domingo, 19 de maio de 2019

AQUELE DIA... ESTE DIA


Imagine a seguinte cena, durante os próximos minutos:

"Mas o dia do Senhor virá como um ladrão. Os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra e as obras que nela há, serão descobertas. Havendo, pois, de perecer todas estas coisas, que pessoas não deveis ser em santidade e piedade, aguardando, e desejando ardentemente a vinda do dia de Deus, em que os céus, em fogo se dissolverão, e os elementos, ardendo, se fundirão?" (2 Pedro 3:10-12)

Coisa aterrorizante essa, em que os céus passam, com destruição astronômica, e "elementos ardendo" (mencionados duas vezes), resultarão na liquidação do planeta Terra. Fico imaginando como isso ocorrerá. Sempre penso nisso. Tenho ouvido as mesmas coisas que você ouviu sobre guerras nucleares, superatômicas, e mísseis nucleares, na terceira Guerra Mundial.

Contudo, nada disso explica "os céus passarão com grande estrondo" nem como a atmosfera circundante e a estratosfera poderiam ser "incendiados... e os elementos, ardendo, se desfarão."

Visto que tal catástrofe introduziria "o dia do Senhor", sempre alimentei reservas quanto a ele utilizar fogos de artifício humanos para anunciar sua chegada. Se estou lendo estes versículos corretamente, eles descrevem uma força destrutiva tão espantosa e fenomenal, que faria nosso armamento demolidor parecer uma bombinha junina explodindo sob uma embalagem de lata, vazia. É impossível imaginar!

Entretanto, durante minhas leituras, vários anos atrás, deparei com uma possível tecnologia destrutiva. Pode ser apenas uma pista sobre como o Senhor poderia estar planejando o disparo dessa explosão final.

Em 9 de março de 1979, nove satélites estacionados em vários pontos do sistema solar registraram simultaneamente um evento singular, no espaço infinito. Na verdade, foi a maior explosão energética jamais verificada. Os astrônomos que estudaram os acontecimentos ficaram estupefatos, falando sozinhos.

A explosão de radiação gama durou apenas um décimo de segundo... mas nesse breve instante emitiu tanta energia quanto o sol em 3.000 anos. Um astrofísico chamado Doyle Evans, que trabalha nos Laboratórios Científicos de Los Alamos, no Novo México, disse que a energia foi 100 bilhões de vezes maior que a emissão de energia do Sol. Se tal explosão de raios gama houvesse ocorrido na Via Láctea, teria incandescido toda a nossa atmosfera. Se o Sol, repentinamente, emitisse a mesma quantidade de energia, a Terra se vaporizaria instantaneamente.

E há mais. Os satélites foram capazes de assinalar o local da explosão: um ponto numa galáxia conhecida como N-49, que está associada aos remanescentes de uma supernova que se acredita ter explodido cerca de dez mil anos atrás. Quando uma estrela explode, transformando-se numa supernova, a casca externa se lhe desfaz de todo e o núcleo se condensa, em razão de sua própria gravidade, a fim de criar uma estrela de nêutron. Esse núcleo transforma-se numa esfera única, enorme, que se encolhe, partindo de um tamanho maior que o Sol (1.380.000 quilômetros de diâmetro) até chegar a uma bola compacta com não mais de 8 quilômetros de diâmetro. Estes nêutrons são tão incrivelmente densos que uma polegada cúbica (2,4 cm de lado) desse material pesa cerca de 10 milhões de milhões de quilos.

Muitos astrônomos acreditam que os estudos proporcionados pelos satélites abrirão nova compreensão das estrelas de nêutrons, e de outros fenômenos e objetos celestiais.

Antigamente, a atmosfera da terra havia impedido os astrônomos de estudar a radiação gama. Apenas em anos recentes a rede de satélites equipada com detectores de raios gama tornou possível aos cientistas localizar as fontes desses raios.

A despeito de nossa falta de conhecimentos, de nossa ignorância quanto aos aspectos técnicos de tudo isso, sugiro que o que já sabemos pode lançar alguma luz sobre a validade das observações de Pedro. Pelo menos, segundo calculo, faz mais sentido do que meras guerras atômicas. É provável que a catástrofe será mais ou menos parecida com o filme Guerra nas Estrelas — mas eu não pretendo estar por aqui para assistir ao lançamento.

