus não nos dá dons como recompensa pela firmeza de caráter ou maturidade espiritual mas somente em virtude da sua graça: “De modo que, tendo diferentes dons segundo a graça que nos foi dada, se é profecia, seja ela segundo a medida da fé”- Rm 12.06.
- Dons espirituais não são recompensa por nossa fidelidade especial na caminhada da fé. Dons espirituais são distribuídos por Deus de acordo como Ele acha correto

NOSSAS ATITUDES EM RELAÇÃO AOS DONS DO ESPÍRITO SANTO:
- Não sermos ignorantes como Paulo cita em I Co 12.1: “Ora, a respeito dos dons espirituais, não quero, irmãos, que sejais ignorantes”.
- Não sermos negligentes, lemos em 1Tm.4.14: “Não negligencies o dom que há em ti, o qual te foi dado por profecia, com a imposição das mãos do presbítero”.
- Desejá-los, vemos em I Co 12.31: “Mas procurai com zelo os maiores dons...”
- Reavivá-los conforme II Tm 1.6:”Reaviva o dom de Deus que há em ti”

PODEMOS RECEBER OS DONS DO ESPÍRITO SANTO QUANDO
- Recebendo o Doador dos dons, o Espírito Santo: “E todos ficaram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito lhes concedia que falassem” - At 2.4.
- Como apraz o Espírito Santo: “Mas um só e o mesmo Espírito opera todas estas coisas, distribuindo particularmente a cada um como quer”- I Co 12.11.
- Procurando, com zelo, os melhores dons: “Mas procurai com zelo os maiores dons. Ademais, eu vos mostrarei um caminho sobremodo excelente”- I Co 12.3.
- Pela imposição de mãos e profecia: “Não negligencies o dom que há em ti, o qual te foi dado por profecia, com a imposição das mãos do presbítero”- I Tm 4.14.

Não devemos ter receio de receber menos do que a promessa de Deus:“Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais dará o Pai celestial o Espírito Santo àqueles que lho pedirem?”- Lc 11.13.

Se você ainda não descobriu o dom que o Espírito Santo te concedeu, busque o, ele facilitara o seu trabalho na obra do Senhor.

Se você já conhece o dom concedido pelo Espírito Santo do Senhor, administre o com graça, sabedoria, discernimento e temor.

Por Litrazini

Graça e Paz

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

DISCIPLINA E PUREZA DA IGREJA

Jesus instituiu a disciplina na igreja (Mt 18.15-20) com o objetivo de estabelecer os limites entre o mundo e a igreja, bem como combater o pecado dentro dela.

Vários textos do Novo Testamento revelam, que no contexto da igreja, a disciplina sempre foi usada como remédio necessário para zelar por sua saúde espiritual (Rm 16.17; 2Co 2.5-11; 2Co 13.1-2; Gl 6.1-5; 2Ts 3.6-15; 1Tm 1.18-20; 5.19-22; Tt 3.10-11).

O QUE É A DISCIPLINA? 
“A disciplina eclesiástica é o exercício da jurisdição espiritual da Igreja sobre seus membros, aplicada de acordo com a Palavra de Deus. Toda disciplina visa edificar o povo de Deus, corrigir escândalos, erros ou faltas, promover a honra de Deus, a glória de nosso Senhor Jesus Cristo e o próprio bem dos culpados” (C.D. IPB).

QUEM DEVE APLICAR A DISCIPLINA?
Jesus deu autoridade espiritual à igreja para a aplicação da disciplina, por meio de uma liderança humilde, misericordiosa e exemplar (Mt 18.15-35).

Um membro da igreja em Corinto vivia deliberadamente na prática do pecado. Paulo denuncia: Geralmente, se ouve que há entre vós imoralidade e imoralidade tal, como nem mesmo entre os gentios, isto é, haver quem se atreva a possuir a mulher de seu próprio pai.(v.1). A pratica incestuosa daquele irmão era pública e atingia toda a coletividade. Todos na igreja sabiam daquele relacionamento ilícito e ninguém tomava providências.

