"Alegrem-se sempre no Senhor; outra vez digo: alegrem-se!" [Filipenses 4.4]

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quinta-feira, 1 de outubro de 2015

POR QUE DEVO ACREDITAR NO INFERNO?

Os horrores do inferno são tão intensos que nos fazem instintivamente recuar em descrença e dúvida. Todavia, existem razões convincentes de que devemos apagar essas dúvidas de nossa mente.

Primeiro, Cristo, o Criador do cosmos, falou com clareza sobre a realidade irrevogável do inferno. Ele passou mais tempo falando sobre o inferno do que sobre o céu. No Sermão da Montanha (Mateus 5—7), Ele alertou seus seguidores explicitamente quanto aos perigos do inferno diversas vezes. No Sermão Profético no Monte das Oliveiras (Mateus 24—25), Cristo avisou seus seguidores repetidas vezes do julgamento por vir. E, em sua famosa história do rico e Lázaro (Lucas 16.19-31), Cristo retratou vividamente a finalidade do tormento eterno no inferno.

Além disso, o conceito de escolha requer acreditarmos no inferno. Sem o inferno, não existe escolha, o céu não seria céu; o céu seria inferno. Os justos herdariam um céu falsificado, e os ímpios ficariam encarcerados no céu contra a sua vontade, o que seria uma tortura pior do que o inferno.

Imagine passar toda a vida voluntariamente distanciado de DEUS, só para se encontrar involuntariamente envolvido em sua amável presença por toda a eternidade; a alternativa para o inferno é pior do que o próprio inferno, pois as pessoas, feitas à imagem de Deus, seriam desprovidas da liberdade e forçadas a adorar a contragosto.

Cristo passou mais tempo falando sobre o inferno do que sobre o céu.

Finalmente, o senso comum também declara que sem o inferno não há necessidade de um Salvador. Não é preciso falar muito sobre o absurdo de sugerir que o Criador deveria sofrer mais do que os sofrimentos acumulados para toda a humanidade, se não houvesse inferno do qual nos salvar.

Sem o inferno, não há necessidade de salvação. Sem salvação, não há necessidade de um sacrifício. E sem um sacrifício, não há necessidade de um Salvador. Quanto mais queremos pensar que tudo será salvo, mais o senso comum impede essa possibilidade.

“E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna e outros para vergonha e desprezo eterno” (Daniel 12.2).

“Ora, havia um homem rico, e vestia-se de púrpura e de linho finíssimo, e vivia todos os dias regalada e esplendidamente. Havia também um certo mendigo, chamado Lázaro, que jazia cheio de chagas à porta daquele. E desejava alimentar-se com as migalhas que caíam da mesa do rico; e os próprios cães vinham lamber-lhe as chagas. E aconteceu que o mendigo morreu e foi levado pelos anjos para o seio de Abraão; e morreu também o rico e foi sepultado.

E, no Hades, ergueu os olhos, estando em tormentos, e viu ao longe Abraão e Lázaro, no seu seio. E, clamando, disse: Abraão, meu pai, tem misericórdia de mim e manda a Lázaro que molhe na água a ponta do seu dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama. Disse, porém, Abraão: Filho, lembra-te de que recebestes os teus bens em tua vida, e Lázaro, somente males; e, agora, este é consolado, e tu, atormentado. E, além disso, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que quisessem passar daqui para vós não poderiam, nem tampouco os de lá, passar para cá.

E disse ele: Rogo-te, pois, ó pai, que o mandes à casa de meu pai, pois tenho cinco irmãos, para que lhes dê testemunho, a fim de que não venham também para este lugar de tormento. Disse-lhe Abraão: Eles têm Moisés e os Profetas; ouçam-nos. E disse ele: Não, Abraão, meu pai; mas, se algum dos mortos fosse ter com eles, arrepender-se-iam. Porém Abraão lhe disse: Se não ouvem a Moisés e aos Profetas, tampouco acreditarão, ainda que algum dos mortos ressuscite.

HANK HANEGRAAFF

Por Litrazini

Graça e Paz


sábado, 4 de abril de 2015

JESUS DESCEU AO INFERNO ENTRE SUA MORTE E RESSURREIÇÃO?

A ALMA DE JESUS FOI AO INFERNO NO PERÍODO ENTRE SUA MORTE E RESSURREIÇÃO?

Há bastante confusão em relação a esta pergunta. Este conceito vem principalmente do Credo dos Apóstolos, que afirma: “Ele desceu até o Inferno.”