Todavia, não desprezemos a pergunta contundente de Pedro, no versículo 11. Ao enfrentar uma execução iminente, o velho pescador de face marcada pelo tempo contempla você e eu, através dos séculos. Você consegue perceber o olhar do apóstolo? Você consegue ver o interesse dele, delineado em marcas profundas, ao redor de seus olhos? Pode ouvir-lhe a voz singularmente grave?
"Visto que todas essas coisas hão de ser assim desfeitas, deveis ser tais como os que vivem em...?"

Já que este mundo e todas as suas obras se dissolverão um dia, num relâmpago convulsivo, que tipo de vida deveríamos estar vivendo nesta terra passageira, que logo se acabará? Que tipo de prioridades deveria formular nossos programas? Que tipo de considerações deveria planejar nossos passos, orientar nossa conversa e determinar nossa direção?

"Que tipo de pessoas vocês deveriam ser?" Esta é uma pergunta que concerne a nosso caráter.

Pedro responderia sua própria pergunta no fôlego seguinte."... havendo, pois, de perecer todas estas coisas, que pessoas não deveis ser em santidade e piedade, aguardando e desejando ardentemente a vinda do dia de Deus" (3:11)

Aquele dia, diz Pedro, deveria exercer tremendo impacto sobre o dia de hoje. Guarde seu coração de qualquer coisa que lhe possa trazer constrangimento, quando chegar aquele dia.

Extraído do livro a busca do Caráter de Charles Swindoll / Por Litrazini
Graça e Paz

sábado, 18 de maio de 2019

PAI! O QUE ESTÁ ACONTECENDO?

Deus! Deus! 

Deus! Ah Pai! 

Um grito de agonia e desespero! 

Deus, não aguento mais. Eu leio a Bíblia, oro, vou à igreja, te busco e, o mundo parece desabar em minha cabeça. 

Pai, Porque? 

Você conhece isso? 

Momentos de tormento, tentamos entender o porque dos acontecimentos e tudo quieto. 

Silêncio! O céu fechado! 

Meu Deus, o que eu fiz de errado? 

Pai, tu é soberano, porque permites que Satanás faça isso comigo? 

As tuas promessas, ahh, Pai! São tantas as tuas promessas, mas Deus, e eu? 

Nada do que faço dá certo, estou entrando em desespero; e agora, o que eu faço Senhor? 
Pai!

Ha vários anos, quando li pela primeira vez o livro do profeta Habacuque, fiquei impressionada com as perguntas desse homem de Deus, perguntas que queimam o nosso coração hoje. Mas perguntas difíceis não desafiam a Deus. 

Habacuque falou com Deus de modo franco sem reservas sobre suas dúvidas e problemas. 

“Porque a visão é ainda para o tempo determinado, mas se apressa para o fim, e não enganará; se tardar, espera-o, porque certamente virá, não tardará. Eis que a sua alma esta orgulhosa, não é reta nele; mas o justo pela fé viverá” (Habacuque 2.3,4) 

“… no tempo determinado”. (tenha paciência e continue esperando). 

“… certamente, virá…”. Não duvides Deus sempre cumpre. O diabo tentará te confundir com mentiras acerca de Deus. (Deus se esqueceu de ti, etc.)

“… se tardar, espera-o, porque certamente virá…” Tenha fé. Creia em Deus. 

“Eis o soberbo! Sua alma não é reta nele;…”Não imites o soberbo. Não faças o que o mundo faz. 

“O justo por sua fé viverá” Siga o exemplo de Cristo. Seja fiel a Deus nos momentos bons e nos momentos ruins. 

Assim como Habacuque, o meu coração se alegrou com as respostas do Pai Celestial, por isso deixo para as pessoas que se identificaram com a matéria de hoje o texto bíblico de Habacuque 3.17,18: 

“Porque ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; ainda que decepcione o produto da oliveira, e os campos não produzam mantimento; ainda que as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos currais não haja gado; Todavia eu me alegrarei no SENHOR; exultarei no Deus da minha salvação.” 

Deus nunca rejeita quem o busca despojadamente. Podemos até não encontrar respostas para todas as nossas perguntas, mas ao nos encontrarmos com Ele, conheceremos quem tem todas as respostas. 