O IRMÃO PECAVA POR AÇÃO E A IGREJA POR OMISSÃO.
Os membros da igreja em Corinto se recusaram a disciplinar o irmão faltoso. A igreja estava ensoberbecida com o pecado, se vangloriando de ser uma comunidade amorosa. Paulo denuncia que aquela postura estava errada. Eles deveriam lamentar o que estava acontecendo. A palavra lamentar significa “chorar como se tivesse perdido um ente querido”. É o choro da dor da perda.

É triste quando o pecado não produz mais choro na vida de uma igreja local. É feliz e bem-aventurado quem chora o seu pecado e os pecados dos outros: Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados (Mt 5.4). A visão errada do pecado levou a igreja à não aplicar a disciplina. Aquele que vivia em tão escandaloso pecado deveria ser afastado ou tirado da igreja, até que se arrependesse.

A reação de Paulo: ele ordena que a igreja discipline aquele irmão. Eu, na verdade, ainda que ausente em pessoa, mas presente em espírito, já sentenciei, como se estivesse presente, que o autor de tal infâmia seja, em nome do Senhor Jesus, reunidos vós e o meu espírito, com o poder de Jesus, nosso Senhor (vv. 3-4). Paulo diz que a disciplina deve ser aplicada sob a autoridade apostólica e da igreja. Tal autoridade procedia de Jesus, por isso devia ser em nome e com o poder de Jesus. Paulo destaca três razões fundamentais: 

(1) PROMOVER A RECUPERAÇÃO ESPIRITUAL DO DISCIPLINADO.
Entregue á Satanás para a destruição da carne, a fim de que o espírito seja salvo no Dia do Senhor (v.5). A ideia é que o cristão deve ser afastado da comunhão da igreja, para que por meio da excomunhão ele arrependa-se do seu pecado. A disciplina visa o arrependimento e o benefício espiritual do faltoso. 

(2) IMPEDIR QUE O PECADO SE ESPALHE NA IGREJA. 
Não é boa a vossa jactância. Não sabeis que um pouco de fermento leveda a massa toda? Lançai fora o velho fermento, para que sejais nova massa, como sois, de fato, sem fermento. Pois também Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi imolado (vv.6-7). O mau exemplo de um crente é muito nocivo à igreja. Assim como o fermento, o pecado é contagioso e muito influente. Precisamos lutar contra o pecado e a igreja não deve tolerar membros escandalosos e corruptos. 

(3) MANTER A PUREZA DAS CELEBRAÇÕES E DA ADORAÇÃO AO SENHOR.
Por isso, celebremos a festa não com o velho fermento, nem com o fermento da maldade e da malícia, e sim com os asmos da sinceridade e da verdade (v.8). Jesus morreu para santificar para si um povo zeloso, santo e produtivo. Devemos adorar a Deus em espírito e em verdade, com sinceridade e santidade.

O pecado prejudica a adoração do povo de Deus.

Autor: Arival Dias Casimiro

Por Litrazini

Graça e Paz

terça-feira, 25 de agosto de 2015

LASCÍVIA

“Porque se viverdes segundo a carne, haveis de morrer; mas, se pelo Espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus”: Rm.8.13,14.

A lascívia é a prática de atos sexuais sem a pureza e a santidade bíblicas Gn.2.24.

Original grego aselgeia = sensualidade, é a pessoa seguir suas próprias paixões e maus desejos a ponto de perder a vergonha e a decência: 2Co.12.21

O relacionamento sexual não tem fins meramente reprodutivos, como querem alguns, e não deve ser mera fonte de prazer como muitos o consideram.

O relacionamento sexual tem vários objetivos que foram instituídos pelo próprio Deus. Este é um lado da moeda. O outro é a lascívia, a escravidão sexual, a degradação, o excesso, o mau uso da sexualidade.

Isto é, se por um lado temos uma total condenação e repressão da utilização de sexualidade humana, de outro, temos um excessivo e desregrado uso, que é igualmente destrutivo e fonte de angústias e sofrimentos.

Num relacionamento sexual, os pares devem se preocupar mais com o prazer que podem proporcionar do que o prazer que querem e podem obter.

A lascívia faz com que a pessoa se preocupe somente com o próprio prazer, e isto de uma forma excessiva, desregrada (sem regras, sem limites e sem medir as consequências).

