"Alegrem-se sempre no Senhor; outra vez digo: alegrem-se!" [Filipenses 4.4]

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segunda-feira, 19 de julho de 2021

CONSCIÊNCIA MISSIONÁRIA BÍBLICA

A PAIXÃO MISSIONÁRIA FAZ PARTE DO CARÁTER DE DEUS!

Deus é o maior interessado em Missões. Seu desejo de alcançar pessoas demonstra-se desde o Antigo Testamento até o ministério de Jesus, sendo este o grande modelo missionário para a Igreja.

Em Gênesis 12:1ss “Em ti serão benditas todas as famílias da terra”. Em Mt 4:17, logo no início do ministério de Jesus, sua ênfase missionária já evidencia-se“Daí por diante passou Jesus a pregar e a dizer: arrependei-vos porque é chegado o Reino de Deus”.

E como o apóstolo Paulo lembra a Timóteo: “Deus deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade” (1 Tm 2:4). Se o nosso Deus é um Deus missionário, também nós, seu povo, devemos ser um povo missionário.

A AÇÃO MISSIONÁRIA É A CAUSA DA EXISTÊNCIA DA IGREJA

Não haveria igreja nenhuma hoje se não fosse a ação missionária histórica.

É por causa do testemunho da fé do povo de Deus no Antigo Testamento, os quais transmitiram de geração para geração os extraordinários feitos salvíficos de Deus em seu favor, e também do testemunho dos discípulos de Jesus a partir do Novo Testamento, que também nós estamos aqui e agora, sendo desafiados a compartilhar o nosso testemunho.

Nas palavras de Jesus em Mt 28:19-20, assim é o nosso desafio: “Ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo, ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos”. 

O ALVO MISSIONÁRIO DA IGREJA É O MUNDO!

Deus está interessado em todas as pessoas, de todas as raças, povos, nações, etnias, tribos, línguas, etc., em todas as gerações, por toda a história da humanidade, desejando sua salvação.

O evangelho de João é muito claro a este respeito quando afirma: “Deus amou ao mundo de tal maneira que deu seu filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3:16). A RESPONSABILIDADE MISSIONÁRIA É DE TODOS!

A primeira certeza que devemos alimentar em nossos corações é a de que todos nós somos desafiados a testemunhar o evangelho de Cristo. Ainda assim, podemos participar da vida missionária da Igreja com toda ousadia, e se não indo, ao menos intercedendo e contribuindo.

A FORÇA MISSIONÁRIA DA IGREJA É O PODER DO ESPÍRITO!

A profundidade e a importância da tarefa missionária da igreja são também sua grande dificuldade. Por esta razão o próprio Jesus preparou seus discípulos dizendo“Mas recebereis poder ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra” (At 1:8). O Deus que chama e envia é também o Deus que capacita!

O CENTRO DA MENSAGEM MISSIONÁRIA É O SENHORIO DE CRISTO!

A ênfase de nossa mensagem não é o ser humano e suas necessidades, mas Cristo e sua vitória definitiva sobre todos os seus inimigos. Ele é o Senhor. Toda a autoridade lhe foi dada.

Nossas vidas foram compradas por preço e não temos o direito de vive-las por nós mesmos.

Marcelo Gomes / Por Litrazini

http://www.kairosministeriomissionario.com/

Graça e Paz

domingo, 20 de dezembro de 2020

DEUS NOSSO MODELO MISSIONÁRIO

“...Que ele fez abundar para conosco em toda a sabedoria e prudência; Descobrindo-nos o mistério da sua vontade, segundo o seu beneplácito, que propusera em si mesmo, De tornar a congregar em Cristo todas as coisas, na dispensação da plenitude dos tempos, tanto as que estão nos céus como as que estão na terra; (Ef 1.8-10) 

Deus é Deus que faz missões e Ele é nosso modelo de missões. Não podemos entender a tarefa missionária da Igreja se não entendermos que Deus é Deus missionário.

NOSSO DEUS É DEUS QUE ENVIA

A palavra “missão” vem do verbo enviar ou mandar. Uma pessoa enviada tem função ou poder que lhe foi conferido por alguém para fazer algo. Portanto, só fazemos missão quando somos enviados ou mandados por Deus.