Lidiomar T. Granatti / Litrazini
Graça e Paz

sexta-feira, 17 de maio de 2019

ENTENDA COMO VIVER FELIZ EM MEIO À ROTINA DO CASAMENTO


Casar é fácil. Difícil é permanecer casado e viver feliz em meio à rotina do casamento. Nossas atitudes devem revigorar a chama da felicidade, trazendo luz e calor nos momentos de frieza e nas horas escuras das dificuldades. Mas, na prática, acontece o inverso.

Muitos se casam por motivações erradas: ter direito de usufruir do sexo ilícito, fugir dos problemas familiares, sair da tutela e vigilância de pais opressores, ter uma pessoa com quem compartilhar despesas, dar nome a um filho indesejado, satisfazer as exigências da sociedade, ser dono do próprio nariz, encontrar a felicidade.

No entanto, ainda que sua escolha tenha acontecido por razões incompatíveis com o amor, separar-se nunca é a melhor solução.

Não desista! Erros passados não anulam o direito de ser e de fazer o outro feliz. "E serão os dois uma só carne e, assim, já não serão dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou, não o separe o homem (Marcos 10:8,9).

Separação nunca foi e jamais será o plano de Deus. Divórcio só acontece por causa da dureza do coração do homem. "Disse-lhes ele [Jesus]: Moisés, por causa da dureza do vosso coração, vos permitiu repudiar vossa mulher; mas, ao princípio, não foi assim"(Mateus 19:8).

É a dureza do coração irreconciliável que aventa a possibilidade da separação. O divórcio sempre promete mais do que produz. Em vez de estimulada com palavras e atos irracionais, a separação deve ser banida do relacionamento a partir do perdão e da tolerância.

Antes do divórcio, o Altíssimo ensina acerca do perdão, da reconciliação, do amor e da paz. Por causa da dureza do coração, a misericórdia de Deus tolera a separação. No entanto, a vontade absoluta do Senhor é frustrada com o divórcio. Jesus gostaria que o casamento jamais chegasse ao fim.

A separação quebra a união feita na presença do Senhor. O rompimento desse pacto traz resultados drásticos, tanto para o casal como para os filhos e os parentes. As feridas abertas enfrentam uma longa e dolorosa jornada para a cura.

O casamento é um pacto de fidelidade pelo qual ambos os cônjuges prometem viver lado a lado na alegria e na tristeza, na fartura e na pobreza, na saúde e na doença, na juventude e na velhice; fiéis um ao outro nos melhores e nos piores momentos. 

O que diz a Palavra do Senhor? "Não quebrarei o que saiu dos meus lábios" (Salmo 89:34).

Lute pelo seu casamento, independente da pessoa com a qual você se uniu. Não perca a esperança. Nada é impossível para Deus. Ele é o Todo-poderoso que pode curar a sua dor, sarar as suas feridas e arrancar o veneno de seu coração. Se Ele quiser, pode operar algo inesperado, e trazer a solução.

Não queira operar o milagre que somente Deus pode fazer. Não há nada que Ele não possa executar. O Criador tem poder para tirar você de um lugar de infelicidade e colocá-lo num palácio maravilhoso, onde reinam o amor, a paz, a alegria de um coração feliz, amável, perdoado e perdoador.

Dr. Silmar Coelho

Por Litrazini
Graça e Paz

quinta-feira, 16 de maio de 2019

A CEIA DO SENHOR


“... e tendo dado graças, o partiu e disse: Tomai, comei; isto é o meu corpo que é partido por vós; fazei isto em memória de mim. Este cálice é o novo testamento no meu sangue...” (1 Co 11.24-25).

A Ceia do Senhor é descrita em quatro trechos bíblicos: (Mt 26.26-29; Mc 14.22-25; Lc 22.15-20; Co 11.23-32).

Sua importância relaciona-se com o passado, o presente e o futuro.

(1) SUA IMPORTÂNCIA NO PASSADO

(A) É UM MEMORIAL (gr. anamnesis; vv. 24-26; Lc 22.19) da morte de Cristo no Calvário, para redimir os crentes do pecado e da condenação.

Através da Ceia do Senhor, vemos mais uma vez diante de nós a morte salvífica de Cristo e seu significado redentor para nossa vida.

A morte de Cristo é nossa motivação maior para não cairmos em pecado e para nos abstermos de toda a aparência do mal (1 Ts 5.22).

(B) É UM ATO DE AÇÃO DE GRAÇAS (gr. eucharistia)pelas bênçãos e salvação da parte de Deus, provenientes do sacrifício de Jesus Cristo na cruz por nós (v. 24; Mt 26. 27-28; Mc 14.23; Lc 22.19).

