A cruz é uma realidade. Ainda que
alguns tentem escondê-la, ela é o maior símbolo do Cristianismo.
Há tentativas de transformar a fé
cristã numa religião da negação do sofrimento, da exaltação, do prazer e da
prosperidade.
Mas o Cristianismo, embora
considere alegria, prazer, prosperidade, frutos da vida cristã, não tem vergonha
da cruz; pelo contrário, a considera o poder de Deus.
Não foge da cruz, mas a assume a
cada dia.
Afinal, foi esta a ordem de
Jesus: “Dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a
dia tome a sua cruz e siga-me. Pois quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á;
quem perder a vida por minha causa, esse a salvará.” (Lc 9.23-24).
Não escolher a cruz, nos termos
das palavras de Jesus, é escolher o mundo, é perder a verdadeira vida.
“Esta cruz é colocada sobre cada
crente. O primeiro sofrimento cristão que cada qual tem de experimentar é a
chamada para cortar a ligação com este mundo.
É a morte do homem velho no
encontro com Jesus Cristo.
Quem entra para o discipulado
entrega-se à morte de Jesus, expõe a sua vida à morte; desde o princípio que
assim é;
A cruz não é o fim pavoroso de
uma vida piedosa, feliz, antes se ergue no começo da comunhão com Jesus Cristo.
Cada chamada de Cristo conduz à
morte.
Quer, com os primeiros
discípulos, devamos abandonar casa e profissão para O seguir, quer, com Lutero,
saiamos do claustro para ingressar na vida secular, em ambas as coisas a mesma
morte nos aguarda, a morte em Jesus Cristo, a extinção do nosso velho homem na
chamada de Jesus.” (Rev Dietrich Bonhoeffer)
Transcrito Por Litrazini
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Graça e Paz

