domingo, 30 de setembro de 2018

NÃO DEIXE A CHAMA SE APAGAR


Por isso não desanimamos. Embora exteriormente estejamos a desgastar-nos, interiormente estamos sendo renovados dia após dia (2 Coríntios 4:16) Existe uma palavra que vez ou outra vem nos confrontar em nossa caminhada: o desanimo. Quando isso acontece, nós perdemos a esperança nas promessas de Deus e até mesmo em quem nós somos, perdemos nossa identidade.

O Cristianismo não é um chamado de facilidades, como muitos pensam. Não! Andar com Cristo é dizer não ao que o mundo está dizendo sim. É saber que enfrentaremos momentos de desertos e que devemos valorizá-los, pois são neles que crescemos cada vez mais em Deus.

Somente pela fé não esmorecemos em meio às adversidades da vida. Somos treinados por Cristo dia a dia, as provações existem e tornam o deserto ainda mais escaldante. O que faz a diferença é a maneira que reagimos durante a jornada. Ninguém disse que seria fácil, a não ser os adeptos do evangelho triunfalista, que não é o evangelho de Jesus.

Muitas vezes, o inimigo de nossas almas não precisa esquentar muito a cabeça pra nos fazer tropeçar. Ele sabe que fazemos parte de uma geração que está disposta a ter tudo nas mãos pra ontem, e sabe também que detestamos esperar. Por outro lado, podemos pensar no apóstolo Paulo: enfrentou tribulação, aflições, açoites, perseguições… Mas se manteve firme, não deixou a chama se apagar.

Somos humanos e iremos enfrentar momentos difíceis, dias duros, momentos em que o desanimo irá encontrar lugar em nós. Sim, somos humanos e estamos sujeitos a isso. O que não podemos fazer é deixar que esse sentimento encontre lugar para passar uma temporada. O desanimo não pode ser nosso “hóspede”.

É um ciclo vicioso: cansamos de esperar em Deus, passamos a ser guiados por nossa própria vontade, a caminhada se torna dura e árdua, o desanimo vem, encontra lugar pra se hospedar e a fé esmorece. Se já sabemos o caminho e o final de tudo isso, por que ainda caímos na mesma armadilha? A resposta é simples: a chama se apagou.

Quando nos relacionamos com Deus, a chama se mantém acesa sempre e cada vez mais. Situações adversas existem, mas a confiança em Deus é maior do que qualquer uma delas. A convicção de quem Deus é em mim é o que me guia e não mais as minhas emoções ou a voz da multidão. Eu sei o que Ele tem prometido pra mim e isso basta.

A chave para essa chama não se apagar é apenas uma: relacionamento com Deus. Como podemos confiar em quem não conhecemos? Como podemos entregar o controle de nossas vidas a alguém que só ouvimos falar nos cultos de domingo? Ou como podemos perseverar em um Cristianismo que não sabemos nem qual é o propósito?

Só temos a oportunidade de conhecer alguém buscando esse conhecimento. Só teremos como confiar nesse Deus se a chama estiver acesa. E só podemos vencer o desanimo confiando em quem está no controle das nossas vidas.

Permaneçamos firmes no Senhor, busquemos sua presença dia a dia, façamos de nossa vida um trono de adoração e louvor a esse Deus, que a chama nunca se apague em nossos corações. Assim, o desanimo pode até vir ao nosso encontro, mas ele não terá lugar para permanecer, afinal, o Deus de toda paz é quem faz morada em nosso interior.

Lorena Carolino

Por Litrazini
Graça e Paz

sábado, 29 de setembro de 2018

A IMPORTÂNCIA DA COMUNHÃO



Sem dúvida alguma, a comunhão é um dos aspectos mais importantes e fundamentais do cristianismo, e isso é facilmente comprovado através das inúmeras passagens encontradas nas escrituras, tanto no antigo, quanto no novo testamento.

A palavra comunhão, vem do termo grego “koinonia” (κοινωνία), e dependendo do contexto, pode significar: companheirismo, participação, comunicação, ter algo em comum ou compartilhar.

Muitos enxergam a comunhão com o corpo de Cristo (a igreja), como uma espécie de termômetro do nosso relacionamento com Deus, ou seja, se temos comunhão com nossa igreja local, podemos ter comunhão com Deus, se temos dificuldade em ter comunhão com nossa igreja, com certeza nosso relacionamento com Deus está afetado. Então a comunhão é vertical e horizontal.

Atualmente, vivemos dias onde os relacionamentos têm se tornado cada vez mais superficiais. A famosa era da tecnologia, que na maioria das vezes, nos afasta de quem está perto e nos “aproxima” de quem está longe.

Isso e outras coisas, tem afetado também a comunhão na igreja de Cristo, impossibilitando que criemos laços profundos, não nos permitindo ter experiências afetivas de qualidade. Através do exemplo da igreja primitiva registrado em Atos 2:42-47, percebemos que uma igreja saudável é aquela que cresce em 3 sentidos: para cima (adoração), para dentro (comunhão) e para fora (evangelização). Esse crescimento tríplice só é possível de se experimentar através de uma comunhão genuína.