Deus, o Pai, enviou muitos homens no tempo de Israel com o fim de salvar o povo do caminho errado. Um exemplo de pessoa preparada por Deus para um momento muito especial é José (Sl 105:12-17). Depois dele, Moisés e outros foram enviados.

Após tantos envios de missionários a Israel, sem muito resultado positivo, Deus enviou seu próprio Filho, Jesus. O texto de Jo. 3:16-17 é muito claro em dizer que Deus enviou seu filho porque amou o povo em pecado.

Depois, na Igreja Primitiva, muitos outros foram enviados, como Paulo e Barnabé (Atos 13). E Deus continua chamando e enviando pessoas ainda hoje (Rm 10:14-15).

NOSSO DEUS É DEUS MISSIONÁRIO.

É Deus que tem compaixão do pecador. Ele sofre por causa da “ovelha perdida” que ainda não retornou ao lar. Para que cada crente seja um missionário precisa ter compaixão dos perdidos.

Deus quer que todos se salvem (1Tm 2:1-4). O amor de Deus não tem limites. Deus não faz acepção de pessoas (Rm 2:11). O ser humano é alvo do amor de Deus.

Deus comissionou sua igreja para fazer sua obra missionária (Mt 28:19-20)

NOSSO DEUS AINDA TEM UM PROJETO MISSIONÁRIO.

O projeto missionário existe no coração de Deus antes mesmo da fundação do mundo (Ef 1:3-5).

O projeto missionário de Deus foi centralizado na pessoa de Cristo (2 Co 5:19) em quem tudo converge (Ef 1:11).

A Igreja, hoje, continua fazendo o trabalho de Cristo na salvação do ser humano. No texto de 2Co. 5:18-20 Paulo diz que nós recebemos o ministério da reconciliação.

Sempre é Deus quem toma o primeiro passo em qualquer atividade cristã, pois Ele é o dono de todas as circunstancias. Foi Ele quem colocou seu povo na história do mundo.

Todo instrumento usado em missões primeiro tem que ser usado por Deus. Deus não usa instrumentos que Ele não santificou.

Toda ação missionária da Igreja local só terá resultados a partir do entendimento de que Deus é Deus missionário. 

Transcrito Por Litrazini

http://www.kairosministeriomissionario.com/

Graça e Paz 

segunda-feira, 17 de agosto de 2020

SONHO MISSIONÁRIO


Do nascente ao poente, seja louvado o nome do Senhor! (Sl 113.3.)

O nascente é o ponto do horizonte onde parece que surge o sol e o poente, o ponto do horizonte onde parece que desaparece o sol. Se estivermos virados para o Pólo Norte, o nascente fica à nossa direita e o poente, à nossa esquerda. De um lado está o hemisfério este, leste ou oriental. Do outro está o oeste ou ocidental.

A distância entre o nascente e o poente, entre o levante e o pôr-do-sol, é muito grande! Tão enorme que Deus usa essa distância para nos fazer entender a grandeza da sua graça: “Como o Oriente está longe do Ocidente, assim ele [Deus] afasta para longe de nós as nossas transgressões” (Sl 103.12).

A consciência missionária do salmista não tem medida. Ele não deixa por menos. O seu sonho é que “do nascente ao poente, seja louvado o nome do Senhor!” (Sl 113.3).

Esse sonho nunca passou pela cabeça de Jonas. Para o profeta, o nome do Senhor deveria ser louvado apenas dentro das fronteiras de Israel, de Dã à Berseba, do Mediterrâneo (a oeste) ao Mar Morto (a leste).

O sonho do salmista preenche todas as versões da Grande Comissão.

De acordo com a vontade e a ordem de Jesus, devemos ir pelo mundo todo e pregar o evangelho a todas as criaturas (Mc 16.15).

O Senhor poderia ter usado a linguagem do salmista: “[Sejam] minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra [tanto para o lado do nascente como para o lado do poente, tanto para o lado do Pólo Norte como para o lado do Pólo Sul]” (At 1.8).

O campo missionário é o mundo todo, todas as nações, todas as etnias, todas as línguas, todos os pecadores acima e abaixo da linha do Equador, à esquerda e à direita do meridiano principal (Greenwich). Salve a visão missionária do salmista!

Retirado de Refeições Diárias com o Sabor dos Salmos. Editora Ultimato.