Pessoas há que se relacionam com animais, com vários parceiros, com pessoas do mesmo sexo, usando objetos, assistindo filmes e vendo revistas pornográficas, tudo isto é lascívia.

A lascívia é uma água que não sacia, é uma água que dá mais sede, e cada vez que as pessoas se entregam à lascívia, mais são envolvidas por ela, mais são tragadas, são viciadas, controladas, dominadas, escravizadas. É uma escada que leva as pessoas cada vez mais para baixo.

A pessoa que é dominada pela lascívia é aquela que está sempre "em busca de novas emoções", porque o que tem logo perde o gosto e a graça. E nessa busca, deixa sua humanidade para se tornar menos e pior do que os animais.

Os filmes, as novelas, as propagandas estão cheios de elementos que acalentam a lascívia, que sempre começa com um "pequeno desvio" que descamba para longe da presença de Deus.

O mundo incentiva e alardeia o mau uso de nossa sexualidade, e, em alguns atos, dá a entender que seria uma forma de ser feliz. Mas são apenas umas flores que se colocam sobre as correntes que prendem as pessoas que se tornam escravas da lascívia.

A impureza é o começo da lascívia e o fim do caminho é a escuridão das trevas, a frustração, a angústia, a dor e o sofrimento. "Ainda que o mal lhe seja doce na boca, ainda que ele o esconda debaixo da sua língua, ainda que não o queira largar, antes o retenha na sua boca, contudo a sua comida se transforma nas suas entranhas; dentro dele se torna em fel de áspides”: Jó 20:12-14

Lidiomar Trazini Granatti

Por Litrazini

Graça e Paz

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

AQUELE QUE ABRE E FECHA PORTAS

“Esta é a mensagem daquele que é santo e verdadeiro. Ele tem a chave que pertencia ao rei Davi; quando ele abre, ninguém fecha, e quando ele fecha, ninguém abre.” Ap. 3.7
                      
O texto acima foi tirado da carta do Senhor Jesus Cristo a igreja que estava em Filadélfia, a igreja do amor, a mais abençoada das sete igrejas da Ásia. Jesus Cristo abre a carta com uma declaração forte “...quando ele abre, ninguém fecha, e quando ele fecha, ninguém abre”.

Conhecemos e celebramos o Deus que abre portas, mas será que compreendemos que ele também fecha portas? Estamos diante de um Deus que abre, mas que também fecha portas.

Aprendemos que não é só diabo que fecha portas, Deus também o faz. Portanto, diante disto chego as seguintes conclusões:

Não devemos insistir por entrar em portas que Deus não abriu. Cuidado certos relacionamentos, negócios, sociedades, trabalhos que parecem belas portas, mas podem ser enganosas. 

Não entre sem antes consultar o Senhor, lembre-se da recomendação de Salomão.“Há um caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte.” Pv.14.12

Não queiramos abrir portas que Deus já fechou. Não insista em portas que você sabe que Deus já fechou, não tente arrombá-las ou forçar sua abertura de alguma maneira.

Creiamos que se Deus fecha portas é para o nosso bem. Você já deve ter vivido isto; quantas portas se fecharam e depois você entendeu que elas eram entrada para graves problemas, e agradece até hoje por terem se fechado para você.

Creiamos que se Deus fecha uma porta ele abrirá uma melhor.

Vamos lá, esperança, Fé, ânimo, essa porta que se fechou não era boa para você, ele vai abrir uma nova e abençoada porta e esta sim, ninguém vai fechar.

Se você tem sido um bom cristão e mesmo assim as portas se fecham, e não entende porque tem sido assim. Receba a palavra seguinte na carta a igreja de Filadélfia. Tome posse dela.

“Eu sei o que vocês estão fazendo. Sei que tem pouca força. Vocês tem seguido os meus ensinamentos e tem sido fiéis a mim. Eu abri diante de vocês uma porta que ninguém pode fechar” Ap. 3.8.

