"Alegrem-se sempre no Senhor; outra vez digo: alegrem-se!" [Filipenses 4.4]

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quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

JESUS GASTAVA MUITO TEMPO COM O SOFRIMENTO ALHEIO.


Havia muita gente indo e vindo, a ponto de eles não terem tempo para comer (Mc 6.31)

Duas vezes o Evangelho de Marcos registra que Jesus e seus discípulos não tinham tempo para comer por causa da busca frenética de cura por parte de multidões de pessoas sofridas. Na primeira os familiares de Jesus viajaram 48 quilômetros de Nazaré a Cafarnaum para levá-lo à força para casa, preocupados com sua saúde, seu bem-estar e sua segurança (Mc 3.20-21). Na segunda menção é Jesus mesmo quem propõe um intervalo naquele corre-corre: “Venham comigo para um lugar deserto e descansem um pouco” (Mc 6.31).

O contexto mostra que a iniciativa não logrou êxito, pois, quando Jesus chegou à outra praia do mar de Genesaré, o sítio não estava mais deserto, porque para lá havia afluído por terra “uma grande multidão”. A multidão era formada daquelas ovelhas desviadas de que fala a profecia messiânica (Is 53.6): ovelhas fora do aprisco, ovelhas desnorteadas, ovelhas complicadas, ovelhas sem verdes pastos e sem águas tranquilas, sem vara e sem cajado, sem óleo e sem cálices transbordantes, sem honra e sem banquete, sem usufruto da bondade e da fidelidade do Senhor, pelo menos a partir do padrão do Salmo Pastoril (23).

Jesus teve compaixão dessas ovelhas, procrastinou o desejado descanso e gastou o dia inteiro abastecendo-lhes a alma com a Palavra de Deus e o estômago com pães e peixes (Mc 6.32-44).

A história é mais comovente ainda quando o Evangelho nos informa que naquele momento Jesus estava precisando de muito mais do que um mero descanso físico. O Senhor estava emocionalmente abatido com a notícia da morte de João Batista, seu parente (Lc 1.36) e precursor (Lc 3.1-18). Além do mais, os pormenores da morte de João foram trágicos: ele fora decapitado no cárcere e sua cabeça fora colocada num prato e entregue a uma adolescente, que a levou à sua mãe, amante de Herodes Antipas e autora intelectual do crime.

João não era um João ninguém, pois a respeito dele Jesus deixou bem claro: “Entre os nascidos de mulher não surgiu ninguém maior do que João Batista” (Mt 11.11). A prova de que o Senhor precisava urgentemente de um refrigério na presença de Deus é que ele, depois de insistir “com os discípulos para que entrassem no barco e fossem adiante dele para Betsaida” e depois de despedir a multidão,“subiu [sozinho] a um monte para orar” (Mc 6.45-46).

E ali ficou até “alta madrugada”, até por volta da quarta vigília da noite (entre 3 e 6 horas da manhã). Só então foi ao encontro dos discípulos.

Foi em meio a essas circunstâncias que Jesus pastoreou aquela multidão que estava à espera dele no lugar que se julgava deserto!

Por Litrazini
Graça e Paz

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

JESUS ERA TOMADO DE COMPAIXÃO PELO SOFRIMENTO ALHEIO


Tenho compaixão desta multidão (Mt 15.32)

O Evangelho registra que Jesus, em suas andanças “por todas as cidades e povoados”, ao ver as multidões, tinha compaixão delas “porque estavam aflitas e desamparadas, como ovelhas sem pastor” (Mt 9.35-38). Pouco adiante, Mateus volta a registrar: “Quando Jesus saiu do barco e viu tão grande multidão, teve compaixão deles e curou os seus doentes” (Mt 14.14).

Jesus mesmo expressa verbalmente esse sentimento por ocasião da segunda multiplicação de pães e peixes: “Tenho compaixão desta multidão” (Mt 15.32).

Porque Jesus não só enxergava, mas também se compadecia do sofrimento alheio, muitos clamavam e gritavam diante dele: “Filho de Davi, tem misericórdia de nós”. É o caso dos dois cegos (Mt 9.27), da mulher cananéia cuja filha estava endemoninhada e sofrendo muito (Mt 15.22), do homem cujo filho também estava endemoninhado e era jogado ora no fogo ora na água para ser morto (Mc 9.22), do cego Bartimeu, que pedia esmola numa rua de Jericó (Mc 10.47).

A compaixão de Jesus pelo sofrimento alheio ia muito além do mero sentimento. Ele se entregava ao ministério de aliviar os outros de suas dores. O povo lhe trazia “todos os que estavam padecendo vários males e tormentos: endemoninhados, epiléticos e paralíticos” e ele os curava (Mt 4.23-25).

Como o sofrimento humano se estende além da doença e da morte, o ministério de Jesus era tríplice. “A atividade de Jesus junta e unifica ensinamento, proclamação da boa notícia ou evangelho e curas” (Bíblia do Peregrino).

