"Alegrem-se sempre no Senhor; outra vez digo: alegrem-se!" [Filipenses 4.4]

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quinta-feira, 25 de julho de 2013

Todo dia é um dia especial – Texto de Max Lucado (Parte 2)

Epa, mais uma palavra que gostaríamos de corrigir: neste. Talvez possamos trocar por após? Nós nos exultaremos após este dia. Ou fim. Nós nos exultaremos se conseguirmos chegar ao fim deste dia. Por que não? Mas exultar neste dia? Isso é o que Deus nos convida a fazer. Como Paulo exultou na prisão; Davi escreveu salmos no deserto; Jonas orou na barriga do peixe; Paulo e Silas cantaram na prisão; Sadraque, Mesaque e Abede-Nego permaneceram firmes na fornalha ardente; João viu o paraíso no seu exílio; e Jesus orou em seu martírio... Será que nós poderíamos exultar bem durante este dia? Imagine a diferença se nós pudéssemos.

Suponha que, “atolado até o pescoço no pior dos dias”, você resolve dar uma chance a este dia. Você escolhe não beber, nem trabalhar, nem se preocupar, mas dar a ele uma oportunidade justa. Você confia mais. Se estressa menos. Aumenta sua gratidão. Silencia os resmungos. E o que acontece? Logo o dia acaba, e o mais surpreendente, de modo tranqüilo. Tão tranqüilo, na verdade, que você resolve dar a mesma chance ao dia seguinte. Ele chega com seus tropeços, torpedos de pombos, manchas na camisa, mas, em geral, caramba, dar uma chance ao dia funciona! Você faz a mesma coisa no dia seguinte. E no seguinte. E os dias viram uma semana. As semanas, meses. Os meses, anos de bons dias. É disso que são feitas as vidas felizes. Um bom dia de cada vez. Uma hora é muito pouco, um ano é demais. Os dias são porções perfeitas de vida, uma espécie de módulos de organização projetados por Deus.

Oitenta e quatro mil batidas do coração.

Mil quatrocentos e quarenta minutos.

Uma rotação da Terra.

Uma volta completa no relógio de sol.

Vinte e quatro viradas da ampulheta.

Um nascer e um pôr-do-sol.

Um dia novinho em folha.

A dádiva de vinte e quatro horas não vividas, inexploradas.

E, se você puder acumular um bom dia após o outro, conseguirá juntar os pedaços de uma boa vida.

Mas aqui vai o que você precisa ter sempre em mente. O ontem não existe mais para você. Ele desapareceu enquanto você dormia. Já era. Será mais fácil agarrar uma nuvem de fumaça. Você não pode mudá-lo nem melhorá-lo. Sinto muito, segundas chances não são permitidas. A areia da ampulheta não volta para cima. O ponteiro dos segundos do relógio se recusa a andar para trás. O calendário mensal se lê da esquerda para a direita, e não ao contrário. O ontem não existe mais para você.

O amanhã ainda não existe. A não ser que você acelere a órbita da Terra ou convença o Sol a nascer duas vezes antes de se pôr, você não pode viver o amanhã hoje. Você não pode gastar
o dinheiro de amanhã, celebrar as conquistas de amanhã, nem resolver os problemas de amanhã. Você só tem o hoje. Este é o dia em que o Senhor agiu. Viva nele. Você tem de estar presente para ganhar. Não sobrecarregue o hoje com os arrependimentos de ontem nem o estrague
com os problemas de amanhã.

Mas não é o que fazemos? Fazemos com o nosso dia o que eu fiz com um passeio de bicicleta. Um amigo e eu participamos de um passeio ciclístico em uma região serrana. Em apenas alguns minutos, comecei a ficar cansado. Meia hora depois, minhas coxas doíam, e meus pulmões arfavam como se eu fosse uma baleia encalhada. Mal podia pedalar. Tudo bem que não sou nenhum ciclista profissional, mas também não sou nenhum principiante, e estava me sentindo um novato nesse passeio. Depois de quarenta e cinco minutos, precisei descer da bicicleta para retomar o ar. Foi aí que meu amigo descobriu qual era o problema. Os freios traseiros estavam prendendo o pneu de trás! Garras de borracha dificultavam cada pedalada. O passeio estava fadado a ser difícil.

