domingo, 23 de fevereiro de 2020

SALMOS 42 E 43 — DEPRESSÃO ESPIRITUAL


Por que você está assim tão triste, ó minha alma? […] Ponha a sua esperança em Deus! Salmo 42.5

A depressão parece ser uma condição bastante comum entre os cristãos. Não me refiro à depressão clínica, que pode necessitar de psicoterapia especializada, mas à depressão espiritual, com a qual deveríamos ser capazes de lidar por nós mesmos.

O autor dos salmos 42 e 43 (que evidentemente formam um único salmo) é claro acerca de sua depressão. Para começar, ele está com sede de Deus (tão sedento quanto a corça pelas águas), porque está separado dele, passando por algum tipo de exílio forçado.

Ele lembra das grandes celebrações do passado, quando “entrava para apresentar-se a Deus” (42.2), e anseia por retornar “ao altar de Deus”, fonte de sua plena alegria (43.4).

Sua depressão se deve, no entanto, não somente à ausência de Deus, mas também à presença dos inimigos. Eles o provocam perguntando: “Onde está o seu Deus?” (42.3, 10).

Eles fizeram essa pergunta em parte porque eram idólatras — seus deuses podiam ser vistos e tocados, enquanto o “Deus vivo” (42.2) é invisível e intangível — e em parte porque Deus aparentemente não era capaz de defender seu povo.

Cada estrofe termina com o mesmo refrão (42.5,11; 43.5), no qual o salmista fala com sua própria alma. As pessoas costumam dizer que falar sozinho é o primeiro sinal de loucura. Ao contrário, trata-se de um sinal de maturidade — embora dependa daquilo que estamos conversando conosco mesmos!

No texto o salmista se recusa a resignar-se à sua condição ou ao seu estado de espírito. Ele toma as rédeas de sua vida.

Primeiramente, ele se questiona: “Por que você está assim tão triste, ó minha alma?” Sua pergunta inclui uma repreensão implícita.

Em seguida, ele exorta a si mesmo: “Ponha a sua esperança em Deus!”. Somente Deus é digno de nossa confiança.

Por fim, ele diz a si mesmo: “Pois ainda o louvarei; ele é o meu Salvador e o meu Deus”.

O uso duplo do pronome possessivo, “meu Salvador e meu Deus”, é muito significativo. O salmista está reafirmando sua relação de aliança com Deus, e nenhuma variação de humor pode destruir isso.

Assim como o cervo brama pelas correntes das águas, assim suspira a minha alma por ti, ó Deus!A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando entrarei e me apresentarei ante a face de Deus? [...] Onde está o teu Deus? Por que estás abatida, ó minha alma, e por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei, o qual é a salvação da minha face, e o meu Deus. (Salmo 42.1-11)

Retirado de A Bíblia Toda, o Ano Todo [John Stott]. Editora Ultimato.

Por Litrazini
Graça e Paz

sábado, 22 de fevereiro de 2020

O PROCESSO DE JESUS: ESPINHOS: UM SINAL DA MALDIÇÃO


E, despindo-o, o cobriram com uma capa escarlate. E, tecendo uma coroa de espinhos, puseram-lha na cabeça (Mateus 27:28-29).

O Senhor Jesus passou uma noite atribulada. Um de Seus discípulos O traiu, outro O negou. Mais de uma vez os sacerdotes O interrogaram perante o Sinédrio (conselho dos judeus) e, finalmente pronunciaram Sua sentença de morte. Em seguida, veio o amanhecer.

No propósito de cumprir o plano de matar Jesus Cristo, os líderes judeus O levaram a Pilatos, pois a sentença não poderia ser executada sem o consentimento do governador romano. Ele teria de passar por um julgamento.

Embora convencido da inocência do acusado, Pilatos cedeu à exigência dos judeus e decidiu que Jesus Cristo deveria ser crucificado.

Assim, a rejeição do verdadeiro Rei de Israel foi selada. Que trágico! Ele era o Enviado de Deus, o Messias, que havia confirmado Sua origem divina diante dos homens com muitos sinais e milagres.

Mas ao invés de insígnias reais, Ele recebeu uma coroa de espinhos, que os soldados romanos pressionaram sobre Sua cabeça.

Tudo isso aconteceu em meio a maus-tratos e abusos extremamente brutais.

Já depois da queda através do pecado, Deus amaldiçoou a terra com as palavras: "Espinhos e cardos também te produzirá” (Gênesis 3:18).