No Salmo 133 o rei Davi expõe de maneira muito clara, o porquê viver em comunhão é tão poderoso, vejamos:

É BOM E AGRADÁVEL – Assim como um pai se alegra em ver seus filhos convivendo em harmonia, é bom e agradável para Deus nos ver vivendo em comunhão. Além de fortalecer os laços e relacionamentos, ela é uma excelente ferramenta evangelística. Dificilmente alguém permanece numa igreja se não consegue construir laços verdadeiros de amizade. Sobre isso o pastor Hernandes Dias Lopes disse o seguinte: "A evangelização sem a comunhão é como uma sala de obstetrícia, onde os bebês recém-nascidos são abandonados à sua própria sorte."

É COMO O ÓLEO - Imagino eu, que quando Davi escreveu este Salmo, começou relatando o quão é importante os irmãos viverem em união; mas, no entanto, não ficou satisfeito em escrever só esta frase e começou a pensar:
Como eu posso mostrar para este povo, o nível de importância que é viver em unidade?
Como ele se dirigia ao povo judeu, resolveu usar como analogia algo que fazia parte do dia a dia deles, e que é muito rico em simbologias, o óleo.
Coincidentemente, a utilidade do óleo também era tríplice: como símbolo espiritual, como remédio e como cosmético.

• Da mesma forma, a comunhão é a expressão exterior, da ação interior do Espírito Santo em nossas vidas. (“Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros. ” João 13:35)
• Da mesma forma, a comunhão produz cura na alma e alívio nos momentos de dor.
• Da mesma forma, a comunhão embeleza os relacionamentos de amizade.

Outro ponto importante é que esse óleo à que ele se refere, era:
• Precioso e caro – Não era qualquer óleo e sim o usado para consagração do sacerdote.
• Percorria todo o corpo – O óleo descia em abundancia da cabeça aos pés de Arão, demonstrando unidade de todo o corpo.
E por último, trazendo para os nossos dias, um motor, uma engrenagem, tem o seu funcionamento comprometido quando não está devidamente lubrificado. Da mesma forma, a igreja, o corpo de Cristo, não funcionará bem e terá muitos “atritos” em suas partes sem a ação do óleo do Espirito Santo.

É COMO O ORVALHO – Outra analogia usada por Davi foi a do orvalho de Hermon, que é o monte mais alto de Jerusalém. Durante a maior parte do ano seu pico é coberto de neve, fazendo com que caia uma grande quantidade de orvalho nas regiões circunvizinhas. Esse orvalho é tão abundante, que as tendas dos viajantes que acampam a sua volta, aparecem molhadas como se tivesse chovido sobre elas durante a noite. Outro detalhe, é que esse orvalho além de regar toda a região a sua volta, gerando vida durante o ano inteiro, chega até os montes de Sião que estão à quilômetros de distância.

Aqui também temos um tríplice significado, pois o orvalho tem as seguintes propriedades, ele: refrigera, fertiliza e gera vida.
• Da mesma forma, a comunhão refrigera e traz conforto nos momentos de calor.
• Da mesma forma, a comunhão traz os nutrientes e vitaminas necessárias.
• Da mesma forma, a comunhão gera vida, dá frutos!
E finalmente, da mesma forma que o orvalho atinge os montes de Sião, que ficam à mais de 200 km de distância do monte Hermon, assim é o poder da comunhão, ela não só abençoa quem está próximo, mas também quem está longe.

GERA BENÇÃO E VIDA - Davi finaliza dizendo que Ali, em Sião, o Senhor ordena sua benção e para sempre. Sião era o lugar onde se encontrava Jerusalém, onde se encontrava o tabernáculo, onde se encontrava a igreja de Deus no AT e era o símbolo da união espiritual do povo de Israel. No Novo Testamento, Sião passa a simbolizar o reino espiritual de Deus, a Jerusalém celestial (Hebreus 12:22; Apocalipse 14:1). 

1 Pedro 2:6 diz o seguinte: "Pois isso está na Escritura: Eis que ponho em Sião uma pedra angular, eleita e preciosa; e quem nela crer não será, de modo algum, envergonhado." Quando estamos ligados, uns aos outros, em comunhão, o Senhor não só nos abençoa, como também gera vida, em nós e através de nós. Que o “Ali”, seja aqui.

Essa reflexão nos leva a alguns questionamentos:
1º Estou em comunhão com Deus e com a Igreja?
2º É possível estar em comunhão com Deus, porém não estar com a Igreja?
3º Me sinto realmente envolvido com o Corpo de Cristo (Igreja)?

Caso você sinta que está sem comunhão com Deus, hoje é uma grande oportunidade para mudar isso. Você pode começar a desfrutar dessa vida de comunhão a partir de agora.

Ricardo Soares

Por Litrazini
Graça e Paz

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

VOCÊ ESTÁ CRESCENDO?


“...Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim, Prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus...”  (Filipenses) 3.12-16

A vida do homem precisa ter um propósito, um sentido de missão, um desejo ardente de ser alguém que faça diferença em sua geração. Naturalmente isso somente acontecerá se você estiver motivado a crescer, sair da inércia, do comodismo, da ociosidade e caminhar com a expectativa de uma realização pessoal.

