"Alegrem-se sempre no Senhor; outra vez digo: alegrem-se!" [Filipenses 4.4]

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quarta-feira, 27 de maio de 2020

QUAIS LÍNGUAS FORAM FALADAS NO DIA DE PENTECOSTES?


Que as línguas foram dadas de forma sobrenatural não temos dúvidas, pois segundo Jesus elas estariam ligadas a um revestimento de poder vindo do Céu. (Mc 16:17; Lc 24:49). Porém, assim como em muitas das passagens da Bíblia de difícil compreensão, os estudiosos divergem quanto ao tipo de língua que foi falada.

Uns entendem que foram faladas línguas inteligíveis ou terrenas. Outros afirmam que os discípulos falaram línguas ininteligíveis, isto é, as que os homens não as entendem senão por interpretação divina.

Para tentarmos elucidar esta questão, é necessário de antemão sabermos que o autor do livro de Atos, o evangelista Lucas, usou duas palavras gregas que são traduzidas como línguas, a saber, dialekto e glossa na narrativa do derramamento do Espírito Santo.

Embora glossa e dialekto sejam palavras diferentes, às vezes elas se referem a mesma coisa, pois no Novo Testamento essas palavras ocorrem se referindo ao órgão que está na boca, aos idiomas inteligíveis falados naturalmente pelos homens, como às línguas ininteligíveis. Vejamos as ocorrências:

Dialekto fazendo referência ao idioma inteligível (At 1:19, 2:6, 8, 21:40, 22:2, 26:14);

Glossa fazendo referência ao idioma inteligível e ao órgão (Lc 1:64; At 2:26; Rm 3:13, 14:11; 1Co 13:1; Fp 2:11; Tg 3:5, 6; 1Jo 3:18; Ap 5:9, 10:11);

Glossa fazendo referência à língua ininteligível que pode ou não vir acompanhada de profecia (At 10: 46, 19:6; 1Co 14:2, 4, 13, 14, 19, 27);

Glossa e Dialekto se referindo às línguas de Atos 2 (At 2:4, 8).

Dessa forma, já ficou claro que será o contexto o principal responsável pela resposta que buscamos.
Bem, de acordo com texto lucano, após os discípulos começarem a falar em línguas conforme o Espírito lhes concedia que falassem (At 2:4), os judeus que vieram de muitas partes, como, por exemplo, da Mesopotâmia, da Judéia, da Capadócia, da Frígia, da Panfília, do Egito e demais localidades (At 2:5-11), ficaram perplexos por ouvirem os discípulos falando nas suas próprias línguas maternas (At 2:8).

Até aqui já ficou claro que os discípulos falaram nas línguas maternas dos ouvintes. Mas queremos ainda chamar a atenção para uma pergunta que esses homens fizeram a respeito do ocorrido que é fundamental para a conclusão:

Vede! Não são, porventura, galileus todos esses que aí estão falando? (At 2:7 ARA)

Por que eles fizeram essa pergunta enfatizando que os discípulos vinham da Galileia e demonstrando total admiração?

Porque quem habitava na região da Galileia não era bem visto pelos judeus da capital Jerusalém, pois lá era uma região onde tinha um número considerável de gentios, e por isso era chamada de Galileia dos gentios (Mt 4:15). Além disso, os galileus não sabiam pronunciar o aramaico e o grego como os judeus que moravam na capital, por exemplo, pois os galileus tinham um aramaico rude que ao pronunciá-lo ficava fácil de saber de onde eles eram (Mc 14:70), e provavelmente um grego capenga, o que teria feito com que os ouvintes ficassem atônitos depois que os ouviram louvar a Deus em vários idiomas que eles não tinham aprendido e com uma eloquência como antes jamais vista. (CHAMPLIN, R.N. O Novo Testamento Interpretado. Edição Revisada. Vol 3. p. 58-59. 2014. HAGNOS).