A coroa de espinhos foi, portanto, um sinal da maldição com que Aquele que era santo e puro foi desonrado.

Como ficamos comovidos pelo lamento do Senhor: "Bem conheces a minha afronta, e a minha vergonha, e a minha confusão; diante de ti estão todos os meus adversários" (Salmo 69:19).

O fato de que Jesus Cristo suportou a maldição na cruz em nosso lugar para libertar aqueles que desejam se livrar da maldição do pecado aconteceu conforme o conselho de Deus.

Vamos adorá-Lo por tal humilhação!

Extraído do devocional BOA SEMENTE

Por Litrazini
Graça e Paz

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

APRENDENDO SOBRE BATALHA ESPIRITUAL


"…Não temas, Daniel, porque, desde o primeiro dia, em que aplicaste o teu coração a compreender e a humilhar-te perante o teu Deus, são ouvidas as tuas palavras; e eu vim por causa das tuas palavras. (Daniel 10:11-1:2)

Nos últimos tempos Deus tem nos ensinado muito sobre Batalha Espiritual. Satanás tem estudado o povo, para que possa definir com precisão que tipo de demônio ele designará para nos afrontar.

Ele tem governado ruas, bairros, cidades, estados e até mesmo nações inteiras. Com isso o povo tem sofrido muito exatamente por não conhecer como Satanás e seus demônios têm agido. Pelo ponto de vista humano isto pode ser inexplicável, ou até mesmo ilógico.

Estudando a Palavra de Deus, percebemos que ocorre uma grande guerra entre Satanás e Deus, tendo os homens como alvos. Deus luta para que o homem (sua criação) seja abençoado e viva uma vida de paz, de alegria, de amor e de comunhão com Ele. Já Satanás luta para destruir a criação de Deus, trazendo a morte e a miséria. Por isso ele envia principados para nos destruir.

Daniel (meu juiz é Deus) foi um dos maiores profetas das escrituras Sagradas, usado tremendamente por Deus em revelações de sonhos. Na passagem do texto acima que lemos, Daniel estava recebendo uma revelação que aconteceria no futuro. Veja que Deus respondeu suas orações desde o primeiro dia, porém satanás tentou impedir que o anjo de Deus trouxesse a revelação.

O profeta de Deus havia tido uma visão porém não a havia compreendido com clareza, portanto começou a orar, buscando uma resposta de Deus. E iniciou um propósito com Deus de Jejum e oração, e no vigésimo primeiro dia, o anjo de Deus lhe falou coisas que ele não sabia, como a batalha espiritual que estava sendo travada, desde que Daniel se pôs a orar.

Deus afirma através de seu anjo, que as orações de Daniel, foram ouvidas desde o primeiro dia, porém ele havia sido impedido por um príncipe da Pérsia, uma força demoníaca que dominava a nação Persa, de trazer sua resposta e, este príncipe da Persa se colocou diante dele e começara a fazer uma guerra espiritual. Isso impediu que a bênção chegasse a Daniel.

Quando nós oramos ao Senhor, DEUS TEM PRAZER EM RESPONDER NOSSAS ORAÇÕES de imediato, porém a resposta pode ser “sim” ou “não” ou até mesmo “espere mais um pouco, ainda não é tempo”, mas o que entendo é que de alguma forma, Deus está ouvindo nossas orações e respondendo-as. Muitos estão como Daniel, fazendo guerra sem saber exatamente no que atirar.

Daniel desconhecia que quando estava orando estava sendo travada uma guerra espiritual, ficou sabendo após o anjo comunicar que havia sido impedido, de lhe trazer a resposta de Deus, pois estava em guerra com as potestades e principados do mal. Quando Daniel orava Deus precisou mostrar a ele o que estava acontecendo, dizendo que não ficasse triste. E se tem uma coisa que entristece o povo de Deus é orar e não receber a resposta.

Não desanime, não deixe de orar, não deixe de buscar a Deus em sua vida, mesmo que pareça, que Deus não esteja te ouvindo. Saiba que Deus não te desamparará, pois você é fruto do sonho de Deus.

Uma coisa que satanás tem feito é dizer que a visão de batalha espiritual é uma heresia e, com isso, está impedindo que muitas pessoas compreendam a realidade do que acontece nas regiões celestiais.

Em Efésios 6:12 diz: “porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes”

O apóstolo Paulo nos alerta de uma luta espiritual que envolve principados, potestades e demônios. Ele está falando de uma guerra espiritual que acontece a todo o momento no mundo espiritual, portanto esteja na presença de Deus, e aceite Jesus em seu coração.

