"Alegrem-se sempre no Senhor; outra vez digo: alegrem-se!" [Filipenses 4.4]

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quarta-feira, 15 de junho de 2016

HAJA LUZ!

“No princípio, criou Deus os céus e a terra. A terra, porém estava sem forma e vazia; havia trevas sobre a face do abismo, e o Espírito de Deus pairava sobre as águas. Disse Deus: Haja luz; e houve luz. E viu Deus que a luz era boa; e fez separação entre a luz e as trevas” (Gn. 1.1-4).

“A terra, porém, estava sem forma e vazia; havia trevas sobre a face do abismo”, diz o Senhor, única testemunha ocular daquele momento (v.2). A condição da terra é descrita em Gênesis como sendo sem forma e vazia era como um pedaço de argila disforme ao qual o artista ainda não estendera as mãos. A situação do mundo era de esterilidade e caos.

A geologia procura traçar o quadro das condições que prevaleciam na terra nos primórdios da história. Descreve-o como uma inóspita bola de lavas borbulhantes e incandescentes, sacudida por gigantescas erupções vulcânicas e por ensurdecedoras explosões. Nenhuma luz chegava à sua superfície, porque se encontrava encoberta por vapores, envolta em densas nuvens de gases em altíssima temperatura, quase todos eles tóxicos e venenosos. Era um planetóide varrido por violentas tempestades elétricas, bombardeado por raios cósmicos mortais e por constantes chuvas de meteoro em virtude da ausência de uma atmosfera protetora. Ninguém daria nada para aquele lugar. Ali só havia trevas.

“E o Espírito de Deus pairava por sobre as águas”, diz o texto bíblico (v.2). O Espírito movia-se sobre aquela massa disforme e tumultuada, envolvendo-a com seu poder. O Espírito pairava sobre a terra como uma ave sobre o seu ninho, amorosamente, gerando vida. A matéria, sozinha, conseguia produzir apenas desolação e caos. Nas mãos do Senhor, no entanto poderia tornar-se um mundo de variedade, equilíbrio e harmonia surpreendentes.

Como o Senhor pode transformar a confusão e, harmonia, o deserto em jardim, as trevas em luz? Com o poder da sua palavra, a palavra criadora de Deus. Foi através dela que ele transformou aquela terra arrasada num Éden, num paraíso, num mundo de campinas, cachoeiras, pássaros, montanhas, florestas, rios, praias, animais, flores, peixes, sons, luzes, cores, vento, ar. Então, simplesmente falou:“Haja luz; e houve luz” (V. 3). Bastou uma palavra do Senhor e a luz raiou, ofuscou, invadiu, prevaleceu, espalhou-se, dominou e transformou.

A Bíblia Sagrada diz que, tão logo a luz tomou conta do planeta terra, “viu Deus que a luz era boa” (V. 4). O resultado da confusão inicial e a atenção do Espírito e a Palavra criadora conseguiu agradar até mesmo o controle de qualidade divino. “Fez separação entre a luz e as trevas” . Essa separação permanece até hoje. Para acabar com as trevas em sua vida é só deixar Jesus entrar.

Como Deus criou o mundo, quer fazer o mesmo conosco. Quer tornar-nos novas criaturas; acabar com a confusão. Criar nova vida, trazer luz. Por isso o Espírito geme, o Pai espera, e o Filho veio ao mundo.

A Palavra encarnada de Deus reorienta nossa vida, uma reavaliação de nossas crenças e valores e uma renovação do nosso entendimento.

A sua vida pode ser totalmente restaurada, reconfigurada, recriada pelo poder de Deus. “E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as cousas antigas já passaram; eis que se fizeram novas” (2 Co. 5.17).

Transcrito Por Litrazini

Graça e Paz

sábado, 13 de setembro de 2014

Nenhum outro evangelho

Admiro-me de que vocês estejam abandonando tão rapidamente aquele que os chamou pela graça de Cristo, para seguirem outro evangelho que, na realidade, não é o evangelho. [Gálatas 1.6-7]

Depois de visitarem as quatro cidades da Galácia evangelizadas durante sua primeira viagem missionária, Paulo e Barnabé voltaram a Antioquia e relataram à igreja como Deus “abrira a porta da fé aos gentios” (At 14.27). E permaneceram ali por um longo tempo com os discípulos.

Lucas relata que durante esse período, “alguns homens desceram da Judéia para Antioquia e passaram a ensinar aos irmãos: ‘Se vocês não forem circuncidados conforme o costume ensinado por Moisés, não poderão ser salvos’” (At 15.1).

Trata-se por certo do mesmo fato mencionado em Gálatas 2.12: “Quando chegaram alguns da parte de Tiago” (isto é, que alegavam ser da parte de Tiago, já que mais tarde ele afirmou que eles não tinham sua autorização [At 15. 24]).