Há também algumas poucas Escrituras que, dependendo de como são traduzidas, descrevem a ida de Jesus ao “Inferno”. Estudando esta questão, é importante que primeiramente possamos compreender o que a Bíblia nos ensina a respeito da “esfera” dos mortos.

Nas Escrituras Hebraicas, a palavra usada para descrever a esfera dos mortos é “Seol”. Esta palavra simplesmente significa “lugar dos mortos” ou o “lugar das almas/espíritos que partiram”. A palavra grega do Novo Testamento que é usada para inferno é “Hades”, que também se refere ao “lugar dos mortos”.

Outras Escrituras no Novo Testamento indicam que Seol/Hades é um lugar temporário, onde as almas ficam enquanto aguardam a ressurreição e julgamento final. Apocalipse 20:11-15 dá a distinção clara entre os dois. Inferno (o lago de fogo) é o lugar final e definitivo de julgamento para os perdidos. Hades é um lugar temporário. Então, não, Jesus não foi ao “Inferno” porque “Inferno” é uma esfera futura que somente entrará em vigor após o Julgamento do Grande Trono Branco (Apocalipse 20:11-15).

Seol/Hades é uma esfera com duas divisões (Mateus 11:23; 16:18; Lucas 10:15; 16:23; Atos 2:27:31), o território dos salvos e o dos perdidos. O território dos salvos é chamado “Paraíso” e “Seio de Abraão”. Os territórios dos salvos e dos perdidos são separados por um “grande abismo” (Lucas 16:26).

Quando Jesus subiu aos Céus, Ele levou consigo os ocupantes do Paraíso (os crentes) (Efésios 4:8-10). O lado perdido do Seol/Hades permaneceu intacto. Todos os mortos incrédulos para lá vão e esperam seu futuro julgamento final.

JESUS FOI AO SEOL/HADES?
Sim, de acordo com Efésios 4:8-10 e I Pedro 3:18-20.

Parte desta confusão surgiu de passagens como Salmos 16:10-11: “Pois não deixarás a minha alma no inferno, nem permitirás que o teu Santo veja corrupção. Far-me-ás ver a vereda da vida...” “Inferno” não é a tradução correta deste versículo. Uma leitura correta seria “a sepultura” ou “Seol”.

Na Cruz, anos mais tarde, Jesus disse ao ladrão ao Seu lado: “Hoje mesmo estarás comigo no Paraíso” (Lucas 23:43). O corpo de Jesus estava na tumba; Sua alma/espírito foi para o lado do “Paraíso” de Seol/Hades. Então Ele removeu do Paraíso todos os justos que já haviam morrido e os levou consigo aos Céus. Infelizmente, em muitas traduções da Bíblia, os tradutores não são consistentes ou corretos quando traduzem as palavras hebraica e grega para “Seol”, “Hades” e “Inferno”.

Alguns defendem o ponto de vista de que Jesus foi ao “Inferno” ou ao lugar de sofrimento do Seol/Hades a fim de receber ainda mais punição por nossos pecados. Essa ideia não tem nenhum respaldo bíblico.

Foi a morte de Jesus na Cruz e Seu sofrimento em nosso lugar que, de forma suficiente, promoveram a nossa redenção. Foi Seu sangue derramado que validou o perdão dos nossos pecados (I João 1:7-9). Quando estava pendurado na Cruz, Ele tomou sobre Si o fardo do pecado de toda a raça humana. Ele se fez pecado por nós: “Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus” (2 Coríntios 5:21).

O peso do pecado nos ajuda a compreender pelo que passou Cristo no Jardim do Getsêmani em sua luta com o cálice do pecado que sobre Ele seria derramado na cruz.

Na Cruz, Cristo, com grande voz exclamou: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?”, e foi neste exato momento que foi separado do Pai por causa do pecado sobre Ele derramado. Quando entregou o Seu espírito, disse: “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito”. O Seu sofrimento em nosso lugar estava completo. Sua alma/espírito foi à parte do Hades correspondente ao Paraíso.

Jesus não foi ao Inferno. O sofrimento de Jesus terminou no momento em que morreu. O pagamento pelo pecado estava feito. Ele então aguardou a ressurreição do Seu corpo e o retorno a Sua glória durante a ascensão.

Jesus foi ao Inferno? Não. Jesus foi ao Seol/Hades? Sim.

Fonte: GotQuestion

Por Litrazini

Graça e Paz