Declare sua vitória, declare sua bênção, creia de todo seu coração que DEUS TEM PRAZER EM RESPONDER NOSSAS ORAÇÕES.

Pr Ricardo Rossi

Por Litrazini
Graça e Paz

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

A OBRA REDENTORA DE JESUS CRISTO


“Foi crucificado, morto e sepultado”. O que Jesus fez para nos salvar do pecado??? Por que Cristo tinha que morrer naquela CRUZ???

PARA PAGAR A PENALIDADE DOS NOSSOS PECADOS.
Em Romanos 3.23 diz: “Pois todos pecaram e estão destituídos da  glória de Deus”. O pecado trouxe a condenação a todos os seres humanos. E o pecado não poderia ficar sem castigo. Deus escolheu o seu próprio Filho, por amor, para realizar o pagamento desta dívida com Ele.

Em I Pedro 3.18 vemos: “Porque também Cristo morreu uma só vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus; sendo, na verdade, morto na carne, mas vivificado no espírito”

PARA SUBSTITUIR OS HOMENS.
Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores. Logo muito mais agora, tendo sido justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira[...] Porque, se pela ofensa de um só, a morte reinou por esse, muito mais os que recebem a abundância da graça, e do dom da justiça, reinarão em vida por um só, Jesus Cristo. Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação de vida.Romanos 5.8 e 18. 

Ele não apenas substituiu Barrabás, o salteador que foi solto no dia em que Ele foi crucificado, mas substituiu a mim e a você também.

PARA SATISFAZER A JUSTIÇA DE DEUS.
Romanos 3.24 a 26 diz: “Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus, ao qual Deus propôs como propiciação, pela fé, no seu sangue, para demonstração da sua justiça por ter ele na sua paciência, deixado de lado os delitos outrora cometidos; para demonstração da sua justiça neste tempo presente, para que ele seja justo e também justificador daquele que tem fé em Jesus”. 

As expressões “justo” e “justificador” mostram que, ao perdoar o homem, Deus não deixou de ser justo, mas foi justificador para o homem, através do seu Filho. A palavra justificado (nós) significa sermos declarados justos perante o Pai.

PARA NOS LIVRAR DA MORTE E NOS DAR SALVAÇÃO.  Mas que diz? A palavra está junto de ti, na tua boca e no teu coração; esta é a palavra da fé, que pregamos, A saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação. Porque a Escritura diz: Todo aquele que nele crer não será confundido. Porquanto não há diferença entre judeu e grego; porque um mesmo é o Senhor de todos, rico para com todos os que o invocam. Porque todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. Romanos 10.8 a 13.                

COM ISTO, TODOS AQUELES QUE CRÊEM EM JESUS E O DECLARAM COMO SENHOR E SALVADOR SÃO ABENÇOADOS COM:
PERDÃO –  1 João 1.7 diz:  “... e o sangue de Jesus, o seu filho, nos purifica de todo pecado.” Em 1 João 1.8 a 10, lemos: “Se dissermos que não temos pecado nenhum, enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça”.

RECONCILIAÇÃO – Lemos em II Coríntios 5.19: “Pois que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões; e nos encarregou da palavra da reconciliação”, somos, novamente, “amigo de Deus”.

LIBERTAÇÃO – João 8.32 – “E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará. João 8.36 “...Se pois o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres”.

Lidiomar T. Granatti / Litrazini
Graça e Paz

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

COMO PODEMOS SABER SE AMAMOS DE FATO A DEUS?


O amor a Deus se manifesta no desejo de sermos santos assim como ele é santo.

Assim, não é tanto uma ordenança quanto a expressão da fidelidade a uma vocação, o que é dito pelo apóstolo Pedro: “Segundo é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo o vosso procedimento,” (I Pe 1.15)

Há nos que são genuinamente convertidos a Cristo, este desejo de imitá-lo, sendo seus seguidores, como filhos amados, e andando em amor de comunhão espiritual com ele e com todos os demais santos.

“Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados e andai em amor, como também Cristo nos amou e se entregou a si; mesmo por nós, como oferta e sacrifício a Deus, em aroma suave.” – Efésios 5:1-2

Os que amam a Deus desejam tudo fazer para o fim exclusivo e supremo da sua glória divina, assim como o próprio Deus tudo faz para o mesmo fim.

