quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

A ORAÇÃO DA CURA

Cura-me, Senhor, pois os meus ossos tremem: todo o meu ser estremece.(Sl 6.2,3.)

Ainda bem que há um Deus atrás do qual eu possa correr em busca de cura, a exemplo do salmista: “Cura-me, Senhor, pois os meus ossos tremem” (Sl 6.2).

Em muitos casos, a medicina nada mais pode fazer. E todos sabem e confessam que só resta o poder de Deus.

Não devo procurar Deus apenas quando se trata de cura física. Há muitas outras doenças de cura complicada, de cura demorada, de cura incerta e de cura impossível.

No contexto do Salmo 6, tudo indica que o salmista estava precisando de uma cura muito ampla. Ele fala em desfalecimento, tristeza, choro e lágrimas.

O que se sente depois de pecar — remorso, culpa, vergonha, desânimo — é uma perturbação muito dolorida e às vezes demorada.

A ausência de domínio próprio em certas circunstâncias e em certas áreas causa um estrago enorme.

A falta do pai e da mãe na infância ou a falta de amor e tempo da parte deles abre feridas de difícil cicatrização.

A inveja, o ciúme, a ira, a vingança, os atritos entre pessoas amadas geram graves danos emocionais.

A dissolução familiar provocada pela infidelidade conjugal, pela separação e pela morte é um dos maiores sofrimentos humanos.

Todas essas situações de sofrimento podem e devem entrar no rol das doenças que exigem diagnóstico, tratamento e cura. É possível que algumas delas sejam mais dolorosas e mais complexas que boa parte das doenças físicas, além de ser uma das causas de muitas enfermidades da área médica.

Frente a essa grande variedade de distúrbios físicos, emocionais, mentais, morais e espirituais, eu posso me aproximar de Deus e dizer-lhe: “Cura-me, Senhor, pois os meus ossos tremem”. 

Retirado de Refeições Diárias com o Sabor de Salmos. Editora Ultimato.

Por Litrazini

Graça e Paz

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

A PESSOA E A OBRA DO ESPÍRITO SANTO

O Espírito Santo é uma realidade viva e presente na vida da Igreja do Senhor Jesus Cristo. Entretanto, Ele não é uma força ou energia, mas uma pessoa que Deus enviou para que este efetuasse a obra de regeneração na vida do pecador e operasse a santificação no crente.

“E eu rogarei ao pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre” – Jo 14:16. O Espírito Santo é a terceira Pessoa da Trindade Santíssima e,à semelhança do Pai e do Filho, é Deus.

A palavra “espírito”, no Antigo Testamento, vem do hebraico. Sua transliteração é “ruach”, que significa “vento”. No Novo Testamento, por sua vez, o vocábulo vem do grego “pneuma”, que significa “vento, hálito ou respiração”. Ambos os termos possuem correlação com a ação divina (Jo 3:8). Ele não é fruto de emoções, nem de qualquer sensação, mas sim representa Deus presente em nossas vidas.

Sendo assim, quanto maior compreensão houver a respeito das verdades bíblicas, mais o Espírito Santo derrama sobre nossas vidas o seu precioso fruto, o qual, por conseguinte, gera uma vida cristã mais dinâmica e cheia da presença de Deus.

Nas páginas da Bíblia, ele é tratado como Deus, e é assim que devemos crer, pois desde o princípio o Espírito Santo é tratado como Deus. Ademais, basta uma simples exegese do texto de Gn 1:2 para compreendermos a divindade da terceira Pessoa da Trindade. Em Gn 1:1-2 está escrito: “No principio criou Deus os céus e a terra, e a terra era sem forma e vazia e o Espírito de Deus se movia pela face das águas.” – Gênesis 1:1-2.

O ESPÍRITO SANTO NO ANTIGO TESTAMENTO
Na velha aliança, o Espírito de Deus vinha por meio de possessão sob uma classe restrita de pessoas: sacerdotes, reis, juízes e profetas. Não havendo ninguém no Antigo Testamento que tenha experimentado o agir permanente do Espírito como no contraste de como o mesmo se apresentava no Novo Testamento, a habitação no AT era seletiva e temporária.

O Espírito “apoderava-se” de certas pessoas do Antigo Testamento, como Josué (Números 27:18), Davi (1 Samuel 16:12-13) e até mesmo Saul (1 Samuel 10:10). No livro de Juízes, exemplificando, vemos o Espírito “apoderando-se” dos vários juízes que Deus levantara para libertar Israel de seus opressores. O Espírito Santo viera sobre estes indivíduos somente em seletos momentos específicos.

A habitação era um sinal do favor de Deus sobre aquele indivíduo (no caso de Davi), e, se o favor de Deus abandonava uma pessoa, o Espírito saía (por exemplo, no caso de Saul, em 1 Samuel 16:14). A principal diferença é a habitação permanente do Espírito nos crentes no tempo que se chama hoje. Como Jesus disse a respeito dessa mudança no ministério do Espírito: “Mas vocês o conhecem, pois ele vive com vocês e estará em vocês.” (João 14:17).

