"Alegrem-se sempre no Senhor; outra vez digo: alegrem-se!" [Filipenses 4.4]

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domingo, 3 de dezembro de 2023

BOAS OBRAS E A SALVAÇÃO

"Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus, para as boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas" (Ef 2.10).

Não somos salvos pelas boas obras, mas para as boas obras.

As boas obras não são a causa da salvação, mas sua consequência.

Não fazemos boas obras com o propósito de sermos salvos; fazemo-las porque já fomos salvos pela graça, mediante a fé.

É importante destacar que se as boas obras não encontram lugar como causa meritória ou instrumental da salvação, elas precisam ser vistas como a evidência da salvação.

A fé e as boas obras não estão em conflito.

A fé sem as obras é morta; as obras sem a fé não são boas.

A fé produz obras e as obras provam a fé.

A salvação é só pela fé independente das obras, mas a fé salvadora nunca vem só.

Vem acompanhada das obras que glorificam a Deus e abençoam os homens.

Essas obras foram preparadas de antemão para que andássemos nelas.

Tudo provém de Deus, pois é ele quem opera em nós, tanto o querer como o realizar.

Rev Hernandes Dias Lopes

Transcrito Por Litrazini

https://www.kairosministeriomissionario.com/

Graça e Paz

 

quinta-feira, 19 de julho de 2018

POR QUE A FÉ SEM OBRAS É MORTA?

"Porque, assim como o corpo sem espírito é morto, assim também a fé sem obras é morta" (Tiago 2:26). A fé sem obras é uma fé morta porque a falta de obras revela uma vida inalterada ou um coração espiritualmente morto. Há muitos versículos que dizem que a verdadeira fé salvadora resultará em uma vida transformada, e que a fé é demonstrada pelas obras que fazemos. Como vivemos revela em que acreditamos e se a fé que professamos ter é uma fé viva.

Tiago 2:14-26 é algumas vezes tomado fora do contexto numa tentativa de criar um sistema de justiça baseado em obras, mas isso é contrário a muitas outras passagens das Escrituras. Tiago não está dizendo que nossas obras nos tornam justos diante de Deus, mas que a verdadeira fé salvadora é demonstrada pelas boas obras.

As obras não são a causa da salvação; as obras são a evidência da salvação. A fé em Cristo sempre resulta em boas obras. A pessoa que afirma ser um cristão, mas vive em desobediência intencional a Cristo, tem uma fé falsa ou morta e não é salva. Paulo diz basicamente a mesma coisa em 1 Coríntios 6:9-10. Tiago contrasta dois tipos diferentes de fé – a fé verdadeira que salva e a falsa fé que é morta.

Muitos professam ser cristãos, mas suas vidas e prioridades indicam o contrário. Jesus coloca desta forma: "Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos? Assim, toda árvore boa produz bons frutos, porém a árvore má produz frutos maus. Não pode a árvore boa produzir frutos maus, nem a árvore má produzir frutos bons. Toda árvore que não produz bom fruto é cortada e lançada ao fogo. Assim, pois, pelos seus frutos os conhecereis. Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniquidade"(Mateus 7:16-23).

Observe que a mensagem de Jesus é a mesma que a mensagem de Tiago. A obediência a Deus é a marca da verdadeira fé salvadora. Tiago usa os exemplos de Abraão e Raabe para ilustrar a obediência que acompanha a salvação. Simplesmente dizer que acreditamos em Jesus não nos salva, e nem o serviço religioso. O que nos salva é quando o Espírito Santo regenera os nossos corações, e essa regeneração será invariavelmente vista em uma vida de fé com uma obediência contínua a Deus.

Compreender mal a relação entre fé e obras vem de não entender o que a Bíblia ensina sobre a salvação. Há realmente dois erros no que diz respeito a obras e fé. O primeiro erro é o ensino que, contanto que uma pessoa faça uma oração ou diga "Eu acredito em Jesus" em algum momento de sua vida, então ela é salva, e nada mais importa.

Assim, uma pessoa que, quando criança, levantou a mão num culto da igreja é considerada salva, mesmo se nunca demonstrou qualquer desejo de caminhar com Deus desde então ou se de fato estiver vivendo em pecado flagrante. Este ensinamento, às vezes chamado de "regeneração decisional", é perigoso e enganador.

A ideia de que uma profissão de fé salva uma pessoa, mesmo se ela viver como o diabo depois, assume uma nova categoria de crente chamado de “crente carnal”. Isso permite que vários estilos de vida ímpios sejam desculpados. Um homem pode ser um adúltero nada arrependido, mentiroso ou ladrão de banco, mas ele é salvo; é apenas "carnal". No entanto, como podemos ver em Tiago 2, uma profissão de fé vazia - uma que não resulte em uma vida de obediência a Cristo - é, na realidade, uma fé morta que não pode salvar.

O outro erro no que diz respeito a obras e fé é a tentativa de tornar obras parte do que nos justifica diante de Deus. A mistura de obras e fé para ganhar a salvação é totalmente contrária ao que a Bíblia ensina. Romanos 4:5 diz: "Mas, ao que não trabalha, porém crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é atribuída como justiça." Tiago 2:26 diz: “a fé sem obras é morta.” Não há nenhum conflito entre essas duas passagens. Somos justificados pela graça mediante a fé, e o resultado natural da fé no coração são obras que todos podem ver. As obras que seguem a salvação não nos justificam diante de Deus; elas simplesmente fluem do coração regenerado tão naturalmente como a água que flui de uma nascente.

