"Alegrem-se sempre no Senhor; outra vez digo: alegrem-se!" [Filipenses 4.4]

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domingo, 12 de dezembro de 2021

O BOM PASTOR

O Salvador caracterizou a Si mesmo como o bom pastor e aos Seus discípulos como o Seu rebanho. Ele disse: "Eu sou o bom Pastor; conheço as Minhas ovelhas, e elas conhecem a Mim." João 10:14.

Em breve, Jesus deveria deixar os Seus discípulos e disse isso para confortá-los. Quando não mais estivesse entre eles, deveriam lembrar-se de Suas palavras. Sempre que vissem um pastor cuidando de seu rebanho, haveriam de lembrar-se do Seu amor e cuidado por eles.

Naquele país, o pastor cuidava de seu rebanho dia e noite. Durante o dia guiava-o às verdes e agradáveis pastagens, às margens do rio, através de colinas rochosas e florestas.

À noite vigiava-o, guardando-o do ataque de animais selvagens e de ladrões que sempre rondavam por perto. Com ternura, cuidava das ovelhas fracas e doentes.

Tomava os cordeirinhos em seus braços e levava-os no colo. Não importava o tamanho do rebanho, o pastor conhecia cada uma de suas ovelhas e chamava-as pelo nome.

Do mesmo modo, Cristo, o Pastor celestial, cuida de Seu rebanho espalhado pelo mundo.

Ele nos conhece pelo nome. Sabe onde moramos e quem mora conosco. Cuida de cada um como se não houvesse mais ninguém no mundo todo.

O pastor ia adiante de suas ovelhas e enfrentava por elas todos os perigos. Deparava-se com animais selvagens e ladrões. Muitas vezes era morto enquanto guardava o rebanho.

Assim o Salvador guarda Seu rebanho de discípulos e vigia sobre ele, indo adiante.

Ele viveu na terra, como nós. Foi criança, jovem e adulto. Venceu a Satanás em todas as suas tentações.

Do mesmo modo podemos vencer como Ele venceu. Morreu para nos salvar.

Embora esteja agora no Céu, não Se esquece de nós um só momento. Guardará em segurança cada ovelha de Seu pastoreio. Nenhuma delas poderá ser arrebatada pelo grande inimigo.

Um pastor pode ter cem ovelhas, mas se uma faltar, ele não permanecerá no aprisco com as outras, mas irá em busca da que se perdeu.

Enfrentando os perigos da noite escura, debaixo de temporais, percorrendo vales e montanhas ele irá e não terá descanso até que a perdida seja encontrada. E tendo-a achado, toma-a nos braços e a leva de volta ao redil.

Não se queixa da longa e difícil busca, mas diz com alegria: "Alegrai-vos comigo, porque já achei a minha ovelha perdida." Lc. 15:6.

Transcrito Por Litrazini

https://www.kairosministeriomissionario.com/

Graça e Paz 

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

A água da vida

“... Eu vim para que tenham vida” (João 10.10)

A busca humana por vida é ansiosa e, quase sempre, frenética! Sabemos que algo está errado quando nossa vida se torna aprisionada pelo casulo da falta de sentido. Desejamos, então, libertar-nos deste aprisionamento de uma vida massificada, insípida, sem cor e paradoxalmente “sem vida”.

Precisamos de vida! Carecemos de vida! Ansiamos por vida! Tal necessidade é a mais forte que se impõe sobre nós!  Há um desejo incontido de se viver uma vida autêntica e não apenas existir; de “ser” e não apenas “estar” ou ser reduzido ao “ter”.

Esta sede de vida faz com que procuremos por uma fonte que jorre a água capaz de dessedentar-nos. Nesta busca pela fonte, contudo, logo descobrimos que inclusive neste âmbito há muita propaganda enganosa. A experiência frustrante com as fontes que não dessedentam nossa sede vida faz com que nos acostumemos com o “quase” ou que desistamos da busca.

A “quase vida” é o estado no qual a maioria das pessoas vive ou sobrevive. Em um belíssimo texto cujo título é “Acostumar-se”, Clarice Lispector expressa bem este estado no qual acostumamo-nos com menos, com o pouco, com o nada. Ela conclui o texto assim: “A gente se acostuma para poupar a vida/Que aos poucos se gasta e se gasta de tanto se acostumar, e se perde em si mesma." E em uma frase da qual gosto muito, e a qual estou sempre repetindo, o teólogo, médico, músico, missionário e prêmio Nobel da Paz, Albert Schweitzer, expressou: “A tragédia do homem é o que morre dentro dele enquanto ele ainda está vivo”. O que Luis Fernando Veríssimo escreveu de uma outra forma: “embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu”.

No texto de João 10.10, Jesus adverte sobre os poderes geradores de morte que matam, roubam e destroem a vida.Conhecemos bem estes poderes, haja vista que os enfrentamos constantemente em nosso dia a dia. Alguns há que, de tão feridos, tornam-se cambaleantes e mortalmente feridos!

Você já parou para avaliar quais os poderes à sua volta estão minando sua vida?