O ESPÍRITO SANTO NO NOVO TESTAMENTO
Já na Nova Aliança, vivemos a dispensação da Graça ou o Ministério do Espírito, que se revela por meio da ação do Espírito em favor de todo e qualquer salvo. No NT, o Espírito Santo habita em todos os cristãos, dirige a Igreja, santifica os cristãos e os ornamenta com os dons espirituais. A presente era, por causa das extensas atividades do Espírito Santo, tem sido chamada de era ou dispensação do Espírito.

Uma avaliação mais cuidadosa mostrará que na Bíblia mais ou menos 90% do material que compõe a pneumatologia [1] é encontrado nas páginas do NT que se relacionam com a era da Graça. Este período é distinto, pois apresenta o desenvolvimento do Reino de Deus entre os homens, por meio da ação do Espírito.
“O Reino de Deus não é comida e nem bebida, mas paz, alegria e justiça no Espírito Santo.” – Romanos 14:17

O ESPÍRITO SANTO É UMA PESSOA
De acordo com o ensino claro das Escrituras, observamos que o Espírito Santo possui sentimentos, intelecto, emoções e vontade, o que o torna uma Pessoa, e não uma “força ativa”.

De acordo com o pastor e teólogo pentecostal Antônio Gilberto: “personalidade é o conjunto de atributos de várias categorias que caracterizam uma pessoa” [2].

As Escrituras evidenciam, com clareza e simplicidade, que todos estes atributos o Espírito Santo possui e suas ações evidenciam essa verdade.

O Espírito Santo não é uma força impessoal, como a gravidade e o magnetismo. Ele é uma Pessoa, com todos os atributos de uma personalidade. Mas não é só Pessoa; também é divino.

O ESPÍRITO SANTO É UMA PESSOA DIVINA: ELE É DEUS
Em toda a Bíblia podemos ver claramente que o Espírito Santo é o próprio Deus, e que desta feita podemos concluir que os atributos que as Escrituras lhe conferem são os mesmos do próprio Deus [3].

A primeira referência bíblica ao Espírito Santo está em Gênesis 1:2, onde lemos: “O Espírito de Deus pairava por sobre as águas”. No entanto, Gên. 1:1 diz: “No princípio criou Deus os céus e a terra”. E, em Colossenses, escrevendo à Igreja de Colossos sobre o Senhor Jesus Cristo, no meio de outras grandes verdades, Paulo nos diz: “Nele foram criadas todas as coisas; nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele. Ele é antes de todas as coisas. Nele tudo subsiste” (é conservado em ordem e harmonia, BLH) (Col. 1:16, 17).

Por fim, Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo estavam juntos criando o mundo e é da máxima importância para todos os cristãos compreender e aceitar estes fatos, tanto na teologia como na prática.

Orlando Martins

Por Litrazini

Graça e Paz

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

O QUE É ESPIRITUALIDADE CRISTÃ?

Quando uma pessoa nasce de novo, ela recebe o Espírito Santo, o qual sela o crente para o dia da redenção (Efésios 1:13; 4:30). Jesus prometeu que o Espírito Santo nos guiaria “a toda verdade” (João 16:13). Parte da verdade a qual o Espírito nos guia é aprender as coisas de Deus e aplicá-las em nossas vidas.

O crente então faz a escolha de deixar com que o Espírito o controle ou não. Espiritualidade Cristã é baseada em quanto aquele que é nascido de novo permite que o Espírito Santo lidere e controle sua vida.

O Apóstolo Paulo diz aos crentes para serem “cheios” do Espírito Santo. “E não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito” (Efésios 5:18).O tempo verbal nessa passagem é continuo e significa, portanto, “continue sendo cheio do Espírito Santo”. Ser cheio do Espírito significa deixar o Espírito Santo nos controlar, ao invés de ceder aos desejos da nossa natureza carnal.

Na passagem acima, uma comparação está sendo feita. Quando alguém é controlado pelo vinho, eles estão bêbados e exibem certas características, tais como mudança no falar, andar instável, falta de capacidade para fazer decisões.

Assim como você pode ver quando alguém está bêbado por causa das características que demonstra, assim também você pode ver quando aquele que é nascido de novo está sendo controlado pelo Espírito, porque ele assim demonstra pelas suas características. Achamos a lista dessas características em Gálatas 5:22-23, onde são chamadas de “fruto do Espírito”. Isso é o caráter Cristão, produzido pelo Espírito quando Ele trabalha no e através do crente.

Esse caráter não é produzido por esforço próprio. Aquele que é nascido de novo e controlado pelo Espírito Santo vai exibir um falar sadio, uma caminhada espiritual consistente e uma capacidade de fazer decisões baseada na Palavra de Deus.

Portanto, espiritualidade Cristã é uma escolha que fazemos para “conhecer e crescer” no nosso relacionamento diário com o senhor Jesus Cristo ao submeter-nos ao ministério do Espírito Santo em nossas vidas. Isso significa que, como Cristãos, fazemos a escolha de manter uma comunicação com o Espírito que é aberta e limpa através de confissão (1 João 1:9).

Quando entristecemos o Espírito através de pecado (Efésios 4:30; 1 João 1:5-8), nós levantamos uma barreira entre nós e Deus. Quando nos submetemos ao ministério do Espírito, nosso relacionamento não é apagado (1 Tessalonicenses 5:19).

