"Alegrem-se sempre no Senhor; outra vez digo: alegrem-se!" [Filipenses 4.4]

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sexta-feira, 24 de junho de 2022

A CHEGADA DO MESSIAS

Irrompe a luz na Galiléia... (Mt 4.16).

Jesus era seu nome. Seu pai, José, era um carpinteiro. Sua mãe chamava-se Maria.

Logo na infância, fora morar em Nazareth, cidade isolada nas montanhas da Galiléia, próxima da movimentada estrada que ligava a Mesopotâmia ao Egito.

Ali ele viveu e cresceu. Um judeu entre judeus. Aparentemente, um homem entre outros homens.

Em Roma reinava Tibério, em Galiléia Herodes.

Com seus dentes de ferro Roma continuava conquistando terras, sem imaginar que ali estava uma força, muito superior à sua, que conquistaria mais vidas do que as sete colinas jamais sonharam.

Um poder contra o qual o Império Romano empenharia toda a sua força para destruir, para depois cair vencido de joelhos.

Ali estava um homem que de forma estranha e espantosa colocaria seu nome acima de todo nome.

Um homem que se apoderaria das vidas, corações e mentes, como Roma se apoderava de corpos.

Um homem que era muito mais do que um homem.

Alguém de quem sempre falaram as profecias e os profetas - Jesus de Nazareth, o Messias.

Ele chegou. Talvez não como muitos esperavam, mas ele chegou.

E cada situação de sua vida era o cumprimento das milenares palavras dos profetas.

Multidões o seguiam porque experimentavam o poder de seus atos e a verdade de suas palavras.

Foram apenas três anos e meio, preenchidos com curas, libertações e ensinos de sabedoria, ao fim dos quais, como um criminoso, foi levado a julgamento e como o mais hediondo dos homens foi colocado na cruz.

Mas sua morte não era o fim. Era apenas o começo de uma nova era. Pois ele ressuscitou.

E dois mil anos de História são uma prova extremamente sólida de que aquele veio ao mundo não como uma coincidência ou um acaso, mas como alguém que veio, em suas próprias palavras "cumprir o que estava escrito".

Desde então os homens passariam a contar os tempos como antes e depois dele.

Tornou-se o marco divisor da História e o marco divisor das almas e da humanidade.

Sua vida, suas palavras, seus feitos não puderam de forma alguma ser ignorados.

A História encontrou seu centro, sua razão, seu núcleo, um eixo sobre o qual girar

Prof. João Flávio Martinez

Transcrito Por Litrazini

https://www.kairosministeriomissionario.com/

Graça e Paz 

sábado, 8 de maio de 2021

CRISTO, O MESSIAS, O UNGIDO DO SENHOR

 Os nomes ‘Cristo’ e ‘Messias’ andam juntos na Bíblia pois os dois significam a mesma coisa: ungido.

O nome Cristo e usado 529 vezes no Novo Testamento. O nome Messias é usado duas vezes no Velho Testamento, Dn 9:25,26 e duas vezes no Novo Testamento João 1:41; 4;25

Cristo é a tradução em grego para o nome Messias em hebraico. Por isso os dois nomes andam juntos.

Cristo é o sagrado de Deus sabendo que Ele é o eleito do SENHOR, (Is 42:1) quer dizer, o escolhido de Deus (Mt. 12:18-21, Lc 23:35), aquele em quem Deus se compraz (Mt. 3:17; 12:18; 17:5).

Deus pôs sobre Cristo o Seu Espírito (Is 42:1; João 1:32-34) e isso de forma corpórea, como pomba (Lc 3:22) e sem medida (João 3:34).

Não só foi conferido o Espírito Santo a Cristo, mas também o Espírito permanece continuamente pois as Escrituras dizem que o Espírito Santo repousou sobre Ele (Is 11:2; Mt. 3:16; João 1:32).