No mesmo texto de João 10, versos 10-11, Jesus apresenta o antídoto contra os poderemos geradores da morte: a sua própria vida: “(...) eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância. Eu sou o bom pastor. "O bom pastor dá a vida pelas ovelhas”.  Jesus é o “pão da vida” (João 6.48); a fonte da vida (João 4.14; 7.38); o doador da vida (João 3.16, 36; 10.28; 17.2); a própria vida (João 1.4; Colossenses 3.4; I João 1.2).

Para dessedentar nossa sede de vida precisamos da vida de Jesus em nós.

Não se trata, contudo, “de viver com a ajuda de Cristo”, mas de um nascimento do alto (João 3.5, 2 Coríntios 5.17) que faz com “Cristo viva a Sua viva em nós". 

“Estou crucificado com Cristo; logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim”(Gálatas 2.19-20).

Viver a vida de Cristo é a única forma de dessedentar a sede que temos por vida.

Autoria: Ézio Martins de Lima

Por Litrazini



Graça e Paz

domingo, 21 de outubro de 2012

O que faz de Jesus o Bom Pastor?


Eu sou o bom Pastor; o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas. João 10:11

Ao longo do evangelho de João, Jesus descreve a si mesmo de várias maneiras diferentes. Um dos termos que ele usa é o bom pastor (João 10:11). No contexto em torno desta reivindicação, Jesus nos mostra o que o seu trabalho como pastor implica, como Ele pode ser chamado de o bom Pastor, e por que ninguém mais está qualificado do que Ele é para fazer esse trabalho.

Então, o que faz de Jesus o Bom Pastor?
1. Ele chama as suas ovelhas pelo nome.
“Para este o porteiro abre, as ovelhas ouvem a sua voz, ele chama pelo nome as suas próprias ovelhas e as conduz para fora” (João 10:3).
Jesus tem um conhecimento direto e pessoal de seus seguidores. Ele conhece aqueles que pertencem a Ele (João 10:14,27; 2 Timóteo 2:19). Cada um é importante. Em outra ocasião, ele contou uma parábola da ovelha perdida para ilustrar este ponto (Lucas 15:3-7). Embora o pastor ainda tinha noventa e nove ovelhas no aprisco, ele saiu e encontrou da ovelha que estava perdida. Quando a encontrou, ele alegrou-se e chamou os outros para se alegrarem com ele. Jesus conhece cada um de nós e não quer que nenhum de nós se perca (cf. 2 Pedro 3:9).

2. Ele vai adiante delas.
“Depois de fazer sair todas as que lhe pertencem, vai adiante delas, e elas o seguem, porque lhe reconhecem a voz;” (João 10:4).
A analogia que Jesus usa não é de um fazendeiro que dirige o seu gado, mas de um pastor que conduz seu rebanho. Ele não nos empurra para frente, mas vai à nossa frente. Podemos olhar para ele desde que ele deixou “um exemplo para você seguir seus passos” (1 Pedro 2:21). Ele não nos obriga a ir a lugar algum.

3. Ele oferece uma vida abundante.
“O ladrão não vem senão para roubar, matar e destruir, eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância” (João 10:10).
Esta vida abundante que Jesus promete não é o “evangelho da saúde e riqueza” que muitos pregadores promovem. Paulo disse a Timóteo que aqueles que ensinam que “a piedade é um meio de ganho” advogam “uma doutrina diferente” e não de “acordo com as sãs palavras” (1 Timóteo 6:3,5).
A vida abundante que Jesus promete se refere a uma vida espiritual. Em Cristo, temos todas as bênçãos espirituais (Efésios 1:3) e a esperança da vida eterna (Romanos 6:23).

4. Ele dá a sua vida pelas suas ovelhas.
“Eu sou o bom pastor; o bom pastor dá a vida pelas ovelhas” (João 10:11).
Jesus disse que o amor maior é alguém que “dá a sua vida pelos seus amigos” (João 15:13). Jesus foi mais além. Paulo escreveu: “Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores. Logo, muito mais agora, sendo justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira. Porque, se nós, quando inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a morte do seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida” (Romanos 5:8,10).
Ele morreu por nós, e Ele o fez de boa vontade (João 10:18).

5. Ninguém pode tirar suas ovelhas das suas mãos. 
“Dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará da minha mão” (João 10:28).
Como ovelhas, podemos nos desviar dEle (Isaías 53:6, Lucas 15:04).

Mas aquelas que querem segui-lo não podem ser tomadas. Paulo perguntou: “Quem pode nos separar do amor de Cristo?” (Romanos 8:35). Ele, então, lista todas as coisas que podemos pensar que nos pode separar de Cristo, mas elas não podem se continuarmos a segui-Lo.


Quando consideramos todas essas características de Cristo, estamos certos de que Ele realmente é o bom pastor. Além disso, não há ninguém que possa substituí-lo nesse papel.

Ninguém cuida de nós como Jesus.

Ninguém nos conduz como Ele o faz.

Ninguém pode prover as bênçãos que Ele nos oferece.

Portanto, devemos segui-Lo fielmente como ovelhas que seguem a voz do seu pastor.

Pr. Aldenir Araújo

Por Litrazini


Graça e Paz