Espiritualidade Cristã é ter uma consciência da comunhão com o Espírito de Cristo que não é interrompida por carnalidade ou pelo pecado. Portanto, um Cristão espiritual é aquele que nasceu de novo e faz uma escolha contínua e consistente de se entregar ao ministério do Espírito Santo.

Fonte: GotQuestion

Por Litrazini
Graça e Paz

domingo, 25 de fevereiro de 2018

A FÉ REMOVE DESGRAÇAS

“... E certa mulher que, havia doze anos, tinha um fluxo de sangue, E que havia padecido muito com muitos médicos, e despendido tudo quanto tinha, nada lhe aproveitando isso, antes indo a pior; Ouvindo falar de Jesus, veio por detrás, entre a multidão, e tocou na sua veste. Porque dizia: Se tão-somente tocar nas suas vestes, sararei. E logo se lhe secou a fonte do seu sangue; e sentiu no seu corpo estar já curada daquele mal.“ Marcos 5.25-34

Quando nos aproximamos de Jesus com fé, as desgraças que nos afligem são removidas.

Quais desgraças afligiam aquela mulher, além da hemorragia? Ao se aproximar de Jesus com fé, ela foi liberta também das seguintes desgraças:

ELA FOI LIBERTA DA DESGRAÇA DO PRECONCEITO
Para se achegar a Jesus, esta mulher teve que enfrentar dois preconceitos: De ser impura, segundo a lei (Levítico 15.25-33; 20.18); e, de ser mulher (pois, naquela época, as mulheres não tinham os mesmos direitos dos homens).

Jesus sofreu e venceu muitos preconceitos (e nós também podemos vencer).

Zaqueu venceu os preconceitos com fé em Jesus
“...Zaqueu, desce depressa, porque hoje me convém pousar em tua casa. E, apressando-se, desceu, e recebeu-o alegremente. E, vendo todos isto, murmuravam, dizendo que entrara para ser hóspede de um homem pecador. E, levantando-se Zaqueu, disse ao Senhor: Senhor, eis que eu dou aos pobres metade dos meus bens; e, se nalguma coisa tenho defraudado alguém, o restituo quadruplicado. E disse-lhe Jesus: Hoje veio a salvação a esta casa, pois também este é filho de Abraão. Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido. (Lucas 19.1-10)

Vamos nós também vencer esta desgraça, pela fé em Jesus. Aproximando-nos  de Jesus com fé, agora mesmo, e ele limpará e libertará deste terrível sofrimento.

ELA FOI LIBERTA DA DESGRAÇA DA “PRESSÃO” DA MULTIDÃO
Para chegar até Jesus, esta mulher teve que lutar contra, e vencer uma multidão.

Muitas pessoas não são abençoadas por que a “pressão” da multidão as mantêm afastadas de Jesus
(muitos desagradam a Deus porque querem juntar-se à multidão para viver fazendo o que “todo mundo faz”).

“Não seguirás a multidão para fazeres o mal” – Êxodo 23.2. E a multidão dizia: Crucifica-o, crucifica-o!

Nós precisamos romper a “pressão” da multidão, mesmo que isto signifique um certo isolamentosocial – Atos 5.29; Tiago 4.4. Precisamos romper com a pressão da multidão, pela fé em Cristo Jesus. É muito melhor estar de bem com Deus do que com a multidão.

ELA FOI LIBERTA DA DESGRAÇA DO MEDO
Segunda a lei, aquela mulher poderia ter sido apedrejada; mas, não teve medo.  Muitas pessoas não são abençoadas porque têm medo (medo do que as pessoas vão pensar ou dizer, de perder alguns amigos, de perder o emprego, etc.).

E, visto como os filhos participam da carne e do sangue, também ele participou das mesmas coisas, para que pela morte aniquilasse o que tinha o império da morte, isto é, o diabo; E livrasse todos os que, com medo da morte, estavam por toda a vida sujeitos à servidão. Hebreus 2.14-15

Mesmo sentindo-se completamente desamparado naquela cruz, Jesus não teve medo. Foi até o fim. Morreu por você e por mim.

Quem crê em Jesus de verdade remove de sua vida a desgraça dos preconceitos, das pressões sociais e dos medos que nos afastam de Deus. A FÉ REMOVE DESGRAÇAS!

Renda-se a Cristo, Crendo nele de todo o coração, estas e outras desgraças irão desaparecer para sempre.

Transcrito Por Litrazini

Graça e Paz

sábado, 24 de fevereiro de 2018

O ROMPER DA ALVORADA

De manhã te apresento a minha oração e aguardo com esperança. (Sl 5.3.)

Se há uma hora mais solene que as outras, só pode ser o romper da alvorada.

Por causa do silêncio: não há som de espécie alguma, não há barulho, não há gritaria, não há cantoria.

Por causa da tranquilidade: não há movimento de espécie alguma, não há gente, não há trânsito, não há correria.

Por causa da beleza: o sol, que se pôs doze horas antes no poente, volta a aparecer no lado oposto, trazendo luz e calor.

