sexta-feira, 30 de novembro de 2018

O QUE A BÍBLIA DIZ SOBRE O EVANGELHO DA PROSPERIDADE?


No evangelho da prosperidade, também conhecido como a religião “Palavra da Fé”, o fiel é encorajado a usar a Deus, enquanto a verdade do Cristianismo bíblico é justamente o contrário – Deus usa o fiel. A Palavra da Fé ou Teologia da Prosperidade enxerga o Espírito Santo como um poder a ser usado para qualquer coisa que o crente queira alcançar.

O Movimento do Evangelho da Prosperidade muito se parece com a ganância tão destrutiva que infiltrou a igreja primitiva. Paulo e os outros apóstolos não tentaram conciliar sua teologia com a dos falsos mestres que tentaram propagar tal heresia. Eles os identificaram como mestres falsos e perigosos e muito encorajaram os Cristãos a evitá-los.

Paulo advertiu Timóteo sobre: "Contendas de homens corruptos de entendimento, e privados da verdade, cuidando que a piedade seja causa de ganho; aparta-te dos tais. Mas os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína. Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores. Mas tu, ó homem de Deus, foge destas coisas, e segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a paciência, a mansidão." (1 Timóteo 6:5; 9-11)

Paulo disse que avareza é idolatria (Efésios 5:5) e instruiu os crentes de Efésios a evitarem qualquer pessoa que trouxesse uma mensagem de imoralidade ou avareza (Efésios 5:6-7). O ensino de prosperidade impede que Deus trabalhe sozinho, quer dizer, Deus não é o Senhor de tudo porque Ele não pode trabalhar até darmos a Ele a autoridade para assim fazer.

Fé, de acordo com a doutrina da Palavra da Fé, não é confiança submissiva a Deus; fé é uma fórmula pela qual manipulamos as leis espirituais, as quais os professores da prosperidade acreditam que governam o universo. Assim como o nome "Palavra da Fé" implica, esse movimento ensina que a fé é só uma questão do que dizemos, mais do que em quem confiamos ou quais verdades adotamos e afirmamos em nossos corações.

Um termo favorito no movimento Palavra da Fé é "confissão positiva". Refere-se ao ensino de que palavras têm poder criativo. O que você diz, assim os mestres da Palavra da Fé afirmam, determina tudo o que acontece com você. Suas confissões, especialmente os favores que você exige de Deus, devem ser afirmados positivamente e sem qualquer dúvida de que vão acontecer. Então Deus tem a responsabilidade de responder a tal pedido (como se o homem pudesse exigir qualquer coisa de Deus!). Portanto, a habilidade de Deus de nos abençoar supostamente depende da nossa fé.

Tiago 4:13-16 claramente contradiz esse ensinamento: "Eia agora vós, que dizeis: Hoje, ou amanhã, iremos a tal cidade, e lá passaremos um ano, e contrataremos, e ganharemos; Digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã. Porque, que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco, e depois se desvanece. Em lugar do que devíeis dizer: Se o Senhor quiser, e se vivermos, faremos isto ou aquilo. Mas agora vos gloriais em vossas presunções; toda a glória tal como esta é maligna".

Longe de enfatizar a importância de riquezas, a Bíblia nos adverte contra ir atrás de bens. Os crentes, principalmente os líderes da igreja (1 Timóteo 3:3), devem se livrar do amor ao dinheiro (Hebreus 13:5).

O amor ao dinheiro leva a várias formas de mal (1 Timóteo 6:10). Jesus advertiu: "Acautelai-vos e guardai-vos da avareza; porque a vida de qualquer não consiste na abundância do que possui" (Lucas 12:15). Em grande contraste à ênfase da Palavra da Fé em ganhar dinheiro e ter muitas posses nessa vida, Jesus disse: "Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam" (Mateus 6:19).

A contradição irreconciliável entre o ensino do evangelho da prosperidade e o evangelho do nosso Senhor Jesus Cristo é resumido nas palavras de Jesus em Mateus 6:24:"Ninguém pode servir a dois senhores; pois odiará a um e amará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro."

Fonte: GotQuestion

Por Litrazini
Graça e Paz

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

HÁ CURA NA ADORAÇÃO


O profeta Jeremias perguntou: “Porventura não há unguento em Gileade? Ou não há lá médico? Por que, pois não teve lugar a cura da filha do meu povo?” (Jr 8.22).

Este versículo nos ensina uma maravilhosa verdade que guarda o segredo da nossa saúde. Jeremias pergunta: “Acaso não há bálsamo em Gileade?” A palavra bálsamo em hebraico fala de cura. E a palavra Gileade fala de adoração. Ele está perguntando: “Não há cura na adoração?” Claro que sim. Você precisa agir de acordo com conhecimento de que a sua adoração traz consigo a saúde.