1 Co 10:31 “Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus.”

1Pe 4:11 “Se alguém fala, fale de acordo com os oráculos de Deus; se alguém serve, faça-o na força que Deus supre, para que, em todas as coisas, seja Deus glorificado, por meio de Jesus Cristo, a quem pertence a glória e o domínio pelos séculos dos séculos. Amém!”

Os que amam a Deus temem ofender a sua justiça, por pecarem contra ele. Por isso serão achados na batalha constante da carne contra o Espírito, com vistas à mortificação do pecado.

“Digo, porém: andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne. Porque a carne milita contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne, porque são opostos entre si; para que não façais o que, porventura, seja do vosso querer.” – Gálatas 5:16-17

Gál 5:24 “E os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e concupiscências.”

Os que amam a Deus desejam ser úteis em sua obra, e portanto, se purificam e se consagram a ele para fazerem a sua vontade.

2 Tim 2:21 “Assim, pois, se alguém a si mesmo se purificar destes erros, será utensílio para honra, santificado e útil ao seu possuidor, estando preparado para toda boa obra.”

Pr. Silvio Dutra

Por Litrazini
Graça e Paz

terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

LIBERDADE E LIBERTINAGEM


Temos liberdade naquilo que o Senhor não fala na Palavra, porém até essa liberdade tem limites. Se eu não aplico a seguinte regra, incorro na libertinagem:

A FÉ LIMITA A MINHA LIBERDADE. O AMOR LIMITA MINHA CONDUTA.

Se eu tenho fé, eu posso ter liberdade nas coisas que o Senhor não ordena (bebidas, futebol, televisão, cinema e etc.). Se tenho plena convicção e nenhuma dúvida eu não peco, porém se tenho dúvidas não devo fazê-lo.

Um crê que de tudo se pode comer, e outro, que é fraco, come só legumes. Quem come não despreze a quem não come; e quem não come não julgue a quem come; pois Deus o acolheu. Um faz diferença entre dia e dia, mas outro julga iguais todos os dias.

Não faças perecer por causa da tua comida aquele por quem Cristo morreu. Não seja pois censurado o vosso bem; A fé que tens, guarda-a contigo mesmo diante de Deus. Bem-aventurado aquele que não se condena a si mesmo naquilo que aprova. Mas aquele que tem dúvidas, se come está condenado, porque o que faz não provém da fé; e tudo o que não provém da fé é pecado.  Romanos 14:3,5,6,10-16,22,23

PERGUNTAS PARA FAZERMOS A NÓS MESMOS ANTES DE USAR DE ALGUMA LIBERDADE.
ISTO É LÍCITO? I Coríntios 10:23
ISTO EDIFICA? I Corintios 10:23b
ISTO ESTÁ ME DOMINANDO? I Coríntios 6:12b
ISTO GLORIFICA A DEUS? I Coríntios 10:31
ESTOU BUSCANDO MEU PRÓPRIO INTERESSE? I Coríntios 10:32,33
PROVÉM DE FÉ? Romanos 14:23
PROVÉM DE AMOR? Romanos 14:21

JESUS ESCANDALIZOU?
Não! Escandalizar é levar alguém a fazer algo sem ter fé. II Coríntios 6:1-4.

Devemos manter uma postura madura de ambos os lados: Quem come não despreze a quem não come; e quem não come não julgue a quem come; pois Deus o acolheu. Romanos 14:3

Transcrito Por Litrazini
Graça e Paz

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

RENDIÇÃO PARA REDENÇÃO


Certa dia, o apóstolo Pedro, profundamente abalado pela crucificação do Mestre, e, entristecido pelo pecado de tê-Lo negado, ao ser surpreendido com a notícia da ressurreição de Jesus, correu apressadamente até o sepulcro. “Pedro, todavia, levantou-se e correu ao sepulcro. Abaixando-se, viu as faixas de linho e mais nada; afastou-se e voltou MARAVILHADO com o que acontecera”. Lucas 24:12.

Por tantas vezes, nos últimos anos, Pedro havia ficado maravilhado por tantos milagres que vira, com tantos ensinamentos, multiplicações de pães, e, também pela forma como Sua esperança fora duramente tirada.

Agora, Pedro volta a sua atenção para o próprio Senhor Jesus e não apenas para os acontecimentos que o rodearam nos últimos anos. Ele já não estava admirado com milagres, com pescas maravilhosas, libertações. Pedro agora coloca Jesus no centro de seus pensamentos e passa a estar “MARAVILHADO COM O SENHOR JESUS”.