(2) SUA IMPORTÂNCIA NO PRESENTE.

(A) A CEIA DO SENHOR É UM ATO DE COMUNHÃO (gr. koinomia) com Cristo e de participação nos benefícios de sua morte sacrificial, e, ao mesmo tempo, comunhão com os demais membros do corpo de Cristo (1 Co 10.16-17).

Nessa ceia com o Senhor ressurreto, Ele, como o anfitrião, faz-se presente de modo especial (cf. Mt 18.20; Lc 24.35).

(B) É O RECONHECIMENTO E A PROCLAMAÇÃO DA NOVA ALIANÇA (gr. kaine datheke) mediante a qual os crentes reafirmam o senhorio de Cristo e nosso compromisso de fazer a sua vontade, de permanecer leais, de resistir o pecado e de identificarmos com a missão de Cristo (v. 25; Mt 26.28; Mc 14.24; Lc 22.20). 

(3) SUA IMPORTÂNCIA NO FUTURO.

(A) A CEIA DO SENHOR É UM ANTEGOZO DO REINO FUTURO DE DEUS E DO BANQUETE MESSIÂNICO FUTURO, quando então todos os crentes estarão presentes com o Senhor (Mt 8.11; 22.1-14. Mc 14. 25; Lc 13.29; 33.17, 18, 30).

(B) ANTEVÊ A VOLTA IMINENTE DE CRISTO PARA BUSCAR O SEU POVO (v.26) e encena a oração: “Venha o teu Reino” (Mt 6.10; cf. Ap 22.20).

Na Ceia do Senhor, toda essa importância acima, só passa a ter significado se chegarmos diante do Senhor com fé genuína, oração sincera e obediência à Palavra de Deus e à sua vontade.

Pr. Airton Evangelista da Costa / Comentários da Bíblia de Estudo Pentecostal

Por Litrazini
Graça e Paz

quarta-feira, 15 de maio de 2019

A PROMESSA DE CRISTO A RESPEITO DA INSPIRAÇÃO


Jesus nunca escreveu um livro. No entanto, endossou a autoridade do Antigo Testamento e a promessa de inspiração para o Novo Testamento. 

Em várias ocasiões, o Senhor prometeu a concessão de autoridade divina para o testemunho apostólico dele mesmo. 

A COMISSÃO DOS DOZE. 
Quando o Senhor enviou seus discípulos para pregarem o reino dos céus (Mt 10.7), ele lhes prometeu a direção do Espírito Santo. "Naquela mesma hora vos será concedido o que haveis de dizer, pois não sois vós que falareis, mas o Espírito de vosso Pai é quem fala em vós" (Mt 10.19,20; cf. Lc 12.11,12).A proclamação que os apóstolos fizessem de Cristo teria origem no Espírito de Deus. 

O ENVIO DOS SETENTA. 
A promessa da unção divina não se limitava aos Doze. Quando Jesus enviou os setenta, para que pregassem "o reino de Deus" (Lc 10.9), ordenou-lhes: "Quem vos ouve, a mim me ouve; quem vos rejeita, a mim me rejeita..."(Lc 10.16). Eles voltaram reconhecendo a autoridade de Deus até mesmo sobre Satanás em seu ministério (Lc 10.17-19).

O SERMÃO DO MONTE DAS OLIVEIRAS.
Em seu sermão no monte das Oliveiras, Jesus reafirmou sua promessa antiga aos discípulos:  

"... não vos preocupeis com o que haveis de dizer. O que vos for dado naquela hora, isso falai, pois não sois vós os que falais, mas o Espírito Santo" (Mc 13.11). As palavras que pronunciassem viriam de Deus, mediante o Espírito; não viriam deles mesmos. 

OS ENSINOS DURANTE A ÚLTIMA CEIA. 
A promessa da orientação do Espírito Santo ficaria mais claramente definida por ocasião da última ceia. Jesus lhes prometeu: "Mas o Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito" (Jo 14.26). Eis por que Jesus não escreveu seus ensinos. 

O Espírito daria nova vida à memória dos discípulos que os aprenderam; seriam orientados pelo Espírito em tudo quanto o Senhor lhes havia ensinado. 

De fato, disse Jesus: "Quando vier o Espírito da verdade, ele vos guiará em toda a verdade" (Jo 16.13). "Toda a verdade" ou "todas as coisas" que Cristo ensinara seriam relembradas aos discípulos pelo Espírito. O ensino apostólico seria inspirado pelo Espírito de Deus.

