"Alegrem-se sempre no Senhor; outra vez digo: alegrem-se!" [Filipenses 4.4]

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segunda-feira, 11 de dezembro de 2023

A COMPAIXÃO DE JESUS

Jesus não só enxergava, mas também se compadecia do sofrimento alheio, muitos clamavam e gritavam diante dEle: 

Filho de Davi, tem misericórdia de nós”. 

É o caso dos dois cegos E, partindo Jesus dali, seguiram-no dois cegos, clamando, e dizendo: Tem compaixão de nós, Filho de Davi. (Mt 9.27),

A mulher cananéia cuja filha estava endemoninhada e sofrendo muito:

E eis que uma mulher cananéia, que saíra daquelas cercanias, clamou, dizendo: Senhor, Filho de Davi, tem misericórdia de mim, que minha filha está miseravelmente endemoninhada. (Mt 15.22).

O homem cujo filho também estava endemoninhado e era jogado ora no fogo ora na água para ser morto

E muitas vezes o tem lançado no fogo, e na água, para o destruir; mas, se tu podes fazer alguma coisa, tem compaixão de nós, e ajuda-nos. (Mc 9.22).

O cego Bartimeu, que pedia esmola numa rua de Jericó

E, ouvindo que era Jesus de Nazaré, começou a clamar, e a dizer: Jesus, filho de Davi, tem misericórdia de mim. (Mc 10.47).

A compaixão de Jesus pelo sofrimento alheio ia muito além do mero sentimento.

Ele se entregava ao ministério de aliviar os outros de suas dores.

O povo lhe trazia “todos os que estavam padecendo vários males e tormentos: endemoninhados, epiléticos e paralíticos” e Ele os curava (Mt 4.23-25).

Como o sofrimento humano se estende além da doença e da morte, o ministério de Jesus era tríplice.

“A atividade de Jesus junta e unifica ensinamento, proclamação da boa notícia ou evangelho e curas” (Bíblia do Peregrino).

Jesus se encontrava com os sofredores nas sinagogas (caso da mulher encurvada, do paralítico de Cafarnaum, do homem da mão atrofiada),

Em lugares públicos (caso do paralítico junto ao tanque de Betesda, do homem da orelha decepada no Getsêmani)

Em ruas e estradas (caso do cego de nascença, da viúva de Naim, do endemoninhado de Gerasa, do cego Bartimeu).

Transcrito Por Litrazini

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Graça e Paz 

terça-feira, 7 de agosto de 2018

EVANGELIZAÇÃO — DEFINIÇÕES PROTESTANTES


Evangelização é a proclamação de Jesus Cristo como Senhor e Salvador, por cuja obra o homem se liberta tanto da culpa como do poder do pecado, e se integra nos planos de Deus, a fim de que todas as coisas se coloquem sob a soberania de Cristo.1  René Padilla, 71 anos, equatoriano, presidente da Fundação Kairós e da Tear Fund, pastor e diretor da Editora Nueva Creación

Evangelização é a difusão por todo e qualquer meio das boas novas de Jesus crucificado, ressurreto e agora reinando.2 John R. W. Stott, 82 anos, o mais notável teólogo do século 20, por 32 anos capelão da rainha da Inglaterra

Evangelização é a tarefa de compartilhar Cristo a toda e qualquer pessoa com a qual nos encontramos. 3 Joni Eareckson Tada, 53 anos, tetraplégica, há 36 anos presa a uma cadeira de rodas

A proclamação do evangelho inclui um convite para reconhecer e aceitar o senhorio salvador de Cristo em uma decisão pessoal, por intermédio do Espírito Santo, com o Cristo vivo, recebendo seu perdão e aceitando pessoalmente o chamado ao discipulado e a um novo estilo de vida de serviço. 4 Declaração de Stuttgart, por ocasião da Conferência de Missão e Evangelização, em 1989