Por Litrazini
Graça e Paz

segunda-feira, 1 de julho de 2019

MÉTODOS DE EVANGELIZAÇÃO


1. O pacto de Lausane: O projeto de Deus é o evangelho todo, por toda a igreja, a todo o mundo.

2. Igreja: uma agência de evangelização ou um campo missionário – A igreja que não evangeliza precisa ser evangelizada. Não vivemos para nós mesmos. Existimos para a nossa missão como o fogo existe para a combustão.

3. Cada crente uma testemunha, a única maneira de ganharmos esta geração – Se não ganharmos nossa geração teremos fracassado em nossa tarefa.

4. Evangelização é um estilo de vida mais do que um programa – Evangelização não é apenas uma questão de método, mas de compromisso. É mais um estilo de vida do que um programa.

I. EVANGELIZAÇÃO COMO ESTILO DE VIDA
1. PRECISAMOS TER VISÃO
a) Visão de que o homem sem Cristo está perdido
b) Visão de que as falsas religiões prosperam
c) Visão de que a ignorância não salva
d) Visão de que os campos estão brancos para a ceifa

2. PRECISAMOS TER PAIXÃO
a) A evangelização é uma tarefa imperativa
b) A evangelização é uma tarefa intransferível
c) A evangelização é uma tarefa impostergável

3. PRECISAMOS TER COMPROMISSO
a) A evangelização exige investimento financeiro
b) A evangelização exige investimento de vida

II. EVANGELIZAÇÃO COMO INFLUÊNCIA
1. O Método de André e Filipe
a) Vem e Vê – O envolvimento pessoal, a influência, o esforço.
b) Levar alguém a Cristo – Os crentes novos que levam outras pessoas a Cristo
c) Culto da colheita – Um domingo por mês você faz um culto especial de evangelização
d) Só Jesus satisfaz o seu coração – Trabalho de mobilização dos jovens e adolescentes para trazerem amigos
e) Reuniões de estudo em casa – para estudar a Bíblia, para assistir a uma mensagem de DVD.

2. O Método da Pescaria
a) Há diferentes tipos de peixes. Para cada um você precisa de uma isca diferente, de uma abordagem diferente.
b) Precisamos identificar os melhores métodos para alcançarmos os melhores resultados.
c) Jesus foi estratégico no envio dos discípulos como pescadores de homens.
d) Paulo foi flexível com os métodos.

Hernandes Dias Lopes

Por Litrazini
Graça e Paz

domingo, 1 de abril de 2018

MISSIONÁRIO SOBREVIVE A ATAQUE TERRORISTA ENQUANTO CRISTÃOS INTERCEDEM: “PODER DA ORAÇÃO”


Enquanto prestava assistência médica a uma unidade do Exército Iraquiano durante ação contra o grupo terrorista Estado Islâmico, um missionário cristão vivenciou a proteção de Deus e o poder da oração.

Em maio de 2017, Dave Eubank conheceu o tenente Hussein durante uma ação militar para libertar Mossul, no Iraque, das mãos dos terroristas. Ele estava ali em nome da organização cristã Free Burma Rangers.

Quando o soldado perguntou ao missionário por que ele estava se arriscando para ajudá-los, Dave respondeu: “Deus nos enviou e estamos com você, como uma família”. Depois de orarem juntos, Hussein partiu para liderar a libertação do bairro Tamuzz.

No quarto dia do avanço, Hussein e Dave estavam numa das ruas do bairro quando foram alvo de três combatentes do Estado Islâmico, que dispararam diversos tiros a apenas sete metros de distância. “Um deles gritava ‘Allahu Akbar’ (Alá é maior) enquanto atirava”, conta o missionário.

Hussein recebeu três tiros no peito, dois no braço esquerdo e um na perna esquerda. Dave foi atingido com uma bala no braço esquerdo. Enquanto os soldados iraquianos combatiam os terroristas, o missionário estava prestando os primeiros socorros e se mantendo em oração.

O tenente foi levado por um tanque, juntamente com outros soldados feridos no ataque e Dave não teve mais notícias dele. Meses depois, ele soube que Hussein sobreviveu e foi considerado um “milagre” pelos médicos.

“Um médico disse a ele: ‘Eu nunca vi ninguém sobreviver a feridas como esta, só Deus poderia ter ajudado você’. Os outros missionários e eu agradecemos a Deus por sua sobrevivência e continuamos orando por ele”, disse Dave.

