"Alegrem-se sempre no Senhor; outra vez digo: alegrem-se!" [Filipenses 4.4]

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domingo, 16 de fevereiro de 2020

GLORIFICAR A DEUS: O NOSSO MAIOR DELEITE

"Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo". (Ef 1.3)

Paulo estava preso em Roma quando escreveu sua carta aos efésios. Na introdução da carta exalta ao Triúno Deus pelo planejamento, execução e consumação da nossa salvação. No texto em epígrafe, duas verdades são ressaltadas:

Em primeiro lugar, a COMPREENSÃO DE QUEM DEUS É DEVE LEVAR-NOS À ADORAÇÃO (Ef 1.3).
Apesar da pobreza, perseguição, açoites e prisões que aqueles primeiros crentes tiveram que enfrentar, eles se distinguiram por um espírito de adoração. Eles entravam e saíam das prisões cantando. Adoravam a Deus apesar das circunstâncias.

Hoje, as pessoas vivem murmurando, reclamando, infelizes e descontentes. Mas, os salvos estão encantados com o Deus da graça, o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. Estes adoram a Deus por ser quem ele é. Ele é bendito, exaltado e supremo. Diante dele os anjos se curvam e os salvos depositam suas coroas aos seus pés. Além de Deus ser adorado por quem ele é, deve também ser exaltado por aquilo que ele fez.

Paulo diz que Deus tem nos abençoado. E como ele tem nos abençoado? Ele planejou nossa salvação antes da fundação do mundo, executou-a na história e a consumará na segunda vinda de Cristo.

Em segundo lugar, A NATUREZA DAS BÊNÇÃOS QUE RECEBEMOS DEVE NOS LEVAR À ADORAÇÃO (Ef 1.3).
Em oposição à perniciosa teologia da prosperidade, tão em voga em nossos dias, Paulo fala de toda sorte de bênção espiritual. Quatro destaques devem ser feitos:

ANTES DE CONSIDERARMOS AS BÊNÇÃOS, PRECISAMOS CONSIDERAR O ABENÇOADOR.
A ordem é extremamente importante. Por causa do nosso miserável subjetivismo, sempre temos a tendência de concentrarmo-nos logo nas bênçãos; sempre queremos algo para nós mesmos. Contudo, o apóstolo insiste em que comecemos com Deus, e com o culto que lhe devemos. Por isso diz: “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo…”.

A maneira pela qual nos vêm essas bênçãos. Essas bênçãos nos vêm “… em Cristo”. Sem Cristo não há bênção. Toda bênção que desfrutamos como crentes nos vêm por meio de Cristo. Há certas bênçãos comuns e gerais que são desfrutadas por todos os homens. Há o que se chama de “graça comum”, mas não é disso que Paulo está falando. Aqui ele está tratando de uma graça particular e especial. Você não pode ser crente sem estar em Cristo.

Não há bênçãos para o crente fora de Cristo. As bênçãos vêm exclusivamente por meio de Cristo. Ele não tem nenhum assistente. “Nenhum outro nome é dado entre os homens pelo qual importa que sejamos salvos” (At 4.12). Buscar bênção espiritual em qualquer outra pessoa, em qualquer outro caminho, em qualquer religião é negar a Cristo.

A natureza dessas bênçãos. Paulo nos diz que essas bênçãos são “… espirituais”. Estas bênçãos vêm de Cristo, mas também vêm por meio do Espírito Santo; são bênçãos concedidas a nós pelo Pai, por meio de Cristo, via Espírito Santo. É pelo Espírito que essas bênçãos passam a ser nossas. A aplicação da obra de Cristo é feita pelo Espírito. O Espírito é quem nos vivifica, nos regenera, nos santifica, nos transforma e nos capacita com poder.

O lugar onde essas bênçãos estão concentradas. Paulo diz que somos abençoados “… nas regiões celestiais”. No Antigo Testamento as bênçãos eram mais materiais e físicas. Mas quando adentramos no Novo Testamento, entramos num domínio inteiramente diverso. Aqui as bênçãos são nas regiões celestiais.

Nosso tesouro não está na terra. Nosso lar não é aqui. Nossa Pátria não é aqui. A nossa recompensa está no céu. Devemos ajuntar tesouros no céu. Somos uma colônia do céu na terra. Devemos buscar o que está além da vista. Aqui somos peregrinos e forasteiros (1Pe 2.11). Embora este mundo é de Deus, aqui não é o nosso lar. O crente não se apega a este mundo, não se amolda a ele, pois busca uma Pátria superior.

Hernandes Dias Lopes

Por Litrazini
Graça e Paz

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

A LIBERDADE HUMANA E SEUS LIMITES

E sejam para luminares na expansão dos céus, para iluminar a terra; e assim foi. E fez Deus os dois grandes luminares: o luminar maior para governar o dia, e o luminar menor para governar a noite; e fez as estrelas.E Deus os pôs na expansão dos céus para iluminar a terra, Gn. 1.15-17 Deus criou um paraíso e colocou nele o homem.

A LIBERDADE HUMANA
“De toda árvore do jardim comerás livremente”.
Deus colocou muitas árvores frutíferas à disposição do homem, representando tudo o que o Senhor nos dá para o nosso deleite.

O LIMITE
“...mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás”.
Não existe liberdade absoluta. O ser humano precisa, desde criança, conhecer os seus limites. A árvore proibida representa aquilo que pertence a Deus, ou que pertence ao próximo, ou aquilo que nos prejudicaria de alguma forma, mesmo sendo algo atraente e aparentemente agradável (Gn. 3.6).

O que Deus nos dá é muito mais do que aquilo que ele nos nega, pede ou proíbe. Somente uma árvore foi proibida. Entretanto, o homem quer muito mais do que aquilo que lhe é dado.

TRANSGRESSÃO E CONSEQÜÊNCIA  
“No dia em que dela comeres, certamente morrerás”.
Quem se dispõe a ir além dos limites estabelecidos por Deus, cometendo o pecado, deve estar consciente dos efeitos de suas atitudes e ações. Adão e Eva comeram do fruto proibido e morreram espiritualmente.

Deus queria poupar o homem daquela amarga experiência. As proibições divinas têm o propósito de nos proteger. Não são opressoras, mas funcionam como uma cerca à beira do abismo, para que sejam evitadas as desastrosas conseqüências do pecado.

Usufruamos tudo o que Deus nos dá e respeitemos os limites que ele estabeleceu (Pv. 22.28).

Anísio Renato de Andrade

Por Litrazini

Graça e Paz