"Alegrem-se sempre no Senhor; outra vez digo: alegrem-se!" [Filipenses 4.4]

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sexta-feira, 7 de agosto de 2020

O QUE É FRUTO DO ESPÍRITO


O fruto do Espírito são qualidades do caráter de Deus que o Espírito Santo nos transmite quando confiamos em Jesus e obedecemos suas ordens.

O fruto é o que resulta da vida de plena comunhão com Cristo. Quem permanece em mim e Eu nele, este dá muito fruto.

Paulo plantou, Apolo regou, Deus dá o crescimento.
O fruto do Espírito é o resultado da operação do Espírito na vida do salvo, o qual, ligado intimamente à vida de Jesus, produz em sua própria vida aquelas características preciosas da personalidade e dos sentimentos que havia em Jesus: “Pois nós, que vivemos, estamos sempre entregues à morte por amor de Jesus, para que também a vida de Jesus se manifeste em nossa carne mortal” - II Co.4.11.

CARACTERÍSTICAS DO FRUTO DO ESPÍRITO
1. REVELA CRESCIMENTO ESPIRITUAL. O fruto quando surge na árvore é pequeno e leva algum tempo para que esteja pronto para ser colhido. O fruto do Espírito também não aparece, de início, em plena maturidade na vida do cristão. Ele é o resultado de um processo de  contínuo crescimento espiritual.

2. AUXILIA O DESEMPENHO DOS DONS ESPIRITUAIS. Na confecção das vestes sacerdotais teriam que ser obedecidos os detalhes: “Nas suas bordas farás romãs azul e de púrpura, e de carmezim ao redor de suas bordas; e campainha de ouro no meio delas ao redor. Uma campainha, uma romã, outra campainha de ouro outra romã...” (Ex.28.33-34). É uma figura perfeita representando os frutos (romãs) e os dons (campainhas) do Espírito.

Notemos bem: frutos primeiro, depois dons. Ordem obedecida também no Novo Testamento. Número igual também (intercalados) na nossa dispensação: nove dons e nove frutos. Perfeito equilíbrio para o sacerdote se apresentar diante do Senhor com frutos e dons simbólicos. O ruído das campainhas ficaria suave e agradável com as romãs intercaladas.

3. É UMA EXIGÊNCIA DIVINA.Todo ramo que, estando em mim, não der fruto. Ele o corta; e todo o que dá fruto, limpa para que produza mais fruto ainda” (Jo 15.2).
O Senhor Jesus em uma ocasião olhou uma figueira e foi buscar fruto, porém só encontrou folhas e sua sentença foi: “Nunca mais nasça fruto em ti” (Mt. 21.18-19). Ao ler João 15.1 a 6, entendemos que ninguém poderá ter uma vida frutífera se não estiver ligado pela fé a Jesus, como a vara está ligada a videira

Sem a videira o ramo não pode fazer nada. Assim também acontece conosco. Enquanto eu me esforço a trabalhar para conseguir produzir o fruto do Espírito, ficarei frustrado e sem fruto. Mas se eu permaneço em Cristo – mantendo  relacionamento íntimo, obediente e dependente com Ele – Deus-Espírito Santo atua em minha vida, produzindo o seu fruto mim.

Isto não quer dizer que vamos ficar maduros instantaneamente, imediatamente cheios do fruto do Espírito. Qualquer fruto precisa de tempo para amadurecer, talvez até alguma poda (sofrimento e provações), se faça necessária, antes de aparecerem frutos em quantidade.

A medida que o Espírito Santo vai podando o que não presta em nossa vida, os ramos da videira, espiritualmente falando, vão ficando mais úteis na produção de mais fruto espiritual. Não há melhor maneira de sermos podados que pelo estudo e pela aplicação da Bíblia em nossa própria vida e situação. Deus pode nos corrigir, nos dizer onde nós nos enganamos e nos perdemos sem nos desencorajar.

Lidiomar Trazini Granatti / Litrazini
Graça e Paz

sexta-feira, 5 de abril de 2019

EU SOU UM MILAGRE, NÃO FAÇO MILAGRES


Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o lavrador. Toda a vara em mim, que não dá fruto, a tira; e limpa toda aquela que dá fruto, para que dê mais fruto. Vós já estais limpos, pela palavra que vos tenho falado.

Estai em mim, e eu em vós; como a vara de si mesma não pode dar fruto, se não estiver na videira, assim também vós, se não estiverdes em mim. Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer.

Se alguém não estiver em mim, será lançado fora, como a vara, e secará; e os colhem e lançam no fogo, e ardem. Se vós estiverdes em mim, e as minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo o que quiserdes, e vos será feito.

Nisto é glorificado meu Pai, que deis muito fruto; e assim sereis meus discípulos. (João 15.1-8)

Sou um milagre, não faço milagres, sou um instrumento daquele que o faz, apenas tenho o privilégio de ser o canal condutor do poder do Senhor.

