quinta-feira, 9 de julho de 2020

EU QUERIA SER


Eu queria ser raiz, enraizada na Palavra do Pai.

Queria ser sal, dando sabor ao insosso e dando sede por “Água Viva”.

Queria ser luz que alumia, mão que afaga, olho que vê, mas não critica.

Eu queria ser o ouvido que ouve, mas não acusa. Queria ser boca que louva e agradece. Eu queria ser um abraço, gostoso e comovido, pai que ensina e é exemplo, pedra, dando base a vida de alguém.

Eu queria ser como o amanhecer, calmo e sereno, como a flor, perfumando a mão que a esmaga, como pássaro, que mesmo aprisionado, encontra motivo para cantar.

Eu queria ser resposta de oração, bênção recebida, o encontro de quem volta pra casa.

Eu queria ser como um riso espontâneo, um abrigo que dá calor no inverno, uma porta que se abre e não se fecha.

Eu queria ser um pouco de descanso para este mundo cansado, semente que brota e frutifica, sombra de árvore em dia ensolarado.

Eu queria ser alívio, não tormento; ser esperança, não desilusão; ser amor, não paixão.

Eu queria ser, mas não aparentar. Eu queria ser, mas não reivindicar. Eu queria ser, mas não me orgulhar. Eu queria ser criança e, ao mesmo tempo, velho.

Eu queria ser pequeno..., mas grande, e grande..., mas pequeno.

Dr. Silmar Coelho 

Por Litrazini
Graça e Paz

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