O salmista manifestou que o Filho de Deus é o ungido (Sl 2:2). Os profetas também afirmaram que Cristo é o Ungido de Deus (Is 11:1-5; Dan 9:24-26).

O próprio Cristo revelou que Ele era o Ungido de Deus isso na Sua pregação em Nazaré (Lc 4:18-21; Isa 61:1) e os membros da igreja em Jerusalém repetiram a mesma verdade (Atos 4:25-28). O apóstolo Pedro pregou a mesma coisa (Atos 10:36-38) completando o testemunho dado por todos os oficiais na Bíblia.

Com a manifestação do salmista, a afirmação dos Profetas, a declaração de Deus Pai, o sinal do Espírito Santo, o testemunho de Cristo, a confirmação dos membros na primeira igreja no Novo Testamento e a pregação dos apóstolos, podemos declarar confiantes que Cristo é Ungido por Deus.

Transcrito Por Litrazini

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Graça e Paz

sexta-feira, 1 de maio de 2020

O SENHORIO DE JESUS CRISTO


Todos se extraviaram, e juntamente se fizeram inúteis.Não há quem faça o bem, não há nem um só. (Rm 3:12). A morte de Jesus é uma parte do evangelho, mas existe mais. Depois da queda, a natureza do homem ficou estragada, podre

Evangelho pregado hoje - aceite Jesus ... ;  Evangelho do Reino - Jesus, me aceite...
Muitas das pregações dos apóstolos falam da morte Jesus. Mas todas falam da ressurreição. Ela aponta, mostra que Jesus é o MESSIAS, o REI, que veio para ser o Senhor e Dono. Rm 14:9 At 2:38

- Arrepender (metanóia no original grego) significa mudança de rumo, mudança de atitude interior. Deixo de ser independente. Passo a ser dependente de Deus.

Mensagem de Jesus para os apóstolos: SEGUE-ME! Mc 8:34,35; Lc 14:33. Arrepender não é abandonar alguns pecados. É morrer para a minha vontade para fazer (e não para falar) a vontade do Pai.

O Evangelho do Reino não foi estabelecido para a salvar o homem, mas para agradar a Deus e colocar Jesus como Rei.

A mensagem JESUS É O SENHOR é muito pregada e cantada na igreja hoje, mas não tem muito significado, ou é apenas um desejo, um alvo a ser atingido algum dia.  Quando uma pessoa é salva, ela entra para o reino de Deus e está debaixo do governo de Jesus Cristo. Ela é salva da sua independência para ser dependente de Jesus.

O senhorio de Jesus não é uma opção para ser salvo, é uma condição. - Mt 16:24 - “Então disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz, e siga-me”.

Não podemos prometer a vida eterna para alguém que não foi tocado no seu ego (no seu eu) e continua independente de Jesus.  Mc 10:17-22 - “Ora, ao sair para se pôr a caminho, correu para ele um homem, o qual se ajoelhou diante dele e lhe perguntou: Bom Mestre, que hei de fazer para herdar a vida eterna? Respondeu-lhe Jesus: Por que me chamas bom? ninguém é bom, senão um que é Deus. Sabes os mandamentos... Uma coisa te falta; vai vende tudo quanto tens e dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu; e vem, segue-me. Mas ele, pesaroso desta palavra, retirou-se triste, porque possuía muitos bens”. Era dono , possuía ... O Deus dele eram suas posses. Seu coração estava nelas.

Lc 19:1-10 - “Tendo Jesus entrado em Jericó, ia atravessando a cidade. Havia ali um homem chamado Zaqueu, o qual era chefe de publicanos e era rico. Este procurava ver quem era Jesus, e não podia, por causa da multidão… Disse-lhe Jesus: Hoje veio a salvação a esta casa, porquanto também este é filho de Abraão. Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido”.

Era rico, proeminente. Subiu numa árvore para ver. Jesus manda e ele obedece sem questionar nada. Recebeu Jesus com alegria. Ele se despojou de seus bens sem que Jesus tocasse no assunto. Entendeu o que era ter Jesus como Senhor. Deixou de ser independente.