Tenho aprendido que para haver crescimento na nossa vida profissional, estudantil, espiritual, familiar, ministerial, faz-se necessário observar e cultivar constantemente três atitudes:

INSATISFAÇÃO: "Não que eu já tenha obtido tudo isso ou tenha sido aperfeiçoado...". Pode parecer estranho para você que esse sentimento negativo possa ajudar alguém a crescer. Mas, acredite, a insatisfação é altamente positiva, na medida em que ela nos leva a um desespero, uma crise, fazendo-nos refletir e nos sentir incomodados com o que somos, ou o que temos. É precisamente nessa situação que temos a oportunidade de parar e afirmar: "Eu não estou satisfeito com a minha vida, ela precisa mudar e tomar um outro rumo". "Eu não estou contente com meu rendimento no trabalho, no ministério, na igreja". "Basta! A partir de hoje vou dar uma volta de noventa graus". Pare agora mesmo e responda: Você está satisfeito com sua vida familiar? espiritual? Profissional? Ministerial? Se estiver satisfeito, então você parou de crescer. Saiba que isso é muito perigoso e pode levá-lo ao fracasso.

AUTO-AVALIAÇÃO: "Irmãos, quanto a mim, não Julgo havê-lo alcançado..." Observe a expressão usado por Paulo "não julgo havê-lo alcançado". Não é suficiente apenas ficar ou sentir-se insatisfeito a fim de retomar o caminho do crescimento. Seu próximo passo é descobrir o que está impedindo você de crescer. Em outras palavras, o que tem sido peso, obstáculo e barreiras na sua vida? Se você fizer o uso de bons instrumentos para sua auto-avaliação e julgamento pessoal, poderá diagnosticar as principais causas com muito mais propriedade. Entre as barreiras mais comuns que impedem pastores e líderes de crescerem estão: preguiça mental, falta de boa leitura, isolamento, feridas emocionais, auto-suficiência, paralisia de paradigmas, ausência de um mentor, entre outros. Ouça o que estou lhe dizendo, sem auto-avaliação paramos de crescer. Sem esse constante auto-julgamento nós temos a tendência de achar que está tudo bem e então paramos de crescer.

AMBIÇÃO: "...mas prossigo para conquistar aquilo para o que também fui conquistado por Cristo Jesus... avançando.. prossigo para o alvo". Se a insatisfação é um sentimento negativo que me faz olhar para o passado e presente; a ambição é um sentimento positivo que me motiva em olhar para frente e me leva a dizer: "eu vou conseguir, vou perseverar, vou lutar e chegar lá. Eu sei que posso todas as coisas naquele que me fortalece... que em Cristo sou mais que vencedor". "Eu não quero simplesmente ser bom, quero ser excelente". Esse sentimento é altamente saudável desde que não nos leve a agir invertendo os valores morais, éticos e espirituais para conseguir o que queremos.

Lembre-se: O bom é inimigo do ótimo. Esta é uma das razões chaves para explicar por que existem tão poucas pessoas crescendo e se tornando excelentes. Você consegue perceber essa determinação, essa sede por se tornar nota "12", esse desejo ardente no coração em ser bem sucedido e reconhecido como alguém "excelente" no que faz? Se não está percebendo é por que você parou de crescer.

David Sales

Por Litrazini
Graça e Paz

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

CRISTÃO E O EXEMPLO DAS ÁGUIAS


Está escrito:"...os que esperam no Senhor... subirão com asas como águias..."(Isaías 40:31); "Como a águia desperta o seu ninho, se move sobre seus filhos, estende suas asas, assim só o Senhor guiou..." (Dt. 32.11,12).

A águia constrói o seu ninho em penhascos elevados, bem no alto, nas encostas das montanhas. Ela entrelaça galhos espinhosos de sarças e espinheiros para formar uma forte estrutura entrelaçada para os seus ovos. Materiais macios, combinados com penas arrancadas de seu próprio peito forram o ninho. Isto forma um abrigo convidativo para os seus filhotes. Depois que são chocados e as aguiazinhas saem da casca, elas moram lá no alto, acima de todo perigo, num lugar aquecido e confortável. A águia mãe os alimenta, os protege, e supre todas as suas necessidades.

Essa é a maneira pela qual Deus nos trata como "bebês em Cristo". Passamos a conhecer a graça, o amor, o perdão, e a abundante provisão de um Pai bondoso e compassivo. Desfrutamos a nossa habitação de segurança.

No entanto, chega um tempo na experiência de crescimento em que a águia mãe "desperta o seu ninho, e se move sobre os seus filhos". Ou seja, ela remove as penas macias, batendo as suas asas, ela remove e espalha todos os confortáveis materiais de revestimento. Isto expõe as aguiazinhas às sarças pontiagudas e aos espinhos. Ainda que se esforcem muito, as aguiazinhas não conseguem encontrar nenhum lugar confortável. O ninho fica lotado e desconfortável porque várias aguiazinhas estão competindo pelo mesmo espaço. Reclamações e grasnidos enchem o ar. Provações e tribulações começam a agitar os filhotes, que até agora não haviam conhecido nenhuma dor. Embora não compreendam tudo o que está acontecendo com elas, a águia mãe tem um plano. Ela está tornando o ninho desconfortável para o treinamento de vôo.

Todos nós somos como essas aguiazinhas. Ainda que a Bíblia nos diga que estamos numa peregrinação através de um mundo que não é o nosso lar, gostamos muito do conforto e da tranquilidade. Gostamos muito de fixar residência ao lado do nosso pequeno oásis para desfrutarmos as tâmaras e o sol. Estamos confortáveis onde estamos. Não queremos seguir adiante, através das experiências do deserto, com suas adversidades, para a nossa terra prometida.

