"Alegrem-se sempre no Senhor; outra vez digo: alegrem-se!" [Filipenses 4.4]

quinta-feira, 24 de outubro de 2019

VIVENDO POR PRINCÍPIOS, NÃO POR REGRAS


“E aconteceu que, concluindo Jesus este discurso, a multidão se admirou da sua doutrina; Porquanto os ensinava como tendo autoridade; e não como os escribas” [Mateus 7:28-29].

No livro de Mateus, nos capítulos 5 à 7, vemos o famoso Sermão do Monte onde, em resumo, Jesus trata acerca da forma como a Lei, as ordenanças de Deus, devem ser aplicadas. Jesus não fala sobre legalismo, mas sim de como viver na prática as ordenanças de Deus. Ele não foca as bençãos e maldições consequentes de nossa posição quanto a isso, mas sim a necessidade de viver segundo os princípios das ordenanças, não simplesmente obedecer às regras.

Ao final desse discurso vemos, segundo o texto em destaque, que de fato os ensinamentos proferidos neste tão rico sermão são de um teor até então não observado. Jesus mencionou a lei, ordenou a obediência, mas ensinou a obedecê-la com sinceridade. Não pregou o legalismo, mas sim toda a profundidade do Reino de Deus.

Li recentemente mais um artigo discutindo a legalidade do dízimo. E como é de praxe foi seguido de uma calorosa discussão entre os leitores. Contudo, o que se vê, na maior parte dos comentários sérios é uma dualidade de ideias diametralmente opostas: de um lado, aqueles que afirmam que o dízimo é uma farsa apoiados em textos sobre a revogação da Lei em Cristo, de outro lado, aqueles que defendem o dízimo como uma obrigação apoiados por textos que sugerem que Cristo apoia (ou pelo menos não proibiu) o dízimo. Como vemos, a discussão ocorre em torno da questão da legalidade, da aceitação – ou não – da Lei.

Se lermos Gálatas 3:24 veremos que a Lei foi dada para cuidar do homem até a vinda de Cristo. Ou seja, a obediência a essas regras serviriam para manter o coração do homem preparado para receber a Cristo. Mas por quê então ela deveria ser revogada? Notamos, pelo Sermão do Monte, que, apesar da Bíblia nos garantir diversas vezes que não o homem não está mais sob o julgo, sob a maldição, da Lei, os princípios nos quais essas regras foram fundamentadas permanecem passíveis de observância, caso contrário, Jesus não teria citado-os.

Lembre-se: a Bíblia é um livro de princípios, não de regras. Um exemplo disso vemos em Mateus 5:21-22: “Ouvistes que foi dito aos antigos: Não matarás; mas qualquer que matar será réu de juízo. Eu, porém, vos digo que qualquer que, sem motivo, se encolerizar contra seu irmão, será réu de juízo; e qualquer que disser a seu irmão: Raca, será réu do sinédrio; e qualquer que lhe disser: Louco, será réu do fogo do inferno”. Um assassinato nunca ocorre senão precedido de cólera; a abstenção da cólera certamente evitará o assassinato. Jesus não simplesmente pediu para seguirmos a regra “não matarás”, mas para vivermos o princípio do amor ao próximo, pois desta forma certamente a regra não será violada.

Por duas vezes (Mateus 9:13 e 12:7) Jesus afirmou: “Misericórdia quero, e não sacrifício”. Com isso ele diz que mais aceitável é o princípio da misericórdia do o sacrifício previsto na Lei. E isso não é algo novo. Veja Oséias 6:6: “Porque eu quero a misericórdia, e não o sacrifício; e o conhecimento de Deus, mais do que os holocaustos”.

Já no antigo testamento Deus já desejava que os princípios de sua Lei, de seu Reino, estivesse nos corações dos homens. Por isso ele determinou a Lei, para que os corações estivessem familiarizados com os princípios. Mas infelizmente, como naqueles tempos, ainda muitos têm vivido sobre o julgo do legalismo. Há dois grupos de pessoas sob esse julgo:

Aqueles que obedecem a Lei por medo da maldição advinda pela desobediência; Aqueles que obedecem a Lei como uma forma de receber as bênçãos prometidas.

O primeiro grupo, se esquece que somos redimidos por Cristo (Romanos 3:24) e portanto não podemos esperar que a justiça venha da Lei, pois estaríamos dizendo que o sacrifício de Cristo foi em vão (Gálatas 2:21).

O segundo grupo se esquece que todos somos pecadores (Romanos 3:23; 1 João 1:8) e portanto não somos de forma alguma merecedores das bênçãos, mas a recebemos unicamente por conta do amor incondicional de Deus.

Diante de tudo isso, o que fazer? A Bíblia nos orienta que devemos buscar uma profunda transformação de nosso ser (Efésios 4:24; Romanos 12:2, João 4:23-24). Cristo não nos quer condicionados a regras que observamos inconscientemente, mas nos quer transformados, vivendo sobre Seus princípios, não sob regras. E com o nosso ser transformado, não somos “obrigados” a fazer algo, mas sentimos o desejo (ou até a necessidade) de fazê-lo por princípio, por amor. Isso deve ser espontâneo, nunca forçado.

Se verdadeiramente buscarmos o Reino de Deus e o que Ele representa, vivermos em comunhão com o Espírito Santo e humildemente aceitarmos Seu direcionamento, certamente estaremos obedecendo e vivendo por princípios, não por regras. Lembre-se: isso não é uma filosofia, mas é algo bem prático. Se não nos dedicarmos à oração, ao jejum e à leitura da Bíblia, tenha por certo que não atingiremos tal objetivo.