Autor: Pr. Ronaldo Cabrera

Por Litrazini

Graça e Paz

sábado, 22 de agosto de 2015

O VALOR DO SANGUE DE JESUS

O SANGUE DE JESUS É O TEMA CENTRAL DA BÍBLIA
De Gênesis a Apocalipse esse fio escarlata, o sangue de Jesus, é o tema principal. No Antigo Testamento, o sangue de Jesus é prefigurado no derramamento do sangue dos animais sacrificados nos holocaustos. No Novo Testamento o sangue de Jesus é derramado para a nossa redenção.

Você não é reconciliado com Deus por suas obras, méritos ou religiosidade, mas por meio do sangue de Jesus.

O SANGUE DE JESUS É O FUNDAMENTO DA SUA SALVAÇÃO
A sua salvação depende do sangue de Jesus. Se você não estiver debaixo do sangue de Jesus não haverá esperança para você. Sem derramamento de sangue não há remissão de pecado. Suas obras não são suficientes para levar você ao céu. Sua igreja não pode levar você ao céu.

FORA DO SANGUE DO CORDEIRO DE DEUS NINGUÉM PODE ENTRAR NO CÉU.
O sonho de João Wesley: “Aqui no céu só há aqueles que foram remidos e lavados no sangue de Jesus”.

O VALOR DO SANGUE DE JESUS
Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que por tradição recebestes dos vossos pais, Mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado, 1 Pedro 1:18-19

SEU VALOR É INCOMPARÁVEL
Pedro seleciona dois metais preciosos usados para comprar bens: o ouro e a prata. Mas Quando Deus foi nos comprar, nos redimir, ele não empregou o ouro nem a prata, mas o precioso sangue de Cristo. Você vale mais do que ouro!

Hoje muitas pessoas pensam que podem comprar a graça de Deus com dinheiro, com obras. Mas foi Deus quem nos comprou. Ele não usou os tesouros do mundo, mas o sangue do seu Filho: “…a igreja de Deus, a qual ele comprou com o seu próprio sangue” (At 20:28).

SEU VALOR É INDISPENSÁVEL
A Palavra de Deus é clara e insofismável em afirmar que “sem derramamento de sangue, não há remissão de pecados” (Hb 9:22).

a) Gênesis 3:21: “E fez o Senhor Deus a Adão e a sua mulher túnicas de peles e os vestiu”. Essa é a primeira indicação de sangue. Aqui é o inocente sacrificado a favor do culpado.

b) Gênesis 4:4 – Abel leva o sangue e é aceito; Caim leva o fruto da terra e é rejeitado.

c) Êxodo 12:13 – Deus pôs toda a nação de Israel sob o sangue. Deus não disse: “quando eu vir suas obras, suas lágrimas, seu sofrimento, passarei por vós, mas quando vir o sangue.
Não foi o Cordeiro, foi o sangue – O Cordeiro precisou ser imolado. Não somos salvos pela vida do Cordeiro, mas por sua morte!

Os bons e os maus pereceram igualmente se não estavam debaixo do sangue – Todo aquele que estava sem a proteção do sangue do Cordeiro pereceu.
SEU VALOR É INFINITO
Pedro destaca aqui duas coisas preciosas:

a) O caráter sacrificial do Salvador
- Ele é o Cordeiro de Deus (Is 53:7) – A suprema submissão de Jesus até a morte e morte de cruz é um dos grandes aspectos da sua obra redentora.
- Ele não morreu como mártir – Ele entregou-se voluntariamente por você (Jo 10:18).

b) O caráter santo do Salvador
- Ele é o Cordeiro sem mácula – Por isso sua morte pôde ser vicária, substitutiva. Só Cristo poderia morrer por nós!
- Ele não conheceu pecado – 2 Co 5:21
- Nele não havia pecado – 1 Jo 3:5
- Nenhuma culpa foi encontrada em sua boca – 1 Pe 2:22.

Autor: Rev. Hernandes Dias Lopes

Por Litrazini

Graça e Paz


sexta-feira, 21 de agosto de 2015

A VIDA POR UM FIO

Quem é o homem que deseja a vida, que quer largos dias para ver o bem? – Salmos 34:12

Quem dera se realmente entendêssemos o real sentido da vida, o quanto frágil ela é. Quem dera se compreendêssemos que somos como uma flor no campo, hoje; bela, perfumada, cheirosa, invejada e cobiçada, na manha seguinte pode não existir mais, fungos podem vir a danificar sua beleza, parasitas pode invalidar o seu brilho, veneno contaminar seu perfume, ou quem sabe, alguém pode arranca-la e jogar na beira de uma estrada, e assim tudo que lhe resplandecia, foi reduzido a nada.