Ouvimos a Palavra e apreciamos as pregações, que, às vezes, achamos muito interessantes. A vida é boa e confortável. Quando o Senhor fala conosco, estamos muito distraídos pelo nosso conforto para conseguirmos ouvi-Lo. Mas aí Deus decide que é hora de começarmos a crescer um pouco - e as coisas mudam rapidamente. Repentinamente, problemas, dores, e sofrimentos nos atingem. Começamos a "repreender o diabo", reclamando e chorando, mas tudo em vão.

Quando a dor e o sofrimento fizeram sua obra de chamar nossa atenção, e quando estamos novamente dispostos a esperar nEle e a ouvir a Sua voz, Ele nos mostra o que vem em seguida em Sua agenda para nós. Deus vai nos ensinar a "...subirmos com asas como águias".

A esta altura do processo de treinamento, a aguiazinha fica tão feliz em sair daquele ninho espinhoso que não é preciso muita persuasão para fazer com que ela pule nas costas da águia mãe e fixe as suas garras firmemente nas pontas das fortes asas da mãe.  Com o filhote firmemente preso às suas costas, a águia mãe pula do ninho e voa por sobre o vale. A aguiazinha é transportada pelo ar pela primeira vez em sua vida. A águia mãe pega uma corrente ascendente e voa, cada vez mais alto, até que ela e o filhote estejam a milhares de metros de altitude acima do vale.

Sem avisar, a águia mãe executa abruptamente uma pirueta num mergulho com as costas para baixo e a aguiazinha é lançada ao vento para começar seu vôo. Aterrorizada, a aguiazinha luta, batendo desajeitadamente as suas novas asas, tentando desesperadamente controlar o seu destino fatal. Caindo cada vez mais, a aguiazinha mergulha para uma aparente e iminente destruição.

Exatamente quando toda esperança se foi, a aguiazinha sente as fortes costas da mãe vindo por debaixo das suas garras, num mergulho que interrompe a sua queda. E, uma vez mais, a aguiazinha firma as suas garras nas vigorosas asas da mãe, novamente a salvo. E outra vez a águia mãe voa para o alto, cada vez mais alto, para repetir todo o episódio. Cada vez que a aguiazinha cai, ela aprende um pouco mais, até que finalmente ela possa planar e "...subir com asas como águias".

Semelhantemente às aguiazinhas, respondemos ao chamado de Deus ao ministério \"subindo com asas como águias\". Achamos que isto é uma idéia maravilhosa. Em breve, estaremos "voando alto"

As adversidades e problemas nos levam a uma maior confiança no Senhor. Estamos aprendendo a subir com asas, acima de todas as adversidades. Estamos aprendendo o que significa: "...tendo feito tudo para ficar de pé, ficai pois de pé" (1Cor 10.12).

Quando tudo ao nosso redor está caindo, estamos aprendendo a ficar de pé sobre a nossa Rocha, Jesus Cristo. A vida cristã não é somente vigilância, mas sobretudo perseverança.

Adail Campelo de Abreu

Por Litrazini
Graça e Paz

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

QUAL É A ADORAÇÃO QUE DEUS RECEBE?


Nossos pais adoraram neste monte, e vós dizeis que é Jerusalém o lugar onde se deve adorar” – Jo 4:20

Observamos a preocupação da mulher samaritana com a correta localização da adoração: Samaria ou Jerusalém? Parece que existe muita semelhança com as questões atuais em relação ao estilo da nossa adoração congregacional: Deve ser com bateria ou sem bateria? Com ritmo americano ou brasileiro? Com palmas ou sem palmas? Em Jerusalém ou Samaria?

Depois Jesus ensina em João 4:24, dizendo: “Deus é espírito, e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade”. A palavra “importa” neste texto significa que “é necessário”, ou seja, a adoração é necessária! O formato ou estilo de nossa adoração congregacional pode ser diferente, como também a nossa forma de expressá-la; entretanto, é essencial que adoremos a Deus em espírito e em verdade. Ele está em todos os lugares, por isso precisamos adorá-lo aonde estivermos com um coração quebrantado e sincero.

O QUE IMPRESSIONA A DEUS NA ADORAÇÃO?

“Porém o Senhor disse a Samuel: Não atentes para a sua aparência, nem para sua altura, porque o rejeitei; porque o Senhor não vê como vê o homem. O homem vê o exterior, porém o Senhor olha para o coração” – I Sm 16:7

Deus não está preocupado com o formato, Ele está olhando a atitude do coração. Não podemos impressionar a Deus com nossas performances, nossas músicas, nossos dons e talentos, porque foi Ele mesmo quem nos concedeu. Ele é o criador de todas as coisas. Creio que o que mais preocupa o Senhor são as nossas atitudes, nossas motivações, nosso estilo de vida. Ele vê o coração! Ele não está preocupado com o formato, mas sim com o conteúdo.

As pessoas são julgadas pelo aparente, por seus usos e costumes, pela roupa que usa, pelo brinco, cor ou tamanho do cabelo, pelas palavras, atitudes, etc... É bem verdade que muitas vezes o nosso exterior reflete o nosso interior, mas precisamos entender que acima de toda aparência Deus julga o coração! Ele está olhando para a real motivação do coração. Por isso muitos são rejeitados, por sua aparência, pois certos religiosos acham que adorador precisa ter “cara” (formato) de adorador, quando na verdade o adorador não tem que ter “cara”, tem que ter vida e vida de Deus! Adorador não tem que “parecer”, tem que “ser”!