É nesse período de tempo que o salmista ora algumas vezes:

“De manhã te apresento a minha oração e aguardo com esperanças” (Sl 5.3).

“De manhã louvarei a tua fidelidade, pois tu és o meu alto refúgio, abrigo seguro nos tempos difíceis” (Sl 59.16).

“Faze-me ouvir do teu amor leal pela manhã, pois em ti confio” (Sl 143.8).

É muito bom orar no romper da alvorada. Nessa hora abastece-se melhor a alma e o resultado pode ser o conforto emocional do dia inteiro: “Satisfazenos pela manhã com o teu amor leal, e todos os nossos dias cantaremos felizes” (Sl 90.14).

Certa madrugada, Jesus desapareceu. Ele não estava na cama, não estava no quarto, não estava em casa.

Simão Pedro e os outros foram à sua procura. Acharam-no num lugar deserto em oração.

Então souberam que Jesus, quando ainda estava escuro, se levantara da cama, saíra de casa e fora para aquele lugar, onde orava tranqüilamente (Mc 1.35).

Foi num horário como esse, bem cedo, ao nascer do sol, que Jesus, três dias depois de sua morte, se apresentou maravilhosamente vivo (Mc 16.2).

Esse acontecimento-chave da história da redenção valoriza ainda mais a hora mais solene do dia: o romper da alvorada!

Retirado de Refeições Diárias com o Sabor dos Salmos. Editora Ultimato.

Por Litrazini

Graça e Paz

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

A SALVAÇÃO E PARTICIPAÇÃO NA GLÓRIA ETERNA

Cristo, digno de ser nosso Mediador pelo sofrimento que experimentou. O texto de Hebreus 2.10 diz que“convinha que Deus… tornasse perfeito, mediante o sofrimento, o autor da salvação “

Não é por um decreto que Deus faz filhos dentre os homens pecadores, mas pelo sangue santificador de Cristo, sem o qual ele não podia ser “consagrado”; como o autor da nossa salvação! O próprio Jesus declarou a necessidade de sua morte quando disse: “Na verdade, na verdade vos digo que, se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto” (Jo 12.24). 

Pela morte, Cristo não só se qualificou para ser nosso Mediador, como também nos qualificou para sermos filhos de Deus e garantir-nos entrada nas mansões celestes. Convinha que ele padecesse todas aquelas coisas e entrasse em sua glória, para que após ele, nós também entrássemos lá! (Lc 24.26).

A VITÓRIA SOBRE A MORTE E O DIABO
Longe de ser sua derrota, a morte na cruz foi a sua vitória, já que por ela Jesus ganharia muitos filhos para Deus! Como ele mesmo predisse, sua morte rendeu muitos frutos. Inclusive você e eu! Por isso, consciente da proximidade de sua morte, ele não diz: “é chegada a hora de minha morte” ou “de minha derrota”, mas “É chegada a hora em que o Filho do homem há de ser glorificado” (Jo 12.23).

“A cruz não é um tratado diplomático entre Deus e o diabo, mas o anúncio da derrota do império das trevas, o julgamento do príncipe deste mundo, a sentença contra toda tirania infernal! No Calvário satanás não obteve nenhum ganho, nenhuma vantagem, nenhum benefício.

O brado de Cristo ‘Está consumando’ (Jo 19.30) foi a ferida mortal aberta na cabeça da antiga serpente (Gn 3.15), que agora, já sob julgamento condenatório, apenas sacode a cauda, até que venha o glorioso dia de nosso Senhor Jesus em que cumprirá finalmente a sentença: ‘Em breve o Deus de paz esmagará Satanás debaixo dos pés de vocês’ (Rm 16.20).

Agora, ressurreto e glorificado à destra do Pai, Cristo não sofre mais. Ele está exaltado e vive para interceder por nós, compadecendo-nos de nossas fraquezas, oferecendo ao Pai incessantes rogos em nosso favor.

Aquele que foi o ofertante e a oferta, o sacerdote e o sacrifício, “é capaz de socorrer aqueles que também estão sendo tentados” (2.18).

De humanidade Jesus entende perfeitamente, porque ele é humano. De sofrimentos Jesus entende, porque ele os padeceu. De desprezo Jesus entende, porque ele o sofreu na pele. De tentação Jesus entende, porque ele em tudo foi tentado.

Sim, Jesus nos entende perfeitamente e deseja em tudo ser o nosso Archegon, o nosso grande Pioneiro da salvação, que vai adiante de nós conduzindo-nos pelo caminho que ele abriu para chegarmos ao Pai e participarmos de sua glória eterna. 

Esta mui bela mensagem de “fé, esperança e ânimo” serve para edificação não só dos crentes judeus tentados à voltarem para sua antiga religião e suas antigas práticas.

Serve também a nós, em dias tão conturbados como os que vivemos, para reavivarmos a fé e prosseguirmos conscientes de que crermos em Jesus como Salvador foi a melhor decisão já tomada em nossa vida, para a qual não cabe arrependimento.