Se você confessar a Palavra e nada acontecer, comece a adorar o Senhor Deus dos céus. Adore-o pelas Suas promessas. Adore e diga: “Jesus, carregaste a minha enfermidade. Não terei de suportá-la. Te dou graças porque a Tua palavra diz: “...Pelas suas pisaduras fomos sarados” (Is 53.5). À medida que você começa a adorar o Senhor, verá como a cura vem ao seu ser.

O QUE ACONTECEU NO CALVÁRIO PODE INCLUSIVE PROTEGER-NOS DA DOR.
Nos dias do Antigo Testamento, quando a pessoa ficava doente lhe davam mirra para tirar a dor. “O meu amado é para mim um ramalhete de mirra; morará entre os meus seios” (Ct 1.13).

Quando Cristo estava na cruz, lhe ofereceram mirra.“Deram-lhe a beber vinho com mirra, mas Ele não o tomou” (Mc 15.23). Era costume dar essa bebida à pessoa que estava sendo crucificada, para que não sentisse dor.

Por que Jesus recusou-se a tomá-la? Cristo é o seu “analgésico”, aquele a quem você pede ajuda na hora da necessidade. Ele ficará ao nosso lado nos momentos mais difíceis de nossas vidas, para tirar a dor e trazer a cura. O Senhor é nosso refúgio e nosso escudo. Ele é o nosso muro de proteção.

Extraído do Livro a Grande Casa de Deus de Max Lucado

Por Litrazini
Graça e Paz

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

PERSEVERANDO NA ORAÇÃO


Perseverar na oração não é “usar de vãs repetições” (o que desagrada a Deus – conf.  Mt 6.7), mas, antes, persistir nas orações, petições e intercessões, confiando na onipotência e onibenevolência divinas para fazer “infinitamente mais do que pedimos ou pensamos” (Ef 3.20). É assumir a postura do valoroso obreiro Epafras, de Colossos: “…Ele está sempre batalhando por vocês em oração…” (Cl 4.12, NVI).

Sim, a oração perseverante é uma batalha travada: contra o diabo, que quer nos privar da ligação direta com o céu e nos impedir de progredirmos na vida espiritual; contra o mundo, que quer nos distrair com seus entretenimentos e ativismos perniciosos; contra a nossa própria carne, que reluta para não se adequar ao padrão de santidade de Cristo.

Epafras “batalhava” em oração pelos crentes colossenses. A palavra grega é “agonizomai”,que sugere “competição”, “luta” ou “esforço demasiado” contra adversários. É literalmente agonizar na oração! O renomado pregador Leonard Ravenhill dizia: “temos muita gente que sabe organizar, mas poucos que querem agonizar”. Enquanto muitos questionam “onde está o Deus de Elias?”, aquele pregador inquiria: “Onde estão os Elias de Deus?”.

DEUS NÃO MUDOU, MAS NOSSAS ORAÇÕES MUDARAM

Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e o será para sempre (Hb 13.8). Mas e nós, temos nutrido o mesmo apetite pela oração? Temos persistido em nosso clamor pelos descrentes ou desviados? Temos perseverado na oração pelos governantes de nosso país? Temos orado persistentemente pelas famílias? Pelos povos ainda não alcançados pelo Evangelho? Pelas crianças do Brasil? Pelos jovens que sucumbem diante das drogas? Pelos pastores do rebanho do Senhor? Por nós mesmos? Por “todos os santos”? (Ef 6.18).

É verdade que precisamos encarar o hábito da oração como um santo e grandioso privilégio, todavia, mesmo quando não encontrarmos prazer na oração, continuemos orando mesmo assim, já que temos o “dever de orar sempre e não desfalecer” (Lc 18.1)! Orar é um dever de todo cristão!

A oração de um justo pode muito em seus efeitos, dizia Tiago, o irmão do Senhor (Tg 5.17). Veja-se, por exemplo, John Hyde, homem simples, de poucas palavras, mas que levou a Jesus cerca de 100 mil indianos, quando propôs firmemente em seu coração orar a Deus por salvação de almas naquele país! Pela oração,

Hyde galgou tão poderosa eloquência para falar aos perdidos do amor do Salvador, que certamente nem os melhores compêndios de homilética ou missiologia poderiam lhe dar! Aliás, já dizia o professor pentecostal Myer Pearlman, “A verdadeira eloquência não é uma questão de se dispor as palavras com perícia; é uma sequência de palavras que transbordam de um coração aceso com fogo celestial. O pregador verdadeiramente eloquente é aquele cujo coração foi inflamado com fogo dos altares do céu” .

Nem a mão de Deus se encurtou, nem os seus ouvidos se fecharam para nossas orações (Is 59.1); mas têm subido diante dele nossas preces? Tem os céus ouvido nossas vozes em súplicas, intercessões e clamores?

Somos nós parte daquilo que Emílio Conde muito bem chamou de exército invisível de intercessores?