Em nossa caminhada na fé, também nos maravilhamos e nos surpreendemos tantas vezes e com tantas coisas que Jesus fez por nós. Tantos milagres e transformações. Nos maravilhamos com tantos socorros e livramentos.

Muitas vezes, entristecidos pelos nossos pecados, maravilhamo-nos com a Sua infinita misericórdia e perdão. Mas agora, tão próximo à Sua Vinda, o Senhor nos convida a não mais nos maravilharmos com os sinais de Seu poder nesse mundo, que já comprovamos, são infalíveis. Ele nos convida a nos maravilharmos COM ELE. Com o nosso SENHOR que vem nos buscar para junto dELE para sempre.

Não é mais o momento apenas de conversão, agora chegou o momento de rendição ao nosso Deus, Cristo e Senhor para a nossa redenção. De deixarmos tudo em segundo plano e nos rendermos a Ele como verdadeiros adoradores, porque são estes que Ele procura.

É momento de acordarmos do sono, de deixarmos as passageiras e banais preocupações desse mundo, de abandonarmos as superficialidades das religiões e, de fato, rendermo-nos ao nosso SENHOR JESUS e ao Seu verdadeiro Evangelho. Pois…

ELE VEM E PERTO ESTÁ A NOSSA REDENÇÃO!
“Eis que venho como ladrão! Feliz aquele que permanece vigilante e conserva consigo as suas vestes, para que não ande nu e não seja vista a sua vergonha”. Ap 16:15

Leonard Bernardo

Por Litrazini
Graça e Paz

domingo, 16 de fevereiro de 2020

GLORIFICAR A DEUS: O NOSSO MAIOR DELEITE

"Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo". (Ef 1.3)

Paulo estava preso em Roma quando escreveu sua carta aos efésios. Na introdução da carta exalta ao Triúno Deus pelo planejamento, execução e consumação da nossa salvação. No texto em epígrafe, duas verdades são ressaltadas:

Em primeiro lugar, a COMPREENSÃO DE QUEM DEUS É DEVE LEVAR-NOS À ADORAÇÃO (Ef 1.3).
Apesar da pobreza, perseguição, açoites e prisões que aqueles primeiros crentes tiveram que enfrentar, eles se distinguiram por um espírito de adoração. Eles entravam e saíam das prisões cantando. Adoravam a Deus apesar das circunstâncias.

Hoje, as pessoas vivem murmurando, reclamando, infelizes e descontentes. Mas, os salvos estão encantados com o Deus da graça, o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. Estes adoram a Deus por ser quem ele é. Ele é bendito, exaltado e supremo. Diante dele os anjos se curvam e os salvos depositam suas coroas aos seus pés. Além de Deus ser adorado por quem ele é, deve também ser exaltado por aquilo que ele fez.

Paulo diz que Deus tem nos abençoado. E como ele tem nos abençoado? Ele planejou nossa salvação antes da fundação do mundo, executou-a na história e a consumará na segunda vinda de Cristo.

Em segundo lugar, A NATUREZA DAS BÊNÇÃOS QUE RECEBEMOS DEVE NOS LEVAR À ADORAÇÃO (Ef 1.3).
Em oposição à perniciosa teologia da prosperidade, tão em voga em nossos dias, Paulo fala de toda sorte de bênção espiritual. Quatro destaques devem ser feitos:

ANTES DE CONSIDERARMOS AS BÊNÇÃOS, PRECISAMOS CONSIDERAR O ABENÇOADOR.
A ordem é extremamente importante. Por causa do nosso miserável subjetivismo, sempre temos a tendência de concentrarmo-nos logo nas bênçãos; sempre queremos algo para nós mesmos. Contudo, o apóstolo insiste em que comecemos com Deus, e com o culto que lhe devemos. Por isso diz: “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo…”.

A maneira pela qual nos vêm essas bênçãos. Essas bênçãos nos vêm “… em Cristo”. Sem Cristo não há bênção. Toda bênção que desfrutamos como crentes nos vêm por meio de Cristo. Há certas bênçãos comuns e gerais que são desfrutadas por todos os homens. Há o que se chama de “graça comum”, mas não é disso que Paulo está falando. Aqui ele está tratando de uma graça particular e especial. Você não pode ser crente sem estar em Cristo.

Não há bênçãos para o crente fora de Cristo. As bênçãos vêm exclusivamente por meio de Cristo. Ele não tem nenhum assistente. “Nenhum outro nome é dado entre os homens pelo qual importa que sejamos salvos” (At 4.12). Buscar bênção espiritual em qualquer outra pessoa, em qualquer outro caminho, em qualquer religião é negar a Cristo.

