terça-feira, 7 de março de 2017

TORNAR-SE ALVO! TAPAR OS BURACOS! VOCÊ FARIA ISSO?

Oração, falando de maneira geral, significa falar com Deus. Intercessão é vir a Deus em favor de outro. Toda intercessão é oração, mas nem toda oração é intercessão.

Intercessão é derivada do latim inter, que significa entre e cedere, que significa ir. Intercessão, então, é estar entre ou permanecer na brecha. Através do profeta Ezequiel, o Senhor diz: “E busquei entre eles um homem que estivesse tapando o muro, e estivesse na brecha perante mim por esta terra, para que eu não a destruísse; mas a ninguém achei” (Ez.22.30). Esta é uma clara referência à intercessão.

Intercessão é apenas um tipo de oração. Mas ela é tão importante que Jesus mesmo é descrito como sendo um intercessor. Jesus Cristo "está à direita de Deus, e também intercede por nós (Rm.8.34). Da mesma forma, o Espírito Santo, segundo a vontade de Deus, intercede pelos santos” (Rm.8.27). O Pai é claro, não é mencionado como intercessor porque é Ele a quem a intercessão é feita.

É bom deixar bem claro que os intercessores não são manipuladores da vontade de Deus, no Antigo Testamento, podemos citar em Jeremias 15.1, dois exemplos de intercessores: “Ainda que Moisés e Samuel se pusessem diante de mim, não seria a minha alma com este povo”, com isto Deus mostra que algumas coisas Ele já estabeleceu concretamente.

No Novo Testamento, Jesus é o intercessor por excelência. Sua oração por seu povo em João 17 revela o amoroso coração que Jesus tinha pelo povo e seu desejo de permanecer na brecha entre eles e o Pai. Até o dia de hoje Ele continua a interceder por nós. “Vivendo sempre para interceder (por seu povo)” (Hb.7.25).

O maior ministério dos intercessores é trazer à luz os propósitos de Deus, e muitos descrevem alguns de seus mais intensos períodos de intercessão como dores de parto. As mães sabem até melhor do que o apóstolo Paulo o completo significado desta afirmação: “Meus filhinhos, por quem de novo sinto as dores de parto, até que Cristo seja formado em vós” (Gl.4.19).

Os intercessores não são mais cristãos do que os evangelistas, os pastores, os profetas ou os mestres. Parte da diferença entre eles e outros não é quantas almas perdidas eles levaram a Cristo, mas o seu relacionamento íntimo com o Pai. Abertura e obediência são chaves para ouvir a Deus.

Embora haja várias e notáveis exceções a isto, a grande maioria dos intercessores são pessoas discretas. Não gostam de estar na frente. Não desejam que seus nomes sejam conhecidos por todos. Mesmo alguns que tem livros sobre intercessão prefeririam que seus nomes fossem deixados fora do livro, mas, de alguma forma e relutantemente, cedem à sabedoria dos editores e publicadores que sabem que o livro será mais largamente distribuído com o nome do que sem ele.

Intercessores tem seus altos e baixos. Tem os seus dias bons e seus dias maus. Podem sair da poderosa experiência no alto da montanha e mergulhar para dentro do vale. Um dos papéis dos líderes é entender isto e guiá-los através dos períodos de dificuldades, do mesmo modo como eles fazem.

Tempo de seca não é experiência incomum para os intercessores, pois, eles precisam ter um tempo de afinação espiritual de vez em quando para ver se estão orando pelos benefícios, ou se realmente estão orando e se agradando do Senhor pelo que Ele é, já que no coração do verdadeiro intercessor não há desejo maior do que um relacionamento íntimo com Deus.

Intercessores experimentados vêem muitas coisas acontecendo em suas igrejas que até mesmo os líderes não tem nenhuma idéia de que eles estão orando por isso. É uma verdadeira emoção para os intercessores.

A sua recompensa é o seu íntimo relacionamento com o Pai. Mais do que a maioria dos cristãos o faz, eles experimentam a plenitude do amor de Deus dia a dia e nada, nada, por melhor que seja, consegue substituir esse prazer de estar na presença do Pai Celestial.

Lidiomar T. Granatti

Por Litrazini

Graça e Paz

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