quarta-feira, 31 de outubro de 2018

BATISMO DO ESPÍRITO SANTO


Jesus prometeu aos seus seguidores que eles fariam obras ainda maiores do que as dele, e nós sabemos que, depois de terem recebido o batismo do Espírito Santo, os discípulos pregaram com poder e realizaram grandes milagres. Sua participação nas grandes obras consistia de crer. O poder de realizar milagres não era deles próprios, mas  vinha de Deus e fluía através deles, porque eles criam.

A finalidade do batismo do Espírito Santo é que nós diminuamos, de maneira que a presença e o poder de Deus possam habitar em nós e fluam abundantemente, por nosso intermédio. “Glória seja dada a Deus, que pelo Seu grandioso poder operado em nós é capaz de fazer muito mais do que nós jamais ousaríamos pedir ou mesmo pensar, infinitamente além de nossas mais sublimes orações, anseios, pensamentos ou esperanças.” (Ef. 3.20). É Deus que faz a obra em nós. E quanto mais confiarmos nele e quanto menos dependermos de nós mesmos, mais ele terá possibilidades de agir.

Jesus referiu-se muitas vezes ao Espírito Santo como o Espírito da Verdade. “Quando vier o Espírito Santo, que é a verdade, Ele guiará vocês a toda a verdade.” (Jo 16.13). O Espírito Santo da verdade habita em todos os crentes e os orienta em tudo. Mas ser batizado no Espírito significa muito mais que isto; Significa “mergulhar em” ou “saturar”.

O batismo do Espírito Santo é uma experiência de purificação total, e de despojamento. É o farol da verdade de Deus, pondo à mostra cada recanto da nossa vida. A finalidade do batismo é lavar-nos com um jato fortíssimo e esvaziar-nos da nossa auto-confiança, do nosso orgulho, das nossas pequeninas tendências de trapaça, dos pretextos aos quais nos agarramos, de todas as coisas que bloqueiam a nossa fé e impedem a entrada do poder de Deus e da sua presença em nossa vida.

O batismo do Espírito Santo tem um duplo propósito: a purificação e o preparo do vaso para receber poder divino; e, depois, o enchimento do vaso com o seu poder. As duas ocorrências são simultâneas, porque  quando Ele começa a saturar nosso ser, põe em evidência e ao mesmo tempo retira o entulho empilhado dentro de nós.

Jesus disse: “Recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas.” (At. 1.8). Ele não disse que o poder nos pertencia, mas que o poder nos encheria e operaria por nosso intermédio. Somos recipientes, vasos e canais. Por mais que tentemos, nunca seremos o conteúdo. Somos copos contendo água viva. A água pode saciar a sede dos homens, mas um copo vazio não satisfaz a ninguém.

Pessoas dizem suplicar a Deus que os batize no Espírito Santo, mas nada lhes acontece. O erro está no fato deles olharem para os seus próprios sentimentos em vez  de se fixarem na realidade de Deus. É sempre nos sentimentos que se encontra o obstáculo. As sensações não constituem o batismo. O batismo é uma transformação interior.

Amor, alegria e paz fazem parte do fruto do Espírito Santo em nós. A origem da alegria não está nas circunstâncias felizes, mas nos conhecimentos dos mandamentos de Jesus, na sua obediência e no descansar nele. “Achadas as tuas palavras, logo as  comi; as tuas palavras me foram gozo e alegria para o coração.”(Jeremias 15.16).

Somos criaturas que gostam de se fixar á hábitos. Temos sempre deixado que os nossos sentidos comandem nossas reações. Mas Cristo veio morar em nós para que a sua alegria possa nos encher completa e plenamente. Não são as nossas emoções, nem a nossa mente, nem tampouco os nossos sentidos que nos incitam a regozijar. Isso vem do nosso espírito nascido do Espírito Santo. É ali que reside a nossa vontade.

Ronaldo Perini

Por Litrazini
Graça e Paz

terça-feira, 30 de outubro de 2018

CRISTO É O CENTRO


Da mesma forma como Moisés levantou a serpente no deserto, assim também é necessário que o Filho do homem seja levantado. (João 3.14)

Quando Moisés levantou a serpente em um cajado, muitos israelitas desaprovaram o mandamento de Deus de para ela, porque não lhes era agradável. Somente os israelitas que criam – e ninguém mais – entendiam e, então, eram curados por causa de sua fé na Palavra.

Quem mais, além do Senhor, poderia ter usado essa história para apontar para Cristo?

Eu nunca teria sido tão ousado ao ponto de interpretar essa história da forma como Cristo a interpretou.

Ele a explica apontando para si mesmo, e diz: “Aquela era a serpente de bronze. Mas eu sou o Filho do Homem. Os israelitas tiveram que olhar para a serpente com os seus olhos naturais. Mas vocês devem olhar para mim com os olhos da fé. Eles foram curados de um veneno físico. Mas, por meu intermédio, vocês serão redimidos de um veneno eterno. Olhar para a serpente significa crer em mim. No passado, os corpos foram curados. Mas eu darei a vida eterna àqueles que crerem em mim”.

Essas são afirmações estranhas, que juntas são um ensino extraordinário.