A viúva da parábola de Jesus, estava em busca de uma solução para a sua adversidade. Por sua perseverança, foi atendida. Igualmente nós seremos atendidos por Deus, ainda que ao nosso pálido julgamento Ele pareça demorar-se (a demora de Deus é pedagógica! Por ela aprendemos a confiar na promessa, esperar em Deus e perseverar na fé). 

Na verdade, Deus não se demora, a gente é que se apressa! Aos fiéis suplicantes, está feita a conclamação: “Provai, e vede que o Senhor é bom; bem-aventurado o homem que nele confia” (Sl 34.8)

Tiago Rosas

Por Litrazini
Graça e Paz

terça-feira, 27 de novembro de 2018

O JURAMENTO É PROIBIDO OU É ABENÇOADO?


Mas, sobretudo, meus irmãos, não jureis, nem pelo céu, nem pela terra, nem façais qualquer outro juramento; mas que a vossa palavra seja sim, sim, e não, não; para que não caiais em condenação.Tiago 5.12

Esse e muitos outros versículos (cf. Os 4.2; Mt 5.33-37) condenam o juramento. Ainda Tiago diz: “Acima de tudo, porém, meus irmãos, não jureis nem pelo céu, nem pela terra, nem por qualquer outro voto”. Jesus tinha dito a mesma coisa, a saber: “de modo algum jureis; nem pelo céu… nem pela terra” (Mt 5.34-35).

Por outro lado, há muitas passagens na Bíblia que falam de juramentos abençoados por Deus (cf. n 21.24; Dt 6.13).

De fato, anjos fizeram juramentos (Ap 10.5-6), como o próprio Deus o fez (Hb 6.13).

Obviamente há um bom e um mau sentido no ato de jurar, que podem ser contrastados da seguinte maneira:

BONS JURAMENTOS
Verdadeiros, para o bem, sagrados, significativos, sérios, judiciais

MAUS JURAMENTOS
Falsos, para o mal, profanos, vãos, frívolos, secretos

Nada há na Bíblia que condene o juramento feito num tribunal para dizer a verdade, toda a verdade, e nada além da verdade, e assim ajude-me Deus”.

Por outro lado, juramentos secretos, feitos em organizações de fraternidades, que são contrárias à Palavra de Deus, são proibidos pelos textos citados acima.

Até mesmo Jesus submeteu-se a ser posto sob juramento perante o sumo sacerdote no seu julgamento (Mt 26.63).

Extraído do livro MANUAL POPULAR de Dúvidas, Enigmas e “Contradições” da Bíblia. Norman Geisler – Thomas Howe

Por Litrazini
Graça e Paz

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

PASTOR E AJUDADOR


O Senhor está comigo; ele é o meu ajudador. Verei a derrota dos meus inimigos. (Sl 118.7.)

Para o salmista, deus é o “deus da glória”, o “Rei de toda a terra”, o “Deus dos Exércitos”, o “Todo-poderoso”, o “Santo de Israel”, o “Altíssimo”, o “Deus vingador” (Sl 29.3; 47.7; 59.5; 68.14; 71.22; 78.56; 94.1). Esses são os nomes mais solenes de Deus, aqueles que infundem respeito e temor.

Há outros nomes de Deus no saltério, menos solenes e mais afetuosos. O poeta tem coragem de se dirigir a esse Altíssimo chamando-o de “meu pastor” e de “meu ajudador” (Sl 23.1; 118.7). Tal atitude decorre não da perda do devido respeito, mas da experiência pessoal, fruto da comunhão do salmista com Deus.

Deus não precisa deixar de ser o “Deus vingador” para ser o “Deus perdoador” (Sl 94.1; 99.8). Nem precisa deixar de ser o “Deus protetor”, para ser o “Deus da glória” (Sl 121.3; 29.3).

Deus não muda de nome nem de atributo. Ele não é severo hoje e bondoso amanhã, mas severo e bondoso tanto hoje como amanhã. Ele não tem dupla personalidade.

A mudança ocorre em nós e não em Deus. Quando em rebeldia, somos obrigados a enxergar a severidade de Deus; quando em obediência, só enxergamos a sua bondade (Rm 11.22).

Os ímpios vêem um Deus distante, difícil, autoritário e implacável. Os justos vêem um Deus que ama, que declara seu amor e o prova.

Mesmo entre os justos, há aqueles que se aprofundam mais no conhecimento e no relacionamento com Deus. São eles que conseguem chamar o Senhor de pastor e ajudador (Sl 23.1; 118.7).

Retirado de Refeições Diárias com o Sabor dos Salmos. Editora Ultimato.

Por Litrazini
Graça e Paz

domingo, 25 de novembro de 2018

O MINISTÉRIO DOS ANJOS


A Palavra de Deus diz especialmente que os anjos foram "enviados para exercer o ministério a favor dos que hão de herdar a salvação". Notamos que, quando se fala da salvação do homem, geralmente os anjos estão incluídos.