Outro dia ouvi uma frase aparentemente medíocre, mas que na verdade expressa o que muitos de nós “adoradores” temos sido: “por fora bela viola, mas por dentro pão bolorento”, ou seja, por fora há boa aparência, parece que tudo está bem, mas na verdade por dentro não há vida, há podridão, há pecado, há presunção e há orgulho. O ser humano está mais preocupado com o aparente, com a sua imagem e reputação sempre mostrando uma atitude hipócrita e orgulhosa diante das pessoas, e acaba julgando os outros por aquilo que eles mesmos são. "A vida de pecado dos ímpios se vê no olhar orgulhoso e no coração arrogante" (Pv 21:4).

A Bíblia diz que Deus não despreza o coração quebrantado (Sl 51:17) mas também diz que Ele resiste, se opõe, frustra e derrota o coração soberbo (I Pe 5:5b). A primeira coisa que Deus mais aborrece está no livro de provébios 6:16-17,“Seis coisas o Senhor aborrece, e a sétima sua alma abomina: OLHOS ALTIVOS (orgulho), .....”.

Mas quem é o orgulhoso? É o soberbo, o insolente, arrogante, desdenhoso, presunçoso, presumido e auto suficiente. Deus não recebe adoração de um coração orgulhoso! Mas o que vai realmente impressioná-lo é quando Ele encontra em nós um coração quebrantado! Basta Ele ver este coração e logo se aproxima de nós (Is 57:15; 66:2). Ter um coração quebrantado significa ter um coração arrependido, um coração humilde, submisso e dependente do Senhor.

No mesmo capítulo que lemos de I Pedro e no mesmo versículo 5b, diz que “Deus resiste aos soberbos, mas aos humildes concede graça”. Quando houver coração quebrantado haverá favor do Senhor, graça e benção!

Para sermos pessoas quebrantadas a mudança externa não será a mais importante, mas sim a interna, a que vem de dentro, que vem do coração. O que Deus precisa moldar e trabalhar é o que está dentro da cada um de nós, nossa vida, nossos pensamentos, nossas motivações, nosso coração! Ele sempre trata conosco na raiz do problema e não no externo, no aparente.

Ser quebrantado e humilde não significa ter um semblante triste, melancólico, abatido; nunca sorrir e só chorar. O quebrantamento não é um sentimento mas é uma decisão; não é uma experiência única, mas é um processo, um contínuo modo de viver. O quebrantamento é a destruição da nossa vontade, a fim de que a vida e o Espírito do Senhor operem em nós e através de nós.

Se desejamos ser verdadeiros adoradores precisamos ter coração quebrantado. Adoração não tem a ver com estilo de música, estilo de brinco, de cabelo ou de roupa, mas tem a ver com estilo de vida! Não tem a ver com performance, modismos ou novas doutrinas, mas tem a ver com um coração quebrantado e entregue totalmente nas mãos do Senhor!

Que Ele receba adoração através das nossas palavras, atitudes e pensamentos. Lembre-se, não há nada que podemos esconder de Deus, Ele sonda e conhece o nosso coração (Sl 139). Que o Senhor nos dê a cada dia um coração humilde e quebrantado, totalmente submisso a Sua Vontade!

Ronaldo Bezerra

Por Litrazini
Graça e Paz

terça-feira, 25 de setembro de 2018

ORA, VÓS SOIS CORPO DE CRISTO


"Pois a respeito de vós, irmãos meus, fui informado pelos da família de Cloé que há contendas entre vós. Quero dizer com isto, que cada um de vós diz: Eu sou de Paulo; ou, Eu de Apolo; ou Eu sou de Cefas; ou, Eu de Cristo. Será que Cristo está dividido? Foi Paulo crucificado por amor de vós? ou fostes vós batizados em nome de Paulo? (1Co 1.11-13)

Quando lemos a carta de Paulo aos Coríntios, um dos primeiros problemas verificados são as divisões e partidos presentes naquela igreja. A palavra divisão vem do grego schismata, que significa "rasgões em pano". Paulo nesta carta afirma que a igreja é o corpo de Cristo: "Ora, vós sois corpo de Cristo: e individualmente, membros desse corpo." (I Co 12.27). Por isto pergunta: "...acaso Cristo está dividido?" (I Co 1.13).

OS PARTIDOS EM CORÍNTIOS
"Porque, assim como o corpo é um, e tem muitos membros, e todos os membros do corpo, embora muitos, formam um só corpo, assim também é Cristo." (I CO 1.12)

Grupo de Paulo - Era o grupo dos gentios (não judeus).
Grupo de Apolo - Judeu cristão de Alexandria (Centro Filosófico). Era um grupo do cristianismo intelectualizado.
Grupo de Cefas - Era o nome judaico de Pedro. Grupo de durões. Legalistas.
Grupo de Cristo - Agiam como se Cristo pertencessem a eles.

APLICAÇÕES
Onde está a cruz de Cristo? (v. 17)
Na cruz foi desfeita toda inimizade (Ef 2.14-16)
Na cruz foi destruída a sabedoria dos sábios (I Co 1.18-25)
Na cruz Deus inverte os valores de força e fraqueza (I Co 1.26-28)
A divisão é evidência de uma igreja carnal  (I Co 3.1-3)
A divisão é um empecilho para a obra (Lc 11.17 e I Co 12.14-17)
A divisão elimina o sentimento de comunhão (Am 3.3, I Jo 4.20 e Mt 5.23-24)

Acaso Cristo está dividido?

A resposta é um grande não.

Mas como será que a sociedade tem nos visto? Unidos? Divididos? Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros. (Jo 13.35).