Não fazemos o mesmo? A culpa aperta de um lado. O medo arrasta do outro. Não é de admirar que fiquemos tão cansados. Sabotamos nosso dia, levando-o ao desastre, carregando os problemas do ontem, antecipando os problemas do amanhã. Remorso pelo passado, ansiedade pelo futuro. Não estamos dando uma chance ao dia. Como podemos? O que podemos fazer? Aqui vai minha proposta: consultar Jesus. O Ancião dos Dias tem algo a dizer sobre nossos dias. Ele não usa a palavra dia muitas vezes nas Escrituras. Mas as poucas vezes em que a usa servem para dar uma deliciosa fórmula para elevar cada um dos nossos dias à posição de campeão.

Preencha seu dia com a graça dele.

Jesus lhe respondeu: “Eu lhe garanto: Hoje você estará comigo no paraíso.” (Lucas 23:43)

Confie seu dia aos cuidados dele. “Dá-nos cada dia o nosso pão cotidiano.” (Lucas 11:3)

Aceite as orientações dele. “Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-me.” (Lucas 9:23)

Direção. E graça. Único. Soberano.

D-E-U-S

Preencha seu dia com Deus. Dê uma chance ao dia. E, enquanto isso, fique de olho naquela gaivota com um sorriso engraçadinho.


A Graça e a Paz de Cristo Jesus.

Moacir Neto

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Todo dia é um dia especial – Texto de Max Lucado (Parte 1)

Areia macia sob os pés, a brisa fresca na face. Um lenço azul turquesa com uma barra mais azul ainda. Ondas batem e quebram. Pássaros cantam e arrulham. Ilhas aparecem no horizonte. Palmeiras dançam.

Enquanto escrevia este livro, saboreava a manhã. Refleti: existe jeito mais fácil de dar uma chance ao dia que começá-lo bem aqui? Recostei-me em uma cadeira de praia, entrelacei meus dedos por trás da cabeça e fechei os olhos.

Foi aí que um pássaro escolheu meu peito para praticar tiro ao alvo. Nenhum aviso. Nenhuma sirene. Nenhum grito de “bomba!” Apenas ploft.

Olhei para cima bem a tempo de ver uma gaivota comemorando com seus amigos de bando. Que nojo! Joguei água na camisa três vezes. Mudei para uma cadeira longe das árvores. Fiz tudo que pude para recuperar a magia da manhã, mas não conseguia parar de pensar no ataque aéreo do pássaro.

Tinha tudo para ser fácil. As ondas ainda quebravam. As nuvens ainda flutuavam. O mar continuava azul, e a areia, branca. As ilhas ainda estavam lá, e o vento ainda sussurrava. Mas nada me tirava da cabeça o torpedo da gaivota.

Pássaro idiota.

Os pássaros têm o poder de estragar tudo, não têm? Pode apostar: deu problema, lá estão eles. O trânsito ficará congestionado. Aeroportos fecharão. Amigos nos esquecerão. Casais discutirão. E as filas. Caramba, as filas. Prazos, filas enormes, cabelos caindo, companhias aéreas que perdem malas, cantadas ridículas, linhas de expressão no rosto, fila do seguro-desemprego, e os benditos ultimatos.

E aqueles dias recheados de problemas? Aqueles dias em que toda esperança vai pelos ares por causa de uma crise? Você nunca sai do leito do hospital ou da cadeira de rodas. Você acorda e se dá conta de que está na mesma cela ou na mesma guerra. O enterro
daquela pessoa querida mal acabou, a carta de demissão ainda está dobrada no seu bolso, o outro lado da cama continua vazio... quem consegue ter um dia bom em dias como esses? A maioria das pessoas não consegue... mas será que não poderíamos tentar? Dias como esses trazem uma boa oportunidade. Uma chance. Um teste. Uma virada de mesa. Então? Será que todo dia não merece uma chance e, assim, passar a ser um bom dia?

Afinal de contas: “Este é o dia em que o Senhor agiu; alegremo-nos e exultemos neste dia” (Salmo 118:24). A primeira palavra nos deixa curiosos. “Este é o dia em que o Senhor agiu”? Talvez os feriados sejam os dias em que o Senhor agiu. Domingos de Páscoa... sábados de liquidações... dias de férias... os primeiros dias das temporadas de caça — esses são os dias em que o Senhor agiu. Mas “este é o dia”? “Este é o dia” inclui todos os dias. Dias de divórcio, dias de provas finais, dias de cirurgias, dias de pagar os impostos, dias de mandar seu filho mais velho para a universidade em outra cidade.