Em sua última missão no Iraque, em fevereiro de 2018, Dave voltou a encontrar Hussein. “Fiquei impressionado com gratidão dele e juntos agradecemos a Deus. Me lembrei do poder da oração e disse que muitas pessoas estavam orando por ele”, o missionário afirma.

“Dois de nossos amigos nos Estados Unidos me disseram, meses depois, que na época em que estávamos sendo alvejados, sentiram uma vontade forte de orar. Eles pararam o que estavam fazendo e oraram intensamente. Eles não sabiam o que tinha acontecido até mais tarde. Eu disse a eles: ‘Vocês salvaram as nossas vidas com essas orações. Não tinha como ter sobrevivido sem a ajuda de Deus”, relata Dave.

Depois de contar isso a Hussein, ele reconheceu o agir de Deus sobre sua vida. “Deus colocou a mão em mim naquele dia”, disse o tenente aos missionários. “Ele me salvou para eu fazer alguma coisa. Obrigado pela sua ajuda e agradeço ao meu Deus por me salvar”.

Hussein ainda precisa passar por mais cirurgias, pois tem dificuldade de andar e movimentar o braço ferido. “Deus tem algo especial para ele e faremos o possível para continuar ajudando”, declara Dave.

Fonte: Guiame, com Informações de Faithwire

Por Litrazini
Graça e Paz

sábado, 28 de outubro de 2017

DISCIPULADO

UMA CHAMADA RADICAL - Mc 1.16-20; Mt 10
Desde a cena à margem do mar da Galiléia até à cena da chamada e envio dos discípulos, os Evangelhos não escondem que entre a multidão de seguidores havia os comprometidos com um compromisso radical. Um texto que ilustra isso é o do jovem rico. Afinal ninguém pode servir a dois senhores (Lc 18.18-23; Mt 6.24).

Os discípulos traziam nítido tom popular; eram os mais destacados dentro do movimento de Jesus. Segundo Theissen[1], Jesus não fundou comunidades locais, mas deu origem a um movimento de carismáticos itinerantes. O movimento de Jesus é, antes de tudo, uma desestabilização da religião institucionalizada na sinagoga e no templo.

Os discípulos primitivos tornaram-se apóstolos que, itinerantes, andavam de lugar em lugar, sempre em busca de simpatizantes ou prosélitos à sua pregação. Num primeiro momento, dentro do Judaísmo; depois, fora dele. 

É curioso notar que, no relato introdutório de Atos, a igreja primitiva de Jerusalém foi dirigida por doze apóstolos (cf. At 1.12ss). Lucas projeta no passado seu ideal presente de uma igreja dirigida por um colegiado. Fato que é visto contrariamente nas alusões de Paulo à igreja de Jerusalém, pois, em sua visita, três anos depois, ele não encontrou senão a Pedro (cf. Gl 1.18).

Onde estavam os demais? A resposta é que estavam pregando e curando, à luz do que Jesus havia feito e recomendado que eles fizessem (cf. Mc 3.13ss ou Lc 10.1-11).

Numa segunda viagem, Paulo encontra as três colunas (cf. Gl 2.9). O grupo dos doze ou dos 120 dispersou-se logo no início do Cristianismo, tornando-se uma comunidade de itinerantes. O próprio ministério de Paulo revestiu-se dessa característica. Essa característica de Jesus e de seus discípulos tem um contorno sociológico. 

Os discípulos, com nítidas características carismáticas, são os moldadores das tradições mais antigas, e constituem o pano de fundo social de uma parte significativa da tradição sinótica. Seus esforços pela recuperação das palavras (logias) de Jesus, através de citações em suas pregações missionárias, representam a melhor fonte do que hoje se convencionou chamar de Evangelho anterior aos evangelhos.

Podemos dizer que certas ordens de Jesus como Rabi, a esses discípulos, são por eles perpetuadas em seus comportamentos e formas de convívio social, pois foram eles que praticaram e transmitiram tais palavras. Foram eles que deram as bases missionárias e que fundaram igrejas como Samaria, Cesaréia, Antioquia e Damasco.