É bom dizer que não há nada de errado com a diversidade na igreja. A diversidade é positiva.

A divisão é negativa. "Porque o corpo não é um só membro mas muitos" (I Co 12.14).

Pr. Eber Jamil

Por Litrazini
Graça e Paz

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

A RESTAURAÇÃO DO CRISTÃO E MANASSÉS


A restauração não é algo que ocorre de maneira instantânea, antes o Oleiro submete as nossas vidas a um processo de modelagem. Quando aceitamos a necessidade de sermos restaurados e nos pomos em suas mãos, Deus leva a sério nossa intenção e começa a nos modelar, Se nossa entrega for absoluta, o resultado não se limitará a reconstruir um só aspecto de nossa vida, e sim toda a nossa existência será restaurada.

Em II Cr.33, encontramos a história do Rei de Judá, Manassés; começou a reinar ainda adolescente com 12 anos de idade, manteve-se no poder por 55 anos. O seu reinado de divide em duas partes. Na primeira, Manassés foi um verdadeiro arsenal de pecados e maldades. O escrito bíblico sintetiza esse período dizendo: “Ele fez o que o Senhor reprova, imitando as práticas detestáveis das nações que o Senhor havia expulsado de diante dos israelitas” (2Cr. 33.2).

Manasses sucedeu no trono seu pai Ezequias. Depois de Davi, Ezequias foi o rei mais piedosos de todos os reis de Judá. Em contraste, Manassés chegou a ser o mais ímpio de todos os reis. O reinado de Manassés representa a expressão do mais vergonhoso paganismo “Reconstruiu os altares idólatras que seu  pai Ezequias havia demolido, ergueu altares para os baalins e fez postes sagrados. Inclinou-se diante de todos os exércitos celestes e lhes prestou culto” (2Cr. 33.3). Manassés superou todos os limites da maldade. Ele não só levou ao extremo sua maldade, mas também desencaminhou Judá e o povo de Jerusalém. Em lugar de ouvir a exortação profética, afogou em sangue esses protestos (2Rs.21.16). A tradição conta que entre as vítimas inocentes de seu furor diabólico estava Isaías, que foi cerrado ao meio por ordem do rei (Hb.11.37).

Depois de tanta maldade e desobediência, Deus perdeu a paciência com Manassés e enviou contra ele os comandantes do exército do rei da Assíria, que prenderam-no e colocaram-lhe um gancho no nariz, algemas de bronze e o levaram para a Babilônia (2Cr.33.11).

No pior momento da vida de um homem, Deus estende-lhe a sua mão e lhe dá uma nova oportunidade. Dá-se então inicio o processo de restauração.

O PRIMEIRO PASSO NESTE PROCESSO É A RESTAURAÇÃO DO DESEJO E DISPONIBILIDADE DE OUVIR A VOZ DE DEUS. Manassés conhecia a Deus, mas não queria ouvir o que Ele lhe dizia, se afastou da instrução recebida de seu pai e começou a andar por seu próprio caminho. É muito importante descobrir qual foi o momento em que nos afastamos da direção de Deus. Onde caímos? Precisamos voltar ao lugar da queda e começar de novo a ouvir a voz de Deus.

O SEGUNDO PASSO NO PROCESSO DE RECONSTRUÇÃO É A RESTAURAÇÃO DA ORAÇÃO. Manassés finalmente deixou de lado sua auto-suficiência e orou a Deus. “Em sua angústia, ele buscou o favor do Senhor, o seu Deus, e humilhou-se muito diante do Deus dos seus antepassados” (2Cr.33.12). Finalmente ele se humilhou diante do Senhor. Quando viu-se no cativeiro acorrentado pelo inimigo, cheio de angústia em seu coração, deixou de lado o orgulho, voltou-se para Deus e orou.

Quem orou foi o rei mais ímpio da história de Judá. Aquele que mais pecou. O que mais se envolveu em cultos satânicos e ocultismo. O que chegou a matar os próprios filhos em rituais babilônicos. Aquele que não só pecou, mas que fez com que todo o povo se desviasse dos caminhos do Senhor. Aquele que orou nesse momento havia acendido a ira de Deus como nenhum outro havia acendido em seu tempo. Porém, qual foi o resultado de sua oração: “Quando ele orou, o Senhor o ouviu e atendeu o seu pedido e o trouxe de volta a Jerusalém e ao seu reino. Assim Manassés reconheceu que o Senhor é Deus (2Cr.33.13).

Não importa qual seja a sua situação diante de Deus, sua graça e misericórdia restaurarão sua vida. Não é suficiente alguém reconhecer que está mal e pedir a Deus que o livre, que o abençoe, que o cure. Junto com o reconhecimento e o pedido é necessário disposição para mudar. Quando fizermos isso, Deus, em vez de olhar para trás, olhará para diante. Manassés foi restaurado a Jerusalém e a seu reino; não só foi liberto o cativeiro em Babilônia, mas também foi feito novamente rei. Isto é o que Deus faz com nossas vidas. Ele não somente nos livra do mal, mas também nos restaura à nossa posição de reis.

NO TERCEIRO PASSO PRECISAMOS FAZER A RESTAURAÇÃO DO MURO. Manassés foi restaurado por Deus e restaurou o muro “Depois disto ele reconstruiu e aumentou a altura do muro externo...” (2Cr.33.14); Ele sabia que o inimigo atacaria novamente; por isso elevou muito alto o muro. Quando Deus realiza a libertação em nossas vidas, é necessário levantarmos em seguida uma muralha espiritual que nos proteja contra todo ataque do inimigo. Essa muralha não deve ter buracos por onde o inimigo possa penetrar. Paulo escreve aos efésios: Não dêem lugar ao diabo” (Ef. 4.27).