Todavia, para que isso ocorra é necessário que alguns critérios como buscar a Deus de todo coração, ter comunhão e vida com o Senhor, através de leituras bíblicas e oração diariamente, sejam observados. Então me invocareis, e ireis, e orareis a mim, e eu vos ouvirei. E buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes com todo o vosso coração.(Jeremias 29.12,13)

Não podemos apenas seguir à Deus mas seguir com Deus ao nosso lado em todo o tempo, a oração não deve ser limitada a períodos e, logo depois por o Senhor pra fora do restante do nosso dia. Contudo, isso não quer dizer que devemos ser pretensos espirituais e ter uma vida de extremos. Não!

Podemos ter uma vida normal sem excluir Deus da nossa rotina diária, nesse ponto entra a verdadeira dependência.

Se você, ainda tem dificuldades de discernir, ou mesmo, ouvir a voz de Deus, simplesmente pare e questione: Nessa situação que estou vivenciando, qual seria a atitude de Jesus?

Precisamos glorificar o Nome do Senhor, atribuindo a Ele o milagre, que por sua vez nos honrará porque Deus é Fiel e honra aqueles que o honram, porém, não divide a sua glória com ninguém.

Jesus influenciou multidões e nos deixou o legado para fazer o mesmo.

O papel do verdadeiro cristão é influenciar multidões não apenas com Palavras, mas, com atitudes que reflitam o caráter e a mente de Cristo, assim poderemos fazer o diferencial por onde passarmos.

Você tem feito diferença por onde passa?

Lidiomar T. Granatti / Litrazini
Graça e Paz

quinta-feira, 6 de abril de 2017

O FRUTO E A VIDEIRA

O termo fruto usado nas páginas do Novo Testamento é a tradução do original karpos, que tanto pode significar “o fruto”, quanto “dar fruto”, “frutificar” ou ser “frutífero” (Mt 12.33; 13.23; At 14.17). A palavra é usada em sentido figurado para indicar a produção ou o resultado de algo.

A qualidade da coisa produzida aponta para as virtudes, a ineficácia, e ao caráter do elemento gerador (Gn 1.12; Mt 7.17,18). Deste modo é que se refere ao produto da terra, do ventre e dos animais (Dt 28.11); do caráter do justo (Sl 1.30; Pv 11.30); da índole do ímpio e das atitudes dos homens (Pv 1.29-32; Jr 32.19); da mentira (Os 10.13); da santificação (Rm 6.22); da justiça (Fp 1.11) e do arrependimento entre outros (Lc 3.8).

Por conseguinte, a árvore produz fruto segundo a sua espécie (Gn 1.11). Espécie, no original mîm, designa “especificação” ou “ordem”, por esta razão a árvore boa não gera fruto mau, e a má, fruto bom (Mt 7.16-20). Portanto, é de se esperar que da natureza regenerada do crente, pelo Espírito Santo que nele habita, origine-se fruto que dignifique e espelhe o caráter moral de Cristo.

A VIDEIRA EM JOÃO 15
A ilustração bíblica está condicionada ao contexto do símbolo hebraico que concebia o homem como árvore (Jz 9.7-15; Sl 1.3); Israel como vinha (Is 5.1-7; Jr 2.21; Os 10.1); e Cristo como a Videira (Jo 15). Tais elementos, conforme o contexto, são interpretados como símbolos, alegorias, metáforas e até mesmo tipos. Embora participem do mesmo campo semiológico, esses elementos literários distinguem-se.

O símbolo, por exemplo, seu significado está à parte do seu campo semântico literal, ultrapassando-o a fim de representar um conceito abstrato (a cruz é tanto símbolo de vida como de morte).

A alegoria, por outro lado, como já definimos em nossa obra Hermenêutica Fácil e Descomplicada (CPAD), é uma sucessão de metáforas em que cada uma delas acrescenta um novo elemento para formar um quadro mais abrangente da mensagem (a videira e os ramos, por exemplo).

Cada metáfora da alegoria transmite um significado que completa a estrutura e mensagem da analogia anterior. Já o tipo, mais enigmático do que epigramático, lida com o significado e cumprimentos análogo e profético (Melquisedeque e Cristo, por exemplo).

Facilmente é percebido que há uma estreita relação entre as palavras e as coisas por elas nomeadas. Assim, a linguagem denotativa refere-se às coisas como são, enquanto a conotativa às coisas como se relacionam com a realidade; como se compreendem em uma relação palavra-objeto-mensagem. Enquanto a denotação percorre os corredores da exatidão, do unívoco; a conotação nega toda literalidade, e percorre os corredores do equívoco.

Pietroforte afirma que Quando dois ou mais significados são comparados em torno de uma relação de similaridade, o sentido denotado é negado e caminha para sua difusão em outros sentidos, gerando, assim, conotações. A figura de palavra que traduz esse efeito é chamada comparação. [1]

Consequentemente, o símbolo, a alegoria, a metáfora e o tipo negam o sentido verbal, histórico e imediato e afirmam a polissemia, nas palavras de Pietroforte, “afirma-se sua difusão em outros sentidos”; que, na semiologia peirceana, chamaríamos de critério de interpretância.