Com essas palavras, o Senhor nos ensina o modo apropriado de interpretar o Antigo Testamento.

Ele nos ajuda a entender que os escritores e profetas do Antigo Testamento apontaram para ele, o Cristo, com suas histórias e ilustrações.

Cristo nos mostra que ele é o ponto central a partir do qual todo o círculo é desenhado.

Todos olham para ele. Quem segue a Cristo pertence a esse círculo.

Todas as histórias das Escrituras santas, se interpretadas corretamente, apontam para Cristo.

Retirado de Somente a Fé – Um Ano com Lutero. Editora Ultimato.

Por Litrazini
Graça e Paz

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

RENÚNCIA


Assim, pois, qualquer de vós, que não renuncia a tudo quanto tem, não pode ser meu discípulo. Lc.14.33

“Vai, vende tudo o que tens, dá-os aos pobres e terás um tesouro no céu”. Nunca poderemos saber o que poderá ter pensado o moço rico, quando com o semblante entristecido, retirou-se da presença de Cristo.

Em toda a parte do Evangelho ressoa a palavra renúncia. Ela está presente a partir da encarnação e segue até a cruz. É a renúncia que levou o Filho de Deus à manjedoura, o fez crescer em condição humilde, o conduziu em peregrinação pelas terras áridas da Palestina e o colocou finalmente, perante Pilatos.

Ele renuncia aos exércitos de anjos para que o livrem. Ele renuncia seu poder sobre a vida e se deixa matar. E é neste renunciar tudo que Ele chega ao ponto mais baixo da humilhação, para depois ser feito Senhor e Cristo. Não existe maior descrição de eventos causadas pela renúncia, do que a feita por Paulo em Fp 2.6-11.

MAS PORQUE É  PRECISO RENUNCIAR?.
primeiramente porque a vontade humana é rebelde e contrária à vontade divina. Por isso o “faça a sua vontade, assim na terra como no céu” precisa ser entendido como uma confissão de renúncia, e não como uma simples cláusula do “Pai Nosso”.

Importa renunciar porque por si mesmo a pessoa se apega a isso ou a aquilo, amarrando sobre si pessoas e coisas que o impendem de dedicar-se inteiramente a Deus. Devemos nos libertar das teias que nos impedem a plena dedicação de que nos fala Hb 12.1.

Porque é condição primordial para todos aqueles que desejam ser verdadeiros discípulos de Jesus. Ele mesmo diz que o discípulo não está acima de seu mestre, e impõe uma condição essencial: negue-se... renuncie.. e será discípulo de Jesus. (Mt 11.29-30 e Lc 9.23).

OS IMPEDIMENTOS A RENUNCIAR:

É fácil considerar que é preciso renunciar para ser cristão, segundo a determinação de Jesus: TUDO. Por ser um Reino absoluto e absolutista o Reino de Deus não admite qualquer concorrente que lhe roube o amor, o interesse e envolvimento humano. (Ex 20.3 e Mt 10.37).

APEGO ÀS PRIORIDADES PORTÁVEIS: a ânsia pela posse de bens, qualquer que seja a sua natureza, toma conta de tal maneira do coração humano que ele esquece de tudo o mais, especialmente dos princípios de justiça da igualdade e dos valores superiores (Mt 6.33).

LIGAÇÕES SENTIMENTAIS:  podem as ligações sentimentais legítimas do ser humano constituírem-se impedimentos a ser renunciado? Certamente que sim. Jesus se referiu à família como tropeço para isto. Os amigos e qualquer laço de amizade, que assume todo o nosso sentimento de afeto e carinho maior do que oferecemos a Deus, precisa ser renunciado.

AS NOSSAS OPINIÕES E VONTADES: aquele que impõe sua opinião ou vontade, como se fosse o dono da verdade, o soberano, etc. precisa renunciar o seu EGO e render-se a Cristo para que a vontade de Deus domine a sua. É preciso que a nossa vontade se harmonize com a vontade de Deus que é perfeita, boa e agradável.

AS ATITUDES INTERIORES E EXTERIORES: todas as atitudes que são incompatíveis com o Reino de Deus devem ser renunciadas. O orgulho, a vaidade e o preconceito são talvez a raiz da maioria das obras da carne (Gl 5.19-20).

Basicamente o cristão terá que renunciar ao controle do seu “eu” para não sucumbir-se as manifestações que voltam contra o Espírito de Deus. Para que seus próprios interesses e desejos não façam de si mesmo o centro de tudo e o mais alto de todos os valores. Assim será preciso render-se totalmente a Cristo e entregar a Ele o controle de todas as coisas, para não satisfazerem seus particulares interesses e sim os interesses do Reino de Deus.

É somente quando isso acontece que a pessoa é capaz de esquecer de tudo o mais e estar pronta aos sacrifícios que o Reino exige. Só assim se compreenderá a disposição de oferecer-se à própria morte, renunciado assim aquilo que lhe permite todas as suas opções, isto é, a vida. 

Por isso é que Jesus, em exigência final, diz estar pronta a pessoa para renunciar ao pai, a mãe, mulher, filhos, irmãos, etc,  e ainda mais: é preciso estar pronto a dar... “ainda a sua própria vida”(Lc 14.26) para poder ser discípulo de Jesus.