Tiago Rosas

Por Litrazini

Graça e Paz

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

SEJA UM SERVO DE DEUS

No livro dos Reis de Israel, conta a história de um profeta de Deus que trava uma grande luta com 450 profetas de Baal. Nós já conhecemos a história, porém se faz necessário analizar algumas atitudes importantes executadas pelo profeta. (1 Rs 18.18-40

É NECESSÁRIO DEFINIR QUAL É O SEU SENHOR
"Então Elias se chegou a todo o povo, e disse: Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o SENHOR é Deus, segui-o, e se Baal, segui-o. Porém o povo nada lhe respondeu." (1RS 18:21)

A primeira grande dificuldade do homem em se encontrar com Deus é que Deus não divide sua glória. Muitos querem “viver” com Deus, mas não podem renuncias outros deuses paralelos em sua vida. Em Mateus 16.24, Jesus diz para renunciarmos a nós mesmos para seguí-lo. O profeta Elias convidou o povo à escolher entre Deus e Baal. O meio termo não é da vontade de Deus, afinal, Jesus perguntou: como podemos servir à dois senhores.

DEVEMOS ESCOLHER O CORDEIRO CERTO
Muitos se vestirão como cordeiro, mas são lobos devoradores. Os olhos humanos por si só não tem a capacidade de reconhecer o cordeiro de Deus. Sem a orientação do Espírito Santo, andamos desorientados, e facilmente levados pelos ventos que constantemente surgem, enganando a muitos.

Certamente o Cordeiro de Deus foi despedaçado por nossas transgressões, e levantado no madeiro por nossas culpas. Jesus Cristo é o cordeiro, e nós o altar. Altar não funciona sem cordeiro. Graças ao cordeiro, o altar pode oferecer sacrifício à Deus.

DEVEMOS BUSCAR O FOGO DE DEUS
"Dêem-se-nos, pois, dois bezerros, e eles escolham para si um dos bezerros, e o dividam em pedaços, e o ponham sobre a lenha, porém não lhe coloquem fogo, e eu prepararei o outro bezerro, e o porei sobre a lenha, e não lhe colocarei fogo." (1RS 18:23)

Muitos tem se enganado, buscando fogo estranho e rejeitando o fogo de Deus. Alguns vão além, e fazem seu próprio fogo. Observe como Elias orienta: Não coloquem fogo. Mais adiante ele diz que o Deus verdadeiro irá responder com fogo do céu. Podemos colocar lenha, podemos tirar a pedra do túmulo, mas quem coloca o fogo é Deus.

DEVEMOS INVOCAR O NOME DO SENHOR
"Então invocai o nome do vosso deus, e eu invocarei o nome do SENHOR; e há de ser que o deus que responder por meio de fogo esse será Deus. E todo o povo respondeu, dizendo: É boa esta palavra." (1RS 18:24)

Agora que você já definiu qual é seu Senhor, invoque seu nome. Isaías diz: “Buscai ao senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto.”

Invocar à Deus consiste em humilhação do homem e exaltação do Senhor, porém se isso não for feito de coração, não obterá resultado. Os profetas de Baal, dançavam, pulava, se retaliavam, mancavam, gritavam e até profetizavam, porém o resultado foi um silêncio total. Invocar à Deus consiste em mais do que dizer palavras agradáveis. É necessário fazer uso do coração. Todo o coração.

A natureza do homem é tricotômica (corpo / alma / espírito), e Jesus nos orienta à amá-lo com nosso corpo (força), alma e espírito (entendimento): "Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o primeiro mandamento." (MC 12:30)

DEVEMOS RESTAURAR O ALTAR QUEBRADO
"Então Elias disse a todo o povo: Chegai-vos a mim. E todo o povo se chegou a ele; e restaurou o altar do SENHOR, que estava quebrado." (1RS 18:30)

Não sabemos o que foi quebrado no nosso coração, mente, vida. O pecado destrói o altar original e a tendência humana é remendar. Deus quer quebrar o vaso e construir de novo. Peça ao Espírito Santo que te revele onde está o defeito no altar. O altar refeito por Elias seguia exatamente os mandamentos de Deus. Assim deve ser nossa vida (nosso altar), exatamente de acordo com as definições da Palavra.

O pecado destrói o altar, mas o arrependimento é um grande passo para que Deus conserte. O fato é que altar defeituoso não pode abrigar o cordeiro.

DEVEMOS CERCAR O ALTAR COM ÁGUA
Jesus disse: "Mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede, porque a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que salte para a vida eterna." (JO 4:14) A água é a Palavra de Deus. Devemos nos cercar da palavra, nos fortalecer e edificar nela. Observe que Elias colocou água três vezes consecutivas. A terra absorvia a água, logo, precisamos infindavelmente beber da Água de Cristo, antes que nosso depósito se esvazie.

"Então caiu fogo do SENHOR, e consumiu o holocausto, e a lenha, e as pedras, e o pó, e ainda lambeu a água que estava no rego." (1RS 18:38) "O que vendo todo o povo, caíram sobre os seus rostos, e disseram: Só o SENHOR é Deus! Só o SENHOR é Deus!" (1RS 18:39)

Transcrito por Litrazini

Graça e Paz

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

QUANDO DEUS MUDA O NOSSO CORAÇÃO, TUDO MUDA!