A natureza dessas bênçãos. Paulo nos diz que essas bênçãos são “… espirituais”. Estas bênçãos vêm de Cristo, mas também vêm por meio do Espírito Santo; são bênçãos concedidas a nós pelo Pai, por meio de Cristo, via Espírito Santo. É pelo Espírito que essas bênçãos passam a ser nossas. A aplicação da obra de Cristo é feita pelo Espírito. O Espírito é quem nos vivifica, nos regenera, nos santifica, nos transforma e nos capacita com poder.

O lugar onde essas bênçãos estão concentradas. Paulo diz que somos abençoados “… nas regiões celestiais”. No Antigo Testamento as bênçãos eram mais materiais e físicas. Mas quando adentramos no Novo Testamento, entramos num domínio inteiramente diverso. Aqui as bênçãos são nas regiões celestiais.

Nosso tesouro não está na terra. Nosso lar não é aqui. Nossa Pátria não é aqui. A nossa recompensa está no céu. Devemos ajuntar tesouros no céu. Somos uma colônia do céu na terra. Devemos buscar o que está além da vista. Aqui somos peregrinos e forasteiros (1Pe 2.11). Embora este mundo é de Deus, aqui não é o nosso lar. O crente não se apega a este mundo, não se amolda a ele, pois busca uma Pátria superior.

Hernandes Dias Lopes

Por Litrazini
Graça e Paz

sábado, 15 de fevereiro de 2020

A GRAÇA E O AMOR DE JESUS

Por mais profunda que seja sua angústia, Ele está presente. Por maior que seja sua dor, Ele está presente. Por mais humilhante que seja sua situação de abandono, Ele está presente. Por mais traumática que seja a sua perda, Ele está presente. Por mais desérticos que sejam os seus relacionamentos, Ele está presente.

Jesus está presente! Jesus não o deixa. Você pode abandoná-lo, mas Ele não o abandona. Entenda o profundo significado das promessas de Cristo a este respeito: “...Não te deixarei e nem te desampararei (Js. 1.5); “...Aquele que vem a Mim de maneira nenhuma o lançarei fora”(Jo. 6.37).

A maioria dos evangélicos tem procurado viver uma fé emotiva, baseada naquilo que sentem e não naquilo que a Palavra de Deus diz. A grande maioria diz: “Irmãos, sintam a presença de Deus!”, ou “Eu estou sentindo que Jesus está aqui!”; ou mesmo “Eu não tenho sentido a presença de Deus na minha vida.” Sentindo ou não, eu sei que Jesus está comigo porque a Bíblia me garante isto.

Que é mais importante? O que eu sinto, ou o que a infalível Palavra de Deus diz? Ela garante que nos momentos de mais dura provação, Deus está comigo: “Quando passares pelas águas eu serei contigo; quando pelos rios, eles não te submergirão; quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em ti” (Is. 43.2). Milagres só acontecem quando Jesus está presente, quando Ele está presente, o choro se torna em riso, o pranto se converte em alegria, a angústia vira em júbilo, o desespero cede à esperança, a derrota passa a ser vitória e o impossível possível.

Se você reunir as forças e entender que Jesus está ao seu lado, pronto a toma-lo nos braços, acariciar-lhe a alma e sarar-lhe as feridas. Jesus, mais do que ninguém, está interessado em tratar-lhe os traumas, pois foi para isto que ele veio “...eu vim para que tenham vida e a tenham com abundância” (Jo 10.10).

Jesus o ama, a Igreja o aceita e os irmãos o compreendem. A principal tarefa da Igreja é ser o hospital espiritual deste planeta. Jesus nada faz com pessoas que insistem em continuar fechadas no seu mundo, na obscuridade, no cantinho inviolável; Pessoas que insistem em continuar no seu mundo jamais provarão o tratamento do Senhor. Não interessa o que outros vão pensar, não há nada que pague o preço da restauração “Confessai as vossas culpas uns aos outros para serdes curados” (Tg. 5.16).

Existe uma forte relação entre a confissão e a cura. Deus mais do que ninguém, sabe tudo o que queremos ou precisamos, mas Ele quer ouvir você clamar, quer que você diga onde está doendo. A palavra grega para confessar é omologuéo, que significa: narrar detalhadamente o fato ocorrido.

Deus sabe tudo o que acontece com você e com muito mais detalhes do que você pensa, mas Ele quer a confissão da causa porque é um princípio bíblico. Tratar efeitos sem tratar causas é inútil. É como colocar um pouco de mertiolate sobre uma fratura exposta.