Transcrito Por Litrazini
Graça e Paz

domingo, 28 de outubro de 2018

VIGILÂNCIA – VIGIAR O QUE?


Vigiai, pois, em todo o tempo, orando, para que sejais havidos por dignos de evitar todas estas coisas que hão de acontecer, e de estar em pé diante do Filho do homem. Lc. 21.36 

Se tivéssemos o dom de conhecer todas as coisas e soubéssemos o momento exato em que elas iriam acontecer, quão terrível não seria vermos ir aproximando o instante da morte de alguém a quem amamos, ou a nossa própria morte! Essa bendita ignorância exige de nós uma atitude de cuidado. É preciso estar apercebido em todo o tempo às coisas que nos rodeiam, se não para impedir o inevitável, ao mesmo tempo para estar pronto para ele. Certamente esta realidade, Jesus determina aos seus discípulos: VIGIAI!

HÁ PELO MENOS TRÊS FATOS PARA OS QUAIS DEVEMOS ESTAR ALERTA:

A VINDA DO FILHO DO HOMEM OU O DIA DO SENHOR– Jesus deixou bem claro que Ele voltaria em dia e hora que ninguém sabe, e quer nos encontrar fazendo algumas coisas: Lc 21.14-19, 29-36 e 22.31-34. devemos estar preparados porque Jesus vem e não tardará. Os sinais mostram, a Palavra de Deus adverte e o Espírito Santo tem nos falado claramente que o Senhor vem breve.

A VINDA DO TENTADOR – Satanás sabe que os seus dias estão contados e por isso tratará de tentar destruir e aniquilar a fé do povo de Deus. Devemos vigiar a fim de não cair em tentação. Com o aumento do pecado e da iniquidade muitos estão dando ouvidos ao tentador e esfriando. Ele é sutil e age repentinamente. Como não sabemos quando vai atacar, precisamos estar vigilantes, determina o mestre.

A REALIDADE DA MORTE – A morte é uma realidade que chega sempre em hora incerta. Nos momentos mais imprevisíveis a qualquer etapa da vida, em meio a qualquer atividade. Embora a expectativa geral seja de ela só chegue na velhice, ela ocorre inesperadamente aqui e ali, sem levar em conta o fato idade. Ao homem que queria derrubar os seus celeiros, para construir outros maiores Jesus diz:“louco, esta noite te pedirão a tua alma...”(Lc 12.20).

VIGIAR PARA QUE?

As duas possibilidades: vigilância e descuido. Jesus determina a primeira e mostra as consequências do descuidado. (Mt 25.11-12; Lc 12.46).

Mas há um lado positivo, a recompensa do servo vigilante, que se prepara para a vinda do seu Senhor, há uma recompensa maravilhosa, ser-lhe-à concedido governar todos os bens do seu Senhor (Lc 12.44) bem como poderão comer à sua própria mesa, sendo servido por Ele (Lc 12.37). Só há proveito na vigilância, embora ela seja difícil, muitas vezes.

HÁ PELO MENOS QUATRO MANEIRAS PELAS QUAIS OS CRISTÃOS DEVEM APRENDER A VIGIAR:

PELA ORAÇÃO: Através da oração vigiamos, permitindo que a vontade de Deus seja feita em nossa vida e nos preparamos contras as ciladas do diabo.

PELA PRUDÊNCIA: O exemplo das virgens é claro em aconselhar a prudência. Temos que ser prudentes em tudo: nas palavras, nos atos, no cuidado a fim de que não nos encontre o mestre em falta.

PELO COMPORTAMENTO DO CRISTÃO: Jesus observa que certos tipos de condutas são incompatíveis com Reino de Deus e aquele que delas usa arrisca-se a ser surpreendido. (Lc 21.34).

PELA PERSEVERANÇA: Jesus diz: “é na perseverança que ganhareis as vossas almas” (Lc 21.19). essa virtude está ligada ao comportamento perante os que pedem a razão da fé que há em nós (I Pe 3.15).

VIGIAR POR QUE?
A resposta é óbvia e presente já na própria realidade da vida. Embora a certeza de que todas as coisas não apenas podem acontecer mas acontecerão de fato, nunca se sabe a hora exata em que elas sucederão. É Jesus quem diz;‘Vigia, pois, porque não sabeis o dia nem a hora” (Mt 25.13). Ele confessa que nem mesmo Ele sabia a hora, senão somente Deus, o Pai (Mc 13.32).

Por isso, diante de tão graves possibilidades, perante o desafio é que o imperativo de Jesus Cristo a seus discípulos estende-se a todos nós – VIGIA!.

Transcrito Por Litrazini
Graça e Paz

sábado, 27 de outubro de 2018

QUANDO DEUS VÊ VOCÊ


Quando o seu mundo toca o mundo de Deus, o resultado é um momento santo. Quando a maior esperança de Deus beija seu machucado terreno, esse momento é santo. Esse momento pode acontecer em um domingo durante a Comunhão ou em uma quinta-feira à noite na pista de patinação. Pode acontecer em uma catedral ou em um metrô, por um arbusto ardente ou por uma gamela. Quando e onde não importa. O que importa é que momentos santos acontecem. Diariamente. E eu gostaria de falar para você sobre o mais santo desses momentos - gostaria de falar para você sobre o momento mais santo de sua vida.

