quinta-feira, 4 de julho de 2013

Renda-se à sede por Deus

Quando você se rende à sede, não se importa mais com o que diz. Dirá: "Se eu somente puder tocar na bainha de seu manto... se eu puder ter um encontro com Ele". Se você chegar ao ponto de correr o ris­co de perder o controle da situação, a minha pergunta é: Por que tentar man­ter o controle? Quando você não sabe se ri ou se chora, você pode estar em uma boa posição.

E possível que a plenitude e o vazio existam lado a lado? Sim.
A profunda satisfação e a sede infinita podem coexistir em um coração? Sim.
Como podem a alegria e a dor almejar irradiar na mes­ma face, ao mesmo tempo?

Pergunte a Esdras, o sacerdote do Antigo Testamento. Ele sabia a resposta. Davi, o salmista, e Paulo, o apóstolo, também. Eles viviam constantemente neste estranho estado de tensão celestial entre o desejo consumidor e a satisfação esmagadora da presença dele.

No dia em que você se arrependeu se seus pecados e recebeu a Jesus Cristo como Senhor e Salvador, pensou que tinha tirado "o máximo" de Deus para abastecê-lo para o resto da vida. O dia da sua salvação foi somente o início de uma vida nova como um "novo filho".

Você precisa de constante exposição à Palavra, ao Espí­rito, ao povo de Deus, à igreja. A presença de Deus é o ar que nosso homem espiritual respira. Não foi em tom de brincadeira que Jesus se intitulou de "O Pão da Vida". Ele é verdadeiramente o nosso alimento, água, alegria, rocha e escudo, quem nos cura, nos liberta, redime, nosso pastor, grande sumo sacerdote, advogado.

Jesus disse: "pois sem mim vocês não podem fazer coisa alguma". O que isso significa? Os ramos de uma videira são "gratos" por pertencerem à videira e à raiz. Mas, também têm necessidade de tirar mais e mais sus­tento da videira. Essa é a figura de Deus sobre a gratidão e a ansiedade ao mesmo tempo.

Mesmo o maior adorador saiu da presença de Deus sedento
O rei Davi talvez tenha sido o mai­or líder de louvor e adoração de to­dos os tempos. Ele estabeleceu pa­drões de adoração que ainda tentamos igualar. Fez isso antes da Cruz e do advento do Espírito San­to. Contudo, o mesmo homem que sentava-se na presença de Deus, no "tabernáculo de Davi", ao ar livre, disse ao Senhor:

Como a corça anseia por águas correntes, a minha alma anseia por ti, ó Deus. A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo. Quando poderei entrar para apresentar-me a Deus?

Jacó, o patriarca do Antigo Testamento, teve um pas­sado parecido com o de muitos de nós. Quando Deus come­çou a trabalhar nele, tornou-se um homem ansioso. Estava grato pela visão da escada que tocava o céu e pela confirmação das promessas que Deus havia feito ao seu pai, mas queria muito mais.

Estava tão ansioso por um milagre e uma segunda chance que lutou a noite inteira com um homem que muito provavelmente era o próprio Cristo pré-encarnado. Nessa luta, Jacó recusou-se a soltá-lo até que recebes­se a bênção. Estava louco por um recomeço. Queria um novo nome. Então, o Senhor o chamou de Israel e o abençoou. Deu também a Jacó um ferimento permanente no quadril para que se lembrasse das suas necessidades perante Deus.

Simeão era um idoso guerreiro de oração, numa época de apostasia. Orava constantemente no templo de Jerusalém. Simeão obtinha conforto nas promessas de Deus, mas queria mais. Deus lhe prometeu que veria o Messias de Israel antes de morrer.

Muitos anos se passaram até que o dia chegou e final­mente viu o pequeno Jesus no templo. Naquele momento, a represa profética se rompeu no coração de Simeão e ele profetizou a respeito de Jesus. Desde o fim da era dos pro­fetas, quatrocentos anos antes, essas talvez tenham sido as primeiras palavras de profecia ouvidas em Israel. Ele expressou abertamente sua gratidão pelas promessas de Deus, mas foi sua sede por mais que o manteve vivo o sufi­ciente para profetizar sobre o Messias e vê-lo.

João, o discípulo, era grato pela companhia do Senhor, mas seu anseio por estar mais perto de Jesus fez com que repousasse a cabeça no peito do Senhor a cada oportunidade que tinha. Po­demos considerar, com segurança, que João não se importava se os outros discípulos falavam dele, se o desprezavam, ou expres­savam o ciúme por causa de sua busca por mais do amor do Se­nhor. Tudo o que sabia era que, se o Mestre estivesse ao alcance de seu toque, ele iria direto ao seu coração.

O "vício por Deus" de João não é algo que devamos desprezar, mas sim perseguir e reproduzir em nossa vida. O vício de João pela presença de Deus continuou por toda a sua vida, muito depois de Jesus ter ascendido para o Pai e da empolgação dos primeiros dias ter passado.

Extraído do Livro Os Descobridores de Deus de Tommy Tenney

Por Litrazini
http://www.kairosministeriomissionario.com/

Graça e Paz


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