quinta-feira, 1 de novembro de 2018

PERDÃO

 Então Pedro, aproximando-se dele, disse: Senhor, até quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu lhe perdoarei? Até sete? Jesus lhe disse: Não te digo que até sete; mas, até setenta vezes sete. Mt. 18:21,22

Certamente todos de alguma forma, tiveram problemas, foram ofendidos, esquecidos, discriminados, injustiçados, etc. não fará nenhum bem a você e nem a obra do Senhor, guardar rancor, mágoa, ou inimizade contra quem quer que seja, pois a ordem do Senhor é que perdoemos a todos e em todas as circunstâncias, pois quem não está pronto a perdoar, tão pouco crerá no perdão de Deus.

A NATUREZA DO PERDÃO:
J. Edwin Orr declarou que só conseguiu compreender a natureza do perdão depois de dois acontecimentos que lhe marcaram a vida:

Depois de quebrar a vidraça do vizinho mais uma vez, seu pai o agarrou e o entregou ao vizinho. O homem estava exasperado. Muitas vezes suas janela foi quebrada por aquelas boladas. Ele disse: “eu perdôo o garoto, mas alguém tem que pagar o prejuízo”. 

A primeira lição é: “perdoar não é fingir que o fato não aconteceu”. Ele na verdade ocorreu e precisa ser corrigido. Alguém tem que pagar por ele.

Mais tarde ele fez um empréstimo de uma grande quantia em dinheiro a um amigo. O amigo perdeu o dinheiro no jogo e nunca mais pode paga-lo. Depois de se aborrecer com o amigo durante muito tempo resolveu perdoa-lo. Foi então que aprendeu a segunda verdade: “se alguém tem que sofrer pelo prejuízo, quem sofre é aquele que perdoa.

Por isso que perdoar é difícil, acarreta sofrimento para aquele que pratica tal ação, ele arca com os prejuízos do dano cometido. E, neste sentido sofre mais do que o culpado pelo acontecimento.

Há porém um outro lado do perdão. Somente aquele que é perdoado pode, ao avaliar o sofrimento de quem perdoa, perceber a extensão de sua culpa e assim arrepender-se dela.

Ao recomendar aos cristão de Roma que perdoassem a seus inimigos e cuidassem bem deles, Paulo lhes diz: “se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede dá-lhe de beber porque fazendo assim, amontoará brasas vivas sobre a sua cabeça”(Rm 12.20).

Não basta assim, que se perdoe alguém. É preciso que este alguém saiba que foi perdoado e se sinta perdoado. Somente neste estágio do processo é que o perdão alcança seu resultado mais significativo, a saber, a abertura da porta para a recuperação daquele que errou.

Na verdade Deus não perdoa cada pessoa a cada pecado que comete. O perdão já está dado de uma vez em Cristo, que pela sua morte na cruz revela tal estado perdoador de Deus.

A FUNDAMENTAÇÃO DO PERDÃO:
O problema do perdão começa no fato de que todas as pessoas sofrem da tentação de repararem nos defeitos dos outros ao invés de enxergarem os seus próprios pecados.

A disposição de perdoar terá que passar por cima não apenas de um erro do irmão. Terá que ser permanente na vida do seguidor de Cristo. A expressão setenta vezes sete, não quer dizer apenas 490 vezes num dia e sim vezes sem conta.

Perdoar é buscar o bem do outro, ainda que em termos humanos não gostamos dele. O fundamento do perdão é a capacidade de se amar e de se beneficiar justamente aqueles, cuja maneira de agir tenha sido má, ainda que em relação a nós mesmos. Fazendo isso significa que estamos dentro da atmosfera do perdão que emana de Deus.

Se não perdoamos, nossa própria experiência de perdão será tão somente uma simples e pura ilusão.

ALGUNS DESAFIOS PARA NÓS:
Se existe em seu coração qualquer mágoa, tristeza ou rancor contra alguém, perdoe agora e vá a ele(a) comunicar o seu perdão.

Se você magoou ou feriu alguém, peça perdão, humilhe-se, pois quem se humilha será exaltado.

Não julgue a ninguém, assuma o compromisso de ser a mão estendida para aquele que está errado a fim de ergue-lo.

Experimente exercer o perdão a cada dia pois assim, penetrará no que há de mais belo no caráter de Deus – o perdão.

Transcrito Por Litrazini
Graça e Paz


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