Podemos ainda observar, pela Bíblia, a presença de anjos em relação à manifestação de Jesus na Terra! Eles anunciaram o seu nascimento; estiveram presentes quando Ele nasceu; entregaram a mensagem aos pastores, e uma multidão do seu exército louvou a Deus nos campos de Belém. Os anjos revelaram-se no tempo da meninice de Jesus e instruíram seus pais como deviam fazer para escapar dos seus inimigos. Nas ocasiões importantes da vida de Jesus, como na tentação no deserto, durante a luta no Getsêmani, na ressurreição e na ascensão, Ele foi servido pelos anjos.

E o próprio Jesus, falando a Natanael, disse que assim aconteceria: "Vereis o céu aberto e anjos de Deus, subindo e descendo sobre o Filho de Deus". No ministério terreno de Jesus, estava o Céu aberto e os anjos em atividade; por ocasião do seu aparecimento e durante a sua vida.

Quando os discípulos estavam encarcerados, vieram os anjos e os libertaram. Paulo, certa ocasião, sofreu um naufrágio, e um anjo, que estava ao seu lado, à noite, disse que Deus salvaria tanto a sua vida como a dos seus companheiros.

O trabalho dos anjos visa, de fato, ajudar, proteger e guardar aqueles que têm suas vidas nas mãos de Deus.

Tratando-se da salvação, vemos que os anjos, vez após outra, aparecem. Quando o Evangelho foi pregado pela primeira vez aos gentios, os anjos lá estavam. Veio um anjo à casa de Cornélio e disse-lhe a quem deveria chamar e onde, a fim de ouvir o Evangelho vivo.
                                      
No tempo em que Filipe estava em Samaria, veio um anjo a ele e disse: "Levanta-te a vai em direção sul, ao caminho que desce de Jerusalém a Gaza; este se acha deserto". Filipe creu e deixou-se guiar pela mensagem do arauto celeste, e, assim, tornou-se instrumento para a salvação do tesoureiro da corte etíope.

Ao findar a sua luta pela fé, Lázaro, segundo as palavras de Jesus, foi conduzido pelos anjos ao seio de Abraão. Ao ser redimida a alma do corpo, pertence aos anjos a tarefa da sua condução até o Céu.

Jesus diz, no capítulo 15 de Lucas, que haverá alegria entre os anjos de Deus por um pecador que se converter. Eles são os fiéis da Casa do Senhor, e acompanham os filhos de Deus com muito interesse.

Nossos primeiros passos, no caminho da salvação, são observados pelos anjos, pois foram incumbidos de seguir-nos até chegarmos ao fim. O dever das hostes angelicais, em relação aos salvos, é o de proteger, guardar, acompanhar e conduzi-los, por fim, ao Céu.

Extraído do livro A Bíblia Responde - Casa Publicadora das Assembléias de Deus

Por Litrazini
Graça e Paz

sábado, 24 de novembro de 2018

CURADO PARA SEMPRE


Deus é soberano. Ele pode conceder cura quando, onde, e a quem Ele quiser. Mas no momento em que a pessoa é curada, ela deve começar a encher-se da Palavra sem demora. A continuação da sua cura depende disso. O salmista escreveu: “Nunca me esquecerei dos teus preceitos; pois por eles me tens vivificado” (SI 119.93).

A Palavra de Deus nos dá vida e nos mantém vivos. Por isso é vital que você se encha constantemente da vida do Pai e não das forças destrutivas de Satanás. “Visto como pelo seu divino poder nos deu tudo o que diz respeito à vida e piedade, pelo conhecimento daquele que nos chamou por sua própria glória e virtude” (2Pe 1.3).

COMO VOCÊ OBTÉM ESSE CONHECIMENTO DELE? PELA SUA PALAVRA.
Quando o conhecimento de Deus penetra até o mais fundo do seu ser, Seu poder e Sua vida não deixam lugar para a doença. A Palavra de Deus permanece viva enquanto você a lê, ouve, e se associa com aqueles que amam. Por isso é importante permanecer na atmosfera da Palavra de Deus.

Existe uma grande diferença entre comer um hambúrguer e batatas fritas num restaurante de comida rápida e comer uma refeição saudável com sua família em casa. O ambiente faz a diferença, sem mencionar a qualidade dessa comida quanto ao valor nutritivo.

É vital que você encontre uma igreja que lhe dê o alimento sólido da Palavra de Deus. Tanto a sua saúde espiritual quanto a física estão em jogo.

SUA PARA SEMPRE
O Senhor não quer apenas que você receba cura. Ele quer que continue com saúde. Estes são sete meios específicos de manter a sua cura.

1. CONFIE EM DEUS. “Maldito o homem que confia no homem, e faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do Senhor!” (Jr 17.5). Essas são palavras duras e negativas, mas verdadeiras. A seguir lemos: “Bendito o varão que confia no Senhor, e cuja esperança é o Senhor” (v.7).
Essas palavras são seguidas pela promessa de cura.“Porque será como a árvore plantada junto às águas, que estende as suas raízes para o ribeiro e não receia quando vem o calor, mas a sua folha fica verde; e no ano de sequidão não se afadiga, nem deixa de dar fruto”(v.8). Deus diz que se você confiar nEle, permanecerá sadio.