A melhor definição de evangelização que eu conheço me foi dada por Cannon May Warren, da Abadia de Westminster, em Londres: “Evangelização é a apresentação de Jesus Cristo no poder do Espírito Santo, de tal maneira que os homens possam conhecê-lo como Salvador e servi-lo como Senhor, na comunhão da igreja e na vocação da vida comum”. Isso é evangelização. 5 J. Edwin Orr (1912-1987), historiador e avivalista

A evangelização abrange todos os esforços no sentido de declarar as boas novas de Jesus Cristo, com o objetivo de que as pessoas entendam a oferta de salvação de Deus, tenham fé e tornem-se discípulos. 6 Billy Graham, 85 anos, evangelista americano

Evangelização é o esforço extensivo da igreja, através de uma confrontação com o evangelho de Cristo, numa tentativa de conduzir os homens a um cometimento pessoal mediante a fé e o arrependimento em Cristo, como Salvador e Senhor. 7 C.E. Autrey, professor de teologia

Evangelização é o ato de falar aos outros do evangelho da salvação em Jesus, com o alvo de que eles possam arrepender-se, crer e encontrar vida nova nele. 8 Robin Keeley, editor de Fundamentos da Teologia Cristã

Notas
1. GRAHAM, Billy, PADILLA, C. René et al. A missão da igreja no mundo de hoje. São Paulo: ABU Editora, 1982. p. 139.
2. Id. p. 53.
3. Id. ibid.
4. STEUERNAGEL, Valdir, ed. A serviço do reino; um compêndio sobre a missão integral da Igreja. Belo Horizonte: Missão Editora, 1992.
5. Ultimato, Viçosa, p. 19. set. 1986.
6. Id. Ibid.
7. AUTREY, C.E. A teologia do evangelismo. 2. ed. Rio de Janeiro: JUERP, 1980. p. 12.
8. KEELEY, Robin, org. Fundamentos da teologia cristã. São Paulo: Editora Vida, 2000. p. 337

Transcrito Por Litrazini
Graça e Paz

sábado, 14 de janeiro de 2017

O QUE SIGNIFICA CRER NO EVANGELHO?

Crer envolve em primeiro lugar, aceitar como verdade, aquilo que não é demonstrável imediatamente e aceitável pelo simples raciocínio, ou apreciável pelos sentidos.  Jesus estabeleceu uma condição fundamental para a complementação do arrependimento: a de que o homem aceite como verdadeiro o que lhe é pregado pelo próprio Cristo.

Crer é aceitar e demonstrar esta aceitação pelo depositar confiança. Em todo o pano de fundo na história do povo de Israel a convocação divina nunca é a de que o povo acredite em certas verdades a respeito de Deus, mas a de confiar nele. O imperativo “crede”, para Jesus tem este mesmo sentido. É preciso confiar e assim comprovar que se acredita.

Crer é uma atitude possível somente a quem está aberto ao que é surpreendente. Crer naquilo que é possível ou costumeiro não envolve qualquer significado. Não se pode dizer com propriedade: “eu creio que amanhã nascerá o sol”. Isto não envolve qualquer fato surpreendente. Se alguém disser, no entanto: “amanhã o sol nascerá no oriente” ai sim, será uma afirmação contrário ao que é usual.

Ainda que Cristo não nos convide a fazer uma declaração deste tipo é importante perceber que só uma pessoa disposta a aceitar o surpreendente pode realmente ter fé.  Quando Natanael duvidou que Jesus fosse anunciado pelos profetas, por ser ele de Nazaré, estava com razão. De lá se acreditava que nada poderia vir de bom. Mas ao ser convidado a crer (vem e vê) ele aceitou a possibilidade do impossível. Foi e creu. Jo 1.43-51.

EM QUEM DEVEMOS CRER?
A determinação de que o ser humano deve crer, segundo Jesus, precisa ser examinado em uma outra direção. Crede, diz Jesus. Mas em que? No Evangelho, acrescenta ele. E o que é o Evangelho?

Evangelho é a proclamação de uma notícia. Mas uma notícia adjetiva. É uma notícia boa. Trata-se de uma informação trazida de Deus aos seres humanos.

