quinta-feira, 10 de maio de 2018

OBEDIÊNCIA CUIDADOSA


Então estendeu a mão e pegou a faca para sacrificar seu filho. Mas o Anjo do Senhor o chamou do céu: “Abraão! Abraão!” “Eis-me aqui”, respondeu ele. (Gênesis 22.10-11) 

Um anjo do céu foi testemunha do que Abraão estava fazendo. Sim, o próprio Deus e todos os anjos estavam assistindo.

O anjo não veio voando no último momento, saindo de um canto longínquo do mundo. Pelo contrário, ele estava zelando por Abraão e Isaque o tempo todo.

Ele observou quando Abraão amarrou seu filho e levantou a faca. Isaque obedeceu de boa vontade e aguardou o golpe mortal.

Sem dúvida, as lágrimas escorriam pelo rosto de Abraão e seu filho estava deitado de costas, olhando para o céu. Durante todo esse tempo o anjo estava assistindo e, no exato momento em que Abraão levantou a faca, gritou, chamando-o pelo nome.

Quão perto os santos anjos se reúnem ao redor daqueles que seguem a Deus e vivem fielmente!

Obediência como a de Abraão dá a Deus um prazer imenso. Dentre todos os sacrifícios que podemos fazer, o mais aceitável a Deus é: livrar-nos do pecado, vivendo uma vida santa, obedecendo a Deus e matando a nossa natureza pecaminosa.

Agir assim é muito doloroso e desagradável para nós, mas devemos nos acostumar à “boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm 12.2).

Nós apenas falamos sobre essas questões, mas Abraão e Isaque as viveram. Eles fizeram o que Deus queria. Em comparação, nós nem mesmo começamos a fazê-lo.

A obediência cuidadosa agrada a Deus, mas nos é desagradável e insípida.

Nada é mais agonizante do que se livrar do pecado e matar a natureza pecaminosa. Porém, devemos nos acostumar a obedecer a Deus e começar a seguir o exemplo de Abraão.

Ele não tentou se desvencilhar do que precisava fazer, mas desejou agradar a Deus com antegozo ansioso. 

Retirado de Somente a Fé – Um Ano com Lutero. Editora Ultimato.

Por Litrazini
Graça e Paz

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