A GRANDE COMISSÃO. 
Quando Jesus enviou seus discípulos — "... ide e fazei discípulos de todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado" (Mt 28.19,20) — , fez-lhes a promessa também de que teriam toda a autoridade nos céus e na terra para realizar a tarefa. 

A palavra dos discípulos seria a Palavra de Deus. 

Extraído do Livro Introdução Bíblica - Como a Bíblia chegou até nós  / Autoria: Norman L. Geisler ; William E. Nix / Por Litrazini
Graça e Paz

terça-feira, 14 de maio de 2019

NEUTRALIZANDO A TENTAÇÃO


A tentação pode ser neutralizada definitivamente por um determinado ato. Esse ato é um fruto do Espírito. Lemos em Gaiatas 5:22, 23: Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei. 

A palavra que queremos é domínio próprio. A palavra grega significa literalmente "na força", sendo isso exatamente o que é. O fruto do Espírito é força interior. Ela é frequentemente interpretada como "domínio", ou "domínio do 'eu'" na literatura extrabíblica. 

Em outras palavras, uma das coisas que o Espírito de Deus promete fazer pelo filho de Deus é capacitá-lo a controlar o ego, as fraquezas e as áreas de tentação. Como a tentação é contrariada? Pelo auto-controle. Grave esse pensamento em mente. 

Espere um pouco. Ao ler isto, você pode ser tentado a dizer (como fariam os que assistem às chamadas conferência da vida mais profunda): "Isto não é algo que eu deva fazer, mas que Deus faz. Não sou capaz de nada. Só estou passivamente envolvido. Deus está ativamente envolvido porque, afinal de contas, o autocontrole é um fruto do Espírito." 

Estou certo de que já ouviu esse tipo de raciocínio. Parece tão correto, tão profundo. Esse ensino sutil está, porém, errado. Embora o autocontrole tenha origem no Espírito de Deus, nós o cumprimos ativamente. Tanto o Espírito Santo como nós agimos! Isso é algo importante a ser lembrado. É um esforço de equipe. 
Existe um ensinamento pregado por aí de que se algo deve ser feito, espero passivamente em Deus e ele faz tudo. Eu não faço nada — ou muito pouco. Envolver-me na questão seria algo "carnal". Isso parece tão bom, tão piedoso. E tecnicamente é verdadeiro

Trata-se, entretanto, de apenas metade da história. Esse ponto de vista impede o envolvimento da pessoa na vida. Mediante algum processo maravilhoso ou osmose espiritual, todas essas coisas boas saem do meu velho coração e eu fico observando a obra prodigiosa de Deus, quase como se estivesse fora do meu corpo, vendo as coisas acontecerem comigo. 

Quero afirmar-lhe, essa idéia não é bíblica — e não funciona. Se você tentar lidar passivamente com a tentação, ela irá vencê-lo todos os dias! O poder e o fruto do Espírito estão disponíveis, o autocontrole vem de Deus, mas quero repetir: Nós é quem executamos. Faça uma pausa e absorva a idéia. 

Como saber isso? 

O apóstolo Pedro escreveu sobre o autocontrole. 
(...) pelas quais nos têm sido doadas as suas preciosas e mui grandes promessas, para que por elas vos torneis co-participantes da natureza divina, livrando vos da corrupção das paixões que há no mundo, por isso mesmo, vós, reunindo toda a vossa diligência, associai com a vossa fé a virtude; com a virtude, o conhecimento; com o conhecimento, o domínio próprio; com o domínio próprio, a perseverança; com a perseverança, a piedade; com a piedade, a fraternidade; com a fraternidade, o amor. 2 Pedro 1A-7 

Nessa série de mandamentos, o Senhor inclui nossa responsabilidade: você supre o autocontrole. Parece uma contradição, não é? Paulo chama isso de "fruto do Espírito" e tem razão. O autocontrole é um ingrediente do céu que Deus nos dá quando o seu Espírito vive em nosso interior e nos controla. Pedro disse, no entanto, que nós devemos "supri-lo"! 

A suposta contradição é resolvida quando compreendemos que Deus é a fonte de poder, e isso significa que pavimentamos o caminho para que ele atue. O mesmo suprimento básico é dado a todo filho de Deus, mas é nossa responsabilidade obedecer e exercer o autocontrole para que ele ocorra em nossas vidas. 