Isto é, as línguas faladas em Atos 2, embora dadas pelo Espírito Santo foram línguas terrenas e não as que Paulo disse que quem as fala, não fala a homens, mas apenas a Deus (1Co 14). E essa foi a conclusão de alguns mestres da Igreja, como, Orígenes, Hilário de Poitiers, Eusébio de Emesa, Cirilo de Jerusalém, Filastrius, Pseudo Constantius, Guadêncio de Brescia, João Crisóstomos, Rufino de Aquiléia, Pelágio, Agostinho, Juliano de Eclano, Léo, o Grande, Teodoreto de Ciro, Jacó de Serugh, Cassiodoro, Gregório o Grande e Paládio. (GUMERLOCK, Francis. Toques in the Church Fathers. p. 125-131 apud  RODRIGUES, Zwinglio. Falar em Línguas. Um Estudo Sobre o Fenômeno da Glossolália. p.  40. 2016. REFLEXÃO).

Itard Víctor Camboim de Lima

Por Litrazini
Graça e Paz

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

QUAIS LÍNGUAS FORAM FALADAS NO DIA DE PENTECOSTES?

Que as línguas foram dadas de forma sobrenatural não temos dúvidas, pois segundo Jesus elas estariam ligadas a um revestimento de poder vindo do Céu. (Mc 16:17; Lc 24:49). Porém, assim como em muitas das passagens da Bíblia de difícil compreensão, os estudiosos divergem quanto ao tipo de língua que foi falada.

Uns entendem que foram faladas línguas inteligíveis ou terrenas. Outros afirmam que os discípulos falaram línguas ininteligíveis, isto é, as que os homens não as entendem senão por interpretação divina.

Para tentarmos elucidar esta questão, é necessário de antemão sabermos que o autor do livro de Atos, o evangelista Lucas, usou duas palavras gregas que são traduzidas como línguas, a saber, dialekto e glossa na narrativa do derramamento do Espírito Santo.

Embora glossa e dialekto sejam palavras diferentes, às vezes elas se referem a mesma coisa, pois no Novo Testamento essas palavras ocorrem se referindo ao órgão que está na boca, aos idiomas inteligíveis falados naturalmente pelos homens, como às línguas ininteligíveis. Vejamos as ocorrências:

Dialekto fazendo referência ao idioma inteligível (At 1:19, 2:6, 8, 21:40, 22:2, 26:14);

Glossa fazendo referência ao idioma inteligível e ao órgão (Lc 1:64; At 2:26; Rm 3:13, 14:11; 1Co 13:1; Fp 2:11; Tg 3:5, 6; 1Jo 3:18; Ap 5:9, 10:11);

Glossa fazendo referência à língua ininteligível que pode ou não vir acompanhada de profecia (At 10: 46, 19:6; 1Co 14:2, 4, 13, 14, 19, 27);

Glossa e Dialekto se referindo às línguas de Atos 2 (At 2:4, 8).

Dessa forma, já ficou claro que será o contexto o principal responsável pela resposta que buscamos.
Bem, de acordo com texto lucano, após os discípulos começarem a falar em línguas conforme o Espírito lhes concedia que falassem (At 2:4), os judeus que vieram de muitas partes, como, por exemplo, da Mesopotâmia, da Judéia, da Capadócia, da Frígia, da Panfília, do Egito e demais localidades (At 2:5-11), ficaram perplexos por ouvirem os discípulos falando nas suas próprias línguas maternas (At 2:8).

Até aqui já ficou claro que os discípulos falaram nas línguas maternas dos ouvintes. Mas queremos ainda chamar a atenção para uma pergunta que esses homens fizeram a respeito do ocorrido que é fundamental para a conclusão:

Vede! Não são, porventura, galileus todos esses que aí estão falando? (At 2:7 ARA)

Por que eles fizeram essa pergunta enfatizando que os discípulos vinham da Galileia e demonstrando total admiração?

Porque quem habitava na região da Galileia não era bem visto pelos judeus da capital Jerusalém, pois lá era uma região onde tinha um número considerável de gentios, e por isso era chamada de Galileia dos gentios (Mt 4:15). Além disso, os galileus não sabiam pronunciar o aramaico e o grego como os judeus que moravam na capital, por exemplo, pois os galileus tinham um aramaico rude que ao pronunciá-lo ficava fácil de saber de onde eles eram (Mc 14:70), e provavelmente um grego capenga, o que teria feito com que os ouvintes ficassem atônitos depois que os ouviram louvar a Deus em vários idiomas que eles não tinham aprendido e com uma eloquência como antes jamais vista. (CHAMPLIN, R.N. O Novo Testamento Interpretado. Edição Revisada. Vol 3. p. 58-59. 2014. HAGNOS).