A renúncia é uma condição para se converter. “Negue-se a si mesmo. Renuncie a tudo, inclusive a você”. Eles pregavam uma submissão incondicional a Jesus.

Transcrito Por Litrazini
Graça e Paz

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

PROVAS BÍBLICAS DE QUE JESUS É O MESSIAS


PROFECIAS DE CRISTO NO A.T., CITADAS NOS EVANGELHOS

A maioria delas refere-se bem claramente ao Messias, outras embora não tão claras, foram citadas por renomados comentaristas.

Cristo seria da família de Davi, Mt 22:44; Mc 12:36; Lc 1:69,70; 20: 42-44; Jo 7:42; 2 Sm 7:12-16; SI 89:3-4; 110:1; 132:11; Is 9:6,7; 11:1.
Nasceria de uma virgem, Mt 1:23; Is 7:14.
Nasceria em Belém, Mt 2:6; Jo 7:42; Mq 5:2.
Peregrinaria no Egito, Mt 2:15; Os 11:1.
Viveria na Galiléia, Mt 4:15; Is 9:1-2.
Em Nazaré, Mt 2:23; Is 11:1.
Sua vinda seria anunciada por um mensageiro semelhante a Elias, Mt 3:3; 11:10-14; Mc 1:2-3; Lc 3:4-6; 7:27; Jo 1:23; Is 40:3-5; Ml 3:1; 4:5.
Sua vinda daria ocasião a um massacre de meninos em Belém, Mt 2:18; Gn 35:19-20; 48:7; Jr 31:15.
Proclamaria um jubileu ao mundo, Lc 4:18-19; Is 58:6; 61:1.
Seria enviado aos gentios, Mt 12:18-21; Is 42:1-4.
Seu ministério seria de cura, Mt 8:17; Is 53:4.
Ensinaria por parábolas, Mt 13:14,15,35; Is 6:9-10; SI 78:2.
Seria desacreditado, odiado e rejeitado pelos governantes, Mt 15:8, 9; 21:42; Mc 7:6,7; 12:10,11; Lc 20:17; Jo 12:38-40; 15:25; SI 69:4; 118:22; Is6:10; 29:13; 53:1.
Entraria triunfalmente em Jerusalém, Mt 21:5; Jo 12:13-15; Is 62:11; Zc 9:9;SI118:26.
Seria como um pastor ferido, Mt 26:31; Mc 14:27; Zc 13:7.
Seria traído por um amigo e por 30 moedas de prata, Mt 27:9-10; Jo 13:18; 17:12; Zc 11:12-13; SI41:9.
Morreria com malfeitores, Lc 22:37; Is 53: 12.
Seria sepultado por um rico, Is 53:9; Mt 27:57-60.
Dar-Lhe-iam a beber vinagre e fel, Mt 27:34; Jo 19:29; Sl 69:21.
Lançariam sortes sôbre as Suas vestes, Jo 19:24; SL 22:18 .
Até Suas palavras ao morrer foram preditas, Mt 27:46; Mc 15:34; Lc 23:46; SL 22:1; 31:5.
Nem um osso Lhe seria quebrado, Jo 19:36; Êx 12:46; Nm 9:12; Sl 34:20.
Seu lado seria traspassado, Jo 19:37; Zc 12:10; SL 22:16.
Ressurgiria ao terceiro dia, Mt 12:40; Lc 24:46; nenhuma passagem específica é citada sôbre isto. Que Êle ressurgiria dos mortos lê-se em At 2:25-32; 13:33-35; citado definidamente do Sl 16:10-11. Jesus disse estar escrito que Êle ressurgiria "ao terceiro dia", Lc 24:46. Devia ter em mente estas passagens: Os 6:2; Jonas 1:17. E possivelmente o quadro de Isaque sendo livre da morte ao terceiro dia, Gn 22:4. Os Dez Mandamentos foram dados no terceiro dia, Êx 19:16.
Sua rejeição seria seguida da destruição de Jerusalém, e da grande tribulação,
Mt 24:15; Mc 13:14; Lc 21:20; Dn 9:27; 11:31; 12:1,11.
O próprio Jesus reconheceu que em Sua morte cumpriria a Escritura, Mt 26:54,56.