É possível imaginar a confusão provocada por esses visitantes. Eles eram judaizantes, e menosprezavam o evangelho, insistindo que a fé em Jesus não era suficiente para os convertidos gentílicos; eles também deveriam guardar a lei, ou seja, permitir que Moisés completasse aquilo que Jesus havia começado.

Até mesmo o apóstolo Pedro se deixou levar pelo ensino deles, de modo que Paulo teve de confrontá-lo publicamente, uma vez que a verdade do evangelho estava em jogo (Gl 2.11-16). Essa atitude de Pedro, no entanto, foi temporária, pois na ocasião do concílio de Jerusalém, ele já havia recobrado o bom senso.

Entretanto, alguns desses judaizantes “encrenqueiros” foram às cidades da Galácia e começaram a ensinar essa mesma mensagem distorcida. E para espanto de Paulo, eles estavam sendo bem-sucedidos.

A situação chegou a tal ponto que Paulo considerou a atitude dos gálatas como uma deserção da parte deles e invocou um juízo solene sobre qualquer um (anjo ou ser humano, inclusive ele mesmo) que transformasse o evangelho das boas novas da graça (favor gratuito e imerecido de Deus) em uma religião de obras de justiça.

Ele foi ainda mais longe, afirmando que se a nossa salvação depende da obediência à lei, então “Cristo morreu inutilmente” (Gl 2. 21).

Ou seja, se dizemos que podemos obter a salvação por nossos próprios méritos, então estamos indicando que não há necessidade da cruz.

Paulo começa e termina com uma referência à graça (1.3; 6.18). O evangelho é a boa nova da graça de Deus, e não há outro evangelho.

Maravilho-me de que tão depressa passásseis daquele que vos chamou à graça de Cristo para outro evangelho; O qual não é outro, mas há alguns que vos inquietam e querem transtornar o evangelho de Cristo. Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema.

Assim, como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo. Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema. Gálatas 1.6-9

Retirado de A Bíblia Toda, o Ano Todo [John Stott]. Editora Ultimato.


Por Litrazini:

Graça e Paz

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

A Solução Para o Caos


Mesmo que você esteja mergulhado na confusão, na desordem, no vazio e nas trevas, Deus te ama.
Ainda que ninguém, nem mesmo você, dê nada pela sua vida, e que ninguém acredite que haja uma saída para você; Deus o ama.

O criador se interessa por você pelo que é. Além disso, ele conhece o seu ilimitado potencial e quer ajudar a desenvolvê-lo. O Espírito de Deus presta atenção e se move em você. “O mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira, com gemidos inexprimíveis”. (Rm. 8.26).

O Espírito Santo está aqui, hoje, como estava no início da criação e, Deus quer criar uma vida nova no coração arrasado, uma existência cheia de beleza, diversidade e luz.
  
O fato de nos sentirmos desorientados e confusos, com tudo em desordem, geralmente provoca uma sensação de grande angústia e ansiedade. Gostamos de ver as coisas em ordem, certinhas, previsíveis, tudo no seu lugar, quando isso não acontece ficamos desesperados. Mas, a desordem nas mãos de Deus, pode gerar grandes mudanças.

A desordem pode representar o fim da linha, a morte de um tipo de vida que não agrada a Deus, nem a nós. Estarmos confusos e aflitos pode ser o indício de que já não sabemos fazer as coisas do nosso jeito; daí, decidimos fazê-las à maneira de Deus.
 
Nos momentos, em que não sabemos o que fazer, em que não há saída nem perspectiva, temos a possibilidade de nos tornar como barro flexível e maleável nas mãos do oleiro – sem dogmas, projetos, preconceitos, pressupostos ou condições. Então o Senhor pode realizar uma obra profunda e radical em nossa vida. Nesse momento, o caos estéril se transforma em uma porta para fertilidade.

Deus tem uma palavra de cura para todo coração confuso, uma palavra põe fim aos caos que coloca tudo nos seus devidos lugares, que reorienta, redireciona, ilumina e liberta; Deus tem uma palavra para o coração de todos os homens.

Essa Palavra é Cristo “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez” (Jo. 1.1-3). O termo aqui traduzido como verbo é logos, que em grego significa palavra (não um vocábulo, mas uma linguagem que transmite uma idéia, uma mensagem).
Jesus é o logos de Deus, ele é a Palavra encarnada de Deus, pois “o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai” (Jo 1.14). Através dele, Deus fala de maneira mais pessoal, mais íntima, mais poderosa e mais clara que pode existir. 

Foi Jesus quem deu luz à terra, e é ele quem pode trazer luz à nossa vida.
A sua vida pode ser totalmente restaurada, reconfigurada, recriada pelo poder de Deus.”E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas.” (2 Co. 5.17)

Por Litrazini

Graça e Paz