quarta-feira, 28 de novembro de 2018

PERSEVERANDO NA ORAÇÃO


Perseverar na oração não é “usar de vãs repetições” (o que desagrada a Deus – conf.  Mt 6.7), mas, antes, persistir nas orações, petições e intercessões, confiando na onipotência e onibenevolência divinas para fazer “infinitamente mais do que pedimos ou pensamos” (Ef 3.20). É assumir a postura do valoroso obreiro Epafras, de Colossos: “…Ele está sempre batalhando por vocês em oração…” (Cl 4.12, NVI).

Sim, a oração perseverante é uma batalha travada: contra o diabo, que quer nos privar da ligação direta com o céu e nos impedir de progredirmos na vida espiritual; contra o mundo, que quer nos distrair com seus entretenimentos e ativismos perniciosos; contra a nossa própria carne, que reluta para não se adequar ao padrão de santidade de Cristo.

Epafras “batalhava” em oração pelos crentes colossenses. A palavra grega é “agonizomai”,que sugere “competição”, “luta” ou “esforço demasiado” contra adversários. É literalmente agonizar na oração! O renomado pregador Leonard Ravenhill dizia: “temos muita gente que sabe organizar, mas poucos que querem agonizar”. Enquanto muitos questionam “onde está o Deus de Elias?”, aquele pregador inquiria: “Onde estão os Elias de Deus?”.

DEUS NÃO MUDOU, MAS NOSSAS ORAÇÕES MUDARAM

Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e o será para sempre (Hb 13.8). Mas e nós, temos nutrido o mesmo apetite pela oração? Temos persistido em nosso clamor pelos descrentes ou desviados? Temos perseverado na oração pelos governantes de nosso país? Temos orado persistentemente pelas famílias? Pelos povos ainda não alcançados pelo Evangelho? Pelas crianças do Brasil? Pelos jovens que sucumbem diante das drogas? Pelos pastores do rebanho do Senhor? Por nós mesmos? Por “todos os santos”? (Ef 6.18).

É verdade que precisamos encarar o hábito da oração como um santo e grandioso privilégio, todavia, mesmo quando não encontrarmos prazer na oração, continuemos orando mesmo assim, já que temos o “dever de orar sempre e não desfalecer” (Lc 18.1)! Orar é um dever de todo cristão!

A oração de um justo pode muito em seus efeitos, dizia Tiago, o irmão do Senhor (Tg 5.17). Veja-se, por exemplo, John Hyde, homem simples, de poucas palavras, mas que levou a Jesus cerca de 100 mil indianos, quando propôs firmemente em seu coração orar a Deus por salvação de almas naquele país! Pela oração,

Hyde galgou tão poderosa eloquência para falar aos perdidos do amor do Salvador, que certamente nem os melhores compêndios de homilética ou missiologia poderiam lhe dar! Aliás, já dizia o professor pentecostal Myer Pearlman, “A verdadeira eloquência não é uma questão de se dispor as palavras com perícia; é uma sequência de palavras que transbordam de um coração aceso com fogo celestial. O pregador verdadeiramente eloquente é aquele cujo coração foi inflamado com fogo dos altares do céu” .

Nem a mão de Deus se encurtou, nem os seus ouvidos se fecharam para nossas orações (Is 59.1); mas têm subido diante dele nossas preces? Tem os céus ouvido nossas vozes em súplicas, intercessões e clamores?

Somos nós parte daquilo que Emílio Conde muito bem chamou de exército invisível de intercessores?

A viúva da parábola de Jesus, estava em busca de uma solução para a sua adversidade. Por sua perseverança, foi atendida. Igualmente nós seremos atendidos por Deus, ainda que ao nosso pálido julgamento Ele pareça demorar-se (a demora de Deus é pedagógica! Por ela aprendemos a confiar na promessa, esperar em Deus e perseverar na fé). 

Na verdade, Deus não se demora, a gente é que se apressa! Aos fiéis suplicantes, está feita a conclamação: “Provai, e vede que o Senhor é bom; bem-aventurado o homem que nele confia” (Sl 34.8)

Tiago Rosas

Por Litrazini
Graça e Paz

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