Não. Não é o seu nascimento. Não é o seu casamento. Não é o nascimento de um filho. Estou falando sobre o momento mais santo de sua vida. Esses outros momentos são especiais. Eles brilham com reverência. Mas comparados com esse momento, eles são mais ou menos tão santos quanto um soluço.

Estou falando sobre a hora sagrada. Não, não é seu batismo ou sua profissão de fé. Não é sua primeira comunhão ou sua primeira confissão ou mesmo seu primeiro encontro. Eu sei que esses momentos são preciosos e certamente sacrossantos, mas eu tenho um momento diferente em mente. Aconteceu esta manhã. Bem depois que você acordou. Bem ali na sua casa. Você o perdeu? Deixe-me recriar a cena.

O despertador toca. Sua esposa o cutuca ou seu marido a acotovela ou sua mãe ou pai o sacode. E você acorda. Você já bateu no botão de soneca três vezes; bata de novo e você estará atrasado. Você já pediu mais cinco minutos... cinco vezes diferentes; peça de novo e terá água despejada em sua cabeça.

A hora chegou. O amanhecer rompeu. Então, com um gemido e um grunhido, você arremessa as cobertas para trás, e coloca um pé quente para fora em um mundo frio. Ele é seguido por um relutante companheiro. Você se inclina para cima, senta na beirada da cama e olha fixamente para a parte de trás de suas pálpebras. Você fala para elas abrirem, mas elas se opõem. Você as separa com suas palmas e espia dentro do quarto. (O momento ainda não é santo, mas está quase lá.)

Você fica em pé. Nesse momento, tudo o que vai doer durante o curso do dia dói. É como se a pequena pessoa dentro de seu cérebro que está encarregada da dor precisasse testar os circuitos antes de você chegar no banheiro.

Com o encanto de uma elefanta grávida, você caminha em direção ao banheiro. Você deseja que haja alguma maneira de acender a luz lentamente, mas não há. Então você dá um tapa no interruptor, pisca enquanto seus olhos se acostumam, e vai até a pia do banheiro. Você está se aproximando do sagrado. Você pode não saber disso, mas você acabou de pisar em azulejo santo. Você está no interior do santuário. O arbusto ardente do seu mundo.

O momento mais santo da sua vida está prestes a acontecer. Ouça. Você ouvirá o agitar das asas dos anjos sinalizando sua chegada. Trombetas estão equilibradas nos lábios do céu. Uma nuvem de majestade rodeia seus pés descalços. Os anfitriões do céu suspendem todos os movimentos enquanto você levanta seus olhos e... (Fique pronto. Está vindo. O momento santo está perto.)

Os pratos chocam. Trombetas ecoam na sala sagrada. As crianças do céu correm através do universo espalhando pétalas de flor. As estrelas dançam. O universo aplaude. Árvores se inclinam em adoração coreografada. E bem que eles devem, porque o filho do Rei acordou.

Olhe no espelho. Observe aquele que é santo. Não se vire. A imagem da perfeição está olhando de volta para você. O momento santo chegou. Eu sei o que você está pensando. Você chama isso de "santo"? Você chama isso de "perfeito"? Você não sabe como eu fico às 6:30 da manhã.

Não, mas posso imaginar. O cabelo emaranhado. Pijamas ou camisola amassados. Os nacos de sono grudados nos cantos de seus olhos. Barriga inchada. Lábios secos. Olhos atarracados. Hálito que poderia manchar uma parede. Um rosto que poderia assustar um cachorro.

"Qualquer coisa menos santo," você diz. "Me dê uma hora e eu vou parecer santo. Me dê um pouco de café, um pouco de maquiagem. Me dê uma pasta de dente e uma escova de cabelo, e deixarei este corpo apresentável. Um pouco de perfume... um espirro de colônia. Então me leve para dentro do Santo dos Santos. Então farei o céu sorrir."

Ah, mas aqui é onde você se engana. Veja, o que faz o momento da manhã tão santo é sua honestidade. O que faz o espelho da manhã santificado é exatamente você estar vendo exatamente quem Deus vê. E quem Deus ama. Sem maquiagem. Sem camisas opressoras. Sem gravatas autoritárias. Sem sapatos combinando. Sem camadas de imagens. Sem o status de jóias. Apenas honestidade despenteada. Apenas você.

Se as pessoas o amam às 6:30 da manhã, uma coisa é certa: elas amam você. Elas não amam o título que você tem. Elas não amam seu estilo. Elas não amam suas conquistas. Elas somente amam você.
"O amor", escreveu uma alma perdoada, "cobre multidão de pecados." 11 Pedro 4:8 Soa como o amor de Deus.

"Aperfeiçoou para sempre quantos estão sendo santificados," outro escreveu.  Hebreus 10:14
Sublinhe a palavra aperfeiçoou. Note que a palavra não é melhorou. Não é aumentou. Deus não melhora; ele aperfeiçoa. Ele não realça; ele completa. O que faz a pessoa perfeita cometer uma falta? Agora percebo que há um sentido no qual somos imperfeitos. Nós ainda erramos. Nós ainda tropeçamos. Nós ainda fazemos exatamente o que não queremos fazer. E essa parte de nós, segundo o versículo, "sendo feitos santos."