Transcrito Por Litrazini
Graça e Paz

domingo, 23 de setembro de 2018

OS SOFRIMENTOS DE CRISTO


Ele [Jesus] lhes disse: “…não devia o Cristo sofrer estas coisas, para entrar na sua glória? (Lucas 24.25-26)

Por que Mateus em particular deu tanta ênfase ao sofrimento de Jesus?

Que ele destacasse a cruz é compreensível, pois Cristo morreu pelos nossos pecados, e sua cruz é o cerne do evangelho. Mas por que a ênfase em sua paixão, em seu sofrimento?

PRIMEIRO, O SOFRIMENTO IDENTIFICA JESUS COMO O VERDADEIRO MESSIAS.
Ele havia ensinado de maneira clara que o Filho do Homem deveria sofrer muitas coisas e entrar na glória através do sofrimento.

Assim, uma vez que a característica do Evangelho de Mateus é retratar Jesus como o cumprimento do Antigo Testamento, ele chama a atenção para tal fato na história da paixão.

Jesus foi traído e abandonado por seus amigos? Trata-se do cumprimento do Salmo 41.9: “Até o meu melhor amigo, em quem eu confiava e que partilhava do meu pão, voltou-se contra mim”.

Ele foi dolorosamente oprimido e repudiado? Trata-se do cumprimento de Isaías 53.3: “Foi desprezado e rejeitado pelos homens, um homem de dores e experimentado no sofrimento”.

Ele manteve um silêncio nobre diante de seus juízes? Foi em cumprimento de Isaías 53.7: “Como um cordeiro foi levado para o matadouro, e como uma ovelha que diante de seus tosquiadores fica calada, ele não abriu a sua boca”.

Ele foi açoitado, esmurrado, esbofeteado e cuspido? Foi em cumprimento de Isaías 50.6: “Ofereci minhas costas àqueles que me batiam, meu rosto àqueles que arrancavam minha barba; não escondi a face da zombaria e dos cuspes”.

De acordo com Mateus, todos esses foram sinais do verdadeiro Messias, o servo sofredor do Senhor.

SEGUNDO, O SOFRIMENTO IDENTIFICA TAMBÉM A COMUNIDADE MESSIÂNICA.
Por exemplo, a oitava bem-aventurança registrada por Mateus declara a perseguição como uma característica necessária dos seguidores do Messias. Isso é válido ainda hoje. De acordo com Paul Marshall, em seu bem documentado livro Their Blood Cries Out [O sangue deles clama], há hoje entre 200 e 250 milhões de cristãos sendo perseguidos por causa da sua fé e outros 400 milhões vivendo sob sérias restrições de liberdade religiosa.

Logo, o sofrimento é o emblema do Messias e de seus discípulos.

Sujeitai-vos, pois, a toda a ordenação humana por amor do Senhor; [...] Mas se, fazendo o bem, sois afligidos e o sofreis, isso é agradável a Deus. Porque para isto sois chamados; pois também Cristo padeceu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigais as suas pisadas. O qual não cometeu pecado, nem na sua boca se achou engano. O qual, quando o injuriavam, não injuriava, e quando padecia não ameaçava, mas entregava-se àquele que julga justamente; Levando ele mesmo em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, para que, mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça; e pelas suas feridas fostes sarados. Porque éreis como ovelhas desgarradas; mas agora tendes voltado ao Pastor e Bispo das vossas almas(1 Pedro 2.13-25)

Retirado de A Bíblia Toda o Ano Todo [John Stott]. Editora Ultimato.

