segunda-feira, 15 de maio de 2017

O ROSTO DE DEUS

Senhor, quando escondeste a tua face, fiquei aterrorizado. (Sl 30.7.)

Num salmo, o salmista afirma não ter medo de nada, nem de um exército acampado contra ele; noutro, ele se confessa “aterrorizado” (Sl 27.1-3; 30.7).

Trata-se de uma grande contradição?

Ou é o caso de ter coragem numa ocasião e medo em outra?

Não é nenhuma das duas coisas.

Em ambos os salmos, o poeta fala de um mesmo assunto. Quando Deus não esconde a sua face, ele não tem medo de nada. Quando Deus esconde a sua face, ele tem medo de tudo.

O segredo da coragem é a presença de Deus. O segredo do medo é a grande distância de Deus.

Seu estado de espírito, suas reações, tudo está centrado em Deus.

Daí a declaração: “Senhor, com o teu favor, deste-me firmeza e estabilidade; mas quando escondeste a tua face, fiquei aterrorizado” (Sl 30.7).

Essa questão de Deus mostrar o seu rosto e de Deus esconder o seu rosto, o salmista aprendeu com a chamada bênção sacerdotal, que o Senhor mesmo ensinou a Arão e aos seus filhos para que eles abençoassem os israelitas:

“O Senhor faça resplandecer o seu rosto sobre ti e te conceda graça; o Senhor volte para ti o seu rosto e te dê paz” (Nm 6.25,26).

Certo dessa vantagem, várias vezes ele suplica: “Faze o teu rosto resplandecer sobre o teu servo” (Sl 31.16).

Retirado de Refeições Diárias com o Sabor dos Salmos. Editora Ultimato.

Por Litrazini

Graça e Paz

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