"Alegrem-se sempre no Senhor; outra vez digo: alegrem-se!" [Filipenses 4.4]

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terça-feira, 6 de dezembro de 2022

HUMILDADE RARA

Não há exemplo de humildade tão grande como o de Jesus.

E a melhor descrição dessa humildade saiu da pena de Paulo:

“Embora sendo Deus, [Jesus Cristo] não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se; mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens. E, sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até a morte e morte de cruz!” (Fp 2.5-8).

Porque ninguém é mais alto que Jesus, ninguém desceu tanto quanto Ele.

Jesus entrou num ventre materno, esperou pacientemente nove meses para sair dele, nasceu coberto de sangue de uma placenta, veio ao mundo numa pequena cidade e numa família que não tinha recursos nem sequer para comprar o cordeiro para o sacrifício da purificação.

Não tinha onde repousar a cabeça e convivia com pecadores e publicanos.

Passou por todo tipo de tentação, foi desprezado e rejeitado pelos homens, e trocado por um criminoso culpado de uma rebelião em Jerusalém e por homicídio.

Recebeu cusparada e pancadas no rosto, foi condenado ilegalmente e crucificado entre dois criminosos.

Em outra carta, Paulo volta a explicar a humildade de Jesus, em poucas palavras:

“Vocês conhecem a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, se fez pobre por amor de vocês, para que por meio de sua pobreza vocês se tornassem ricos” (2 Co 8.9).

Custe o que custar, a humildade rara que tomou conta de Jesus precisa tomar conta de nós:

“Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus” (Fp 2.5).

Transcrito Por Litrazini

https://www.kairosministeriomissionario.com/

Graça e Paz 

sexta-feira, 10 de junho de 2022

OBEDIÊNCIA RARA

A sensação que temos é de que o autor da Epístola aos Hebreus exagera a humanidade de Jesus.

Principalmente quando afirma que, “Embora sendo filho, Ele aprendeu a obedecer por meio daquilo que sofreu” (Hb 5.8).

A obediência supõe um perigoso conflito entre a vontade certa e a vontade errada, entre a vontade contínua e a vontade passageira, entre a vontade soberana e a vontade circunstancial, entre a vontade de Deus e a vontade própria.

De fato, Jesus enfrentou esse conflito de vontades opostas.

Ele teve vontade de comer, mas não realizou o espetáculo de transformar pedras em pães, como o tentador lhe sugerira (Mt 4.2-4).

No início de sua última semana de vida, já em Jerusalém, Ele chegou a considerar a possibilidade de pedir ao Pai que o dispensasse da cruz, mas nem sequer fez a oração desejada, porque, disse, “eu vim exatamente para isto, para esta hora” (Jo 12.27).

No penúltimo dia daquela semana, na sexta-feira de madrugada, na hora H, ali no Getsêmani, “numa tristeza mortal”, Jesus prostrou-se com o rosto em terra e fez a oração mais dramática de todos os tempos:

“Meu Pai, se for possível, afasta de mim este cálice; contudo, não seja como eu quero, mas sim como tu queres” (Mt 26.39).

Essa mesma oração foi feita outras duas vezes (Mt 26.42-43), sempre com absoluta submissão.

Como não era possível deixar de beber o cálice, Jesus esvaziou prontamente o seu conteúdo.

É por isso que Paulo faz o seu comentário: Jesus “foi obediente até a morte, e morte de cruz” (Fp 2.8).

A obediência rara de Jesus deve ser praticada por nós.

Não é uma obediência fácil.

Muitas vezes custa um preço muito alto, mas deve ser imitada por seus servos

Transcrito Por Litrazini

https://www.kairosministeriomissionario.com/

Graça e Paz