Na Alegoria da Videira (Jo 15), a verdade reside nas ligações de representações em vez de nas representações isoladas. É necessário compreender uma metáfora (ramos, por exemplo) em sua relação com outra metáfora, em vez de isoladamente (videira, agricultor). Aristóteles (Da Interpretação) denomina essa relação de συμπλοκή (symplokē), que, na concepção heideggeriana, significa “o entrelaçamento, o entretecimento de duas ideias ou de dois conceitos”.

No critério de interpretância, o conteúdo interpretado permite que o leitor vá além do signo originário. O interpretante, entendido como um signo, figura ou oração que traduz uma expressão anterior, além de retraduzir o sentido verbal, alarga a sua compreensão. Umberto Eco afirma que para Peirce um termo é uma “proposição rudimentar” e que uma proposição é uma “rudimentar argumentação”.

Assim sendo, a Alegoria da Videira no capítulo 15 do Evangelho de João é uma das imagens sacras mais contundentes sobre o relacionamento e intimidade de Jesus com os seus discípulos. Esta pérola poética não é superada nem mesmo pela oração sacerdotal do capítulo dezessete, mas complementada e sumariada no versículo 23: “Eu neles, e tu em mim, para que eles sejam perfeitos em unidade”.

Na figura da videira, o Pai é o cultivador que zela pela frutificação do ramo, mas somente na intercessão de Cristo é que entendemos o cuidado do viticultor célico – o poder gerador, criador, frutificador do Deus Todo-Poderoso é comunicado ao crente que está unido e permanece em Cristo, portanto, inadmissível a um ramo permanecer sem produzir o devido fruto.

O capítulo quinze ressalta a função de cada um dos elementos da alegoria: o agricultor, a videira e os ramos – mas no dezessete, os três estão unidos e, mesmo que se resguarde a individualidade das duas pessoas divinas (Eu e Tu), são apenas um com os ramos. 

O apóstolo dos gentios foi um dos discípulos de Cristo que experimentou e confessou a excelência de se ter o poder eficaz de Deus sendo comunicado através de sua comunhão e permanência em Cristo: “Para isto também trabalho, combatendo segundo a sua eficácia [operação], que opera em mim poderosamente [dynamis]” (Cl 1.29; 1 Co 12.6). A glória pelo fruto gerado não pertence ao sarmento, mas ao vivificador que comunica vitalidade ao ramo, para que este produza de acordo com o poder que lhe é comunicado.

Esdras Costa Bentho
Notas
[1] PIETROFORTE, A.V. A palavra e o discurso. In: LOPES, I.Carlos; HERNANDES, N. (orgs.) Semiótica: objetos e práticas. São Paulo: Contexto, 2005, p. 159.

Por Litrazini

Graça e Paz

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Conversa franca

Vós já estais limpos pela palavra que vos tenho falado.Permanecei em mim, e eu permanecerei em vós; como a vara de si mesma não pode dar fruto, se não permanecer na videira, assim também vós, se não permanecerdes em mim. Eu sou a videira; vós sois as varas. Quem permanece em mim e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer. [João 15.3-5]

O tempo Passa!
As pessoas mudam...
Os líderes mudam...
A igreja muda...
A cidade muda...
O estado muda...
A paisagem muda...

O formato da janela também muda, ora com grade, ora com tela, ora sem nada

O tamanho das pessoas lá fora também muda, ora maiores, ora menores, dependendo do andar e altura...

Porém, as lágrimas, os sentimentos e a dependência de Deus, pode aumentar mas, nunca parar , João 15.1 diz: Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o viticultor, videira representa fonte de vida.

Esses momentos de comunhão, de bate papo, de desabafo, de intimidade com o Nosso Senhor não pode parar porque por Ele, para Ele, Com Ele e n`Ele são todas as coisas. João 8.12: Então Jesus tornou a falar-lhes, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue de modo algum andará em trevas, mas terá a luz da vida.

Nesses momentos nossa alma é lavada.

O Senhor arranca a sujeira, a mágoa, a tristeza, nos restaura, renova, fortalece e sobre tudo nos alimenta para que possamos resistir à mais uma porção diária em nossas vidas. João 6.35: Declarou-lhes Jesus. Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim, de modo algum terá fome, e quem crê em mim jamais terá sede.

A alegria, paz, amor..., sabedoria e direção necessárias nos são dado nesses momentos

Dedique tempo para ter qualidade de vida espiritual.

Tenha conversas francas com o Pai Celestial, antes de tomar decisões, independente do grau de importância, mesmo em situações que pareçam ser insignificantes, elas farão a diferença na sua vida e, na vida daqueles que o cercam.

A benignidade do Senhor jamais acaba, as suas misericórdias não têm fim; renovam-se cada manhã. Grande é a tua fidelidade: Lamentações 3.22,23

Litrazini

Graça e Paz