2. GUARDE A SUA PALAVRA. Vale a pena memorizar o conselho dado em Provérbios. “Filho meu, atenta para as minhas palavras: às minhas razões inclina o teu ouvido. Não as deixes apartar-se dos teus olhos; guarda-as no meio do teu coração. Porque são vida para os que as acham, e saúde para o seu corpo” (Pv 4.20-22).

3. CONFESSE AS SUAS FALTAS AOS OUTROS. A cura exige mais que a unção com óleo. As palavras de Tiago tornam isso claro. “Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja, e orem sobre ele, ungindo-o com azeite em nome do Senhor. E a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados. Confessai, as vossas culpas uns aos outros, e orai uns pelos outros, para que sareis. A oração feita por um justo pode muito em seus efeitos” (Tg 5.14-16).

4. FALE A LINGUAGEM DE DEUS. “Há alguns cujas palavras são como pontas de espada, mas a língua dos sábios é medicina” (Pv 13.3). Se quiser viver em completa saúde, deve aprender a falar o que Deus fala. “O que guarda a sua boca conserva a sua alma...” (Pv 13.3).

5. ORE CONSTANTEMENTE. “O que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente descansa” (SI 91.1). O “esconderijo” é a oração. “Direi do Senhor: Ele é meu Deus, o meu refúgio, a minha fortaleza, e Nele confiarei. Porque Ele te livrará do laço do passarinheiro, e da peste perniciosa. Ele te cobrirá com as suas penas, e debaixo de suas asas estarás seguro: a sua verdade é escudo e broquel” (vv.2-4).

O salmista apresenta então uma tremenda promessa.“Nenhum mal te sucederá, nem praga alguma chegará à tua tenda. Porque aos seus anjos dará ordem a teu respeito, para te guardarem em todos os teus caminhos” (vv.10,11).

6. RESISTA AO DIABO. “Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós. Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós...” (Tg 4.7-8). Como fazemos Satanás fugir? Submetendo-nos ao Senhor.

7. OBSERVE AS LEIS DA NATUREZA. Por que o Senhor deve continuar concedendo-lhe saúde, se você insiste em violar a Sua lei para a boa saúde? “Não sabeis vós que sois o templo de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós? Se alguém destruir o templo de Deus, Deus o destruirá; porque o templo de Deus, que sois vós, é santo” (1 Co 3.16-17).

Ao manter essas sete regras para a saúde, você pode manter-se saudável e viver bem.

Extraído do livro Senhor, Preciso de um milagre de Benny Hinn

Por Litrazini
Graça e Paz

sexta-feira, 23 de novembro de 2018

A ADOÇÃO POR DEUS


Quando vamos a Cristo, Deus não apenas nos perdoa, como também nos adota. Através de uma série de eventos dramáticos, passamos de órfãos condenados sem nenhuma esperança a filhos adotados sem qualquer medo.

Veja como acontece: você chega perante a cadeira de julgamento de Deus cheio de erros e rebeliões. Por causa de sua justiça, Ele não pode deixar de lado o seu pecado, mas por causa de seu amor, Ele não pode deixar você de lado. Então, num ato que atordoa os céus, Ele pune a si mesmo sobre a cruz, por seus pecados.

A justiça e o amor de Deus são igualmente honrados. E você, criação de Deus, é perdoado. Entretanto, a história não termina com o perdão de Deus.

Porque não recebestes o espírito de escravidão para outra vez estardes em temor, mas recebestes o espírito de adoção de filhos, pelo qual chamamos: Aba, Pai. O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus (Rm 8.15,16).

Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos (Gl 4.4,5).

Seria suficiente se Deus apenas limpasse seu nome, mas Ele fez mais: deu a você seu próprio nome. Bastaria se Deus apenas o tivesse posto livre, mas Ele fez mais. Ele levou você para casa. Levou-o para a grande Casa de Deus.

Pais adotivos compreendem isso melhor que ninguém. Certamente não quero ofender qualquer pai biológico — eu mesmo sou um. Nós, pais biológicos, conhecemos bem a ânsia de ter um filho. Porém, em muitos casos, nossos berços são facilmente preenchidos. Decidimos ter um filho, e o filho vem. Na verdade, às vezes ele vem sem que tenha havido qualquer decisão. Tenho sabido de várias gravidez não planejadas, mas nunca ouvi falar de uma adoção sem planejamento.

Eis porque os pais adotivos compreendem a paixão de Deus ao nos adotar. Eles sabem o que significa sentir um espaço vazio dentro de casa. Sabem o que significa a longa procura, o colocar-se a caminho de uma missão e aceitar a responsabilidade por uma criança com um passado maculado e um futuro incerto.

Se há alguém que compreende a paixão de Deus por seus filhos, é aquele que livrou um órfão do desespero, pois foi isto o que Deus fez por nós.