A vida nada mais é que uma pequena nuvem na imensidão dos céus, um tanto quanto distante, intocável, ponderosa, mais, um simples vento pode movê-la de lugar.

Se tivéssemos a sensatez de imaginar a vida na sua totalidade, seriam menos arrogantes e mais tolerantes, faríamos menos casos de coisas irrelevantes e valorizaríamos as que possuem valor, deixaríamos de compactuar com as supérfluosidades existentes e alçaríamos voos na simplicidade, nos envolveriam no que é saudável e proveitoso, deixaríamos de lado o preconceito de raça, cor ou defeito, estenderíamos a mão aos mais fracos, faríamos da dignidade as nossas vestes, da retidão os nossos sapatos, bondade mansidão e domínio próprio, seriamos apetrechos para usarmos todos os dias.

Se os nossos olhos pudessem ver, a infinidade de dias ocultos ao nosso saber, que nos espera como cama arrumada para nos envolver, fugiríamos tão rápido como raio para o centro da vontade de Deus.

Se, compreendêssemos uma fagulha dos mistérios entrelaçados entre as vírgulas da palavra DEUS, cairíamos de joelhos e face no chão reconhecendo que nada somos e choraríamos rasgando o nosso ser pedindo que Ele nunca tirasse os olhos de nós. Entraremos nos seus tabernáculos; prostrar-nos-emos ante o escabelo de seus pés. Salmos 132:7.

Se pudéssemos abrir a cortina que o pecado firmou embasando nossa visão quanto ao nosso criador, correríamos desesperados como criança aflita pedindo para Ele nos carregar em seu colo.

Se tivéssemos ideia do futuro que está para acontecer, imploraríamos a Deus para nos esconder atrás do seu calcanhar para que o nosso inimigo não pudesse nos ver.

Se conhecêssemos o mundo espiritual como ele é, tentaríamos com todas as nossas forças fazer o que é correto, deixaríamos de mentir, não fraudaríamos a fé, chutaríamos para longe todo o engano e rasgaríamos diante do Senhor o nosso Ser.

Se entendêssemos os projetos de Deus, reverenciávamo-nos a Ele todos os instantes reconhecendo o seu poderio, destruiríamos nossa altivez e nos dobrariam diante ao Autor da vida, seriamos eternos gratos por sua divina sabedoria, pediríamos misericórdias incansavelmente por sermos negligente não valorizando tamanha obra de perfeição ordenada por suas palavras E disse Deus: Haja luz; e houve luz. Gênesis 1:3 e formada por suas mãos E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego da vida; Gênesis 2:7

Se pudéssemo-nos assimilar que nada somos e quão depressa se esvai os sonhos, faríamos rapidamente um chá da folha da vida, beberíamos e injetaríamos em nossas veias a sua real essência para que nunca mais andássemos sem este aroma. É árvore de vida para os que dela tomam, e são bem-aventurados todos os que a retêm. Provérbios 3:18, comeríamos destes frutos de maneira tal que nunca mais pudéssemos sentir desejo por nenhum manjar deste mundo e só em olharmos sentiriam repudio as nossas almas, se nossa pequinez conseguisse entender o que Deus têm para nós, nos lançaríamos de cabeça e mergulharíamos em seus rios de vida. E mostrou-me o rio puro da água da vida, claro como cristal, que procedia do trono de Deus e do Cordeiro.Apocalipse 22:1, para que nenhuma impureza do mundo pudesse alojar-se em nós.

Se conseguíssemos abrir essa caixa de surpresa que se chama vida antes de sermos surpreendidos por ela, logo saberíamos que somos peregrinos na terra, nada temos, nada somos, nada trouxemos, nada levaremos, que a melhor coisa é tentar viver sobriamente, andando equilibradamente nas linhas tênue que surgem como pontes a nossa frente, que, enquanto ar sair das nossas narinas.