Por vezes falta-nos fé suficiente para entendermos que Deus está no controle das nossas vidas, mesmo nos maus momentos. É fácil rotular: nos bons momentos Deus está presente; nos momentos tempestuosos é o diabo quem está por perto. Quando estamos sob o Senhorio de Cristo e dizemos que Satanás está atuando em nossas vidas, estamos transferindo a glória de Deus nos momentos de tempestade para o inimigo.

A contemplação da glória do Senhor a cada bom ou mau momento traz-nos a cura da alma, pois não há maior conforto do que o de saber que durante os momentos mais difíceis Ele leva-nos em seus braços. “E todos nós com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados  de glória em glória, na sua própria imagem.” (2 Co. 3.18). Com a obediência quase automaticamente entendemos o Senhorio de Cristo.

Tudo o que acontece na vida do cristão faz, inevitavelmente, parte dos propósitos de Deus para o seu crescimento. O processo termina quando, com naturalidade, aceitamos a simplicidade das coisas espirituais. Por muitas vezes demoramos para ouvir a voz de Deus em meio a simplicidade das coisas do cristianismo. Esquecemos de reconhecer que Deus trabalha através de modestos louvores ou de palavras simples.

Transcrito Por Litrazini
Graça e Paz

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

RAÍZES DO MEDO (Medos Internos)

Infelizmente uma noticia ruim para nós, é que no Reino de Deus temos visto casos de pessoas, que eram fiéis a Deus, sinceros, e davam bons testemunhos, produziam bons frutos, e de repente quando ninguém esperava, lhe sobrevieram a queda .E lá estavam os soldados caídos frente ao inimigo, contra quem tanto lutaram. E o mais curioso é que a queda sempre acontece na área que o soldado mais impôs resistência ao seu inimigo.

Aonde estão as falhas no nosso exercito? Por onde o nosso adversário tem infiltrado seus ardis?

A história de Jó pode nos dar grandes esclarecimentos sobre a arma secreta do nosso inimigo. Jó Cap. 3:25-26: Porque aquilo que temo me sobrevêm, e o que receio me acontece. Não tenho repouso, nem sossego, nem descanso; mas vem a perturbação. Não é segredo para nós o relatório que Deus faz ao nosso inimigo sobre a fidelidade de Jó Em Jó 1:8 “Disse o Senhor a Satanás: Notaste porventura o meu servo Jó, que ninguém há n a terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, que teme a Deus e se desvia do mal?”, e na verdade Jó era fiel e dava bom testemunho.

Mas no seu desabafo em Jó 3:25-26, ele nos da a idéia da ação da arma secreta do nosso inimigo : O MEDO INTERNO (Jó tinha Raízes de Medo)  - TUDO QUE EU RECEAVA ME ACONTECEU - TUDO QUE EU TEMIA ME SOBREVEIO. O que atribulava Jó, como ele mesmo atesta no Cap. 3:26, é sem sombra de dúvida o medo. Mas é exatamente isto que nos chama a atenção, pois como um homem, que tem a aprovação de Deus, com relação a sua integridade, pode sofrer tamanha luta interior contra este sentimento negativo que é o medo?

Também existe o medo na sua manifestação mais conhecida pelas pessoas, que é o pavor, assombro, calafrios, medo de morrer, de sofrer, de perder, de empobrecer, medo que aconteça alguma coisa ruim. E é bem aqui entrelaçado e escondido nos temores humanos, que está alojado uma arma mortal do nosso inimigo.

É bem sabido de nós e do nosso adversário, que o medo na sua manifestação mais conhecida, é facilmente aplacado pelo conhecimento da palavra de Deus e da manifestação da mesma em nossas vidas. Veja Salmo 91:5-6 ( ) - Este texto nos dá uma idéia da eficácia da palavra de Deus com relação a aniquilar o medo existente em nós.

Mas então o que é esse medo que Jó tinha, e o que ele receava?  - Como já dissemos no inicio, grandes homens e mulheres de Deus tombaram no campo de batalha por estarem contaminados por esta arma mortal. Todos estavam lá lutando, opondo resistência ao nosso inimigo, conquistando territórios, mas de repente não suportaram os efeitos negativos deste vírus e caíram doentes no campo de batalha.

O Reino de Deus, na nova aliança está todo relacionado com a RESTAURAÇÃO, e nós devemos ter bastante atenção à esta palavra, pois somos seres sob constante restauração. E porque devemos dar bastante atenção?