O mais interessante nesse movimento missionário dos discípulos são as normas éticas, porque fazem referências diretas ao comportamento dos seguidores de Jesus, mesmo em estilo missionário. Nesta ética, encontra-se o fundamento sociológico, com sérias implicações político-econômicas, pois envolvem renúncia a lugar estável (cf. Mt 8.20), à família (cf. Mt 10.37-39), à prosperidade (cf. Mt 4.22; 19.37), e ao sustento (cf. Mt 6.25-33; 10.8-10). Leia Mateus 10.

Paulo Lockmann

Por Litrazini

Graça e Paz

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Barnabé investiu na vida de outros

Muitas vezes queremos ter uma posição de destaque e realizar uma obra que será notada por todos. Por isso nos esquecemos da importância do trabalho de retaguarda. Neste sentido podemos aprender com Barnabé, alguém que soube investir na vida de outras pessoas. Por isso mesmo foi um homem que teve um ministério de grande alcance.

Quem olha superficialmente para a vida de Barnabé diz que ele foi uma pessoa de pouca importância na historiada Igreja. No entanto, um estudo mais atencioso da sua vida mostra que, no plano de Deus teve uma importância fundamental.

Deixando todo preconceito de lado, Barnabé reconheceu a obra de Deus entre os gentios de Antioquia e abriu caminho para que Paulo pudesse realizar tudo que realizou. Ele investiu na vida de Paulo, ensinando-lhe também a investir na vida de outros. Foi ele que, vendo em Marcos um futuro líder, deu-lhe treinamento para que mais tarde Marcos tivesse capacidade de escrever o primeiro dos quatro evangelhos.

Foi também Barnabé que, inicialmente sozinho, depois com Paulo, levou em grande escala o Evangelho aos gentios, fundando igrejas que viriam a ter importância fundamental em toda a história do cristianismo. Barnabé era um homem que sabia ouvir e obedecer a voz de Deus. É com pessoas assim que Deus trabalha e realiza a Sua obra no mundo. "Um ministério de investimentos na vida de outros". Talvez esta seja a melhor definição da vida de Barnabé.

Era um homem comum, um homem do povo. Não era grande pregador e não realizou feitos fenomenais. Mas foi de importância fundamental para o estabelecimento e desenvolvimento do cristianismo porque ele aprendeu a investir na vida de outros.

Clemente de Alexandria presta-nos a informação de que Barnabé era um dos setenta discípulos. O seu nome original era José. Recebeu depois o nome de Barnabé, que significa "Consolador". Foi uma mudança muito significativa pois durante o seu ministério ele sempre demonstrou ser um consolador, conselheiro e ajudador.

Na língua grega, o termo é "parácleto" a mesma palavra usada para o Espírito Santo. Indica alguém chamado para o lado de outrem, a fim de ajudá-lo.

Barnabé: seu papel na história do cristianismo
De fato, sempre encontramos Barnabé agindo com muita consideração para com as pessoas. Desde o início, Barnabé foi um homem de muita importância na vida da comunidade. Em Atos 4.37, vemos Barnabé vendendo sua propriedade espontaneamente e colocar o dinheiro à disposição da Igreja. Logo ele seria imitado por outros membros da Igreja.

Em Atos 9.27, Barnabé, demonstrando sua confiança em Paulo, leva-o até aos apóstolos e o apresenta como um homem de sua inteira confiança.

Quando chega a Jerusalém a notícia de que gentios estavam se convertendo em grande número em Antioquia, resolveram mandar Barnabé, pois, além de ter muita maturidade, tinha a plena confiança dos apóstolos e da Igreja. Ele tinha capacidade para avaliar o que estava acontecendo e dar prosseguimento à obra (At 11.22).

O trabalho de Barnabé em Antioquia foi aprovado por Deus, e a igreja se desenvolveu grandemente.
Barnabé, sabendo que necessitava de ajuda, partiu em busca de Paulo (At 11.25). Juntamente com Paulo levou a Igreja de Antioquia a iniciar o movimento missionário aos gentios. Desta forma, o Espírito Santo pode chamar Barnabé e Paulo para o trabalho de estabelecimento de novas igrejas (At 13.1,2).