Jesus se encontrava com os sofredores nas sinagogas (caso da mulher encurvada, do paralítico de Cafarnaum, do homem da mão atrofiada), em lugares públicos (caso do paralítico junto ao tanque de Betesda, do homem da orelha decepada no Getsêmani) e em ruas e estradas (caso do cego de nascença, da viúva de Naim, do endemoninhado de Gerasa, do cego Bartimeu).

As pessoas sofridas iam a Jesus em busca de alívio por iniciativa própria: a mulher por 12 anos hemorrágica (Lc 8.43-48), os dez leprosos (Lc 17.11-19), o cego de Jericó (Lc 18.35-42). As pessoas sofridas eram levadas a Jesus por parentes e amigos: o paralítico de Cafarnaum (Mc 2.1-12), a filha da mulher cananéia (Mt 15.21-28), a sogra de Pedro (Lc 4.38-40), o servo do centurião (Lc 7.1-10), a filha de Jairo (Lc 8.40-56), o menino endemoninhado (Lc 9.37-45).

As pessoas sofridas eram enxergadas pelo próprio Jesus, que tomava a iniciativa de aliviá-las: o homem da mão atrofiada (Lc 6.6-11), a viúva de Naim (Lc 7.11-17), o endemoninhado de Gerasa (Lc 8.26-39), a mulher encurvada (Lc 13.10-17), o servo do sumo sacerdote (Lc 22.51), o paralítico de Betesda (Jo 5.1-15), o cego de nascença (Jo 9.1-12).

Por Litrazini
Graça e Paz

quinta-feira, 29 de março de 2018

JESUS ENXERGAVA O SOFRIMENTO ALHEIO


Ao passar, Jesus viu um cego de nascença (Jo 9.1) 

JESUS ENXERGAVA AS DEFORMIDADES FÍSICAS — as costas corcundas por 18 anos da mulher encurvada (Lc 13.11), a mão atrofiada daquele homem que estava na sinagoga (Lc 6.6), as pernas imóveis por 38 anos do paralítico do tanque de Betesda (Jo 5.5), os olhos baços do cego de nascença (Jo 9.1), o rosto sem a orelha direita do servo do sumo sacerdote (Lc 22.50).

JESUS ENXERGAVA OS TRANSTORNOS COMPORTAMENTAIS — a nudez e a violência do endemoninhado de Gerasa, que vivia nos sepulcros, gritava sem parar e cortava-se com pedras (Mc 5.1-5).

JESUS ENXERGAVA A TRISTEZA INTERIOR — a dor daquela mulher que já havia perdido o marido e agora estava sepultando o único filho (Lc 7.13), e as lágrimas da irmã e dos amigos de Lázaro, sepultado quatro dias antes (Jo 11.33). Duas vezes, Jesus perguntou a Maria Madalena: “Mulher, por que está chorando?” (Jo 20.13, 15).

JESUS ENXERGAVA O VAZIO EXISTENCIAL — ao encontrar-se com aquela samaritana que já havia vivido com cinco maridos e estava ligada ao sexto, o Senhor lhe disse solenemente: “Quem beber desta água terá sede outra vez, mas quem beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede” (Jo 4.13-14). Este vazio acontece quando a pessoa não sabe de onde veio nem para onde vai, corre atrás de tudo e não tem nada, experimenta tudo e nunca se satisfaz. Jesus teve compaixão daquela multidão de homens e mulheres famintos “porque eram como ovelhas sem pastor” (Lc 9.10-17). A sede da alma é mais intensa do que a sede do corpo. O vazio existencial é mais doloroso do que o vazio estomacal.

JESUS ENXERGAVA A PRESSÃO DA CULPA – a mulher pecadora que ele havia perdoado, cheia de gratidão, não se conteve e entrou sem ser convidada na casa de Simão, o fariseu, e fez tudo o que o seu coração desejava: lavou os pés do Senhor com suas lágrimas, enxugou-os com seus cabelos, beijou-os e, por último, os ungiu com o perfume que trazia num frasco de alabastro. Embora fosse uma cena inusitada, Jesus não interrompeu o ritual da mulher e ainda a defendeu, explicando ao seu anfitrião que “aquele a quem pouco foi perdoado, pouco ama”. E ainda se dirigiu à vista de todos à mulher, dizendo-lhe três coisas: “Seus pecados estão perdoados”, “sua fé a salvou” e “vá em paz” (Lc 7.36-50).

O mesmo aconteceu com outra mulher em situação bastante complicada, que tinha sido surpreendida em adultério (portanto não tinha como se defender) e caído nas mãos dos implacáveis fariseus. Felizmente, ela foi levada a Jesus, que, depois de desmoralizar e mandar embora os acusadores da mulher, disse-lhe mais ou menos as mesmas três palavrinhas ditas à ex-“pecadora”: “Eu também não a condeno”, “agora vá” e “abandone sua vida de pecado” (Jo 8.1-11).

Ninguém suporta o peso continuado (“dia e noite”) da mão do Senhor, cujo propósito é conduzir o culpado à confissão e ao abandono do pecado (Sl 32.1-5).

Transcrito Por Litrazini
Graça e Paz