Mas quando se trata da nossa posição diante de Deus, somos perfeitos. Quando Ele vê cada um de nós, Ele vê aquele que foi aperfeiçoado através dAquele que é perfeito – Jesus Cristo. "Todos quantos fostes batizados em Cristo de Cristo vos revestistes.". Gálatas 3:27

Esta manhã eu "coloquei" roupas para esconder as imperfeições que eu não queria mostrar. Quando você me vê, totalmente vestido, você não pode ver minhas pintas, cicatrizes ou machucados. Eles estão escondidos.

Quando escolhemos ser batizados, por estilo de vida tanto quanto por símbolo, em Cristo, a mesma proteção acontece. Nossos pecados e falhas ficam perdidos abaixo do puro esplendor de Sua proteção. "Porque morrestes, e a vossa vida está oculta juntamente com Cristo, em Deus." Colossenses 3:3 Por favor, não perca o impacto deste versículo. Quando Deus nos vê, Ele também vê Cristo. Ele vê perfeição! Não perfeição ganha por nós, tenha isso em mente, mas perfeição paga por Ele.

Reflita nestas palavras por um momento: "Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus." 2 Coríntios 5:21. Agora leia estas palavras em outra tradução: "Porque Deus fez Cristo, que não conhecia o pecado, realmente ser pecado por nós, para que em Cristo fôssemos feitos bons pela bondade de Deus."

Note as últimas quatro palavras: "pela bondade de Deus." A bondade de Deus é a sua bondade. Você é a absoluta perfeição. Impecável. Sem defeitos ou erros. Limpo. Sem igual. Inculpável. Primeira classe. Puro. Perfeição imerecida porém completa.

É sem surpresa que o céu aplaude quando você acorda. Uma obra-prima se mexeu. "Shh," sussurram as estrelas, "olhe a maravilha daquela criança." "Meu!" os anjos suspiram, "que prodígio Deus criou."

O que você vê no espelho como um desastre da manhã é, na verdade, um milagre da manhã. A santidade em um roupão. Vá adiante e se vista. Vá adiante e coloque os anéis, faça a barba, penteie o cabelo, e cubra as pintas. Faça isso por você. Faça isso pela sua imagem. Faça isso para manter seu trabalho. Faça isso pelo bem daqueles que precisam sentar ao seu lado. Mas não faça isso para Deus.

Ele já o viu como você realmente é. E em seu livro, você é perfeito.

Autoria: Max Lucado

Por Litrazini
Graça e Paz

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

PASSOS PARA A LIBERTAÇÃO


FECHAR A PORTA - Para a libertação total, e necessário que a pessoa vigie, que seja íntegra, em todas as áreas da sua vida... Que viva uma vida de santidade, na presença do Senhor. Que seja sincera! Não se pode deixar nenhuma brecha ou porta aberta para as investidas de Satanás.

No mundo espiritual, estas brechas ou portas se constituem em concessão para a atuação de Satanás. A bíblia diz que o diabo vive ao derredor, rugindo como leão, procurando a quem possa tragar... Se ele acha a porta aberta, ele entra sem pedir licença!
INTEGRIDADE - significa ser uma pessoa de bom caráter, honesta, idônea, equilibrada, de bons princípios (Jô 1:8).
SANTIDADE - é abster-se de todo pecado, separar-se do mundo e achegar-se mais a Deus(I Pe 1:14-16).
SINCERIDADE - É evitar a falsidade, a mentira, o engano, ser transparente! Chamar o pecado de pecado! Enquanto não enumerei os meus pecados, adoeci (Sl 32:3). A minha alegria se transformou em tristeza. (Sl 51:12).

ARREPENDIMENTO - O principal elemento necessário para ser liberto é o genuíno arrependimento. Mas, o que é arrependimento? (Atos 3:19). Sentir dor profunda. É envergonhar-se do pecado! É decidir-se a abandonar de vez o pecado! Não adianta dizer: "Puxa, eu não deveria ter feito" (e voltar a fazer novamente).
O verdadeiro arrependimento leva a pessoa a assumir a culpa, a responsabilidade pelo seu pecado, e não ficar tentando justificar a atitude pecaminosa, com desculpas esfarrapadas, como: "Ah! É por causa disso, é por causa daquilo ..." O  verdadeiro arrependimento gera a genuína libertação. (Pv 28:13).
A pessoa arrependida sente verdadeira dor pelo pecado porque sabe que , enquanto durou o pecado, sua comunhão com Deus foi estragada. Para qualquer mudança acontecer, é preciso sentir uma dor profunda. Essa dor deve-se ao reconhecimento de que o seu pecado ofendeu a Deus, e causou também danos às pessoas próximas (Lucas 15:18). Quando o pecado é lembrado com dor, aí há cura.

RENÚNCIA - Todo pecado tem que ser renunciado (Tg. 4:7). Lembra onde está a brecha? Então, para que essa brecha seja fechada, é necessário que haja uma renúncia. Precisamos aprender a viver como santos. É preciso cortar o mal pela raiz.