Barnabé, ao contrário de Paulo, não era um homem de se impor como líder proeminente.
Embora Barnabé tivesse praticamente introduzido Paulo no ministério, humildemente ele ocupa uma posição de retaguarda, deixando Paulo assumir a liderança. Durante um bom tempo Barnabé acompanhou Paulo em viagens missionárias, estabelecendo e confirmando as igrejas (At 13.7; 43, 46, 50;14.1,12, 14, 20; 15.2 12, 22, 25, 35). Até que em Atos 15.36-41, Barnabé se separa de Paulo, devido ao fato de que Paulo não queria levar João Marcos na viagem.

Para Paulo, Marcos já havia falhado uma vez e não deveria ter outra chance. Mas Barnabé via em Marcos um grande potencial e sabia que, se ele fosse abandonado ali, ele iria ficar desanimado e não mais continuaria no ministério. Assim, Barnabé preferiu se desligar de Paulo, que já tinha maturidade suficiente e ficar com Marcos. Mais uma vez, Barnabé tomou a decisão certa, pois Marcos, depois de ter sido treinado, foi de grande utilidade para a Igreja, e até mesmo para o próprio Paulo (Cl 4.10).

A partir desta separação, Barnabé sai de cena, no livro de Atos, mas não da vida da Igreja. Ele continuou com outra equipe fundando e confirmando igrejas, e fazendo de homens que poucos davam valor, grandes homens de Deus. Acredita-se que Barnabé foi martirizado na ilha de Chipre em Salamina.

A importância de Barnabé no estabelecimento da Igreja primitiva
Muitas vezes damos muita importância aquelas pessoas que realizam grandes obras, colocando no ostracismo as pessoas que não aparecem como grandes líderes

Pior do que isso é desprezar este tipo de trabalho em nossos próprios missionários. Estejamos atendendo às pessoas que Deus coloca em nossas vidas. Aprendamos, com Barnabé, a investir em outras pessoas, pois é bem possível que um Paulo surja como resultado de nosso ministério. Essa é também uma maneira de termos igrejas com homens maduros em sua liderança.

Élcio Augusto Lodos

Por Litrazini

Graça e Paz

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

O compromisso com o evangelho da graça

O apóstolo Paulo foi levantado por Deus para ser o maior teólogo, o maior missionário e o maior plantador de igrejas da história do cristianismo. Ele foi um desbravador do evangelho, um bandeirante do cristianismo, um embaixador de Cristo, um arauto do Rei dos reis. Plantou igrejas nas províncias da Galácia, Macedônia, Acaia e Ásia Menor.

Por sua influência, igrejas se espalharam em todo o mundo Oriental e Ocidental. Sua conversão foi um grande milagre, sua vida foi uma grande cruzada em favor da evangelização e sua morte foi uma profunda demonstração de coragem.

Quando Paulo despediu-se dos presbíteros de Éfeso, fez um dos mais belos discursos de sua carreira. Com palavras eloquentes, desafiou os líderes daquela igreja a assumirem um compromisso solene com Deus, com a Palavra e com a igreja.

Para encorajá-los, deu seu próprio testemunho, como segue: "Porém, em nada considero a vida preciosa para mim mesmo, contanto que complete a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus para testemunhar o evangelho da graça de Deus" (At 20.24).No texto em apreço, três verdades são destacadas:

Em primeiro lugar, o ministério não é conquistado por mérito, mas recebido por graça. 
"… O ministério que recebi do Senhor Jesus…". Paulo foi um homem vocacionado. Foi chamado por Cristo para desempenhar o ministério. Ele não se auto-intitulou apóstolo. Ele não se colocou-se num pedestal de liderança nem acendeu os holofotes sobre si mesmo. Sua vocação foi celestial. Ele ouviu a voz divina e a obedeceu.

O líder cristão é também um homem vocacionado. É o Espírito Santo quem constitui líderes na igreja. Embora o episcopado pode ser desejado pelo homem, o chamado é divino. Embora a igreja escolha seus líderes, é Jesus quem chama a si os que ele mesmo quer para apascentar suas ovelhas e anunciar as boas novas de salvação.

Em segundo lugar, o ministério não é plataforma de privilégios, mas uma arena de renúncia.
"Porém, em nada considero a vida preciosa para mim mesmo…". A liderança cristã exige renúncia. Ser um líder cristão é abraçar uma sacrossanta carreira, uma excelente obra. Mas, não uma obra de engrandecimento pessoal. Ser grande é ser pequeno. Ser líder é ser servo. Ser o maior é ser servo de todos.