Extraído do livro Perseverança de Charles Swindoll / Por Litrazini
Graça e Paz

segunda-feira, 13 de maio de 2019

AS LÍNGUAS BÍBLICAS EM PARTICULAR


As línguas utilizadas no registro da revelação de Deus, a Bíblia, vieram das famílias de línguas semíticas e indo-européias. Da família semítica ge originaram as línguas básicas do Antigo Testamento, qual sejam o hebraico e o aramaico (siríaco). Além dessas línguas, o latim e o grego representam a família indo-européia. De modo indireto, os fenícios exerceram um papel importante na transmissão da Bíblia, ao criar o veículo básico que fez que a linguagem escrita fosse menos complicada do que havia sido até então: inventaram o alfabeto. 

AS LÍNGUAS DO ANTIGO TESTAMENTO. 
O ARAMAICO ERA A LÍNGUA DOS SÍRIOS, tendo sido usada em todo o período do Antigo Testamento. Durante o século VI a.C, o aramaico se tornou língua geral de todo o Oriente Próximo. Seu uso generalizado se refletiu nos nomes geográficos e nos textos bíblicos de Esdras 4.7 — 6.13; 7.12-26 e Daniel 2,4 — 7.23. 

O HEBRAICO É A LÍNGUA PRINCIPAL DO ANTIGO TESTAMENTO, especialmente adequada para a tarefa de criar uma ligação entre a biografia do povo de Deus e o relacionamento do Senhor com esse povo. O hebraico encaixou-se bem nessa tarefa porque é uma língua pictórica. Expressa-se mediante metáforas vividas e audaciosas, capazes de desafiar e dramatizar a narrativa dos acontecimentos. Além disso, o hebraico é uma língua pessoal. Apela diretamente ao coração e às emoções, e não apenas à mente e à razão. É uma língua em que a mensagem é mais sentida que meramente pensada.

AS LÍNGUAS DO NOVO TESTAMENTO. 
As línguas semíticas também foram usadas na redação do Novo Testamento. Na verdade, Jesus e seus discípulos falavam o aramaico, sua língua materna, tendo sido essa a língua falada por toda a Palestina na época. Enquanto agonizava na cruz, Jesus clamou em aramaico: "... Eli, Eli, lema sabactâni, que quer dizer: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?" (Mt 27.46). 

O hebraico fez sentir mais sua influência mediante expressões idiomáticas que mediante declarações dessa natureza. Uma dessas expressões idiomáticas do hebraico traduzidas em português de diversas maneiras é "e sucedeu que". 

Outro exemplo da influência hebraica no texto grego, vemos no emprego de um segundo substantivo, em vez de um adjetivo, a fim de atribuir uma qualidade a algo ou a alguém. Como exemplo citamos as expressões: "obra da vossa fé; do vosso trabalho de amor, e da vossa firmeza de esperança" (1Ts 1:3). 

Além das línguas semíticas a influenciar o Novo Testamento, temos as indo-européias, o latim e o grego. O latim influenciou ao emprestar muitas palavras, como "centurião", "tributo" e "legião", e pela inscrição trilíngüe na cruz (em latim, em hebraico e em grego). 

No entanto, a língua em que se escreveu o Novo Testamento foi o grego. Até fins do século XIX, cria-se que o grego do Novo Testamento era a "língua especial" do Espírito Santo, mas a partir de então essa língua tem sido identificada como um dos cinco estágios do desenvolvimento da língua grega. Esse grego coiné era a língua mais amplamente conhecida em todo o mundo do século I. O alfabeto havia sido tomado dos fenícios. Seus valores culturais e vocabulário cobriam vasta expansão geográfica, vindo a tornar-se a língua oficial dos reinados em que se dividiu o grande império de Alexandre, o Grande. 

O aparecimento providencial dessa língua, ao lado de outros desenvolvimentos culturais, políticos, sociais e religiosos, durante o século I a.C, fica implícito na declaração de Paulo: "Mas vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei” (Gl4.4)

O grego do Novo Testamento adaptou-se de modo adequado à finalidade de interpretar a revelação de Cristo em linguagem teológica. Tinha recursos linguísticos especiais para essa tarefa por ser um idioma intelectual. Era um idioma da mente, mais que do coração, e os filósofos atestam isso amplamente. O grego tem precisão técnica de expressão não encontrada no hebraico. Além disso, o grego era uma língua quase universal. 

