"Alegrem-se sempre no Senhor; outra vez digo: alegrem-se!" [Filipenses 4.4]

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quarta-feira, 9 de outubro de 2013

A providência de Deus

Costuma-se dizer que o nome de Deus não aparece no livro de Ester. 

A presença de Deus é mais importante que a simples menção de seu nome. Deus está presente na história do povo judeu no livro que tem o nome de uma plebéia estrangeira que se tornou esposa do rei Assuero, cujo império tinha cento e vinte e sete províncias.

Há um detalhe muito significativo no primeiro versículo do capítulo três de Ester: “Depois destas coisas, o rei Assuero engrandeceu a Hamã, e o exaltou, e lhe pôs o trono acima de todos os príncipes que estavam com ele”. O texto diz que Assuero engrandeceu a Hamã depois de ter engrandecido a Ester, fazendo-a rainha e dando-lhe uma coroa, apesar de sua condição humilde (a moça era uma exilada que perdera os pais na infância e fora criada pelo primo Mordecai). 

Embora os dois livros anteriores — Esdras e Neemias — falem muito sobre casamentos mistos, de judeus com não judeus, tem-se como providencial o casamento da jovem judia com o monarca gentio. Era Deus agindo soberanamente. Além de casar-se com Ester, Assuero a amou “mais do que a todas as mulheres, e ela alcançou perante ele favor e benevolência mais do que todas as virgens” (Et 2.17).

Estava, então, muito bem montada a providência por meio da qual Deus iria resguardar o seu povo de uma tragédia coletiva pior que o Holocausto imposto pelo nazismo durante a Segunda Grande Guerra.

Porque o primo de Ester não se inclinava nem se prostrava diante do vaidoso Hamã, este arquitetou o plano de mandar matar de vez todos os judeus, moços e velhos, crianças e mulheres, e de lhes saquear os bens, em todas as cento e vinte e sete províncias do vasto império, em um único dia, sob a alegação de que eles tinham leis diferentes das leis de todos os povos 

E enviaram-se as cartas por intermédio dos correios a todas as províncias do rei, para que destruíssem, matassem, e fizessem perecer a todos os judeus, desde o jovem até ao velho, crianças e mulheres, em um mesmo dia, a treze do duodécimo mês (que é o mês de Adar), e que saqueassem os seus bens. (Et 3.13).

Convencido pelo astuto Hamã, Assuero deu o seu aval e ainda lhe emprestou o seu anel-sinete, no qual havia gravações em alto-relevo para carimbar documentos oficiais Então tirou o rei o anel da sua mão, e o deu a Hamã, filho de Hamedata, agagita, adversário dos judeus.  (Et 3.10).

O plano diabólico de Hamã daria certo se antes Deus não tivesse colocado uma judia ao lado do rei. Graças à corajosa e inteligente atuação da rainha Ester, o projeto fracassou e os milhares de judeus espalhados pelo império medo-persa foram poupados, apesar do decreto real e de todas as medidas tomadas.

O Deus cujo nome não aparece em Ester é um Deus providente, que age antes dos homens e antes da história. Acreditar neste Deus traz segurança, seja qual for a circunstância contrária.

A própria salvação do homem, por meio do sacrifício vicário de Jesus Cristo, foi elaborada antes da queda do gênero humano, antes mesmo da fundação do mundo, embora manifesta muito depois:

E, se invocais por Pai aquele que, sem acepção de pessoas, julga segundo a obra de cada um, andai em temor, durante o tempo da vossa peregrinação, Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que por tradição recebestes dos vossos pais, Mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado, O qual, na verdade, em outro tempo foi conhecido, ainda antes da fundação do mundo, mas manifestado nestes últimos tempos por amor de vós; E por ele credes em Deus, que o ressuscitou dentre os mortos, e lhe deu glória, para que a vossa fé e esperança estivessem em Deus; (1 Pe 1.17-21).

Retirado de “Pastorais para o Terceiro Milênio” (Elben César). Editora Ultimato, 2000.

Por Litrazini

Graça e Paz


sexta-feira, 19 de julho de 2013

O amor inabalável de Deus

Estou convencido de que nem morte nem vida, nem anjos nem demônios [...] nem altura nem profundidade, nem qualquer outra coisa na criação será capaz de nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.Romanos 8.38-39

Romanos 8 é, sem dúvida, um dos capítulos mais conhecidos da Bíblia, especialmente os doze versículos finais, em que Paulo alcança as mais sublimes alturas. Depois de descrever os principais privilégios dos cristãos justificados — paz com Deus, união com Cristo, liberdade da lei e vida no Espírito — a mente de Paulo, guiada pelo Espírito, passa a desvendar todo o plano e propósito de Deus, da eternidade passada à eternidade ainda por vir.

Ele começa citando cinco convicções inabaláveis (v. 28):Deus age em todas as coisas; ele age para o bem do seu povo; ele age assim para aqueles que o amam, e que foram chamados, de acordo com o seu propósito. Sabemos de tudo isso, Paulo escreve, mas nem sempre entendemos.

A seguir, vêm cinco afirmações inegáveis (v. 29-30), que descrevem em detalhes aquilo que Paulo quis dizer com “propósito” de Deus. Elas se referem ao povo de Deus, a quem Deus conheceu de antemão (isto é, que ele decidiu amar) e predestinou para serem conformes a imagem de seu Filho; a quem também chamou para si através do evangelho, justificou, e por fim, glorificou. Nossa glorificação é expressa como algo que aconteceu no passado, pois ela já está garantida, apesar de só acontecer no futuro.

Assim, Paulo se desloca do passado para o futuro, até finalmente, chegar a cinco perguntas irrespondíveis:

1. “Se Deus é por nós, quem será contra nós?” (v. 31).
2. “Aquele que não poupou seu próprio Filho, mas o entregou por todos nós, como não nos dará juntamente com ele, e de graça, todas as coisas?” (v. 32).
3. “Quem fará alguma acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica” (v. 33).
4. “Quem os condenará? Foi Cristo Jesus que morreu; e mais, que ressuscitou e está à direita de Deus, e também intercede por nós” (v. 34). 
5. “Quem nos separará do amor de Cristo?” (v. 35).

Assim, Paulo nos apresentou cinco convicções acerca da providência de Deus, cinco afirmações sobre seu propósito e cinco perguntas sobre seu amor.

Todas juntas nos dão cinco certezas a seu respeito. Necessitamos urgentemente dessas certezas, pois no mundo de hoje não encontramos firmeza em lugar nenhum.

E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. Porque os que dantes conheceu também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. 

E aos que predestinou a estes também chamou; e aos que chamou a estes também justificou; e aos que justificou a estes também glorificou. Que diremos, pois, a estas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós? Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes o entregou por todos nós, como nos não dará também com ele todas as coisas? Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica. [...] Por amor de ti somos entregues à morte todo o dia; Somos reputados como ovelhas para o matadouro. Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou. 

Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, Nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor. (Romanos 8.28-39).

Retirado de A Bíblia Toda, O Ano Todo (Editora Ultimato, 2007)

Por Litrazini
http://www.kairosministeriomissionario.com/

Graça e Paz