domingo, 2 de julho de 2017

AS BOAS NOVAS: UMA DECLARAÇÃO E UMA CONVOCAÇÃO

Depois que João foi preso, Jesus foi para a Galileia, proclamando as boas novas de Deus. “O tempo é chegado”,dizia ele. “O Reino de Deus está próximo. Arrependam-se e creiam nas boas novas!” (Marcos 1.14-15)

Essas palavras são de particular interesse. Em parte porque são as primeiras palavras registradas de Jesus em seu ministério público, e em parte porque Marcos as chama duas vezes de “boas novas”.

Assim, o que era o evangelho segundo Jesus? Ele consiste em uma declaração seguida de uma convocação.

A declaração diz respeito à vinda do reino. É claro que Javé sempre foi Rei, dominando sobre a natureza e a história.

Muitas vezes no Antigo Testamento ouvimos o esplêndido brado de fé: “Javé reina”. Os profetas, entretanto, predisseram um tempo quando ele estabeleceria um reino mais particular do que a sua soberania geral no mundo. O Messias o inauguraria. Caracterizado pela justiça e pela paz, ele se estenderia por todo o mundo e permaneceria para sempre, oferecendo uma nova vida e uma nova comunidade.

As boas novas eram aquilo que esse reino havia suscitado. Jesus não disse que ele havia chegado totalmente, pois a sua plenitude ainda estava por vir.

O reino, no entanto, já era uma realidade presente, pois o tempo havia se cumprido e ele havia sido inaugurado. Além disso, as pessoas poderiam agora “receber” o reino ou “entrar” nele.

O modo de fazê-lo era se arrepender e crer, ou seja, abandonar decisivamente todo pecado conhecido e voltar-se em fé e compromisso para Jesus, o Rei.

Essa primeira proclamação do evangelho estabeleceu um padrão para todo o verdadeiro evangelismo.

Nós também precisamos fazer uma declaração (uma exposição completa das boas novas do Cristo crucificado, ressuscitado e que reina) e então fazer uma convocação às pessoas para que venham a ele. A exposição e a exortação são essencialmente complementares.

E percorria Jesus todas as cidades e aldeias, ensinando nas sinagogas deles, e pregando o evangelho do reino, e curando todas as enfermidades e moléstias entre o povo. E, vendo as multidões, teve grande compaixão delas, porque andavam cansadas e desgarradas, como ovelhas que não têm pastor. Então, disse aos seus discípulos: A seara é realmente grande, mas poucos os ceifeiros. Rogai, pois, ao Senhor da seara, que mande ceifeiros para a sua seara. (Mateus 9.35-38) 

Retirado de A Bíblia Toda, o Ano Todo [John Stott]. Editora Ultimato.

Por Litrazini
Graça e Paz


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