A verdade do Antigo Testamento a respeito de Deus foi revelada inicialmente a uma nação, Israel, em sua própria língua, o hebraico. A revelação completa, dada por Cristo, no Novo Testamento, não veio de forma tão restrita. Em vez disso, a mensagem de Cristo deveria ser anunciada no mundo todo: "... em seu nome se pregará o arrependimento e a remissão dos pecados, em todas as nações, começando por Jerusalém" (Lc 24.47). 

Extraído do Livro Introdução Bíblica - Como a Bíblia chegou até nós  de Norman L. Geisler ; William E. Nix / Por Litrazini
Graça e Paz

domingo, 12 de maio de 2019

RECEITA BÍBLICA PARA A ORAÇÃO SER ATENDIDA


Atende, pois, à oração do teu servo, e à sua súplica, ó SENHOR meu Deus; para ouvires o clamor, e a oração, que o teu servo faz perante ti.(2Cr.6.19)

E o SENHOR apareceu de noite a Salomão, e disse-lhe: Ouvi a tua oração, e escolhi para mim este lugar para casa de sacrifício. (2Cr. 7.12)

Salomão edificou, consagrou e, nos mostrou o caminho para que nossas orações sejam atendidas.

Podemos verificar que Salomão antes de tudo adora ao Senhor, veja: E disse: O SENHOR Deus de Israel, não há Deus semelhante a ti, nem nos céus nem na terra; que guardas a aliança e a beneficência aos teus servos que caminham perante ti de todo o seu coração. Que guardaste ao teu servo Davi, meu pai, o que lhe falaste; porque tu pela tua boca o disseste, e pela tua mão o cumpriste, como se vê neste dia.(2Cr. 6,14,15).

A seguir, podemos ver o clamor, humilhação e o coração rendido de Salomão: Atende, pois, à oração do teu servo, e à sua súplica, ó SENHOR meu Deus; para ouvires o clamor, e a oração, que o teu servo faz perante ti. Que os teus olhos estejam dia e noite abertos sobre este lugar, de que disseste que ali porias o teu nome; para ouvires a oração que o teu servo orar neste lugar. Ouve, pois, as súplicas do teu servo, e do teu povo Israel, que fizerem neste lugar; e ouve tu do lugar da tua habitação, desde os céus; ouve pois, e perdoa.(2Cr.6.19-21)

Logo após, orar, humilhar e clamar, desce fogo do céu, consome a oferta de sacrifício, sinal de que o Senhor aceita o sacrifício, conforme vemos em 2 Cr. 7.3: E todos os filhos de Israel vendo descer o fogo, e a glória do SENHOR sobre a casa, encurvaram-se com o rosto em terra sobre o pavimento, e adoraram e louvaram ao SENHOR, dizendo: Porque ele é bom, porque a sua benignidade dura para sempre.

Todo o povo de Deus foi abençoado com a visão da Glória do Pai Celestial (anseio dos verdadeiros adoradores) louvaram, sacrificaram, festaram durante muitos dias; comprove nos textos bíblicos de 2Cr. 7.1-10.

Salomão recebe a visita do Senhor com as respostas aos seus pedidos, e também a receita para que o seu Povo tenha as orações atendidas como pode ser testificado no abaixo:
E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra. Agora estarão abertos os meus olhos e atentos os meus ouvidos à oração deste lugar. (2 Cr. 7.14,15); Esse texto bíblico é uma síntese de todo o processo executado por Salomão para que se tenha uma oração eficaz, descrito em 2Cr. 7.11.20.

Como Deus não fica devendo nada a ninguém, também podemos comprovar um dos motivos de não termos nossas orações atendidas em 2 Cr. 7.21,22 veja:

E desta casa, que é tão exaltada, qualquer que passar por ela se espantará e dirá: Por que fez o SENHOR assim com esta terra e com esta casa? E dirão: Porque deixaram ao SENHOR Deus de seus pais, que os tirou da terra do Egito, e se deram a outros deuses, e se prostraram a eles, e os serviram; por isso ele trouxe sobre eles todo este mal.

PARA MEDITAR: COMO ANDAM NOSSAS RESPOSTAS DE ORAÇÃO??