CONFISSÃO - Pecado têm que ser declarado um a um: Eu fiz isto, desta forma, "x vezes". (Sl 32;3-4). Davi disse: Todos os meus pecados eu te declarei. (Sl 32:5 / Sl 51).

PRINCÍPIOS PARA RECEBER A LIBERTAÇÃO
1. Sentir necessidade - reconheça que precisa de libertação (Sl 51:3).
2. Arrepender-se de todo pecado.
3. Não ter medo da libertação - o medo amarra você, impedindo a sua libertação (II Tm 1:7 / I Jo 4:4).
4. Lute pela sua libertação - Não há poder maior do que o poder de Deus.
5- Todo pacto, compromisso, aliança, que estiver vivo na sua memória deve ser renunciado - Declare que você agora pertence ao Senhor Jesus.

ORAÇÃO DE LIBERTAÇÃO
Leia, memorize, e tome posse das bênçãos e verdades contidas nos textos de (Gl 3:13-14 / II Cor 5:21 / Rm 8:1-3). Depois ore a Deus em voz alta, uma oração positiva declarando pela fé a tua vitória, com base nas verdades contidas nos textos lidos. Declare, nesta oração que agora você é uma nova pessoa, vitoriosa em Cristo. Você pode citar também outros textos da palavra, como desejar.       

Fonte: comunidade shekinah

Por Litrazini
Graça e Paz

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

MAIS DO QUE PODEMOS IMAGINAR

E o faraó prosseguiu: “Entrego a você agora o comando de toda a terra do Egito”. Em seguida o faraó tirou do dedo o seu anel de selar e o colocou no dedo de José. Mandou-o vestir linho fino e colocou uma corrente de ouro em seu pescoço. (Gênesis 41.41-42)

Paulo está absolutamente correto quando diz que Deus “é capaz de fazer infinitamente mais do que tudo o que pedimos ou pensamos” (Ef 3.20). No entanto, as nossas orações tendem a ser fracas e vazias.

José não ousou pedir o que ele, ao final, recebeu. Seu coração estava como um caniço quebrado ou um pavio fumegante. Seu gemido era como fumaça que se levanta direto para o céu.

Seu coração era um verdadeiro incensário! O doce aroma que vem de um coração humilde e suplicante agrada a Deus. Apesar de José poder ter sentido como se estivesse morrendo, seu gemido não causou nenhum prejuízo verdadeiro.

Fique firme. Deus permanecerá fiel. Não se desespere. Agarre-se à verdade que o salmista proclama: “Espere no Senhor. Seja forte! Coragem! Espere no Senhor” (Sl 27.14). O Senhor não apagará um pavio fumegante, mas, em vez disso, fará com que ele arda em brasas fortemente. Ele não esmagará o caniço quebrado, mas o fortalecerá (Is 42.3).

Deus deseja nos dar mais do que pedimos, não apenas responder às nossas orações fracas.

José não pediu mais do que ser resgatado, ser liberto da prisão e devolvido ao seu pai. Deus, no céu, deixou que ele fizesse aquela oração por um longo tempo.

Na verdade, Deus estava dizendo: “Você não sabe o que está pedindo [Mt 20.22]. Eu darei a você infinitamente mais do que tudo o que você pede ou imagina [Ef 3.20]. É por isso que você terá de esperar um pouco mais. Eu quero mais da fumaça que sobe direto para o céu”.

Porém, mais tarde, José recebeu o que nunca poderia ter imaginado. Ele nunca teria tido a confiança ou a coragem de pedir o que recebeu.

Devemos reconhecer que a sabedoria, graça, misericórdia e poder de Deus certamente estão conosco, assim como estavam com José. Entretanto, Deus geralmente não as dá a nós do modo como as pedimos.

Retirado de Somente a Fé - Um Ano com Lutero. Editora Ultimato.

Por Litrazini
Graça e Paz

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

COMO PODEMOS EXPERIMENTAR A VERDADEIRA LIBERDADE EM CRISTO?


Todo mundo procura liberdade. Especialmente no Ocidente, a liberdade é a mais alta virtude, e é procurada por todos os que estão ou se consideram oprimidos. Entretanto, a liberdade em Cristo não é a mesma que a liberdade política ou econômica. Na verdade, algumas das pessoas mais severamente oprimidas na história tiveram total liberdade em Cristo.

A Bíblia nos diz que, espiritualmente falando, ninguém é livre. Em Romanos 6, Paulo explica que todos somos escravos. Nós ou somos escravos do pecado ou escravos para a justiça. Aqueles que são escravos do pecado não podem se libertar dele, mas quando somos libertos da pena e do poder do pecado através da cruz, nos tornamos um escravo diferente, e nessa escravidão encontramos paz completa e verdadeira liberdade.

Embora pareça uma contradição, a única verdadeira liberdade em Cristo vem para aqueles que são Seus escravos. A escravidão passou a significar degradação, dificuldades e desigualdades. No entanto, o paradigma bíblico é a verdadeira liberdade do escravo de Cristo que experimenta alegria e paz, os produtos da única verdadeira liberdade que chegaremos a conhecer nesta vida.

