"Alegrem-se sempre no Senhor; outra vez digo: alegrem-se!" [Filipenses 4.4]

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sexta-feira, 6 de dezembro de 2024

INSTRUÇÕES E ADVERTÊNCIAS

O preço do discipulado é muito alto; exige o controle de nossa vida inteira.

Enquanto esteve neste mundo, Jesus preparou seus discípulos e os enviou a pregar a boa nova do reino de Deus.

Com suas instruções, Ele fez claras advertências de que as pessoas não receberiam bem a mensagem sobre o arrependimento de seus pecados e sua volta para Deus.

Jesus advertiu também que seus discípulos poderiam ser ridicularizados, perseguidos, presos, torturados e até mortos por proclamarem a boa nova da salvação!

Mas Jesus não parou por aí;

Ele continuou dizendo que, apesar de tudo isso, os discípulos não deveriam ter medo, porque o Espírito Santo lhes daria coragem e as palavras para defender seu testemunho e justificar sua fé.

E, o mais importante, Jesus lembrou-lhes que, se falhassem em servir como discípulos, deveriam ter mais medo de Deus do que das ameaças físicas de sofrimento e morte.

O sofrimento físico é temporário, mas o fracasso espiritual termina com o castigo eterno.

Portanto, diz Jesus, o discipulado deve ser nossa principal preocupação.

Seu custo pode ser grande, mas o custo de renunciar à salvação de Cristo é muito maior.

“Se alguém quer Me seguir, esqueça os seus próprios interesses, carregue a sua cruz e Me acompanhe. Porque quem quiser salvar a sua vida vai perdê-la; mas quem perder a sua vida por minha causa e por causa do Evangelho vai salvá-la.” (Mc 8.34)

Transcrito Por Litrazini

https://www.kairosministeriomissionario.com/

Graça e Paz 

quinta-feira, 19 de agosto de 2021

O DISCIPULADO DE JESUS

Perdão e purificação, depois é se identificar com o Cristo.

Discipulado de Jesus não acontece nos caminhos da satisfação dos anseios e desejos pessoais. Ao invés disso, tem que acontecer uma separação em nosso interior.

Não precisamos ter pena de nosso "eu" corrupto e obstinado. Ele precisa ser entregue à morte de Jesus, para que Ele possa nos transmitir Sua vida através do Espírito Santo. "Assim também vós considerai-vos mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus" (Rm 6.11).

Isso acontece através da obediência de fé ao nosso Salvador e à Sua Palavra. "Porque, se fomos unidos com ele na semelhança da sua morte, certamente, o seremos também na semelhança da sua ressurreição" (Rm 6.5). Nesse caminho conseguimos nos livrar da tirania do pecado.

Até que ponto a cruz deve penetrar em nosso coração? Todo filho de Deus sincero já aprendeu que a realidade da cruz, a maneira de ser de Jesus, deve ocupar cada canto de nosso coração e cada espaço de nossas vidas, assumindo o domínio em todas as áreas.

Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus. Sujeitai-vos, portanto, a Deus; mas resisti ao Diabo, e ele fugirá de vós. Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós outros. Purificai as mãos, pecadores; e vós que sois de ânimo dobre, limpai o coração" (Tg 4.4,7-8).

A cruz tem que penetrar em nosso eu apaixonado por si mesmo até o ponto de podermos dizer com Paulo: "Estou crucificado com Cristo; logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim" (Gl 2.19b-20).

A posição de mortos tem que ser uma experiência profunda em nossas vidas. E isso custa lágrimas. Mas leva à vida, à vida eterna!

O apóstolo Paulo explica-o com as seguintes palavras: "De modo que, em nós, opera a morte, mas, em vós, a vida" (2 Co 4.12).

Transcrito Por Litrazini

http://www.kairosministeriomissionario.com/

Graça e Paz

sábado, 28 de outubro de 2017

DISCIPULADO

UMA CHAMADA RADICAL - Mc 1.16-20; Mt 10
Desde a cena à margem do mar da Galiléia até à cena da chamada e envio dos discípulos, os Evangelhos não escondem que entre a multidão de seguidores havia os comprometidos com um compromisso radical. Um texto que ilustra isso é o do jovem rico. Afinal ninguém pode servir a dois senhores (Lc 18.18-23; Mt 6.24).

Os discípulos traziam nítido tom popular; eram os mais destacados dentro do movimento de Jesus. Segundo Theissen[1], Jesus não fundou comunidades locais, mas deu origem a um movimento de carismáticos itinerantes. O movimento de Jesus é, antes de tudo, uma desestabilização da religião institucionalizada na sinagoga e no templo.

Os discípulos primitivos tornaram-se apóstolos que, itinerantes, andavam de lugar em lugar, sempre em busca de simpatizantes ou prosélitos à sua pregação. Num primeiro momento, dentro do Judaísmo; depois, fora dele. 

É curioso notar que, no relato introdutório de Atos, a igreja primitiva de Jerusalém foi dirigida por doze apóstolos (cf. At 1.12ss). Lucas projeta no passado seu ideal presente de uma igreja dirigida por um colegiado. Fato que é visto contrariamente nas alusões de Paulo à igreja de Jerusalém, pois, em sua visita, três anos depois, ele não encontrou senão a Pedro (cf. Gl 1.18).

Onde estavam os demais? A resposta é que estavam pregando e curando, à luz do que Jesus havia feito e recomendado que eles fizessem (cf. Mc 3.13ss ou Lc 10.1-11).

Numa segunda viagem, Paulo encontra as três colunas (cf. Gl 2.9). O grupo dos doze ou dos 120 dispersou-se logo no início do Cristianismo, tornando-se uma comunidade de itinerantes. O próprio ministério de Paulo revestiu-se dessa característica. Essa característica de Jesus e de seus discípulos tem um contorno sociológico. 

Os discípulos, com nítidas características carismáticas, são os moldadores das tradições mais antigas, e constituem o pano de fundo social de uma parte significativa da tradição sinótica. Seus esforços pela recuperação das palavras (logias) de Jesus, através de citações em suas pregações missionárias, representam a melhor fonte do que hoje se convencionou chamar de Evangelho anterior aos evangelhos.

Podemos dizer que certas ordens de Jesus como Rabi, a esses discípulos, são por eles perpetuadas em seus comportamentos e formas de convívio social, pois foram eles que praticaram e transmitiram tais palavras. Foram eles que deram as bases missionárias e que fundaram igrejas como Samaria, Cesaréia, Antioquia e Damasco.

O mais interessante nesse movimento missionário dos discípulos são as normas éticas, porque fazem referências diretas ao comportamento dos seguidores de Jesus, mesmo em estilo missionário. Nesta ética, encontra-se o fundamento sociológico, com sérias implicações político-econômicas, pois envolvem renúncia a lugar estável (cf. Mt 8.20), à família (cf. Mt 10.37-39), à prosperidade (cf. Mt 4.22; 19.37), e ao sustento (cf. Mt 6.25-33; 10.8-10). Leia Mateus 10.

Paulo Lockmann

Por Litrazini

Graça e Paz