Lidiomar T. Granatti / Litrazini
Graça e Paz


sábado, 11 de maio de 2019

O GRANDE PROPÓSITO DE DEUS


Mas ele lhe respondeu: Falas como qualquer doida; temos recebido o bem de Deus e não receberíamos também o mal? Em tudo isto não pecou Jó com os seus lábios. Jó2:10 

O Deus de Jó não era uma criatura graciosa, na beirada do céu, tirando presentinhos embrulhados em papel prateado e dizendo: "Isso vai deixá-lo feliz. Você vai gostar." Esse não é o Deus dos céus. 

O Deus soberano dos céus dispõe e dispensa o que traz glória a ele. Ele nos envia não só o que é bom, mas também a adversidade. Nosso grande Deus não é obrigado a nos encher de conforto. 

Está vendo esta verdade? "Temos recebido o bem (somos rápidos em fazer isso) e não receberíamos também o mal?" Você está pronto para receber a adversidade? 

Na carne, na perspectiva horizontal você vai ficar ressentido; vai fugir dela; vai sentir amargura em relação ao Senhor, e dirá: "Que tipo de Deus é esse?" 

Mas, na dimensão espiritual, vai reconhecer que ele tinha o direito de enviar tanto o desagradável quanto o agradável. Sem esse conceito, você jamais poderá perseverar em meio à pressão. Vai explodir por causa dela! 

Ouça, nosso maior alvo na vida não é ser feliz ou ficar satisfeitos, mas dar glória a Deus. Isso contraria a nossa cultura ocidental. 

Todo propósito de um pai para a sua família é que seja feliz e satisfeita. Poucos pais — muito poucos — têm como alvo que a família glorifique primeiro a Deus. Gastamos os dedos, chegando ao osso, até o último dia de nossas vidas para podermos ficar felizes e satisfeitos — e tudo que temos para mostrar como resultado são dedos ossudos.

Nada disso; o grande alvo de Deus para as nossas vidas é glorificá-lo; como disse o apóstolo Paulo, "quer pela vida, quer pela morte" (Filipenses 1:20). 

Ouça o conselho de Jó quando as calamidades se vão:

Bem-aventurado é o homem a quem Deus disciplina; Não desprezes, pois, a disciplina do Todo-Poderoso. Porque ele faz a ferida e ele mesmo a ata; Ele fere, e as suas mãos curam. De seis angústias te livrará, E na sétima o mal te não tocará. Na fome te livrará da morte; Na guerra, do poder da espada. Do açoite da língua estarás abrigado e, Quando vier a assolação, não a temerás. Da assolação e da fome te rirás.Jó 5:17-22

Veja bem, o grande alvo de Deus para nós não é que estejamos confortáveis ou satisfeitos, nem que sigamos um "plano maravilhoso" de sorrisos constantes, felicidade, nenhuma calamidade, nenhum mal e nenhum problema. 

É errado dizer ao não-cristão: "Confie em Deus e seus problemas desaparecerão... Creia em Jesus e não será mais derrotado." Isso é injusto. É claramente não-bíblico! 

Em vez disso, por que não ser sincero e dizer: "Creia em Jesus Cristo e poderá entrar num mundo de desafios que nunca conheceu antes, porque se tornará objeto da atenção do próprio Jesus, e os traços de caráter dele serão formados em sua vida.

Para ser franco, não há possibilidade de eles serem formados sem o fogo e a perda. Desde que nosso alvo é glorificar Cristo, podemos esperar alguma perda." Essa é a realidade! 

Quando você sofre e perde, tal coisa não significa que está sendo desobediente. De fato, pode significar que está bem no centro da vontade de Deus. O caminho da obediência é muitas vezes marcado por períodos de sofrimento e perda. 

Jó admite honestamente: "Eis que, se me adianto, ali não está; se torno para trás, não o percebo" (Jó 23:8). Eis um homem com um corpo apodrecido, deteriorado; sem filhos e com uma esposa impertinente. Seu coração pesa e ele sai à noite em busca de Deus, clamando: "Olho e não o vejo!" 

As perdas são períodos solitários de crise. 

Eis que, se me adianto, ali não está; se tomo para trás, não o percebo. Se opera à esquerda, não o vejo; esconde-se à direita, e não o diviso. Jó23:8, 9 

Quando você tiver atravessado dias assim, saberá exatamente o que Jó está dizendo. 

Extraído do livro Perseverança de autoria de Charles Swindoll 

Por Litrazini
Graça e Paz