Reclamaríamos menos e aproveitávamos mais, tentaríamos de todas as formas pisotear a tristeza e saltar de alegria, diríamos um não, para tudo que suja a dignidade, que corrompe os bons costumes, que mina a fidelidade do nosso viver, agiríamos como cada segundo fosse o ultimo, pois tudo o que podemos levar da vida será o que vivemos que também ficará, a vida é como uma palha qualquer sol pode fazer secar, então procure viver na sombra do Onipotente Deus, Ele te cobrirá com as suas penas, e debaixo das suas asas te confiarás; a sua verdade será o teu escudo e broquel. Salmos 91:4, peça que por misericórdias Ele te guarde em seu lugar secreto, anele fazer morada debaixo das suas asas.

Guarda-me como à menina do olho; esconde-me debaixo da sombra das tuas asas, Salmos 17:8

Saiba que: Andar sem Jesus é viver em cordas bambas a mercê do acontecer e como alguém sem a visão, tentando esquivar-se das flechas lançadas pelo inimigo

Pra Elza Carvalho

Por Litrazini

Graça e Paz


quinta-feira, 20 de agosto de 2015

PORQUE DEUS PERMITE QUE O FOGO DA TRIBULAÇÃO ENTRE EM NOSSAS VIDAS?

Para nos Manter Humildes e de Joelhos

Deus permite que o fogo da tribulação entre em nossas vidas para nos tornar, e manter, humildes.

Ele podia ter livrado Paulo daquele "espinho na carne", mas recusou todos os pedidos de alívio de Paulo, e prometeu-lhe, ao invés disso, a Sua graça.

Deus também não isenta os cristãos de sofrimento porque ele aumenta a sua vida de oração. Nada nos porá de joelhos mais depressa do que os problemas.

Às vezes, em nossas orações perguntamos por que a resposta tarda, dando a impressão de que nunca vai chegar. Muitos dos sofredores de Deus oram pedindo alívio, mas a resposta de Deus parece ser "não".

A cura pode não chegar, mas Deus atende às nossas preces. Nem sempre as atende da forma que queremos.

Podemos não ter orado segundo a vontade de Deus. No Jardim de Getsêmani, na perspectiva da Cruz, Ele orou: "Pai, se é do teu agrado, afasta de mim este cálice." (Lucas 22:42, o grifo é meu)

Nossas preces precisam estar de acordo com a vontade de Deus pelo simples motivo de que Deus conhece melhor do que nós mesmos o que é bom para nós.

Sem a experiência do sofrimento ou de algum tipo de aflição, jamais seríamos os guerreiros da oração que devemos ser.

Nossa natureza tende a negligenciar a necessidade da oração até encontrarmos sofrimento ou dificuldades de qualquer tipo. Freqüentemente, precisamos ser levados à verdadeira oração pelas circunstâncias que nos cercam.

Dwight L. Moody gostava de ressaltar que existem três tipos de fé em Jesus Cristo: a fé que luta, que é como um homem apavorado se debatendo em águas profundas; a fé que se agarra, que é como um homem segurando com força o lado de um bote; e a fé que repousa, que é como um homem a salvo dentro do bote – forte e seguro o bastante para estender a mão e ajudar outra pessoa.

Este é o tipo de fé que você e eu temos que adquirir para sermos eficazes como cristãos – e tal fé pode ser nossa através do ministério do sofrimento em nossas vidas.

George Matheson, que percebeu que estava ficando cego aos dezoito anos, superou a sua deficiência e se tornou um dos melhores estudiosos e pregadores da Igreja Escocesa. Escreveu ele: "Tu, Ó Senhor, podes transformar o meu espinho numa flor. E eu quero o meu espinho transformado numa flor.

Jó mereceu o sol depois da chuva, mas será que a chuva fora um desperdício total? Jó quer saber, e eu quero saber, se a chuva nada teve a ver com o brilho do sol. E Tu me podes dizer. Tua cruz me pode dizer. Tu coroaste o Teu triunfo. Que seja esta a minha coroa, ó Senhor. Somente triunfo em Ti quando já aprendi a auréola da chuva."
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Extraído do livro A SEGUNDA VINDA DE CRISTO de Billy Graham

Por Litrazini

Graça e Paz