Existem 124 ocorrências no Novo Testamento da palavra doulos, que significa "alguém que pertence a outro" ou "escravo sem direitos de propriedade própria". Infelizmente, a maioria das versões bíblicas modernas, bem como a versão inglesa do Rei James, traduzem em grande maioria doulos como "servo". Entretanto, um servo é aquele que trabalha para receber um salário, e que, em virtude de sua obra, é devido algo de seu mestre.

O cristão, por outro lado, não tem nada a oferecer ao Senhor em pagamento por seu perdão, e pertence totalmente ao Mestre que o comprou com o sangue dEle na cruz. Os cristãos são comprados por esse sangue e são a posse de seu Senhor e Salvador. Nós não somos seus contratados, mas pertencemos a Ele (Romanos 8:9). Então, "escravo" é realmente a única tradução adequada da palavra doulos.

Longe de ser oprimido, o escravo de Cristo é verdadeiramente livre. Nós fomos libertados do pecado pelo Filho de Deus que disse: "Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres" (João 8:36). Agora o cristão pode realmente dizer, juntamente com Paulo:"Porque a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte" (Romanos 8:2). Agora conhecemos a verdade e essa verdade nos libertou (João 8:32).

Paradoxalmente, através da escravidão a Cristo, também nos tornamos filhos e herdeiros do Deus Altíssimo (Gálatas 4:1-7). Como herdeiros, somos participantes dessa herança - vida eterna - que Deus confere a todos os Seus filhos. Este é um privilégio além de qualquer tesouro terrestre que possamos herdar, enquanto aqueles que estão presos no pecado herdam apenas a morte espiritual e uma eternidade no inferno.

Por que, então, muitos cristãos vivem como se ainda estivessem presos? Por um lado, muitas vezes nos rebelamos contra o nosso Mestre, recusando-nos a obedecê-Lo e apegando-nos às nossas velhas vidas. Persistimos nos pecados que uma vez nos uniram a Satanás como nosso mestre. Porque a nossa nova natureza ainda vive na antiga natureza carnal, ainda somos atraídos pelo pecado.

Paulo diz aos Efésios para se "despojarem" do seu eu antigo com seu engano e corrupção e se "revestirem" do seu novo eu com sua justiça. Deixe de mentir, e vista-se da veracidade. Deixe de roubar e vista-se da utilidade e do trabalho. Despoje-se da amargura, da raiva e da ira, e vista-se da bondade, compaixão e perdão (Efésios 4:22-32). Fomos libertados da escravidão do pecado, mas muitas vezes colocamos as correntes de volta porque parte de nós ama a vida antiga.

Além disso, muitas vezes não percebemos que fomos crucificados com Cristo (Gálatas 2:20) e que renascemos como criaturas completamente novas (2 Coríntios 5:17). A vida cristã é uma de morte para si mesmo e de nascimento à caminhada "em novidade de vida" (Romanos 6:4), e essa nova vida é caracterizada por pensamentos sobre Aquele que nos salvou, não pensamentos sobre a carne morta que foi crucificada com Cristo. Quando pensamos continuamente em nós mesmos e cedemos à carne e aos pecados de que fomos libertos, estamos essencialmente carregando conosco um cadáver, cheio de podridão e morte. A única maneira de enterrá-lo totalmente é pelo poder do Espírito, que é a única fonte de força.

Fortalecemos a nova natureza quando somos alimentados continuamente pela Palavra de Deus, e através da oração obtemos o poder de que precisamos para escapar do desejo de retornar à vida antiga do pecado. Então perceberemos que a nossa nova posição como escravos de Cristo é a única liberdade verdadeira, e invocaremos o Seu poder para que "não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, de maneira que obedeçais às suas paixões"(Romanos 6:12).

Fonte: GotQuestion

Por Litrazini
Graça e Paz

terça-feira, 23 de outubro de 2018

COMPREENDENDO AS REALIDADES ESPIRITUAIS


O homem é o responsável pelo seu próprio pecado, e não o diabo. No dia final teremos que responder por cada um dos nossos pecados, e não poderemos lançar a culpa sobre o diabo. A maioria dos pecados são obras carnais e são produzidas pelo próprio homem em razão das fraquezas e apetites carnais que fazem guerra contra a alma.

Devemos combater as paixões carnais! Satanás, e seus demônios, procuram atuar nas áreas de fraquezas humanas inicialmente induzindo a pessoa a pecar, e, em seguida, conduzindo a algum tipo de dependência ou escravidão a pecados específicos.

A libertação precisa ocorrer em dois níveis - a nível espiritual, fazendo com que Satanás solte aquela pessoa que ele tem aprisionado; e a nível humano - levando a pessoa a se libertar da fraqueza ou dependência que a leva a pecar...

DEMÔNIOS EXISTEM? O QUE SÃO DEMÔNIOS?

Existem! Eles são mais reais do que muita gente pensa! São seres espirituais comandados por Satanás, com a missão de matar, roubar e destruir... O demônio que é citado em Mateus 17:18, é chamado de espírito imundo no relato paralelo de Marcos 9:25. Veja Efésios 6:10-12. Eles conhecem a Jesus (Mc 1:24), conhecem seu próprio destino final (Mt 8:29), e conhecem o plano da salvação (Tg 2:19).

