segunda-feira, 11 de setembro de 2017

A SALVAÇÃO DE UM CRIMINOSO

Jesus lhe respondeu: “Eu lhe garanto: Hoje você estará comigo no paraíso”.[Lucas 23.43]

Todos os quatro evangelistas mencionam que três cruzes foram erguidas no Gólgota (“lugar chamado Caveira” [v. 33]) naquela manhã fatídica. Eles deixam claro que Jesus estava na cruz do meio, enquanto os dois ladrões (“criminosos”, de acordo com Lucas) foram crucificados um de cada lado de Jesus.

A princípio os dois ladrões juntaram-se ao coro de ódio a que Jesus foi submetido (Mt 27.44). No entanto, apenas um continuou, lançando-lhe insultos e desafiando-o a salvar a si mesmo e a eles.

O segundo ladrão repreendeu o primeiro dizendo: “Você não teme a Deus nem estando sob a mesma sentença? Nós estamos sendo punidos com justiça… Mas este homem não cometeu nenhum mal” (Lc 23.40-41).

Então, voltando-se para Jesus, disse: “Jesus, lembra-te de mim quando entrares no teu reino” (v. 42).

Esse reconhecimento da realeza de Jesus é extraordinário. Sem dúvida o ladrão arrependido ouvira os sacerdotes zombando da declaração de Jesus de que era rei de Israel, e provavelmente lera a inscrição sobre a sua cabeça: “Este é Jesus de Nazaré, o Rei dos Judeus”.

Certamente também observara a dignidade silenciosa e régia de Jesus.

Diante de tudo isso, ele passara a acreditar que Jesus era rei. Ele também ouvira a oração de Jesus por perdão para os seus executores, e sabia que precisava de perdão uma vez que confessara estar sendo punido com justiça.

Jesus respondeu ao ladrão penitente com esta afirmação memorável: “Eu lhe garanto: Hoje você estará comigo no paraíso” (v. 43). Não houve recriminações. Ele não foi censurado por haver se arrependido somente na décima primeira hora.

A autenticidade de seu arrependimento não foi questionada. Jesus simplesmente deu a esse crente arrependido a certeza que ele tanto ansiava ter.

Prometeu-lhe não somente a entrada no paraíso, que envolvia a alegria da presença de Cristo, como também uma entrada imediata, naquele mesmo dia. Ele lhe assegurou essas coisas dizendo: “Eu lhe garanto” — a última vez em que usou essa expressão familiar.

Imagino que, durante as longas horas de dor que se seguiram, o ladrão perdoado aconchegou o coração e a mente na promessa segura e salvadora de Jesus.

E também conduziram outros dois, que eram malfeitores, para com ele serem mortos. E, quando chegaram ao lugar chamado a Caveira, ali o crucificaram, e aos malfeitores, um à direita e outro à esquerda. E dizia Jesus: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem. E, repartindo as suas vestes, lançaram sortes. E o povo estava olhando. E também os príncipes zombavam dele, dizendo: Aos outros salvou, salve-se a si mesmo, se este é o Cristo, o escolhido de Deus. E também os soldados o escarneciam, chegando-se a ele, e apresentando-lhe vinagre.E dizendo: Se tu és o Rei dos Judeus, salva-te a ti mesmo. E também por cima dele, estava um título, escrito em letras gregas, romanas, e hebraicas: ESTE É O REI DOS JUDEUS. E um dos malfeitores que estavam pendurados blasfemava dele, dizendo: Se tu és o Cristo, salva-te a ti mesmo, e a nós.Respondendo, porém, o outro, repreendia-o, dizendo: Tu nem ainda temes a Deus, estando na mesma condenação? E nós, na verdade, com justiça, porque recebemos o que os nossos feitos mereciam; mas este nenhum mal fez. E disse a Jesus: Senhor, lembra-te de mim, quando entrares no teu reino.E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso.  Lucas 23.32-43

Retirado de A Biblia Toda, o Ano Todo  [John Stott]. Editora Ultimato.

Por Litrazini

Graça e Paz

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