Paulo enfrentou toda sorte de provações no exercício do seu ministério. Foi perseguido em Damasco, rejeitado em Jerusalém, esquecido em Tarso, apedrejado em Listra, açoitado em Filipos, escorraçado de Tessalônica e Beréia, chamado de tagarela em Atenas e de impostor em Corinto. Enfrentou feras em Éfeso, foi preso em Jerusalém, foi acusado em Cesaréia, foi picado por uma cobra em Malta e foi preso em Roma. Suportou cadeias e açoites. Foi fustigado com varas e apedrejado. Mesmo em face da morte, não considerou sua vida preciosa para si mesmo. A abnegação e não a megalomania foi o apanágio de sua vida.

Em terceiro lugar, o ministério é regido por um ideal mais alto do que a própria vida.
"… para testemunhar o evangelho da graça de Deus".Quando o ideal é maior do que a vida, vale a pena dar a vida pelo ideal. Testemunhar o evangelho da graça era o grande vetor da vida de Paulo. Ele respirava o evangelho. Vivia pelo evangelho. Estava pronto a se sacrificar e a morrer pelo evangelho. Nenhuma outra motivação governava sua vida. Não buscava grandeza para si mesmo. Não cobiçava ouro nem prata. Não buscava para si riquezas nem fama.

Mesmo sofrendo ameaças e passando parte de sua vida encarcerado, jamais perdeu o entusiasmo de viver nem o senso de urgência de proclamar o evangelho. Considerava-se prisioneiro de Cristo e embaixador em cadeias. Mesmo diante das mais terríveis adversidades, Paulo tinha o coração ardente, os pés velozes e os lábios abertos para proclamar Cristo, a essência do evangelho.

Rev. Hernandes Dias Lopes

Por Litrazini
http://www.kairosministeriomissionario.com/


Graça e Paz

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

As estratégias evangelísticas de Paulo


"Paulo foi o maior missionário da história da igreja."

Investigar o conteúdo da sua mensagem e a relevância de seus métodos é um desafio para a igreja contemporânea. Na busca do crescimento da igreja, não precisamos recorrer às novas técnicas engendradas no laboratório do pragmatismo, mas devemos nos voltar ao exemplo daquele que foi o maior bandeirante do Cristianismo.

Algumas estratégias de Paulo merecem destaque:

1. Paulo sempre buscou as sinagogas para alcançar os religiosos.
 Sempre que Paulo chegava em uma cidade, procurava ali uma sinagoga. Sabia que nesse ambiente religioso, judeus e pessoas tementes a Deus se reuniam para estudar a lei e orar. Seu propósito era argumentar com essa pessoas, a partir do Antigo Testamento, que o Jesus histórico é o Messias, o Salvador do mundo.

Não podemos perder a oportunidade de pregar a Palavra nos templos, onde pessoas religiosas se reúnem, para expor a elas as Escrituras e por meio delas apresentar-lhes Jesus.

2. Paulo sempre aproveitou os lugares seculares para alcançar as pessoas não religiosas. 
Tanto em Corinto como em Éfeso, Paulo lançou mão desse recurso. Não podemos limitar o ensino da Palavra de Deus apenas aos locais religiosos. 

Em Corinto Paulo ensinou na casa de Tício Justo e em Éfeso, na escola de Tirano. Paulo ia ao encontro das pessoas, onde elas estavam. Era um evangelista que tinha cheiro de gente. Estava nas ruas, nas praças, nas escolas. Era um pregador fora dos portões.

Ainda hoje podemos e devemos usar esses recursos. Podemos e devemos plantar igrejas, usando espaços neutros, como fábricas, escolas e hotéis. Muitas pessoas que, ainda hoje, encontram resistência para entrar num lugar religioso não oferecem qualquer resistência para ir a um lugar neutro. 

3. Paulo sempre utilizou os lares como lugares estratégicos para a evangelização e o ensino. 
Paulo ensinava publicamente e também de casa em casa, testemunhando tanto a judeus como a gregos o arrependimento e a fé em Cristo Jesus. Paulo era um evangelista e um mestre. O lar sempre foi um lugar estratégico para o crescimento da igreja. Na igreja apostólica não havia templos. As igrejas se reuniam nas casas. E a partir desses núcleos, a igreja espalhou-se e multiplicou-se por todo o império romano.