Deus não criou Lúcifer (Satanás) para ser um espírito maligno. O problema deste anjo caído estava em querer ser igual a Deus e maior que Deus (Is 14:12). Acabou se tornado o ser maligno que é, o diabo. A terça parte dos anjos do céu caiu com Lúcifer (Apoc 12:4).

Deus fez o inferno para satanás e seus anjos. (Mt 25:41). Satanás é o príncipe dos demônios. Ele possui uma hierarquia bem organizada. "Porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e, sim, contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes." (Ef 6:12).

Os demônios agem por territórios (Js 1:3 / I Pe 5:8). Satanás se apodera dos territórios ou por consagração ou pela lealdade do pecado.

PRINCIPADO - significa território ou jurisdição de um príncipe - há demônios que atuam em áreas territoriais específicas;

POTESTADE - significa autoridade. No grego é a palavra "exousia" (autoridade sobre o lugar). - há demônios investidos de autoridade (ou comissionados) para determinados domínios, funções ou tarefas;

FORÇAS DO MAL NAS REGIÕES CELESTES - são poderes que só tem um objetivo: o MAL (Ef 6:12) - são demônios encarregados de combater a obra de Deus, impedir a propagação do Evangelho, investem sobre os crentes com o objetivo de impedir a santificação.

Fonte: comunidade shekinah

Por Litrazini
Graça e Paz


segunda-feira, 22 de outubro de 2018

O SAL DA TERRA


“Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens.” (Mt 5.13)

A terra e seus habitantes encontram-se num contínuo processo de deterioração. Nós somos o “sal da terra”. R. V. Tasker, professor de exegese do Novo Testamento na Universidade de Londres, tem razão quando diz: “Da mesma forma, os discípulos são chamados para serem uma espécie de desinfetante moral, para um mundo cujos padrões morais são baixos, estão constantemente mudando ou não existem.” A nossa própria presença nele detém a corrupção.

O sal é ainda um agente curativo. E provoca sede. Ele dá sabor, realçando o sabor de muitos alimentos. O sal é uma substância notavelmente útil, só que.... Será que notamos a presença de uma palavrinha no verso 13? “... se o sal vier a ser insípido...” (quer dizer: “se o sal perder sua qualidade picante, aquilo que o torna peculiar”). Jesus não introduz aqui uma advertência imaginária, mas verdadeira. Se for removida do cristão aquela sua virtude que o distingue de tudo, não sobra nada que tenha valor. Para nada mais prestamos, como diz o Senhor.

Gostaria de fazer uma observação bem direta agora. O pensamento secular está corroendo sensivelmente esse caráter distintivo que o servo de Deus possui. E isso está começando a influenciar a igreja de Jesus Cristo. Muitos crentes já submeteram sua mente ao sistema do mundo. Aquela mente cristã, distinta da do mundo, hoje é peça rara. Ideologia tais como humanismo, secularismo, intelectualismo e materialismo invadiram o pensamento cristão de tal forma, que nosso sal ficou diluído – e em alguns casos, nem existe mais.

Francis Schaeffer, revelando determinação e zelo proféticos, tem tentado despertar-nos para enxergar essa moléstia. E Harry Blamires, que poderíamos chamar de Schaeffer britânico (e que foi aluno de C. S. Lewis em Oxford) afirma abertamente e de forma dogmática: “Não existe mais pensamento cristão.” Influenciado e marcado pela imprensa, pelos sistemas educacionais secularizados, pelas expectativas, hoje tão baixas da sociedade, e pelas todo-poderosas pressões de seu grupo social (sem mencionar o impacto causado pela televisão e cinema), o servo cristão pode facilmente cair na armadilha. Podemos virtualmente parar de pensar em consonância com a Bíblia e deixar de “sacudir o saleiro”.

É por isso que Jesus expõe essa sua preocupação com tanta ênfase: “Para nada mais presta senão para, lançado fora, ser pisado pelos homens.” (Mt 5.13) Temos que exercer a função de preservar... senão perderemos nossa influência e nos tornaremos tão insignificantes , como uma camada de poeira nas ruas das cidades. Servo, tenha cuidado com isso!

O sal é polvilhado e espalhado... não derramado. Ele tem que ser espalhado. O sal em demasia estraga um alimento. Isso é um bom lembrete para os cristãos, no sentido de que se espalhem, em vez de ficarem todos aglomerados em grupos.

O sal aumenta o sabor... mas não aparece. Nunca vemos ninguém dizer:
- Puxa, como este sal é bom!

O que dizemos muitas vezes é:
- Este prato está realmente saboroso!

O verdadeiro servo cristão realça o sabor da vida, um sabor que sem ele não existiria.
O sal não se parece com nenhum outro tipo de tempero. Entretanto, sua força está exatamente em ser diferente dos outros. Ele não pode ser imitado; e para ser útil, precisa ser colocado no alimento.

O sal que permanece no saleiro não vale de nada para ninguém.

Extraído do livro Eu, um servo, Voce esta brincando, de Autoria de Charles Swildoll

Por Litrazini
Graça e Paz