Por Litrazini
Graça e Paz

sábado, 19 de agosto de 2017

POR QUE JESUS É CHAMADO DE FILHO DO HOMEM?

O Novo Testamento se refere a Jesus como o “Filho do Homem” 88 vezes. O que isso significa?

A Bíblia não diz que Jesus era o Filho de Deus? Então como Jesus também poderia ser o Filho do Homem?

O primeiro significado para o termo “Filho do Homem” é usado em referência à profecia de Daniel 7:13-14: “Eu estava olhando nas minhas visões da noite, e eis que vinha com as nuvens do céu um como o Filho do Homem, e dirigiu-se ao Ancião de Dias, e o fizeram chegar até ele. Foi-lhe dado domínio, e glória, e o reino, para que os povos, nações e homens de todas as línguas o servissem; o seu domínio é domínio eterno, que não passará, e o seu reino jamais será destruído.”

O termo “Filho do Homem” era um título Messiânico.

Jesus é o único a quem foi dado domínio, glória e o reino. Quando Jesus usou esse termo em referência a Si mesmo, Ele estava atribuindo a profecia do “Filho do Homem” a Si mesmo.

Os judeus daquela época com certeza estariam bem familiarizados com o termo e a quem se referia.

Ele estava proclamando ser o Messias.

O segundo significado para o termo “Filho do Homem” é que Jesus realmente era um ser humano.

Deus chamou o profeta Ezequiel de “filho do homem” 93 vezes. Deus estava simplesmente chamando Ezequiel de um ser humano. Um filho do homem é um homem.

Jesus era 100% Deus (João 1:1), mas Ele também era um ser humano (João 1:14).

1 João 4:2 nos diz: “Nisto reconheceis o Espírito de Deus: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus.”

Sim, Jesus era o Filho de Deus – Ele era Deus em Sua essência. Sim, Jesus também era o Filho do Homem – Ele era um ser humano em Sua essência.

Em resumo, a frase “Filho do Homem” indica que Jesus é o Messias e que Ele realmente é um ser humano.

Fonte: GotQuestion

Por Litrazini

Graça e Paz

sábado, 10 de novembro de 2012

Por que Deus enviou Jesus quando Ele O enviou? Por que não mais cedo? Por que não mais tarde?

"Vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei" (Gálatas 4:4). O versículo anteriormente mencionado declara que Deus Pai enviou o Seu Filho na "plenitude do tempo". Havia muitas coisas acontecendo durante o primeiro século que, pelo menos humanamente falando, aparentam ter feito daquele tempo a época ideal para Cristo vir. Algumas dessas coisas são:

1) Havia uma grande antecipação para que o Messias viesse dentre os judeus daquela época. O reino romano sobre Israel fez com que os judeus ficassem ansiosos pela vinda do Messias.

2) Roma tinha unificado a maior parte do mundo daquela época sob o seu governo, dando um senso de unidade a várias nações. Além disso, porque o império estava relativamente pacífico, era possível que os Cristãos da antiguidade viajassem para proclamar o evangelho; isso não teria sido possível durante tempos de guerra.

3) Enquanto Roma tinha conquistado de maneira militar, a Grécia tinha conquistado de forma cultural. Uma forma “comum” da linguagem grega (diferente do Grego clássico) era a linguagem do comércio, a qual era falada por todo o império, tornando possível a comunicação do evangelho a vários grupos de pessoas através daquela língua em comum.

4) O fato de que os ídolos de muitos povos não deram a eles vitória contra os conquistadores romanos causou muitos a abandonarem o seu culto. Ao mesmo tempo, nas cidades com mais “cultura”, a filosofia grega e a ciência daquele tempo deixaram muitos espiritualmente vazios da mesma forma que o ateísmo dos governos comunistas deixa um vazio espiritual hoje.

5) As religiões misteriosas daquela época enfatizavam um deus-salvador e solicitavam de seus seguidores que oferecessem sacrifícios sangrentos, fazendo, portanto, com que o evangelho de Cristo, o qual envolvia o sacrifício definitivo, não fosse difícil de acreditar. Os gregos também acreditavam na imortalidade da alma (mas não do corpo).