Isto é, as línguas faladas em Atos 2, embora dadas pelo Espírito Santo foram línguas terrenas e não as que Paulo disse que quem as fala, não fala a homens, mas apenas a Deus (1Co 14). E essa foi a conclusão de alguns mestres da Igreja, como, Orígenes, Hilário de Poitiers, Eusébio de Emesa, Cirilo de Jerusalém, Filastrius, Pseudo Constantius, Guadêncio de Brescia, João Crisóstomos, Rufino de Aquiléia, Pelágio, Agostinho, Juliano de Eclano, Léo, o Grande, Teodoreto de Ciro, Jacó de Serugh, Cassiodoro, Gregório o Grande e Paládio. (GUMERLOCK, Francis. Toques in the Church Fathers. p. 125-131 apud  RODRIGUES, Zwinglio. Falar em Línguas. Um Estudo Sobre o Fenômeno da Glossolália. p.  40. 2016. REFLEXÃO).

Itard Víctor Camboim de Lima

Por Litrazini


Graça e Paz

terça-feira, 29 de abril de 2014

A Intercessão do Espírito Santo

"E aquele que esquadrinha os corações sabe qual é a intenção do Espírito: que ele, segundo a vontade de Deus, intercede pelos santos". Rm 8:27

O versículo acima diz claramente que o Espírito Santo intercede por nós, de acordo com a vontade de Deus. Ele conhece o plano divino para as nossas vidas, e faz com que, ao orarmos em línguas, oremos o plano de Deus para nós!

Esta passagem tem um contexto que a esclarece bem; no versículo anterior (o v.26), o escritor fala da nossa dificuldade em orar de forma correta quando diz que "não sabemos o que havemos de pedir como convém".

É importante reconhecer o quanto nos identificamos nisto; a expressão "como convém" revela o quanto sentimo-nos deslocados na oração por não ter certeza de qual é a vontade do Senhor quanto ao que pedimos. Mas glória a Deus porque o versículo afirma também que o Espírito nos ajuda, intercedendo por nós.

Portanto, se por um lado temos dificuldade em não saber orar como convém (ou seja, segundo a vontade de Deus), por outro o Espírito vem socorrer-nos com sua linguagem de oração, pois Ele conhece a vontade de Deus para cada um de nós.

Já o versículo posterior ao nosso texto base (o v.28), fala de como o Pai Celeste gerencia as circunstâncias na vida de seus filhos, fazendo com que todas as coisas - inclusive as ruins - venham a concorrer para seu próprio bem: "E sabemos que todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus"; e conclui apontando quem são os que se encontram dentro desta promessa: "aqueles que são chamados segundo o seu propósito".

Deus tem planos e propósitos para as nossas vidas, e, mesmo que não tomemos ciência deles, podemos experimentá-los e vê-los cumprirem-se.

Perceba que não é o fato de sabermos orar a vontade de Deus, mas exatamente o oposto, que nos dá direito de desfrutar do auxílio do Espírito; portanto, a Escritura Sagrada não está falando de conhecermos QUAL é a vontade de Deus para nós, mas sim que, mesmo não a conhecendo, podemos orá-la através do Espírito de Deus.

Nem sempre o Senhor nos mostrará quais são seus planos, mas SEMPRE poderemos desfrutá-los... se orarmos por eles!

Temos um adversário, Satanás, que tentará de todas as formas investir contra as nossas vidas para afastarmo-nos do propósito divino. São investidas, laços, armadilhas... uma após outra! Mas ao orarmos no Espírito Santo, cientes de que o Pai tem para nós um plano, veremos Deus gerenciar as circunstâncias de tal maneira, que tudo se encaixará em seu devido lugar e a vontade do Senhor se estabelecerá.

Entenda isto: mesmo quando as circunstâncias parecem fora do controle, a oração em línguas trará o cumprimento do plano de Deus.

Extraído do livro A Linguagem Sobrenatural de Oração Pr. Luciano Subirá

Por Litrazini


Graça e Paz