Deus adotou-nos. Deus procurou você, achou-o, assinou os papéis e levou-o para casa.

Extraído do livro A Grande Casa de Deus de Max Lucado

Por Litrazini
Graça e Paz

quinta-feira, 22 de novembro de 2018

QUAL O SIGNIFICADO DA EXPRESSÃO 'ALELUIA'?"


Com a grafia "alleluyah", de origem aramaica e significando louvai ao Senhor, essa palavra passou à igreja cristã através da Versão dos Setenta.

O termo original hebraico "hallelu-yahweh", louvai vós. "yah", forma abreviada de "yahweh", ocorre vinte e quatro vezes nos salmos e é variante de termos com a mesma significação que não parecem pertencer ao mesmo texto, mas incursões alheias durante a leitura, por efusão da alegria espiritual do ouvinte, tanto quanto nos dias atuais se ouve em nossas reuniões.

Por isso, ocorrem tanto no início como no meio ou no fim dos salmos, dando a entender que o tradutor registrou na transição o fato de se ouvirem essa palavra por ocasião da leitura.

Pode também ser uma conclamação - ainda alheia - para que os ouvintes glorifiquem a Deus enquanto se faz a leitura, tanto no templo, como nas sinagogas, ou na igreja cristã.

Essa expressão de fervor e gratidão espiritual encontram-se nos salmos 104,105,106,111,112,113,114,115,116,117, 118,135,136,146 a 150.

A sugestão dos salmos com a expressão Aleluia é que eram cantados em ocasiões especiais de adoração nas sinagogas.

"Os salmos 113-118 eram cantados na festa da Páscoa, do Pentecoste, dos Tabernáculos e da Dedicação, sendo que na primeira delas, os salmos 113 e 114 eram entoados antes das refeições, enquanto que os 115 a 118, após o terceiro cálice. (Conferir Mc 14.26.)

Os salmos 135 e 136 eram entoados no sábado e o Grande Hatel (SI 146 a 150), juntamente com o SI 145, eram entoados nos cultos matutinos" - HLE, Douglas.

Em nossas igrejas, embora a maioria dos irmãos desconheça a etimologia da expressão, ficam movidos pelo Espírito Santo ao exclamá-la em voz alta, sentindo um reforço espiritual avivalista que vivifica as reuniões.

As igrejas onde o louvor de Deus é cultivado permanecem ativas, enquanto que nos templos onde se combate o entusiasmo do povo, há uma carência de vida espiritual. Portanto, louvai ao Senhor - Aleluia!

Extraído do livro A Bíblia Responde - Casa Publicadora das Assembléias de Deus

Por Litrazini
Graça e Paz

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

DEUS AINDA FALA A NÓS HOJE?


Na Bíblia há muitos registros de Deus falando audivelmente às pessoas (Êxodo 3:14; Josué 1:1; Juízes 6:18; I Samuel 3:11; II Samuel 2:1, Jó 40:1; Isaías 7:3; Jeremias 1:7; Atos 8:26; 9:15 – só como um pequeno exemplo).

Não há razão bíblica para que Deus não possa ou não fale audivelmente com alguém nos dias de hoje. Contudo, não podemos esquecer que estas centenas de registros bíblicos de Deus falando refletem ocorrências espalhadas por 4000 anos da história da humanidade.

Deus falando audivelmente a alguém é uma exceção, não a regra. E mesmo nestes exemplos bíblicos registrados, nem sempre fica claro se realmente se tratava de uma voz audível, uma voz interior ou uma impressão mental.

DEUS SIM FALA ÀS PESSOAS NOS DIAS DE HOJE.

PRIMEIRAMENTE, DEUS NOS FALA ATRAVÉS DE SUA PALAVRA (II Timóteo 3:16-17). Isaías 55:11 nos diz: “Assim será a minha palavra, que sair da minha boca; ela não voltará para mim vazia, antes fará o que me apraz, e prosperará naquilo para que a enviei.” A Bíblia registra as palavras de Deus a nós em tudo o que precisamos saber para que sejamos salvos e vivamos a vida cristã. II Pedro 1:3-4 diz: “Visto como o seu divino poder nos deu tudo o que diz respeito à vida e piedade, pelo conhecimento daquele que nos chamou pela sua glória e virtude; pelas quais ele nos tem dado grandíssimas e preciosas promessas, para que por elas fiqueis participantes da natureza divina, havendo escapado da corrupção, que pela concupiscência há no mundo”.