O QUARTO PASSO DE MANASSÉS FOI RESTAURAR O ALTAR “Depois restaurou o altar do Senhor e ...”(2Cr.33.16). Deus não restaurará o nosso altar. Somos nós quem devemos faze-lo. Não nos movemos por desejos e sensações. Ter comunhão com Deus não é uma questão de desejo e sim de exercício de nossa vontade e de submissão a Deus. Necessitamos orar, ler a Bíblia, adorar e congregar. Nossa vida tornará a se enfraquecer se não consertarmos o altar.

APÓS RESTAURAR O ALTAR, MANASSÉS RESTAUROU SUA ENTREGA. Ele apresentou sacrifícios e ofertas. A importância de oferta nas nossas vidas consiste em adoração e louvor ao Senhor e, não apenas para ser utilizada nas despesas da igreja ou de um ministério.

MANASSÉS RESTAUROU TAMBÉM O LOUVOR. O louvor é fundamental nesse processo de restauração. Além da finalidade de reconhecermos a soberania de Deus e de lhe agradecer ou glorificar, o louvor opera em nosso próprio interior, ele modifica substancialmente a maneira de enfrentarmos a vida. O louvor nos enche de alegria ao reconhecermos que Deus tem operado com amor em nossos corações, nos enche de esperança ao sabermos que Deus operará em nossas vidas e circunstâncias, nos enche de segurança ao sabermos que Deus que nos ama estará conosco.

POR FIM A RESTAURAÇÃO DO SERVIÇO A DEUS: “... ordenando a Judá que servisse o Senhor, o Deus de Israel” (2Cr.33.16). A ociosidade da vida cristã é o espaço que o inimigo necessita para colocar sua obra. Quando somos restaurados por Deus, devemos também restaurar nosso serviço a Ele. É uma questão de ordem. Precisamos restaurar os muros e também o serviço a Deus.

Ninguém foi pior que Manassés, ninguém foi tão orgulhosos, tão desobediente, tão malvado e tão usado pelo inimigo. Ele terminou se quebrantando. Porém, Manassés teve a sabedoria de erguer as mãos para Deus.

Transcrito Por Litrazini
Graça e Paz

domingo, 23 de setembro de 2018

OS SOFRIMENTOS DE CRISTO


Ele [Jesus] lhes disse: “…não devia o Cristo sofrer estas coisas, para entrar na sua glória? (Lucas 24.25-26)

Por que Mateus em particular deu tanta ênfase ao sofrimento de Jesus?

Que ele destacasse a cruz é compreensível, pois Cristo morreu pelos nossos pecados, e sua cruz é o cerne do evangelho. Mas por que a ênfase em sua paixão, em seu sofrimento?

PRIMEIRO, O SOFRIMENTO IDENTIFICA JESUS COMO O VERDADEIRO MESSIAS.
Ele havia ensinado de maneira clara que o Filho do Homem deveria sofrer muitas coisas e entrar na glória através do sofrimento.

Assim, uma vez que a característica do Evangelho de Mateus é retratar Jesus como o cumprimento do Antigo Testamento, ele chama a atenção para tal fato na história da paixão.

Jesus foi traído e abandonado por seus amigos? Trata-se do cumprimento do Salmo 41.9: “Até o meu melhor amigo, em quem eu confiava e que partilhava do meu pão, voltou-se contra mim”.

Ele foi dolorosamente oprimido e repudiado? Trata-se do cumprimento de Isaías 53.3: “Foi desprezado e rejeitado pelos homens, um homem de dores e experimentado no sofrimento”.

Ele manteve um silêncio nobre diante de seus juízes? Foi em cumprimento de Isaías 53.7: “Como um cordeiro foi levado para o matadouro, e como uma ovelha que diante de seus tosquiadores fica calada, ele não abriu a sua boca”.

Ele foi açoitado, esmurrado, esbofeteado e cuspido? Foi em cumprimento de Isaías 50.6: “Ofereci minhas costas àqueles que me batiam, meu rosto àqueles que arrancavam minha barba; não escondi a face da zombaria e dos cuspes”.

De acordo com Mateus, todos esses foram sinais do verdadeiro Messias, o servo sofredor do Senhor.

SEGUNDO, O SOFRIMENTO IDENTIFICA TAMBÉM A COMUNIDADE MESSIÂNICA.
Por exemplo, a oitava bem-aventurança registrada por Mateus declara a perseguição como uma característica necessária dos seguidores do Messias. Isso é válido ainda hoje. De acordo com Paul Marshall, em seu bem documentado livro Their Blood Cries Out [O sangue deles clama], há hoje entre 200 e 250 milhões de cristãos sendo perseguidos por causa da sua fé e outros 400 milhões vivendo sob sérias restrições de liberdade religiosa.

Logo, o sofrimento é o emblema do Messias e de seus discípulos.