O lar deve ser uma embaixada do reino de Deus na terra, uma agência de evangelização e uma escola de discipulado.

4. Paulo sempre plantou igrejas em cidades estratégicas. 
Paulo foi um pregador fiel e relevante. Ele lia o texto e o povo. Conhecia as Escrituras e a cultura. Jamais mudou a mensagem, mas sempre buscou os melhores métodos para alcançar os melhores resultados. Por isso, fixou-se nas cidades mais importantes do império, porque estava convencido de que a partir dali, o evangelho poderia se espalhar para outros horizontes.

Nas quatro províncias que Paulo plantou igrejas, as províncias da Galácia, Macedônia, Acaia e Ásia Menor, procurou sempre se estabelecer em lugares geográfica, econômica e religiosamente importantes, pois sabia que as igrejas nessas cidades tornar-se-iam multiplicadoras na evangelização mundial.
5. Paulo sempre acreditou no poder da verdade para convencer e converter os corações. 
Paulo pregou com lágrimas, mas sem deixar de usar seu cérebro. Por onde passou, dissertou sobre a verdade das Escrituras e persuadiu as pessoas a crerem em Cristo. Ele dirigiu-se à mente das pessoas e tocou-lhes o coração.

Paulo rejeitou a sabedoria humana, mas não a sabedoria divina. Ele não confiou nos recursos da retórica, mas usou todos os argumentos lógicos e racionais, na dependência do Espírito, para alcançar as pessoas com o evangelho.

Hoje, à semelhança de Paulo, precisamos de pregadores que conheçam a verdade; pregadores que ousem pregá-la com clareza, exatidão e poder.


Por Litrazini

Graça e Paz


terça-feira, 30 de outubro de 2012

MISSIONÁRIO


Quão formosos são, sobre os montes, os pés do que anuncia as boas novas, que faz ouvir a paz, do que anuncia o bem, que faz ouvir a salvação, do que diz a Sião: O teu Deus reina! Isaías 52.7

David Livingstone nasceu na Escócia, em 1813. Em sua mocidade, ele decidiu-se a propagar o cristianismo na África e tornou-se o maior missionário que aquele continente já conheceu.

Em suas viagens pelo interior da África, ele estudou a natureza e descobriu dezenas de espécies de raízes comestíveis e de frutos do deserto, que não eram cultivados. Com esses estudos tornou-se um médico naturalista, ajudando pessoas que vinham de povoados às vezes muito distantes, para receberem seu tratamento.

Percorreu todo o interior da África, onde perdeu sua própria esposa, vitimada por uma febre fatal. Mesmo assim, continuou sua missão de pregar o amor de Cristo.

Estava muito próximo de realizar um de seus sonhos, que era encontrar a nascente do rio Nilo, quando faleceu. Seus companheiros de peregrinação o encontraram de joelhos ao lado da cama; no momento de sua partida, estivera conversando com Deus, de quem sempre falava aos nativos. Ali mesmo, embaixo de uma árvore, foi enterrado o coração de Livingstone.

Durante alguns meses, os companheiros africanos de Livingstone levaram seu corpo embalsamado, até a costa do Atlântico, onde seria transportado para sua terra natal. Na Abadia de Westminster, ele foi sepultado entre os monumentos de reis e heróis da Inglaterra. 

Em seu túmulo, foi escrito: "O coração de Livingstone ficou na África, seu corpo descansa na Inglaterra, mas sua obra continua."

Anos mais tarde, outros missionários resolveram retomar os caminhos de Livingstone na África. Quando começaram a falar de Cristo e de seu amor, ficaram surpresos ao ouvir dos nativos:

- "Nós já conhecemos esse homem! Ele viveu aqui conosco!

- "Não é bem isso", disse o missionário. Estamos falando de Jesus Cristo, que viveu há quase dois mil anos" - explicaram os missionários ingleses. 

- "O homem que você falou esteve por aqui também" – responderam os africanos.

Livingstone teve uma vida tão exemplar que foi confundido com o próprio Cristo... 

P.S. – Colocando o coração em tudo o que fizeres, "o sol não te molestará de dia e nem a lua de noite". O Senhor guardará a tua estrada e a tua saída desde agora e para sempre. (Salmo, 121.6-8).

Esta história está no livro " É Óbvio "  Prof. Gretz

Por Litrazini

Graça e Paz