Porque é justamente por estarmos sob constante restauração, que não podemos nos sentir prontos e auto suficientes. Pois pensando assim começamos a atrair para nós a responsabilidade da nossa vida espiritual por completo.

Para ilustrar melhor a questão de que esquecemos o que significa restauração, e, passamos a nos sentir prontos e auto suficientes, é mostrada na vida de Elias em um período da sua vida, após Ter vencido os profetas de Baal, e Ter sido ameaçado por Jezabel, fugiu para o deserto, foi alimentado por um anjo, caminhou uma longa jornada, e se abrigou numa caverna. E ali foi questionado por Deus, acerca do que estava fazendo: 

- O que fazes aqui Elias? A pergunta de Deus estava recheada de indignação, pois Elias estava agindo por sua auto suficiência, ou seja; como se ele dissesse isso é o melhor a ser feito; isso é comprovado com a sua resposta. Ele diz: - Tenho sido muito zeloso pelo Senhor... 

Veja, ele esconde de Deus seus temores, e tenta passar uma imagem de auto suficiência para Deus. Mas Deus aplaca a sua exaltação, quando lhe diz: Que é para ele voltar, ungir pessoas para alguns cargos específicos, e até Eliseu profeta em seu lugar, e finalizando lhe disse que havia preservado sete mil pessoas, que permaneciam fiéis a Deus.

Ou seja, Deus não estava dependendo e a mercê apenas de Elias. Portando nunca vá a Deus se sentindo auto suficiente, não tente parecer zeloso para com Deus, e com isso escondendo seus medos internos. (o acontecimento com Elias está registrado em 1Reis cap. 18 e 19 ).

Lembre-se: - TUDO QUE EU RECEAVA ME ACONTECEU - TUDO QUE EU TEMIA ME SOBREVEIO

Transcrito Por Litrazini
Graça e Paz

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

A ETERNA ALIANÇA MISERICORDIOSA DE DEUS

Toda vez Que o arco-íris estiver nas nuvens, olharei para ele e me lembrarei da aliança eterna entre Deus e de todos os seres vivos de todas espécies que vivem na terra.  [Gênesis 9.16]

No devido tempo, se a águas do dilúvio retrocederam, e de todos os ocupantes da arca - pessoas e animais -. desembarcaram a seguir, Noé edificou um altar e ofereceu ofertas queimadas sobre ele, simbolizando a dedicação da sua nova vida a Deus.

Já os antes do dilúvio, olhando para o futuro, Deus tinha dito a Noé : "Com você estabelecerei a Minha Aliança" . (6,18) Então depois do dilúvio Ele o confirmou (9,8-11).

"Aliança" é uma palavra-chave na Bíblia. Denota uma solene promessa de Deus na qual Ele toma uma iniciativa de imerecida misericórdia.

A promessa da aliança de Deus logotipo depois do dilúvio tinha um lado afirmativo e outro negativo. a negação foi feita cinco vezes sucessivas. Deus disse para si mesmo: "Nunca mais " (8.21; 9.11, 15).

A promessa negativa esta, deus acrescentou uma bênção afirmativa, na qual ele repetiu seu mandamento originais de quatro ênfases: frutificar, multiplicar, encher a terra e domina-la (9.1, 7).

Ele renovou o compromisso com a sua criação. além disso, prometeu que, enquanto a terra existisse, o ciclo anual das estações (tempo de semear e ritmo de colher, frio e calor, inverno e verão) e a sequência de dia e noite nunca acabariam .

Toda forma de vida depende, de alguma maneira, da regularidade desses ciclos, e sempre foi assim, mesmo antes de se saber que resultam dos movimentos da terra em torno de si mesma e em torno do sol.

A marinha real inglesa tinha bastante confiança nisso. certa vez enviou um seguinte orientação: "a frota vai zarpar ao nascer do sol, e o sol nascerá às 5h52min".

Deus se manteve fiel a sua aliança, uma que Ele assinou e selou com o arco-íris (v. 12, 17). Em contraste com o escuro cenário de um céu ameaçador, uma luz e a beleza desse fenômeno aparecem, unindo céus e terra .

De forma parecida, o apóstolo João viu o trono de Deus envolto por um arco-íris, pois Ele governa o mundo com misericórdia (ap 4.3). ler Gn.7.17

Retirado de A Bíblia Toda, o Ano Todo [John Stott]. Editora Ultimato.

Por Litrazini
Graça e Paz