6) O exército romano recrutava soldados dentre as províncias, apresentando esses homens à cultura e idéias romanas (como o evangelho) que ainda não tinham alcançado essas províncias remotas. A primeira apresentação do evangelho a Britânia foi o resultado de esforços de soldados Cristãos lá situados.

Novamente, os relatos acima são baseados nas observações que homens fizeram daquela época e nas especulações de por que aquele ponto na história era um bom tempo para Cristo vir. Mas entendemos que os caminhos de Deus são mais altos do que os nossos caminhos, e esses motivos podem ou não ter sido os motivos por que Deus escolheu aquela época para mandar Seu Filho.

Pelo contexto de Gálatas 3 e 4, é evidente que Deus procurou estabelecer uma fundação através da lei judaica que prepararia para a vinda do Messias. A Lei tinha como objetivo ajudar as pessoas a entenderem a profundidade de seus pecados (pois elas não podiam guardar a lei); essas pessoas, então, estariam mais prontas para aceitarem a cura para esse pecado através de Jesus, o Messias (Gálatas 3:22-23; Romanos 3:19-20).

A Lei também servia como um “tutor” (Gálatas 3:24) para trazer as pessoas a Jesus como o Messias. Isso foi alcançado através de muitas profecias sobre o Messias que Jesus cumpriu. Além disso, o sistema de sacrifícios apontava à necessidade de um sacrifício pelo pecado, assim como à sua insuficiência (com cada sacrifício sempre mostrando a necessidade de mais sacrifícios futuros). A história do Antigo Testamento também pintava vários retratos da pessoa e do trabalho de Cristo através de vários eventos e festas religiosas, como a ação voluntária de Abraão para oferecer Isaque, e os detalhes da páscoa durante o êxodo do Egito, etc.

Finalmente, Cristo veio quando Ele veio como cumprimento de uma profecia específica. Daniel 9:24-27 fala de “setenta ‘semanas’” ou os setenta “setes”. Pelo contexto, essas “semanas” ou “setes” se referem a grupos de sete anos, não sete dias. Quando alguém examina a história e alinha os detalhes das primeiras sessenta e nove semanas (a septuagésima semana vai acontecer no futuro). 

A contagem regressiva das setenta semanas começa com “a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém” (verso 25). Esse comando foi dado por Artaxerxes I Longímano em 445 A.C. (veja Neemias 2:5). Depois de 7 “setes” mais 62 “setes” ou 69 x 7 anos, a passagem diz que: “será morto o Ungido e já não estará; e o povo de um príncipe que há de vir destruirá a cidade e o santuário” e que “o seu fim será num dilúvio” (o que significa grande destruição) (verso 26). Aqui temos uma inconfundível referência à morte do Salvador na cruz. Um século atrás, no seu livro O Príncipe que há de vir, Sir Robert Anderson explicou detalhadamente cálculos das sessenta e nove semanas, usando ‘anos proféticos’, dando espaço para anos bissextos, erros no calendário e a mudança de A.C. para D.C, etc. Ele concluiu que as sessenta e nove semanas terminaram no mesmo dia da entrada triunfal de Jesus em Jerusalém cinco dias antes de sua morte. Quer uma pessoa use esses cálculos ou não, o importante é que a época da encarnação de Cristo se encaixa com a profecia detalhada registrada por Daniel mais de quinhentos anos antes de Cristo vir.

O momento da encarnação de Cristo foi tal que as pessoas daquela época estavam prontas para a Sua vinda. Além disso, as pessoas de todo os séculos desde então têm evidências mais do que suficientes de que Jesus era realmente o Messias prometido, pois Ele cumpriu as Escrituras que retrataram e profetizaram a Sua vinda em detalhe.

Fonte: GotQuestion

Por Litrazini
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