Deus aceita a todos aqueles que se arrependem visto que é amor em essência. Assim, o primeiro conteúdo da fé é primeiramente uma afirmativa que se proclama verdadeira. É preciso que a pessoa aceita essa afirmativa. Não há comprovações científicas.

Os judeus buscam sinais. Os gregos querem a sabedoria (ciência). Mas o que prega o Evangelho? Uma afirmativa que precisa ser aceita pela fé. Deus vem ao mundo para salvar os homens que se arrependem de seus pecados e voltem para ele.

O conteúdo da fé é mais do que simples palavras. Jesus não se contenta que os homens creiam nas suas palavras, mas quer principalemnte que creiam nele. Não é pois meramente simples religião ou filosofia que se proclama. O imperativo de Jesus é que creiam na sua pessoa, de uma forma tão natural como dizem crer em Deus. Jo 14.1.

Assim o Evangelho que Jesus proclama se identifica com ele mesmo. Não tem sentido aceitar as palavras de Jesus ou os seus ensinos sem a aceitação dele mesmo. Por isso que o Evangelho é revolucionário à mente humana e de difícil aceitação por muitos. Jo 6.66-69.

Nossa fé tem que ter base no Evangelho e não nas pessoas que pregam o Evangelho, ou na igreja que o ensina.

Por Litrazini
Graça e Paz


quarta-feira, 27 de novembro de 2013

O Consolador

E, quando ele viver, convencerá o mundo do pecado, e da justiça, e do juízo(Jo 16.7-14).

Quando o Espírito Santo vier, por ocasião do Pentecoste, soa obra principal no tocante ao testemunho e à proclamação do evangelho, será a de “convencer” do pecado. Este termo “convencer” (gr. Elencho) significa “expor”, “reprovar”, “refutar” e “convencer” (do pecado).

A obra de convicção realizada pelo Espírito Santo opera em três aspectos em relação ao pecador:

O pecado. O Espírito Santo desmascara e reprova a incredulidade e o pecado, a fim de despertar a consciência da culpa e da necessidade de perdão. Isto, constantemente, leva o pecador ao arrependimento genuíno e à conversão a Jesus como Salvador e Senhor (At 2.37,38). A convicção não somente desmascara o pecado, como também torna claro quais serão os resultados pavorosos se os culpados persistirem na prática do mal. Uma vez convicto, necessário é que o pecador faça sua escolha.

A justiça. O Espírito Santo convence os homens de que Jesus é o santo Filho de Deus que os torna conscientes do padrão divino da justiça em Cristo. Esse padrão divino da justiça é confrontado contra o pecado e a pessoa recebe poder para vencer o mundo (At 3.12-16; 7.51-60; 17.31; 1 Pe 3.18).

O juízo. Trata-se da obra do Espírito ao convencer os homens da derrota de Satanás na cruz (Jo 12.31; 16.11), do juízo atual do mundo por Deus (Rm 1.18-32), do juízo futuro de todos os homens (Mt 16.27; At 17.31; 24,25; Rm 14.10; 1 Co 6.2; 2 Co 5.10; Jd 14).

A obra do Espírito de convencer do pecado e da justiça e do juízo será manifestada em todos os crentes verdadeiramente cheios do Espírito.

Cristo, cheio do Espírito (Lc 4.1), testificou ao mundo “que as suas obras são más” (ver Jo 7.7; 15.18) e chamava os homens ao arrependimento do pecado (Mt 4.17). João Batista “cheio do Espírito Santo” desde seu nascimento (ver Lc 1.15), expunha os pecados do povo judaico (ver Mt 11.7; Lc 3.1-20) e Pedro, “cheio do Espírito Santo” (At 2.4), convencia os corações de 3.000 pecadores, ao pregar o arrependimento e o perdão dos pecados (At 2.37-41).

Este texto deixa bem claro que qualquer pregador ou igreja que não expõe publicamente o pecado, nem a responsabilidade do pecador, nem o conclama ao arrependimento e à retidão bíblica, não procede do Espírito Santo. Em 1 Co 14.24,25 declara explicitamente que a presença de Deus na congregação é reconhecida pela manifestação do pecado do infiel (i.e., os segredos do seu coração), pela sua consequente convicção (v. 24) e pela sua salvação (v.25).