Esse dia, por exemplo, derrubou-me. Surpreendentemente. Fizemos as malas de Jenna, botamos tudo no carro dela e deixamos dezoito anos de nossa vida para trás. Uma página foi virada. Menos um prato sobre a mesa, menos uma voz na casa, menos uma filha sob nosso teto. Aquele dia foi necessário. Planejado. Mas, ainda assim, acabou comigo. Fiquei arrasado. Arranquei com o carro na saída do posto de gasolina com a mangueira ainda no tanque, arrancando-a à força da bomba. Perdi-me em uma cidade de apenas um cruzamento. No caminho para a faculdade, eu fiquei remoendo esse problema. Enquanto desfazíamos as malas, eu engolia em seco. Arrumamos o quarto do dormitório dela e eu, enquanto isso, planejava seqüestrar minha própria filha de volta para casa, de onde ela nunca deveria ter saído. Parecia que meu peito fora congelado.

Foi quando eu vi o versículo que algum anjo colocara no mural do dormitório. Este é o dia em que o Senhor agiu; alegremo-nos e exultemos neste dia. Parei, olhei e permiti que as palavras penetrassem meu ser. Deus agiu neste dia, ordenou este momento difícil, criou os detalhes deste momento de sofrimento. Ele não está de férias. Ele ainda segura a alavanca do maquinista do trem, senta na cabine do piloto e ocupa o único trono do universo. Cada dia vem do departamento de criação de Deus. Incluindo este. Assim, decidi dar uma chance a este dia, mudar minha perspectiva e imitar a solução do salmista: “Vou me alegrar e exultar neste dia.”


A Graça e a Paz de Cristo Jesus.

Moacir Neto

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

A Prova Está Na Sua Paciência - Texto de Max Lucado

Este material foi cedido por Max do jornal “Crossings” (Cruzadas) da igreja onde ele prega, Oak Hills Church, em San Antonio, Texas. Material parecido e mais elaborado pode ser encontrado no livro de Max “Um Amor Que Vale A Pena”, publicado pela CPAD.]
 
Jesus uma vez contou uma parábola sobre um rei que decidiu acertar as contas com seus devedores. Seu contador encontrou um senhor que devia não milhares, ou centenas de milhares, mas, milhões de dólares. O rei sumariamente declara que o homem e a esposa e crianças dele serão vendidos para pagar a dívida. Por causa da sua incapacidade de pagar, o homem está prestes a perder tudo e todo mundo querido a ele. Não é de se admirar que “Mas o empregado se ajoelhou diante do patrão e pediu: "Tenha paciência comigo, e eu pagarei tudo ao senhor." - O patrão teve pena dele, perdoou a dívida e deixou que ele fosse embora.” (Mat. 18:26-27 BLH ênfase minha)
 
A palavra paciência aparece de forma inesperada aqui. O devedor não pede clemência ou perdão; ele roga por paciência. Igualmente curioso é este aparecimento singular da palavra. Jesus usa esta palavra duas vezes nesta história e nunca mais. Ela não aparece em nenhuma outra parte nos Evangelhos. Talvez o uso escasso serviu no primeiro-século como um marcador de texto. Jesus reserva a palavra para uma ocasião para fazer um ponto. Paciência é mais que uma virtude para filas longas e garçons lentos. Paciência é o tapete vermelho no qual a graça de Deus nos chega.
 
Não houvesse nenhuma paciência, não teria havido nenhuma clemência. Mas o rei foi paciente, e o homem com a dívida multimilionária foi perdoado.
 
Mas, aí a história dobra para a esquerda. O recém perdoado traça uma linha reta do tribunal para os subúrbios. Lá ele procura um sujeito que deve a ele algum dinheiro.
“O empregado saiu e encontrou um dos seus companheiros de trabalho que lhe devia cem moedas de prata. Ele pegou esse companheiro pelo pescoço e começou a sacudi-lo, dizendo: "Pague o que me deve!" - Então o seu companheiro se ajoelhou e pediu: "Tenha paciência comigo, e eu lhe pagarei tudo." Mas ele não concordou. Pelo contrário, mandou pôr o outro na cadeia até que pagasse a dívida. (Mt 19:28-30 BLH ênfase minha)
 
O rei fica atordoado. Como o homem poderia ser tão impaciente? Como ousa o homem ser tão impaciente! A tinta do carimbo CANCELADO ainda está úmida nas contas do homem. Você não esperaria uma pouco de Madre Teresa dele? Você pensaria que uma pessoa tão perdoada amaria muito. Mas ele não o fez. E a falta de amor dele o conduziu a um equívoco caro.
 