“E dar-vos-ei um coração novo, e porei dentro de vós um espírito novo; e tirarei da vossa carne o coração de pedra, e vos darei um coração de carne.” Ezequiel 36: 24 até 38.

Vivemos em uma geração endurecida em seu coração. Geração que esqueceu das promessas do Senhor. Imagino como Deus se sente ao ver pessoas como nós, que carregamos o seu Nome, com o coração endurecido, enrijecido como pedra.

Deus tem uma promessa para nós! Ele irá tirar o coração de pedra e colocar um coração de carne! Ele santificará seu Nome (Vs 23), ainda que o tenhamos profanado. A promessa diz que Ele nos tomará do meio das gentes e nos fará andar em sua presença! Como podemos andar com o coração endurecido? Nós que caminhamos na presença do Senhor?

Quando as nossas convicções são mais fortes em nós do que a Palavra que o Senhor deseja implantar em nós, nosso coração se torna endurecido. Então a Palavra não encontra lugar em nossos corações, porque ele se endureceu em suas convicções.

Como servos do Senhor somos chamados por Ele a quebrantarmos o nosso coração. Abandonar nossas convicções, que muitas vezes nos afastam e que são verdadeiros argumentos do inferno para nos enfraquecer e nos dividir.

Quando abandonamos nossas convicções e começamos a entender que se andarmos na luz como Ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Cristo Jesus nos lava de todo pecado (I João 1:7). Quando procuramos andar na luz da Palavra de Deus, recebemos sua luz em nós, a luz de Deus, em nós, nos aperfeiçoa, nos faz ter comunhão. Se andarmos na luz, andaremos em comunhão. Se falta comunhão, falta luz. Se falta luz, restam trevas.

QUANDO DEUS MUDA NOSSOS CORAÇÕES:

1. Ele nos tira das trevas, Ele nos atrai para Ele (vs 24 ).

2. Nos purifica com a água pura, essa água é sua Palavra (vs 25). A Palavra de Deus é o maior instrumento para quebrantar corações endurecidos (Jr. 23:29). Não há coração de pedra que não possa ser quebrantado pela água pura da Palavra de Deus de Deus.

3. Deus gera em nós um coração novo e um espírito novo (vs 2 ). O que significa isso? Deus muda tudo em nós. Muda nossas motivações, muda a nossa maneira de ver a nós mesmos. Derrama sobre nós o vinho novo. Uma unção nova, que nos faz avançar.

4. Ele derrama sobre nós do seu Espírito e nos faz andar na sua Palavra (vs 27). Pela sua graça o Senhor nos traz à uma rota de arrependimento que nos conduz a presença dEle.

5. Ele nos lembra as promessas feitas, e reafirma que seremos o seu povo e Ele será nosso Deus (vs. 28). As promessas de Deus são fonte de encorajamento para caminharmos nEle como vencedores!

6. Nos livrará das nossas imundícias (vs 29). Livrar das imundícias é mais que perdoar, é libertar das nossas imundícies, nos fazer limpos, nos fazer livres.

7. Quando Deus muda nosso coração Ele envia sobra nós prosperidade (vs. 29,30). Ele repreende a fome e a miséria. Prometendo o trigo, árvores frutíferas, retirando a vergonha e a humilhação.

8. Ele nos conduzirá ao arrependimento (vs 31). “Ou desprezas tu as riquezas da sua benignidade, e paciência e longanimidade, ignorando que a benignidade de Deus te leva ao arrependimento?Romanos 2:04.”

9. O Senhor promete restauração de cidades assoladas e de lugares devastados (versículo 33). O maior clamor que podemos fazer por nossa cidade é deixar o Senhor mudar nosso coração, quando o Senhor muda o nosso coração Ele alcança nossa cidade.

10. Iremos plantar em Terras antigamente assoladas (vs. 34). Todo território que o Senhor nos der será frutífero, ainda em Terras antigamente assoladas serão feitas como o Jardim do Éden (vs. 35).

11. Isso servirá de testemunho a todos que estiverem ao nosso redor (vs. 36).

12. O Senhor multiplicará como um rebanho (vs. 37).

13. Esse rebanho será santificado (vs 38).

14. Todos saberão que Deus é o Senhor (vs 38).

Quanta coisa acontece quando o Senhor muda o nosso coração! O Senhor nos dará provas reais de que Ele é fiel para cumprir tudo que nos prometeu! Se mudarmos nosso coração Ele poderá fazer tudo isso em nós!

Quando Deus muda dentro, tudo muda por fora também! Deixe Ele mudar seu coração! 

Transcrito Por Litrazini

Graça e Paz

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

A ENERGIA COM A QUAL DEVEMOS LUTAR A GUERRA MUNDIAL

Orando em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito, e vigiando nisto com toda a perseverança e súplica por todos os santos, E por mim; para que me seja dada, no abrir da minha boca, a palavra com confiança, para fazer notório o mistério do evangelho, Pelo qual sou embaixador em cadeias; para que possa falar dele livremente, como me convém falar. (Ef.6.10.18-20)

• A oração é a energia que capacita o soldado crente e usar a armadura e brandir a espada do Espírito. A palavra de Deus dirigida aos homens é deveras poderosa, especialmente quando ela se acha em íntima relação com a palavra dos homens dirigidas a Deus. Nós não podemos lutar nessa guerra com as nossas próprias forças, no nosso próprio poder. Moisés orou e Josué brandiu a espada contra Amaleque.