“Ele vos guiará em toda a verdade” - A obra do Espírito Santo quanto a convencer do pecado não concerne somente ao incrédulo (Jo 16.7,8), mas também ao crente e à igreja, ensinando, corrigindo e guiando na verdade (Mt 18.15; 1 Tm 5.20; Ap 3.19).

O Espírito Santo falará ao crente concernente ao pecado, à justiça de Cristo e ao julgamento da maldade com vistas a:
(a) conformar o crente a Cristo e aos seus padrões de justiça (cf. 2 Co 3.18);
(b) guiá-lo em toda verdade (v.13); e
(c) glorificar a Cristo (v.14).

Deste modo, o Espírito Santo opera no crente para reproduzir no seu viver a vida santa de Cristo.

Se o crente cheio do Espírito Santo rejeita a sua direção e sua operação de convencer do pecado, e se o crente não mortifica as obras da carne mediante o Espírito Santo, morrerá espiritualmente (Rm 8.13a).
Somente os que recebem a verdade e são “guiados pelo Espírito de Deus” são filhos de Deus (Rm 8.14), e assim podem continuar na plenitude do Espírito Santo.

O pecado arruína a vida espiritual e igualmente a plenitude do Espírito Santo no crente (Rm 6.23; 8.13; Gl 5.17; cf. Ef 5.18; 1 Ts 5.19).

Fonte: Bíblia de Estudo Pentecostal

Por Litrazini
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Graça e Paz


quarta-feira, 6 de março de 2013

UMA ORDEM BEM CLARA


“Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a todos os homens, e em todo o lugar, que se arrependam; porquanto tem determinado um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do homem que destinou; e disso deu certeza a todos, ressuscitando-o dentre os mortos” (Atos 17.30-31)

O versículo acima nos coloca diante de uma poderosa proclamação: uma das ordens de Deus. “Deus… a todos os homens, e em todo o lugar”. De forma alguma isso é uma sugestão, um pedido de favor, ou um conselho que se possa recusar.

O Criador anuncia (ou ordena, em outras versões). E quando Deus ordena, o mínimo que podemos fazer é obedecer total e imediatamente.

Arrependimento é uma palavra rara hoje em dia. Significa aceitar o veredito de Deus sobre nós e nossos atos e voltar para Ele com a disposição de obedecê-Lo em tudo. Agora muitos pensam que por viver uma vida decente, e por fazerem o que é certo não têm do que se arrepender.

Quando Deus ordena que todos se arrependam, ninguém, por mais correto que seja, deve se excluir, pois não há como satisfazer Suas santas ordenanças.

No dia “em que com justiça há de julgar o mundo” teremos surpresas terríveis, pois até nossos mais piedosos atos serão totalmente expostos à luz divina e veremos o que estava por trás deles. Além disso, sem arrependimento não há salvação.

Mas do que devemos nos arrepender para sermos salvos?

É um erro bastante comum pensar que temos de nos arrepender somente do que fazemos de errado. Temos de nos arrepender de nossa independência de Deus, essência da natureza herdada de Adão.

Vivemos satisfazendo nossa própria vontade todo o tempo. Excluímos Deus de nossa vida; alguns declarada e conscientemente; outros de maneira bem sutil. Até o que fazemos “para Deus” na verdade, quando analisado à luz da Bíblia, pode ser apenas uma manifestação da nossa vontade, do que achamos bom, e não um ato de obediência.

Deus anuncia que nos arrependamos do que somos.

Pecadores perdidos é o Seu veredito sobre nós. E como pecadores precisamos de um Redentor; como perdidos, de um Senhor.

Precisamos do “homem que (Deus) destinou”: o Senhor Jesus Cristo. E por meio do arrependimento e da fé nEle podemos nos aproximar de Deus.

Extraído do Devocional Boa Semente

Por Litrazini

Graça e Paz