Sujeitai-vos, pois, a toda a ordenação humana por amor do Senhor; [...] Mas se, fazendo o bem, sois afligidos e o sofreis, isso é agradável a Deus. Porque para isto sois chamados; pois também Cristo padeceu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigais as suas pisadas. O qual não cometeu pecado, nem na sua boca se achou engano. O qual, quando o injuriavam, não injuriava, e quando padecia não ameaçava, mas entregava-se àquele que julga justamente; Levando ele mesmo em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, para que, mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça; e pelas suas feridas fostes sarados. Porque éreis como ovelhas desgarradas; mas agora tendes voltado ao Pastor e Bispo das vossas almas(1 Pedro 2.13-25)

Retirado de A Bíblia Toda o Ano Todo [John Stott]. Editora Ultimato.

Por Litrazini
Graça e Paz

sábado, 22 de setembro de 2018

CONFIANÇA


Uma pessoa confiante encara as derrotas

VIVER REQUER CONFIANÇA.
Um bebê, logo depois de nascer, inicia sua avaliação do mundo em que foi inserido com um questionamento fundamental. Vale a pena viver ou não? A maneira amorosa com que a mãe sorri e olha para a criancinha inspira confiança. Os cuidados dispensados para dar conforto e alimento confirmam a esperança incipiente do nenê. Ele ganha um acervo de esperança que o sustenta e dá convicção de que a vida é boa.

Na medida em que a confiança cresce, o sentimento de bem-estar e realização se fortalece. A pessoa confiante é segura e positiva. Vê o futuro com uma certeza interior que o impulsiona para frente. Uma pessoa confiante encara as derrotas da vida com uma visão que o assegura de que a próxima tentativa dará certo. Otimismo e alegria são frutos naturais de pessoas inerentemente confiantes.

FÉ É A RAIZ DA PALAVRA "CONFIANÇA". Trata do espírito da pessoa que deixa seu dinheiro no banco sem pensar duas vezes se a confiável instituição manterá sua impecável reputação de cumprir suas promessas ou não. Confiabilidade cresce ao longo da história em que a instituição age com integridade e trata a todos com honestidade. "A fé está morta para a dúvida, surda para o desânimo, cega para impossibilidades" (Pérolas para a Vida, comp. J. Blanchard).

Confiança cristã se alcança menos pela observação do mundo visível do que duma visão de Deus que concede "a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos" (Hb 11.1 - NVI). Confiar significa recorrer aos recursos inesgotáveis de Deus quando se olha para o futuro. Afinal de contas, o futuro tem um arsenal inesgotável de armas destrutivas. Acidentes, doenças, reveses financeiros, perdas de entes queridos, planos e projetos que falham, tropeços humilhantes, e a própria morte. Todos tendem a minar nossa confiança. Mas Deus assegura a seus filhos que Ele "...age em todas as coisas para o bem daqueles que O amam, dos que foram chamados segundo o seu propósito" (Rm 8.28 - NVI).

PASSOS PARA ALCANÇAR A CONFIANÇA EM DEUS
Primeiramente, deve existir um sentimento forte e profundo de necessidade no coração. Pessoas que confiam inteiramente em si mesmas, que acreditam que a boa vida que desfrutam é resultado de suas boas decisões e esforço, têm uma grande barreira a superar para crer em Deus e entregar a vida aos seus cuidados.

Em segundo lugar, não é possível confiar naquilo do qual não se tem algum conhecimento. Quando um amigo lhe assegura que um remédio proporcionou um resultado surpreendente, é natural querer experimentar o mesmo benefício quando se sofre do mesmo mal. Pessoas sem conhecimento de Deus, que nunca provaram que o Senhor é bom (Sl 34.8), têm dificuldade em confiar nEle. Mas quando ouvem de alguém a experiência de confiança e socorro que viveram em Deus, têm interesse natural de participar do mesmo privilégio.

Em terceiro lugar, uma vez demonstrado que a Bíblia possui evidências que comprovam sua inspiração divina, como Paulo afirma (2 Tm 3.16), é preciso dedicar-se à leitura do texto, que trará informações sobre Deus e seus atributos. Muitas vezes, leitores iniciantes da Bíblia têm a sensação de que estão constatando a viva realidade por trás de tudo o que existe.

Em quarto lugar, é importante testar a realidade da promessa divina que garante que todo aquele que confia no Senhor não será confundido ou frustrado. Pela oração, o candidato desejoso de receber a maravilhosa graça salvadora precisa pedir que Deus confirme seu amor com o selo do seu Espírito. A certeza de que Deus atendeu nossa oração vem com a paz que inunda o coração dos que conhecem e confiam no Senhor. Paulo nos assegura que "o próprio Espírito testemunha ao nosso espírito que somos filhos de Deus".

Em quinto lugar, uma vez tendo o testemunho do Espírito no coração, o neófito terá boas perspectivas de crescimento na sua fé na medida em que ele ora e se fortalece no estudo da Palavra e se submete diariamente ao Senhor Jesus. Isaías escreveu há milhares de anos: "O fruto da justiça será a paz; o resultado da justiça será tranqüilidade e confiança para sempre" (Is 32.17).

Muitas vezes, confiança colocada em pessoas desconhecidas resulta em decepção e amargura. Não acontece assim com Deus.

Ele é o Todo-poderoso, o Soberano e amoroso Criador. Ele é totalmente confiável. Ele providenciou um caminho seguro para o céu. Sua Palavra contém promessas comprovadamente seguras. "Confie no Senhor de todo o teu coração e não se apóie em seu próprio entendimento", disse o sábio Salomão. Não tenho conselho melhor para lhe oferecer

Pr. Russel Shedd

Por Litrazini
Graça e Paz