Oração e Ação caminham juntos (Ex 17:8-16).

• A ORAÇÃO É O PODER PARA A VITÓRIA.
1. O TEMPO DA ORAÇÃO – v. 18 
• Isso significa que nós devemos estar em constante comunhão com Deus. É errado dizer: “Senhor, nós vimos agora à tua presença”, porque o crente jamais tem licença para sair da presença do Senhor. O crente deve orar sempre, porque ele está sempre exposto ao ataque do inimigo.

2. A NATUREZA DA ORAÇÃO – v. 18
• “Com toda oração” é mais do que um tipo de oração. Devemos usar súplica, intercessão e ação de graças. O crente que ora apenas pedindo coisas está perdendo o real significado da oração que é manter-se em intimidade com Deus, deleitando-se nele.

3. A ESFERA DA ORAÇÃO – v. 18
• “No Espírito” significa que essa oração precisa ser motivada e assistida pelo Espírito (Rm 8:26-27). Não é oração no monte, ou em línguas, mas no Espírito. O Espírito nos assiste em nossa fraqueza porque não sabemos orar como convém. O Espírito é como o fogo que faz o incenso da oração subir como aroma suave diante de Deus. É possível, porém, orar ferventemente, mas na carne.

4. A VIGILÂNCIA DA ORAÇÃO – v. 18
• Devemos orar com os olhos abertos. Devemos orar e vigiar. Devemos fazer como Neemias: “Porém nós oramos ao nosso Deus e, como proteção, pusemos guarda contra eles, de dia e de noite” (Ne 4:9).
• Orar e vigiar é o segredo da vitória sobre o mundo (Mc 13:33), a carne (Mc 14:38) e o diabo (Ef 6:18). Porque Pedro dormiu e não orou nem vigiou, ele foi derrotado no Getsêmani (Mc 14:29-31, 67-72).

5. A PERSEVERANÇA DA ORAÇÃO – v. 18
• A igreja primitiva orou com perseverança (Atos 1:14; 2:42; 6:4) e nós também devemos orar da mesma forma (Rm 12:12). Robert Law disse: “A oração não é para fazer a vontade do homem no céu, mas fazer a vontade de Deus na terra”.

6. O ALCANCE DA ORAÇÃO – v. 18-20
• Somos um exército, precisamos uns pelos outros e orar por todos os santos. Quando um soldado cai, tornamo-nos mais vulneráveis. Precisamos uns dos outros. Precisamos orar uns pelos outros.
• Nenhum soldado entrando em combate ora só por si, mas também por seus companheiros. Eles constituem um exército, e o sucesso de um é o sucesso de todos. 
• Paulo pede oração por si mesmo, não para se livrar da prisão, mas para tornar-se mais eficaz na proclamação do evangelho (Ef 6:19-20).

O ENCORAJAMENTO PARA LUTAR ESSA GUERRA Ef.10. 21-24

1. NÃO ESTAMOS SOZINHOS NA BATALHA – v. 21-22
• Nós não estamos lutando essa guerra sozinhos. Há outros soldados, outros crentes que estão lutando conosco e nós devemos nos esforçar para encorajar uns aos outros. Paulo encorajou os efésios. Tíquico foi um encorajamento para Paulo. Agora Paulo está enviando Tíquico para encorajar os efésios. Paulo compartilhava seus problemas e desafios. Ele queria que o povo soubesse o que Deus estava fazendo e como suas orações estavam sendo respondidas e o que Satanás estava fazendo para opor-se à obra de Deus. 

• É um grande encorajamento fazer parte da família de Deus. Não existe em qualquer parte do Novo Testamento sustentação para a idéia de um crente isolado. Os crentes são como ovelhas, eles precisam estar no meio do rebanho. Cristãos são como soldados, precisam estar juntos e lutar juntos as guerras do Senhor.

2. MESMO EM GUERRA, NÓS SOMOS O POVO MAIS ABENÇOADO DO MUNDO – v. 23-24
• Observe as palavras que Paulo usa na conclusão desta carta: paz, amor, fé e graça. Paulo era um prisioneiro em Roma, mas mesmo assim, ele era mais rico do que o imperador.

Não importa em que circunstâncias possamos estar, se estamos em Cristo, nós somos abençoados com toda sorte de bênçãos espirituais.

Rev. Hernandes Dias Lopes

Por Litrazini

Graça e Paz

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

EVANGELHO DA GRAÇA

“... os quais servem de exemplar e sombra das coisas celestiais, como Moisés divinamente foi avisado, estando já para acabar o tabernáculo; porque foi dito: Olha, faze tudo conforme o modelo que, no monte, se te mostrou” (Hb 8.5).

“De sorte que era bem necessário que as figuras das coisas que estão no céu assim se purificassem; mas as próprias coisas celestiais, com sacrifícios melhores do que estes” (Hb 9.23).

Esses versículos indicam que jamais poderemos conhecer o verdadeiro significado do sacrifício de Cristo sem compreendermos o significado do sistema sacrificial estabelecido por Deus e revelado no Velho Testamento.