EM SEGUNDO LUGAR, DEUS FALA ATRAVÉS DE IMPRESSÕES, ACONTECIMENTOS E PENSAMENTOS. Deus nos ajuda a discernir o certo do errado através de nossas consciências (I Timóteo 1:5; I Pedro 3:16). Deus usa o processo de moldar nossas mentes para pensarmos os Seus pensamentos (Romanos 12:2). Deus permite que aconteçam coisas em nossas vidas com o objetivo de nos direcionar, transformar e ajudar, para que cresçamos espiritualmente (Tiago 1:2-5; Hebreus 12:5-11). I Pedro 1:6-7 nos lembra que: “Em que vós grandemente vos alegrais, ainda que agora importa, sendo necessário, que estejais por um pouco contristados com várias tentações, para que a prova da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro que perece e é provado pelo fogo, se ache em louvor, e honra, e glória, na revelação de Jesus Cristo.”

DEUS ÀS VEZES PODE FALAR AUDIVELMENTE COM AS PESSOAS. É altamente duvidoso, porém, que isso ocorra tão frequentemente como algumas pessoas afirmam que Ele o faça. Novamente, mesmo na Bíblia, Deus falando audivelmente é a exceção, não o ordinário.

Se alguém alega que Deus falou com ele, compare sempre o que é dito com o que a Bíblia diz. Se Deus falasse hoje, Suas palavras estariam em pleno acordo com o que Ele disse na Bíblia (2 Timóteo 3:16-17) porque, afinal, Deus não se contradiz.

Fonte: GotQuestion

Por Litrazini
Graça e Paz

terça-feira, 20 de novembro de 2018

O NOSSO MURO DE PROTEÇÃO


Nossos corpos foram criados para exaltar e honrar ao Deus todo-poderoso. “Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus” (I Co 6.20 IBB.RC). Esta descoberta me leva a crer que se o Senhor foi ferido e moído pela minha saúde, então por que devo carregar esse fardo?

O PODER DE CRER
Creio firmemente que o Senhor quer que vivamos em perfeita saúde. É hora de crer, proclamar e começar a viver de forma a podermos dizer: “A enfermidade não é minha e não irei tolerá-la em circunstância alguma!” Quando essa mensagem começa mover-se dentro de nossa alma, a enfermidade tem de fugir.

QUATRO LEIS SIMPLES
Deus não quer que você fique doente. De fato, em Êxodo 15 Ele faz uma aliança com você e lhe diz que se cumpri-la será curado. Ele construirá um muro de proteção ao seu redor.

Para ser específico, direi que o Senhor estabeleceu quatro leis simples, apenas quatro. Se obedecê-las, viverá com saúde. E quando a doença vem, você ordena que ela saia do seu corpo.

As quatro leis de cura de Deus se encontram em um versículo poderoso da Escritura. Ele diz: “Se ouvires atento à voz do Senhor, teu Deus, e inclinares os teus ouvidos aos seus estatutos, nenhuma das enfermidades porei sobre ti, que pus sobre o Egito; porque eu sou o Senhor que te sara” (Êx 15.26 IBB).

Pela primeira vez na Bíblia, Deus se apresenta aqui como Aquele que cura e nos dá as quatro condições que devemos cumprir para sermos curados.

OUVIR ATENTAMENTE. Você deve “prestar atenção” à voz do Senhor. Em hebraico, o termo significa “ouvir e declarar”. Você deve ouvir, falar e confessar a palavra. A importância do primeiro passo não pode ser ignorada.

FAZER: O Senhor exige que você faça o que é reto aos Seus olhos. A palavra fazer em hebraico significa “fazer, converter-se e tomar o controle de”. Desse modo, [o Senhor quer ver ação da sua parte. E a cura (começa a acontecer à medida que obedecemos à Palavra de Deus.

DAR OUVIDOS. O significado na língua original é “meditar”. Deus exige que você se comprometa a meditar sobre os seus mandamentos.

GUARDAR. O hebraico diz “guardar, proteger e preservar sua Palavra”. Este é um pré-requisito para a cura.

O que Deus promete como resultado de satisfazer essas condições?
Ele diz que irá curar você. Se você ouvir a Palavra, confessá-la, se comprometer totalmente a obedecer às leis de Deus, proteger a Palavra, e apropriar-se dela, Deus diz que você viverá em completa saúde.

Deus nos ofereceu um pacto de saúde, mas nos faz esta advertência: “Quem romper um muro, uma cobra o morderá” (Ec 10.8). O que Deus está dizendo? O muro fala de proteção. A Bíblia está dizendo? O muro fala de proteção. A Bíblia diz que se a proteção for rompida, um demônio irá morder.

QUAL É A SUA PROTEÇÃO? A PALAVRA DO DEUS VIVO!
Você quer ser curado por Deus? Deixe que a Palavra sature o seu ser. Deixe que ela domine o seu coração, sua mente e suas emoções. Ame, confesse e obedeça à Palavra. Se ela se tornar toda a sua vida, irá rodeá-lo inteiramente: à esquerda e à direita, pela frente e por trás.

A Palavra de Deus será a sua proteção e nenhuma serpente poderá mordê-lo inteiramente: à esquerda e à direita, pela frente e por trás. A Palavra de Deus será a sua proteção e nenhuma serpente poderá mordê-lo. Mas se essa cerca for rompida, Satanás e seus demônios atacarão. E a doença é um dos resultados desse ataque.

