"Alegrem-se sempre no Senhor; outra vez digo: alegrem-se!" [Filipenses 4.4]

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sábado, 5 de novembro de 2022

O PERDÃO DE DEUS NÃO CONHECE LIMITES

Perdoar é eliminar o culpado da culpa do erro cometido. O ofendido declara que não está mais ofendido pela ofensa que recebeu.

No perdão nós experimentamos:

Graça - permite a mudança de status perante Deus. Não somos mais o que éramos.

Misericórdia - transforma o pior pecador em alguém amado e usado no reino de Deus.

O cristão que recebe o perdão de Deus, deve agora "morrer para o pecado e viver para Deus" (Rm 6.10,11).

Por sua natureza o cristão está inclinado ao pecado, mas agora, debaixo da justiça de Deus ele coloca a sua vida para o louvor de Deus e para a realização das obras do Seu reino.

Nós precisamos do perdão não apenas para escaparmos da penalidade, mas para que o relacionamento amoroso entre o Pai e os filhos/as seja restaurado.

O canal de comunicação continue aberto.

Assim como nós perdoamos os nossos devedores

Esta palavra "assim como" não pode ser entendida como sendo condicional, ou seja, o perdão de Deus a nós não está condicionado ao perdão que oferecemos ao próximo.

Isto aqui significa que nós devemos cultivar o espírito do perdão em relação àqueles que nos ofenderam, antes de corrermos para Deus para pedir perdão pelos nossos pecados.

Deus tem mais para nos perdoar e jamais qualquer ser humano pode igualar-se a Deus no perdão, mas nós podemos imitar a Deus e esta é uma das áreas em que podemos fazer isto.

Mostra na verdade que quem é perdoado e não perdoa, ainda não passou ou não entendeu o que significa ser salvo em Cristo da condenação do pecado. Perdoamos a quem nos pede perdão (Mt 18.23).

O perdão de Deus não conhece limites (Lc 18.26).

Aqueles pessoas que se julgam justas e sem necessidade de perdão não terão urgência em fazer esta petição. Estas pessoas estão iludidas.

Não tem necessidade de restauração com Deus, por isso não pede a mesma.

Por Jesus e através do seu nome sabemos que os nossos pedidos são atendidos.

Transcrito Por Litrazini

https://www.kairosministeriomissionario.com/

Graça e Paz 

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

DISCIPLINA E PUREZA DA IGREJA

Jesus instituiu a disciplina na igreja (Mt 18.15-20) com o objetivo de estabelecer os limites entre o mundo e a igreja, bem como combater o pecado dentro dela.

Vários textos do Novo Testamento revelam, que no contexto da igreja, a disciplina sempre foi usada como remédio necessário para zelar por sua saúde espiritual (Rm 16.17; 2Co 2.5-11; 2Co 13.1-2; Gl 6.1-5; 2Ts 3.6-15; 1Tm 1.18-20; 5.19-22; Tt 3.10-11).

O QUE É A DISCIPLINA? 
“A disciplina eclesiástica é o exercício da jurisdição espiritual da Igreja sobre seus membros, aplicada de acordo com a Palavra de Deus. Toda disciplina visa edificar o povo de Deus, corrigir escândalos, erros ou faltas, promover a honra de Deus, a glória de nosso Senhor Jesus Cristo e o próprio bem dos culpados” (C.D. IPB).

QUEM DEVE APLICAR A DISCIPLINA?
Jesus deu autoridade espiritual à igreja para a aplicação da disciplina, por meio de uma liderança humilde, misericordiosa e exemplar (Mt 18.15-35).

Um membro da igreja em Corinto vivia deliberadamente na prática do pecado. Paulo denuncia: Geralmente, se ouve que há entre vós imoralidade e imoralidade tal, como nem mesmo entre os gentios, isto é, haver quem se atreva a possuir a mulher de seu próprio pai.(v.1). A pratica incestuosa daquele irmão era pública e atingia toda a coletividade. Todos na igreja sabiam daquele relacionamento ilícito e ninguém tomava providências.

O IRMÃO PECAVA POR AÇÃO E A IGREJA POR OMISSÃO.
Os membros da igreja em Corinto se recusaram a disciplinar o irmão faltoso. A igreja estava ensoberbecida com o pecado, se vangloriando de ser uma comunidade amorosa. Paulo denuncia que aquela postura estava errada. Eles deveriam lamentar o que estava acontecendo. A palavra lamentar significa “chorar como se tivesse perdido um ente querido”. É o choro da dor da perda.

É triste quando o pecado não produz mais choro na vida de uma igreja local. É feliz e bem-aventurado quem chora o seu pecado e os pecados dos outros: Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados (Mt 5.4). A visão errada do pecado levou a igreja à não aplicar a disciplina. Aquele que vivia em tão escandaloso pecado deveria ser afastado ou tirado da igreja, até que se arrependesse.

A reação de Paulo: ele ordena que a igreja discipline aquele irmão. Eu, na verdade, ainda que ausente em pessoa, mas presente em espírito, já sentenciei, como se estivesse presente, que o autor de tal infâmia seja, em nome do Senhor Jesus, reunidos vós e o meu espírito, com o poder de Jesus, nosso Senhor (vv. 3-4). Paulo diz que a disciplina deve ser aplicada sob a autoridade apostólica e da igreja. Tal autoridade procedia de Jesus, por isso devia ser em nome e com o poder de Jesus. Paulo destaca três razões fundamentais: 

(1) PROMOVER A RECUPERAÇÃO ESPIRITUAL DO DISCIPLINADO.
Entregue á Satanás para a destruição da carne, a fim de que o espírito seja salvo no Dia do Senhor (v.5). A ideia é que o cristão deve ser afastado da comunhão da igreja, para que por meio da excomunhão ele arrependa-se do seu pecado. A disciplina visa o arrependimento e o benefício espiritual do faltoso. 

(2) IMPEDIR QUE O PECADO SE ESPALHE NA IGREJA. 
Não é boa a vossa jactância. Não sabeis que um pouco de fermento leveda a massa toda? Lançai fora o velho fermento, para que sejais nova massa, como sois, de fato, sem fermento. Pois também Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi imolado (vv.6-7). O mau exemplo de um crente é muito nocivo à igreja. Assim como o fermento, o pecado é contagioso e muito influente. Precisamos lutar contra o pecado e a igreja não deve tolerar membros escandalosos e corruptos. 

(3) MANTER A PUREZA DAS CELEBRAÇÕES E DA ADORAÇÃO AO SENHOR.
Por isso, celebremos a festa não com o velho fermento, nem com o fermento da maldade e da malícia, e sim com os asmos da sinceridade e da verdade (v.8). Jesus morreu para santificar para si um povo zeloso, santo e produtivo. Devemos adorar a Deus em espírito e em verdade, com sinceridade e santidade.

O pecado prejudica a adoração do povo de Deus.

Autor: Arival Dias Casimiro

Por Litrazini

Graça e Paz