A salvação é um ato soberano de Deus pelo qual um pecador não regenerado tem "o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo" derramado sobre ele (Tito 3:5), causando-o assim a nascer de novo (João 3:3). Quando isso acontece, Deus dá ao pecador perdoado um novo coração e põe um novo espírito dentro dele (Ezequiel 36:26). Deus tira o coração de pedra endurecido pelo pecado e enche-o com o Espírito Santo. O Espírito, em seguida, faz com que a pessoa salva ande em obediência à Palavra de Deus (Ezequiel 36:26-27).

A fé sem obras é morta porque revela um coração que não foi transformado por Deus. Quando somos regenerados pelo Espírito Santo, a nossa vida irá demonstrar essa nova vida. Nossas obras serão caracterizadas pela obediência a Deus. A fé invisível se tornará visível pela produção do fruto do Espírito em nossas vidas (Gálatas 5:22). Os cristãos pertencem a Cristo, o Bom Pastor. Como Suas ovelhas, nós ouvimos a Sua voz e o seguimos (João 10:26-30).

A fé sem obras é morta porque a fé resulta em uma nova criação, não uma repetição dos mesmos padrões de comportamento pecaminoso. Como Paulo escreveu em 2 Coríntios 5:17: "E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas."

A fé sem obras é morta porque vem de um coração que não foi regenerado por Deus. Profissões vazias de fé não têm poder para mudar vidas. Aqueles que afirmam ter fé, mas que não possuem o Espírito, vão ouvir o próprio Cristo dizer-lhes: "nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniquidade" (Mateus 7:23).

Fonte: GotQuestion

Por Litrazini
Graça e Paz

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

FÉ E OBRAS

De que adianta, meus irmãos, alguém dizer que tem fé, se não tem obras? Acaso a fé pode salvá-lo?  [Tiago 2.14]

Muitos supõem que Tiago e Paulo tinham opiniões diferentes sobre o tema da justificação, ou, em outras palavras, como os pecadores poderiam ser aceitos e considerados justos aos olhos de Deus.

Por conta dessa aparente discórdia teológica, Lutero excluiu a carta de Tiago do cânon de seu Novo Testamento por considerá-la uma “carta de palha”.

Há uma aparente discordância entre esses dois apóstolos. Enquanto Paulo ensina que “o homem é justificado pela fé, independente da obediência à Lei” (Rm 3.28), Tiago escreve: “Vejam que uma pessoa é justificada por obras, e não apenas pela fé” (Tg 2.24). Entretanto, ambos citam Abraão como exemplo, em apoio aos seus argumentos.

A discordância, no entanto, é mais imaginária que real. Paulo e Tiago exerceram ministérios diferentes, mas não pregaram uma mensagem diferente. Eles proclamaram o mesmo evangelho, mas com ênfases distintas. Eles enfatizaram coisas diferentes porque seus opositores eram diferentes.

Paulo enfrentou oposição dos judeus legalistas ou judaizantes, que pregavam a justificação pelas obras, em obediência à Lei. Os oponentes de Tiago, por outro lado, eram intelectuais judeus, que defendiam a justificação pela fé, mas baseada numa rígida ortodoxia.

Paulo insistiu com os judaizantes que a justificação não era pelas obras, mas pela fé, enquanto Tiago insistiu com os intelectuais que a justificação não dependia de uma fé ortodoxa (pois os demônios também creem, e estremecem!), mas de uma fé viva.

Ambos os apóstolos esclareceram o significado da fé autêntica, a saber, que ela é uma fé viva, atuante. “Eu lhe mostrarei a minha fé pelas obras” (Tg 2.18); “a fé que atua pelo amor”, escreveu Paulo (Gl 5.6). Não podemos ser salvos pelas obras, no entanto, não podemos ser salvos sem elas.

O papel das obras não é obter a salvação, mas evidenciá-la; não é tentar conseguir a salvação, mas confirmar que somos salvos. Paulo e Tiago ensinaram que a fé autêntica produz obras, porém Paulo enfatizou a fé que resulta em obras, enquanto Tiago enfatizou as obras que resultam da fé. Ambos concordavam que a fé sem obras é morta.

Que aproveita se alguém disser que tem fé, e não tiver as obras? Porventura a fé pode salvá-lo? E, se o irmão ou a irmã estiverem nus, e tiverem falta de mantimento quotidiano, E algum de vós lhes disser: Ide em paz, aquentai-vos, e fartai-vos; e nào lhes derdes as coisas necessárias para o corpo, que proveito virá daí?

Assim também a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma. Mas dirá alguém: Tu tens a fé, e eu tenho as obras; mostra-me a tua fé sem as tuas obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras. Tu crês que há um só Deus; fazes bem. Também os demônios o crêem, e estremecem. Mas, ó homem vão, queres tu saber que a fé sem as obras é morta? Porventura o nosso pai Abraão não foi justificado pelas obras, quando ofereceu sobre o altar o seu filho Isaque? Bem vês que a fé cooperou com as suas obras, e que pelas obras a fé foi aperfeiçoada.E cumpriu-se a Escritura, que diz: E creu Abraão em Deus, e foi-lhe isso imputado como justiça, e foi chamado o amigo de Deus.

Vedes então que o homem é justificado pelas obras, e não somente pela fé.E de igual modo Raabe, a meretriz, não foi também justificada pelas obras, quando recolheu os emissários, e os despediu por outro caminho? Porque, assim como o corpo sem o espírito está morto, assim também a fé sem obras é morta. (Tg.2.14-26)

Retirado de A Bíblia Toda, o Ano Todo [John Stott]. Editora Ultimato.

Por Litrazini
http://www.kairosministeriomissionario.com/


Graça e Paz