É de suma importância observar que Deus nunca salvou ninguém por meio da lei, nem mesmo pelos sacrifícios e ofertas que a Seu povo fora ordenado oferecer. Desde Adão, o único meio de salvação foi e continua sendo a revelação da graça divina.

Deus revelou Sua graça a Adão e Eva, quando os vestiu com as peles dos animais sacrificados. Da mesma forma, Noé “acho graça diante do Senhor” (Gn 6.8). Abraão, o pai da fé (Rm 4), não conhecia as leis judaicas, nem Isaque, Jacó ou José; todavia, todos os nomes desses servos de Deus se encontram na grande galeria dos salvos pela fé, conforme registro no capítulo onze de Hebreus.

O propósito de Deus, ao transmitir a lei por Moisés, foi ensinar o Seu povo a andar em comunhão com Ele, e restabelecê-la cada vez que houvesse ruptura.

Deus deseja comunhão perfeita e ininterrupta com Seu povo. Nesse sentido, encontramos imenso valor no estudo da tipologia do culto judaico. O desejo de Deus é que a Sua Igreja O conheça “na Sua Santidade”, e que leve a sério a advertência registrada em 1 Pe 1.16: “Sede santos porque eu sou santo” (cf. Levítico 11.44-45 e 19.2) (Do livro “A Lei e a Graça”, de Floyd Lee Gilbert, Editora Candeia, 1996, paginas 9 e 10).

Outro dia um leitor me escreveu dizendo da sua convicção de que o crente precisa das duas coisas: da observância da lei e das benesses da graça. É o mesmo que dizer que deseja continuar escravizado pela lei e ao mesmo tempo liberto pelo Evangelho da Graça. A Bíblia diz que essas situações são excludentes. Vejam

É evidente que, pela lei, ninguém será justificado diante de Deus, porque o justo viverá da fé” (Gl 3.11). Apesar disso, muitos teimam em tentar, em vão, receber a graça divina mediante o cumprimento irrestrito da lei. Ora, se este fosse meio de salvação, com que finalidade Jesus firmou com Seu sangue uma nova e eterna aliança, conforme está dito em Mateus 26.28 e 1 Co 11.25? “Se dada fosse uma lei que pudesse vivificar, a justiça, na verdade, teria sido pela lei, mas a Escritura encerrou tudo debaixo do pecado, para que a promessa pela fé em Jesus Cristo fosse dada aos crentes” (Gl 3.21-22).

O Apóstolo dos gentios anuncia alto e bom som: “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós” (Gl 3.13). Ninguém pôde, nem pode, nem poderá cumprir todos os dispositivos da lei, sem tropeçar em um só. Ninguém pode passar toda a vida sem cometer adultério em pensamento; sem usar o santo nome de Deus em vão; sem cometer qualquer tipo de idolatria, e assim por diante.

A lei escancarou o pecado diante dos homens como se Deus dissesse: “Sem minha graça não conseguirão”.Nada fizemos nem fazemos para merecer o céu. “Todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Rm 3.23). Por mais que nos esforcemos em cumprir toda a vontade de Deus, não conseguiremos. Fomos terrivelmente abalados pela ofensa do primeiro homem. Herdamos a natureza pecaminosa que nos empurra a nos rebelar contra o Criador.

Somos totalmente dependentes da graça: “Pois, pela graça sois salvos, mediante a fé” (Ef 2.8). A fé no Senhor Jesus Cristo (Jo 3.18; Rm 10.9).

Porque a lei do Espírito de vida, em Cristo Jesus, nos livro da lei do pecado e da morte” (Rm 8.2). Estávamos encarcerados pela lei, guardados pela lei, escravizados pela lei, tutelados pela lei até o surgimento da nova e eterna aliança: “Mas antes que a fé viesse, estávamos guardados debaixo da lei e encerrados para aquela fé eu se havia de manifestar. De maneira que a lei nos serviu de aio, para nos conduzir a Cristo, para que, PELA FÉ [e não pelo cumprimento da lei], fossemos justificados. Vindo a fé, a nova aliança, o resgate de Jesus, não mais estamos “debaixo de aio”, sob a tutela da lei (Gl 3.25; 4.4-5).

A Bíblia diz que a “lei do Espírito de vida nos livrou da lei do pecado e da morte”(Rm 8.2). Vamos entender.

“Esta “lei do Espírito de vida” é o poder e a vida do Espírito Santo, reguladores e ativadores operando na vida do crente.

O Espírito Santo entra no crente e o liberta do poder do pecado (cf. Rm 7.23).

A lei do espírito entra em plena operação à medida que os crentes se comprometem a obedecer ao Espírito Santo (vv.4, 5, 13,14).

Descobrem que um novo poder opera dentro deles; poder este que os capacita a vencer o pecado. A “lei do pecado e da morte”, neste versículo, é o poder dominante do pecado, que faz da pessoa uma escrava do pecado (7.14), reduzindo-a à miséria (7.24)”

(Comentário da Bíblia de Estudo Pentecostal). / Pr. Airton Evangelista da Costa

Por Litrazini

Graça e Paz