Neto Casaroli

Por Litrazini
Graça e Paz

quarta-feira, 23 de outubro de 2019

10 MAIORES ERROS QUE AS PESSOAS COMETEM NO CAMPO MISSIONÁRIO


Assim como em tudo na vida, há um jeito certo e um jeito errado de se envolver no trabalho missionário. Com suas experiências no campo, o autor americano J. Lee Grady listou dez erros que as pessoas geralmente cometem em outras nações:

1. AGIR COMO UM MIMADO
Se você for para um país pobre, prepare-se para chuveiros frios, insetos e escorpiões, falta de energia, banheiros sujos, trânsito maluco e comida estranha. Decida que, antes de sair, você não vai deixar uma reclamação sair de sua boca. Seja flexível e gracioso. Concentre-se no positivo, mergulhe na beleza do país e volte para casa com uma gratidão renovada por suas bênçãos.

2. ACHAR QUE O SEU CONHECIMENTO O TORNA SUPERIOR
Você não está viajando para ensinar aos pobres e ignorantes aquilo que você sabe. Se esse é seu pensamento, faça o favor de ficar em casa! Você está indo para servir. Maior parte do meu conhecimento sobre o ministério veio de pessoas humildes que eu conheci em outros países. Quer você esteja ensinando, pregando, construindo orfanatos ou alimentando os pobres, lave os pés das pessoas. Espere aprender lições poderosas de pessoas que você está visitando.

3. CONSTRUIR RELACIONAMENTOS BASEADOS EM DINHEIRO
As pessoas em países pobres tendem a pensar que somos ricos, e eles serão tentados a olhar para nós, em vez de olhar para a provisão de Deus. Não seja conduzido pelo dinheiro, não ostente relógios caros ou joias, e não distribua dinheiro para todos que encontrar. Deixe seus novos amigos terem uma verdadeira amizade com você, e não apenas dependam das finanças.

4. FAZER EXIGÊNCIAS
Eu sei que os pregadores da prosperidade esperam um tratamento real quando vão para países estrangeiros. Certa vez, um homem disse a seu anfitrião que precisava de um hotel, que custava mil dólares por noite, em uma nação onde a maioria das pessoas vivem em apartamentos apertados, no estilo soviético. O Apóstolo Paulo dizia estar disposto a viver com as pessoas em seu nível. Se Jesus se dispôs a entrar neste mundo em uma manjedoura, devemos estar dispostos a deixar de lado os nossos gostos caros.

5. QUEBRAR PROMESSAS
Quando você se envolve profundamente com uma igreja em outro país, você vai se apaixonar por e querer fazer todo o possível para ajudá-los. Mas não prometa coisas que você não pode entregar. Sempre lembre a eles e a si mesmo de orar e esperar no Senhor. E se você entrar em uma parceria, sempre honre as promessas que fez.

6. TER NA EQUIPE PESSOAS NÃO COMPROMETIDAS COM JESUS
Eu conheço uma jovem que foi em uma viagem missionária para a África com sua igreja e acabou dormindo com um homem desse país. Qualquer pessoa que vai a uma viagem missionária precisa da verificação de antecedentes e recomendação de um pastor. Viagens missionárias nunca devem ser vistas como oportunidades para "turismo religioso" por pessoas imaturas, que anseiam por uma aventura. O comportamento dos membros da equipe devem honrar a Cristo.

7. SE UNIR A IGREJAS NO EXTERIOR SEM VERIFICÁ-LAS
Semanalmente eu recebo pedidos de pastores estrangeiros me chamando para visitar sua igreja, apoiar seus programas ou fazer cruzadas evangelísticas em suas aldeias. No Paquistão, alguns cristãos sem escrúpulos vasculham a internet em busca de igrejas que vão lhes enviar dinheiro. Algumas pessoas que se apresentam como pastores falam sobre doações e, em seguida, desaparecem. Se você estiver fazendo um trabalho de missão, você terá o dom do discernimento. 

8. FAZER UM "BATE E VOLTA" NAS MISSÕES
Quando eu visito um país, quase sempre acabo voltando, porque eu construí relacionamentos com os ministérios. O trabalho missionário deve ter uma parceria a longo prazo. Se a sua igreja está planejando iniciar um programa de missões, não basta espalhar sua semente aqui e ali. É preciso ter espírito de oração, investir em alguns lugares e deixar que o Espírito Santo se conecte com essas pessoas para a vida toda.

9. DESVIRTUAR SEU TRABALHO
Exagero é mentira. Não há nada mais desagradável do que um cristão que aumenta as estatísticas para chamar a atenção ou levantar fundos. Se você construir o seu ministério em meias-verdades, você terá rachaduras em sua fundação. Seja honesto, seja responsável e diga a verdade.

10. FOCAR APENAS NOS NÚMEROS
Há uma enorme pressão no trabalho missionário para provar nossa eficácia no número de pessoas. Mas o reino de Deus não está em fazer multidões, mas sim em fazer discípulos. Alguns dos meus momentos mais poderosos no campo de missão estavam em pequenas reuniões, em que Deus mudou algumas vidas para sempre e, em seguida, as pessoas transformaram mais vidas. Não fico impressionado quando alguém diz que 5 mil pessoas aceitaram Jesus. Eu quero saber se esses convertidos foram acompanhados, e levados à igreja para o discipulado.

Fonte: Guiame, com informações de Charisma News

Por Litrazini
Graça e Paz