O homem que não consegue perdoar é chamado de volta ao castelo.
 
“ ‘Empregado miserável!’[disse o patrão, ou seja, Deus] ‘Você me pediu, e por isso eu perdoei tudo o que você me devia. - Portanto, você deveria ter pena do seu companheiro, como eu tive pena de você."- O patrão ficou com muita raiva e mandou o empregado para a cadeia a fim de ser castigado até que pagasse toda a dívida. (Mat. 18:32-34 BLH)
 
A paciência do rei não fez nenhuma diferença na vida do homem. Ao criado, a clemência do trono nada mais era que um teste cancelado, uma bala evitada, um passe para sair da prisão. Ele não ficou impressionado pela graça real; ele ficou aliviado de não ter sido castigado. A ele foi dada muita paciência, mas ele não deu nenhuma, o que nos deixa curiosos para saber se ele na verdade entendeu o presente que recebeu.
 
Se você achar paciência difícil de dar, você poderia fazer a mesma pergunta. Quão repleto você está com a paciência de Deus? Você ouviu falar. Leu sobre ela. Talvez você já grifou passagens de Bíblia sobre ela. Mas você a recebeu? A prova está na sua paciência. Paciência profundamente recebida produz paciência livremente oferecida.
 
Mas paciência nunca recebida leva a uma abundância de problemas, entre os quais um dos maiores é a prisão. Lembra-se onde o rei enviou o criado que não perdoava? “O patrão ficou com muita raiva e mandou o empregado para a cadeia a fim de ser castigado até que pagasse toda a dívida.” (Mat. 18:34 BLH)
 
Pôxa! Nós suspiramos. Estou contente que aquela história é uma parábola. Que bom que Deus não prende o impaciente na vida real. Não esteja tão seguro que ele não o faz. Egoísmo e ingratidão criam paredes grossas e prisões solitárias.
Impaciência ainda prende a alma. Por essa razão, nosso Deus é rápido para nos ajudar a evitá-la. Ele faz mais que exigir paciência de nós; ele nos oferece. Paciência é um fruto do Espírito dele. Ela pendura da árvore de Gálatas 5:22: “Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade,”. Você pediu para Deus lhe dar um pouco de fruto? Bem eu fiz uma vez, mas. . . Mas o que? Você ficou impaciente? Peça a ele de novo, e de novo e novamente. Ele não ficará impaciente com seu pedir, e você receberá paciência ao orar.
 
E enquanto você estiver orando, peça entendimento. A pessoa paciente “dá prova de grande entendimento,” (Prov. 14:29 NVI). Será que sua impaciência é o resultado de uma falta de entendimento? Aconteceu comigo.
 
Algum tempo atrás membros dos ministérios da nossa igreja participaram numa conferência de liderança. Especialmente interessado em uma aula, eu cheguei cedo e consegui uma cadeira na primeira fileira. Quando o palestrante começou, porém, eu fiquei distraído por duas vozes nos fundos da sala. Dois homens estavam cochichando um ao outro. Eu estava pensando seriamente em atirar um olhar bravo para trás, quando o palestrante ofereceu uma explicação. “Perdoe-me”, ele disse. “Eu esqueci de explicar por que os dois companheiros nos fundos da sala estão conversando. Um deles é um presbítero numa igreja nova na Romênia. Ele viajou para cá para aprender sobre liderança de igreja. Mas ele não fala inglês, por isso a mensagem está sendo traduzida.”
 
De repente tudo mudou. Paciência substituiu impaciência. Por quê? Porque a paciência sempre pega carona com entendimento. O homem sábio diz, “O que tem entendimento refreia a língua” dele (Prov. 11:12 NVI). Ele também diz, “quem tem entendimento é de espírito sereno” (Prov. 17:27 NVI). Não perca a ligação entre entendimento e paciência. Antes de você explodir, escute. Antes de você golpear, se ligue. “Com sabedoria se constrói a casa, e com discernimento se consolida” (Prov. 24:3 NVI).

Antes de qualquer outra coisa, amor é paciente.
 
Para mais meditações de Max Lucado visite o site www.maxlucado.com
 
A Graça e a Paz do Senhor Jesus,
 
Moacir Neto