A Escritura diz: “Como a cidade derribada, que não tem muros, assim é o homem que não pode conter o seu espírito” (Pv 25.28). Se você não governar a sua vida com a Palavra de Deus, não haverá um muro de proteção a rodeá-lo.

Extraído do livro Senhor, Preciso de um milagre de Benny Hinn

Por Litrazini
Graça e Paz



segunda-feira, 19 de novembro de 2018

SOFRIMENTOS INCOMPREENDIDOS


POR QUE O JUSTO MESMO ESTANDO SOBRE A PROTEÇÃO DE DEUS SOFRE TRIBULAÇÃO?

O que devemos analisar de imediato é que a lei da semeadura e da colheita está em pleno vigor.

A Palavra de Deus preceitua que tudo quanto o homem semear, isso também ceifará. Não raro, sofremos apenas a consequência de nossa imperícia.

Todavia, existem casos que desafiam e anulam essa justificativa. Então, surgem as perguntas: "Por que sofre o justo?"; "Por que o cristão, protegido pelo amor de Deus, padece tribulações?"; "Por que o ímpio, que amaldiçoa e escarnece da divindade parece vencer e prosperar em todas as coisas?;

Como explicar que alguém no vértice de sua comunhão, com Deus o Pai, Deus o Filho e Deus o Espírito Santo, se veja de repente soterrado pela adversidade, pela tragédia e pela destruição?

Estas perguntas não são novas. Foram sempre a arma maliciosa e cruel que os céticos e materialistas usaram, e ainda usam, para ridicularizar e pôr em dúvida a confiança e a firmeza dos fiéis, ao se encontrarem falidos e desamparados.

Estas perguntas têm sido um dilema insolúvel até mesmo para os religiosos mais sinceros de todos os tempos. Nos dias de Jesus, após a realização de uma cura, indagaram-lhe os seus discípulos: "Mestre quem pecou para que este homem nascesse cego, ele ou seus pais?"

Ainda hoje prevalecem essas conjecturas. "Sofremos porque nossos pais pecaram" - dizem uns. "Sofremos - argumentam outros - porque nós mesmos pecamos em tempos remotos; pagamos dívidas antigas, a fim de evoluirmos espiritualmente."

Pergunta-se então ao próprio Cristo: "Terá o sofrimento caráter tão-somente negativo?"
Eis a resposta do Mestre Divino: "Nem ele nem seus pais pecaram, mas isso aconteceu para que se revelasse a glória de Deus". E para que coisa mais positiva do que revelar-se a glória de Deus entre os homens?

O grande enigma do sofrimento dos justos é-nos impossível decifrar.

A par destas difíceis perguntas, há ainda quebra-cabeças como "Por que o Céu, sendo um lugar onde não entra pecado, foi justamente o berço da iniquidade, com a rebelião de Lúcifer?", ou dilemas semelhantes a "Como podia Deus ser eterno, em termos absolutos e ao mesmo tempo deixar-se subjugar pela morte no Calvário?", ou ainda, "Como Deus, sendo um Deus de amor, permite um filho seu morrer incinerado num desastre aéreo, em plena viagem missionária?", são segredos que talvez nunca conseguiremos perscrutar nesta vida.

Entretanto, como a questão do sofrimento dos justos afeta decididamente o nosso dia-a-dia, rogamos a Deus que, pelo poder do seu Espírito Santo, rasgue novas perspectivas e descortine novos horizontes na compreensão e no entendimento do amigo leitor, a fim de que vislumbre, bem mais e melhor, as razões por que Deus permite a provação.

De fato, temos de convir, quer queiramos ou não, que Deus não procede, em geral, e também neste caso, como nós gostaríamos que Ele agisse. Não é assim no mundo material, nem no espiritual. Os terremotos e os tufões não são os seus meios ordinários, mas extraordinários.

A razão por que Deus permite certas coisas, encontra-se além das nossas conjeturas. Contudo, poderemos estudar suas obras na natureza, e acharemos que concordam com as obras da sua providência: Mt 6.25-32. "Deus tem a eternidade perante si", diz santo Agostinho, e "pode esperar". O seu tempo não é limitado como o do homem, que, se tem alguma coisa a fazer, quer fazê-lo logo, pois a noite vem. Porém, não é assim com Deus: Ele opera, em nosso pensar, deliberada, segura e irresistivelmente.

Não devemos contar os anos de Deus como contaríamos os poucos dias a nós reservados: "Não retarda o Senhor a sua promessa como alguns entendem". O nosso fraco alcance, a profundidade do infinito e a sua extensão, lembram que os juízos de Deus são muito profundos.

Aprendamos, portanto, que quando Deus trabalha, ninguém pode impedir; contudo, Ele trabalha como o eterno Deus: Jo 13.7.

Extraído do livro A Bíblia Responde - Casa Publicadora das Assembléias de Deus

Por Litrazini
Graça e Paz